IRRITADO

Um blogue de António Borges de Carvalho

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


  • MERECIDA EMIGRAÇÃO

    Uma boa notícia: o conhecido Penedo, perdão, Peneda, foi fixar-se em Bruxelas. Vai ser conselheiro, assistente, adjunto, factótum ou outra coisa qualquer do senhor Junker, ilustre sucessor dessoutro grande português há tempos ictiologicamente qualificado como cherne pela sua amantíssima esposa.

    Para além desta notável contribuição para o aumento das nossas ridentes exportações, teremos em Bruxelas uma das mais altas figuras da nossa selecção de saltaricos.

    Depois de ter sido membro de governos da AD e auto-destacado militante do PSD, descobriu a sua verdadeira vocação no seio dessa nobre instituição que se chama CES, tendo-se destacado como neo-esquerdista e feroz inimigo da austeridade, da troica e do governo, adepto do Krugman, admirador do Tripas e desestabilizador institucional.

    Também, honra lhe seja, fez piruetas várias no sentido de apanhar o lugarzinho que acabou nas mãos do Moedas, um rapazola de Beja. Helas!, sem sucesso.

    Por mor de algumas bocas que mandou insinuar nos jornais, fez constar que seria o candidato ideal para Presidente da III República. Também neste caso, viu, que tristeza, goradas as suas mui legítimas e justas aspirações.

    Felizmente, não há mal que sempre dure. Acabado o mandato no CES (o que é isso? para que serve?), goradas a aspirações comissárias e presidenciais, que fazer? Onde poder dar o seu alto contributo para o progresso da humanidade? Imagine-se a ansiedade, o desespero, a frustração do grande homem.

    Até que, ó milagre!, vem o convite do amigo Junker, e eis o nosso herói, imperial e digno, em terras não muito longínquas (pode vir-se passar o fim de semana ao Porto), donde raia a verdadeira autoridade continental.

    Neste histórico momento, o IRRITADO pede licença para apresentar os seus parabéns ao senhor Peneda, feliz por vê-lo longe destas pobres paragens. Outrossim se permite desejar ao senhor Junker que tenha a sabedoria de não ir no paleio do homem.

     

    13.5.15

  • MARAVILHAS DA NOSSA REPÚBLICA

    O dito que se segue é atribuído a Albert Einstein. Verdade ou mentira quanto à autoria, é bene trovato:

    “Se você correr, todo nu, à volta de uma árvore, à velocidade de 298 kilómetros por segundo, há a possibilidade de se sodomizar a si mesmo.
    Mas, se não for desportista, pode votar socialista para obter exactamente o mesmo efeito!“

    O nosso abominável Costa vai contribuindo com a sua triste cabeçorra para confirmar o bene trovato da frase do sábio. Desta vez, decidiu dizer que o PR, marcando eleições para Outubro, está a “prolongar a legislatura”, para favorecer o governo. Ou seja, na desmesurada ânsia de atacar tudo o que não seja ele próprio e a parte do PS que o apoia, resolveu acusar Cavaco, pela milésima vez, de estar “ao serviço da maioria”. Está-se nas tintas para a mentira do argumento: marcar eleições para Outubro tem sido prática corrente de toos os presidentes, incluindo os que sempre estiveram de serviço permanente aos interesses do PS: os seus ilustres militantes Soares e Sampaio.
    É muito grave que um tipo que se intitula, “candidato a PM” – coisa que não existe no nosso sistema – cometa bojardas deste calibre ou debite mentiras em plena consciência. Mas, como outra coisa não seria esperar.

    Adiante, já que…
    Ocorre pensar dois minutos na floresta de enganos em que todos estamos perdidos há 40 anos, enganos que, de tão repetidos, se tornaram automaticamente aceites pelas pessoas.
    Como é que um cidadão, eleito por 50% dos votantes, passa a presidente de todos? Por artes mágicas? Como é que um cidadão eleito por um lado politicamente bem definido da sociedade pode estar ao serviço do outro lado? Como é que um cidadão que passou a vida a defender umas coisas, passa a ter obrigação de defender o seu oposto? Como é que cabem duas verdades no mesmo saco? Como é que um cidadão que não tem poder político se compraz a inventá-lo, para gáudio de uma imprensa acéfala e sedenta de sangue? Onde foram tais cidadãos buscar o “poder moderador”? À Carta Constitucional da Monarquia? Ou à imaginação criadora de cada um?
    A presidência da III República é um perigoso embuste. Como é possível a um político de carreira ou a um adepto do Vasco Lourenço passar a “independente”, ainda por cima com uma legitimidade proveniente do sufrágio universal? Então um tipo eleito por uma maioria de votos de esquerda vai apoiar as políticas da direita? E outro, eleito por uma maioria de direita, vai ser um fiel defensor do socialismo?
    Querem coisa mais absurda, mais ausente de sentido? Como é que o poder político pode estar entregue a duas legitimidades igualmente eleitas, mas de sinal contrário? O poder político que, por definição, é só um, pode ser entregue a duas entidades opostas? Então a oposição é oposição ou pode ser também poder? Onde foi parar a separação de poderes?

    Voltando ao tema supra, se admitirmos que Cavaco Silva “protege” a maioria, haverá que perguntar que mal há nisso (eu não admito; mal, muito mal, houve quando protegeu o Pinto de Sousa!). Que mal há em que se mantenha ao lado de quem o elegeu, se é que se mantém? O garantido antes das eleições é para deitar fora?
    A nossa III República, pelo menos no que à Presidência diz respeito, é um manicómio onde os psiquiatras decretaram greve permanente.
    Quando e como descerá sobre nós um mínimo de bom senso para acabar com as nossas constitucionais idiotices?

    11.5.15

  • FALHOUFAKIS

     

    O histriónico exibicionista careca que, cá no farwest europeu, se tem distinguido como inspirador de algumas senhoras sensíveis, tais Catarina Martins, a incalável, (critério político – um libertador!) e Isabel Moreira, a tatuada, (critério sexo-aspiracional – ai que “o tipo é sexy, porra!”), parece ter entrado em quebra de poder e começado a espernear.

    Assim: após meses de tergiversações, bocas inconsequentes, exibições de cachecóis, fraldas de fora, provocações em série, papéis e mais papéis do falhado palhaço, o camarada Tripas decidiu mandar a Bruxelas uns tipos cujas réstias de juízo talvez pudessem convencer o pessoal a entrar com o cacau outra vez. Vai daí, o Fakis, zás!, apresenta um papel a desdizer o que os enviados do Tripas já tinham dito, feito ou conseguido. Lá por Bruxelas, o pessoal, que não gosta deste tipo de brincadeiras, começa, finalmente, a pôr a hipótese de correr a ciganagem.

    Não se percebe lá muito bem porque é que a troica (“as instituições”, na boca do cachecol) não decide já: ou dar-lhes umas coroas ou mandá-los bugiar. Isto ou aquilo e acabou-se, em vez de andar para aí à procura de um “documento de reformas”, as quais, sejam quais forem, jamais serão realizadas, como está sobejamente demonstrado. Ainda não perceberam que têm pela frente um bando de aldrabões, ou nefelibatas, ou demagogos, chantagistas que não merecem uma ponta de credibilidade? Já podiam ter acabado com o espectáculo há muito tempo. Eu sei que dar-lhes dinheiro – a troco da russofilia que constitui a grande arma do chantagismo do Syrisa – é ficar sem ele. Não lhes dar nem mais um chavo levaria a novas eleições, para que fosse o povo a acabar com a palhaçada.

    É difícil fazer prognósticos acerca do fim ou do não fim da comédia em curso. Mas – tudo tem as suas vantagens – talvez o fim do Falhoufakis pudesse contribuir para a felicidade da tugalândia. Como? Calando as catarinas, os tavares, os jerónimos, os costas, os soares e tantos mais que andam para aí a vender cabritos sem jamais ter tido cabras.

     

    8.5.15

  • BOM SENSO, RECOMENDA-SE

     

    Aqui há dias, o IRRITADO lamentou duas ou três patadas na poça que o governo não soube ou não quis evitar. É uma pena que contribua para um descrédito que não merece, mas conviria não insistir no disparate. Não se percebe porque há-de trazer à baila assuntos que não vêm a propósito, não interessam a ninguém, não são simpáticos nem valem um caracol. A tendência para a asneira em tais histórias põe aos gritos as alcateias de serviço, que jamais se cansarão de ribombar o que lhes vier à cabeça.

    Nesta senda, a despropósito, Passos Coelho resolveu tecer loas a Dias Loureiro. Talvez lhe fique bem, não sei. O atingido, para além de guardar uns papéis no balde do autoclismo ou equivalente, de nada foi acusado, nem é arguido em processo nenhum, que eu saiba. Mas o julgamento popular, parece que mais com razão que sem ela, está feito. Dias Loureiro passou a personna non grata no anedotário nacional. Por isso, se não vinha a propósito criticá-lo, ainda menos vinha tecer-lhe loas.  Vá lá saber-se porquê.

    Bom senso é coisa que não costumava faltar a Passos Coelho. Mas, pelos vistos, tende a deixar de fazer parte da partitura…

     

    6.5.15

  • O PRIVILEGIADO

     

    O actual regente da banda do Largo do Rato, por estar em desacordo com um artigo qualquer em que um jornalista se manifestava em desacordo com as teses do salvífico “documento” dado à estampa por um escol de técnicos ao serviço do PS, deu à casca de forma original: via sms! Agarrou no android, e vai disto: insultou o homem da forma mais carroceira e estúpida que se possa imaginar.

    O 44 fez escola, como toda a gente já percebeu. Os seus alunos, morto o Seguro, voltaram, gloriosos, ao poder. É vê-los por aí, a ver quem mais se desboca. Mas o chefe…, o “candidato a PM”, o inigualável Costa, andar a insultar jornalistas via sms… é preciso ser burro. Não é?

    Não é, não senhor! O sms saltou cá para fora, mas a distinta classe jornalística tratou de o esconder. Ninguém se indignou, ninguém comentou, ninguém veio defender a liberdade de imprensa e condenar o ataque. Que diabo, o Costa tem privilégios que aos demais não são dados. Sabem porquê? Ora essa, por que é que havia de ser, porque o Costa é de esquerda. O resto é conversa.

    O esquerdismo doentio da classe jornalística é de tal maneira visceral que nem para defender os seus vem à liça quando um deles é atacado por um carroceiro de esquerda.

    Haverá excepções. Vou à procura.

     

    6.5.15

  • DAS VOLTAS QUE A CABEÇA DÁ

    Hossana! O maravilhoso Centeno (ou mileno ou dezeno, para ele os números são detalhe), dois dias depois de ter dito que a TSU do PS iria criar 15.000 postos de trabalho, aparece no Jornal de Negócios a dizer que, afinal, não são 15.000, são 45.000. Como o IRRITADO tinha atempadamente profetizado, será fácil chegar aos 485.324 empregos, a brotar, novinhos e bem pagos, da primaveril cabeça do simpático Centeno.

    O rapaz tem currículo, passado e presente. Mas, se soubesse um bocadinho de política e de sociedade, ter-se-ia deixado estar muito sossegado no buraquinho de que dispunha no BdP – onde ninguém dava por ele – em vez de se meter com gente tão pouco recomendável como o camarada Costa. E é pena. É pena que, tão depressa, o rapaz tenha entrado em histórias como, entre outras, estas dos 15.000 empregos, logo multiplicados por três, histórias próprias do 44 ou do Costa, mas que ficam mal a um tipo que, consta, até tinha boa fama entre os pouquíssimos que o conheciam ou já tinham ouvido falar dele.

    É assim a vida. Dizia-se nos mentideiros que o rapaz até era um liberal, tinha aprendido umas coisas nos EUA, etc.. Mas, vá lá perceber-se o que vai no bestunto de cada um!

     

    5.5.15

  • OS DÊDÊTÊS DA “INFORMAÇÃO”

    Ontem, foi a malta surpreendida com uma ”proposta de lei” subscrita por tudo quanto é manda-chuva nos chamados meios de comunicação social. Sabem acerca de quê? Da cobertura das campanhas eleitorais.

    Pontos de partida:
    a)    Uns deputados sem cabeça andaram a inventar uma lei de “visto prévio” sobre o assunto. Felizmente, a coisa foi para o lixo. Nem reciclagem merecia;
    b)    Uma lei em vigor estabelecia coisas tão estúpidas que, na última campanha eleitoral, teve o condão de pôr os notáveis encarregados dos media em greve informativa.
    Ponto de chegada:
    c)    Os DDT’s da coisa, conhecidos por directores de informação, em vez de pedir a revogação pura e simples da lei referida em b), arranjaram outra, ao que consta para “defender o direito de informar e ser informado”.

    Conclusão:
    Parece que o pagode, no parecer de tão alta gente, precisa de mais leis. Não precisa. Os DDT’s que informem ou desinformem como lhes apetecer. Obriguem-nos a levar com a Catarina Martins a toda a hora. Ponham a horrenda mulherzinha dos “verdes” – verdes uma ova – a entrar-nos em casa em doses industriais. Espetem-nos com o Nóvoa na cara dia sim dia sim. Enxameiem os jornais de propaganda dos seus amigos, sejam eles quais forem.

    A malta não é tão estúpida como eles pensam. Cá estamos para julgar. Mas não nos venham com mais leis, que há leis que cheguem para dar e vender.
    Estes apóstolos da liberdade de expressão querem uma lei que a regule? Vêm com cantiga oposta à dos deputados sem cabeça, armados em legisladores?
    Valha-nos Santa Pulquéria!

    ET. O IRRITADO (incoerência!) também propõe uma lei. Uma lei que estipule que a propaganda política nos media passe a ser paga. Era remédio santo? Não. Mas, ao menos, livrava-nos da estucha dos tempos de antena.

    2.5.15   

  • MINHA POBRE CAMIONETA

    A democracia tem os seus clichés, as suas frases feitas, as suas asserções básicas. Todas razoáveis, mesmo se pouco passarem disso.
    Uma delas: “os direitos de cada um acabam quando começam os dos outros”.
    Outra: “a greve é um direito”.
    Muito bem. Sejam, tanto uma como outra.

    Mas (o IRRITADO é um chato), vamos tentar compaginá-las. Como se compagina o direito à greve da canzoada dos pilotos da TAP com os direitos dos passageiros, da empresa, da economia, do país, dos outros trabalhadores da TAP, da principal indústria exportadora (o turismo), dos partidos políticos e, a la limite, dos próprios pilotos? Ninguém jamais percebeu ou perceberá como.
    Talvez em menor escala, é o caso das greves dos maquinistas da CP, dos tipos da Carris, dos marujos da Transtejo, dos trabalhadores do Metro e de outras gentes, greves que nada têm a ver como os clássicos patrões e só pululam em empresas públicas, já que os patrões privados parecem, ao contrário do que rezam os teóricos, não ter problemas nenhuns com greves.
    Greves como as da canzoada e quejandos, se são, como diz a teoria geral do socialismo, das “massas laborais contra o patronato”, e se acontecem em empresas públicas que, como diz a mesma teoria, são “nossas”, “de todos”, “do povo”, então são contra todos nós, que somos, continuando na tal teoria, os “accionistas” os “detentores do capital”, os “que recebem dividendos”. Por outras palavras, são, maxime a da canzoada voadora, a pura expressão de direitos exercidos por uns em prejuízo dos dos outros.

    O que quer dizer que o apport do socialismo, nos países em que, como no nosso, o Estado está metido em tudo e mais alguma coisa, é um atentado à primeira e basilar asserção, e um abuso de poder, para não dizer um crime, em relação ao que a segunda estipula.

    O socialismo que compagine. Para a minha camioneta é areia demais.

    1.5.15

  • AMANHÃS QUE CANTAM

    As inúmeras e geniais ideias da “comissão Costa” não param de nos elevar a esperança num futuro risonho.
    A última foi esta: só à pala da sobretaxa do IRS vão os rapazes “criar” 15.000 novos empregos. Porque não 30.000? ou 300.000? Não se sabe. Trata-se da habitual futurologia do socialismo militante e ansioso, indiscutivelmente merecedora de todo o crédito. É de saudar a modéstia da formidável previsão. Sem se preocupar com números nem “justificar” a ideia, o senhor Pinto de Sousa, tido por engenheiro Sócrates e hoje carinhosamente cognominado de 44, tinha arranjado 150.000, o que foi dez vezes mais que o costismo nos proporciona.

    Destas, há e haverá muitas mais. Por exemplo, retirados que sejam uns milhares de milhões à segurança social, ficará a dita em muito melhores condições. Evidente, não é? Verdade seja dita, desta feita os rapazes dizem porquê: os novos filiados, quando chegarem à reforma, pagarão o que os actuais ficarem a dever. Teremos que nos curvar, respeitosos, perante tanta inteligência.

    A economia também conhecerá um exponencial crescimento. Mais dinheiro pago às pessoas, as pessoas gastarão mais dinheiro. Portanto, haverá mais produção, da boa, da não transaccionável, não é? Só faltou contabilizar os empregos que a coisa vai criar mas, se formos tão modestos como os rapazes, poderemos cifrar a coisa mais uns 422.324 . As importações aumentarão também, o que nos abrirá novos mercados. Uma delícia.

    É esta uma pequena e bem merecida homenagem aos técnicos da comissão Costa e, por extensão ao próprio Costa.

    1.5.15

  • UM DIA PARTIDO E SUJO

    A começar a sua interminável oração, o candidato presidencial do PS, Sampaio da Nóvoa, disse, sabe-se lá com que lógica, que “este é um dia inteiro e limpo”. Para ser limpo, era preciso que o orador dissesse de quem era a frase. Não disse. O dia ficou sujo. Quem ali estava era bem característico, nada tinha de inteiro. O dia ficou partido. Depois, em interminável sermão, disse aos “amigos” e às “amigas”, “purque” (sic) estava ali. Purquê? Porque estava a salvar a Pátria, mercê da ética republicana.
    Embevecidos, Soares, Sampaio, Lourenço e mais umas centenas de velhadas, ouviam as doutas palavras do senhor.
    Parole, parole, parole. De substantivo, pouco ou nada. O homem vai fazer com que o país deixe de estar “frágil”, vai dar cabo da austeridade – mais um que descobriu a árvore das patacas, sem dizer onde nem que patacas –, vai ser de todos sendo só da mais folclórica das esquerdas, como o discurso e a assistência demonstraram. “Que política é esta, que dá cabo da democracia e dos ideais de Abril?”. Aí está. Para ele os tais “ideais” tinham mais a ver com o socialismo e com a esquerda que com a liberdade, mais com a “república”, à boa maneira jacobina, que com a democracia. Apelou à juventude e à renovação perante uma plateia de gerontes. Os alunos das inúmeras faculdades em que espraiou as suas magníficas potencialidades primaram pela ausência, ou nem sequer a organização os convidou, à cause des mouches.
    Ele está ali “em nome de um outro projecto”. Não duvido. O projecto do gongorismo prolixo e vazio, ao serviço de uma retórica sem conteudo, ou com um conteudo patriotiqueiro, obsoleto, quase ridículo. O Alegre que se cuide. O partido, nesta matéria, arranjou-lhe um susessor.
    As pessoas dizem-lhe pouco. O que o entusiasma é o “público”, o “colectivo”, as “associações”, os “movimentos”. Apesar de irremediavelmente feito com os folclorismos ordinários do Lourenço e com os não menos ordinários dislates do Soares, Nóvoa continua a insistir que é independente. Não tem partido. É como eu, que não sou sócio do Benfica mas torço que me farto. É a independência à maneira lourenciana, em que todos somos livres desde que sejamos todos socialistas e folclóricos.
    O orador quer estabelecer laços com as “novas forças que surgem na Europa”. Não disse quais, mas percebe-se: o Syriza, o Podemos, o do Tavares ou lá o que é. Quem sabe, com um jeitinho, tal como o Tripas com os fachos do Peleponeso, também fará uma perninha com a Martine e o Farage. Nada é impossível se, como disse “quem espera nunca alcança” (sic). Percebem?
    Mais uma vez, o ilustre académico vem com a historieta de que quer ser “o Presidente de todos os portugueses”, falácia inconstitucional que, de tão repetida, até é capaz de haver quem nela acredite. Não lhe chegará, como aos outros não chegou, ser Presidente da República, como diz a Constituição. Quer ser nosso, xiça! E, como os outros, acha-se titular do “poder moderador e regulador”. Gostava de saber onde é que estes defensores da sacrossanta Constituição encontraram nela tais poderes! Deve ser como os “princípios” que o Tribunal Constitucional encontrou na Constituição sem lá estarem. Uma coisa assim, a modos de mais ou menos, de ça va de soi, não é?
    Para quê ir mais longe? Quem gosta de palavreado gongórico e de sermões à antiga, ficou encantado. Quem esperava alguma coisinha para além de esquerdismo balofo e de republicanismo à Afonso Costa, foi um parlapaté triste e ameaçador.
    Um elogio falta, desta vez à equipa teatral. Todo bem arrumadinho, o altar era de estalo, a música, como nas corridas de touros, arrancou quando a malta estava mais entusiasmada. Um  friso de gentis meninas e cavalheiros, de preto vestidos, entoou a “Portuguesa”, a tapar a desafinação das massas. Um primor.

    29.4.15     

  • LIBERDADE DE EXPRESSÃO

    O Dr. Gonçalo Amaral investigou a história do desaparecimento de uma criancinha britânica no Algarve. Concluiu que os pais estavam de alguma maneira envolvidos na história. Fê-lo a partir de investigações que, na sua capacidade profissional, realizou. Saiu da polícia e resolveu dar às estampa as concusões a que tinha chegado, mantendo a sua opinião.
    Os pais da menina entraram em polvoró, o que é natural. Na sua “luta em busca da verdade” reuniram milhões, contrataram assessores, adjuntos, detectives, fizeram uma propaganda que foi muito para além do que mandaria a dor sem remédio de perder a filha. Na sua ânsia de “rentabilizar” o acontecido resolveram processar o Dr. Amaral por difamação. E parece que vão juntar aos milhões já raised mais uns 600.000 da indemnização a que o Dr. Amaral foi condenado pela nossa Justiça. Bingo!
    Ora o que o Dr. Amaral fez foi escrever a sua opinião sobre o assunto. Não difamou ninguém. Acha, com razão ou sem ela, mas com base em dados, que o casal é suspeito.
    Pergunto aos juízes se sabem que há, em Portugal, liberdade de expressão e, sabendo-o, se tal liberdade pode ser derrogada quando um especialista, mesmo que se engane, tira conclusões do que, profissionalmente, investigou.

    39.4.15

  • JUÍZO E CABEÇA FRESCA

    Sabe quem o lê que o IRRITADO, mais que não seja por exclusão de partes, é um feroz adepto do PSD. Não é militante ou associado da organização, nem tem qualquer tipo de relações pessoais ou políticas seja com quem for que por lá ande a mandar. Mas a tal exclusão de partes é de tal maneira gritante, as outras partes ficam a uma distância tal, que seria preciso uma imprevisível hecatombe para o fazer mudar de ideias.
    Por isso, incomoda-se quando vê o PSD fazer asneiras, ou a cair nas esparrelas da “modernidade”.
    Que raio terá passado pela cabeça do governo para, sem mais nem menos, avançar com a história da proibição total de fumar nos restaurantes, mesmo que só para daqui a cinco anos? Que raio terá passado pela cabeça do governo para, sem mais nem menos, avançar com a história da proibição de vender umas bejecas aos miúdos de 16 anos?
    Não têm coisas mais importantes para tratar? Acham que vão buscar apoios  com estas iniciativas?
    E a história (mais uma do incrível ministro do ambiente) da gasolina sem aditivos? 3 cêntimos por litro? Brincadeira de mau gosto? O cartão do Pingo Doce, bem gerido, dá uns 30 cêntimos! Acham que alguém lhe agradece tal coisa? Às vezes parece que o PM tem ataques de sono.
    Na política, o Marco António avança com a necessidade de ouvir a opinião de “entidades independentes” sobre a tão incensada “proposta macro-económica” do PS. Então o PSD não tem argumentos para denunciar a maluquice? Ou quer dar credibilidade política aos economistas contratados pelo adversário com mandato para, armados em moderados, dar ao povo umas abébias que sabem irealistas e catastróficas?
    Tenham juízo, rapazes. Por favor, tenham juízo!

    29.4.15

  • CLIMA CATÓLICO, APOSTÓLICO ROMANO

    Em maré de conselhos, qui vai um para o Papa Francisco. Diz a imprensa que S.S. está “preocupado com as alterações climáticas”, e que tal coisa até vai fazer parte de uma futura encíclica.
    Percebe-se que o Papa seja influenciado pela infrene propaganda que assola o mundo com a falsíssima unanimidade “científica” e “universal” acerca da influência humana nas alegadas alterações climáticas, material óptimo para distrair as gentes e as afogar nas alterosas ondas  do politicamente correcto. Há 250 anos também se dizia que o terramoto de Lisboa tinha sido obra dos pecados dos homens. Repete-se a coisa com contornos diferentes, agora não de “fé” mas de “ciência”.
    Santidade, não será isto um pecado de orgulho? Quem é o homem para alterar as manobras do Cosmos?

    Pastoreie Vossa Santidade o seu rebanho. Fá-lo com competência e saber. Mas não se meta em matérias demasiado controversas e duvidosas para merecer as suas preocupações. Além disso, nada têm a ver com a salvação das almas…

    29.4.15

  • BONEQUICES

    Reza uma notícia que a ilustre CML, agora sob medinal autoridade, quer pôr as “empresas e as freguesias a fazer de polícias dos graffiti”.
    Nada contra. Mas terá autoridade moral para isso? É evidente que não, nenhuma. Uma câmara que chega ao ponto de fornecer máquinas e materiais para uns gandulos sujarem as paredes, que chama a qualquer borrada “arte urbana”, que promove a coisa com um despudor sem limites e com uma total falta de respeito pelas pessoas, vem agora dizer que é contra os graffiti? Não brinquem conosco.

    A estas palavras responderia a CML que há graffiti e graffiti, isto é, que uns são “bons”, outros “maus”. Quem irá fiscalizar a “qualidade artística” das bonecadas? A Polícia Municipal? A Junta de Freguesia? Alguma nova “entidade”, um “regulador”, uma “alta autoridade”?

    Um bocadinho de coerência não faria mal nenhum à cidade.

     29.4.15

  • IRREFUTÁVEIS PALAVRAS

    Numa das variadíssimas “análises” laudatórias hoje publicados no jornal ultrasocialista designado pela palavra “Público” (sendo privado) sobre o magnífico “documento” do partido de que o jornal é militante, surgem, em glorioso resumo, com a assinatura de um “economista”, alguns números esclarecedores, a saber:

    Daqui a 4 anos:
    – o défice será de 1%
    – a dívida pública baixará para 117,6 % do PIB
    – o desemprego cairá para 7,4%
    – o investimento subirá 6,3% por ano

    A despeza aumentará, impostos e contribuições descerão.
    Assim. Como? É fácil. Bastará votar no PS, e é garantido. Palavra dada.

    Quem acreditar nisto, vote.
    Haverá sempre quem acredite que os ratos dos canos tocam harpa.

    27.4.15

  • TODOS CONTRA O 25 DE ABRIL!

    No 25, as pessoas pensaram que tinha chegado um tempo em que podiam ter opinião livre, votar em conformidade, e ver as suas opções maioritárias a governar. Apanharam um susto dos diabos com o PREC, depois voltaram a ter esperança.
    Também queriam que a guerra acabasse da melhor maneira. A guerra não podia ter acabado pior, com isso tendo sofrido, e continuando a sofrer muito mais os “libertados” que os “libertadores”.
    Por cá, tant bien que mal, entrou-se muma certa normalidade política, com altos e baixos, mas com aceitável continuidade.
    Porém, para muitos dos chamados “capitães de abril”, para a esquerda bolchevista, nefelibata e caviar, para os soares, alegres, nóvoas e companhia, o 25 de Abril não tinha a ver com liberdade, nem com democracia, nem com normalidade eleitoral: o 25 ou gerava o socialismo permanente, mais ou menos revolucionário, ou não seria “democrático”. É neste caldo de cultura que, ainda hoje!, a nacional-esquerda socialista sobrevive. Terá a desculpa da ignorância, como no caso dos militares que o palerma Lourenço comanda, mas não tem, com certeza, desculpa nenhuma no dos demais.  Num e noutro caso, o 25 “cumpre-se”, não por libertar e democratizar, mas por impor o socialismo.
    A ausência dos tais capitães às cerimónias oficiais (em abono da verdade, diga-se que não fazem lá falta nenhuma) é demonstrativa do que digo.O mesmo se passando com o cabo Soares ou o sargento ajudante Alegre, cujas verdadeiras intenções estão à vista e nada têm a ver com o pluralismo democrático que, em tempos idos, diziam defender  ou defendiam.
    Esta esquerda detesta o 25 de Abril. Esperava que o povo lhe desse o poder per omnia secula, mas o povo trocou-lhe as voltas. Por isso não comemora o que há para comemorar: a liberdade de decidir por via eleitoral e de opinar sem balizas outras que não sejam o respeito por terceiros, coisa que desconhecem e confundem com oposição política.

    Os capitães, afinal, fizeram o 25 para se apoderar dele, ou para o usar para os seus ideológicos fins  (se é que tais cabeças compreendem o que seja uma ideologia). Agora odeiam-no, porque o povo não lhes dá a cavalaria que almejavam. E agem em conformidade, desmascarando-se.
    Ainda bem.

    25.4.15

  • METONÍMIAS

    Num inesquecível sábado, há uma data de anos, li um texto da dona Clara F. Alves em que a dita, após verter lágrimas de crocodilo acerca da difícil vida da sua manucure, acaba por escrever um diálogo mais ou menos assim: Clara – “pois é, coitada, tens uma vida difícil neste mundo machista”; a rapariga – “É verdade, senhora doutora”.
    O texto serviu para informar o povo, não dos problemas da pobre profissional, mas da doutoral circunstância da Clara.

     Assim tem sido ao longo dos anos. A mulher, em intermináveis e “superiores” explosões de desprezo por tudo o que não seja o Mário Soares, elenca em catadupas as suas super intelectuais leituras, conhecimentos, viagens, triunfos, etc., materiais que vai atirando à cara do povo como se lhe fosse dado educá-lo. Enquanto a balsemónica criatura lhe for dando espaço, a intragável e intratável fulana continuará a ganhar a vida com os seus alardes de pesporrência e de intelectualoide superioridade.
    Ler isto dá para perceber os altos sentimentos de admiração e estima que nutro pela mulher. Com toda a razão. Este Sábado, atraído pelo lead de mais um repugnante escrito, li uma miserável diatribe contra Passos Coelho.
    Sabem a razão desta fúria? O elogio que o PM fez a Mariano Gago. É que, para vincar  que a sua admiração pelo defunto era sincera, terá sublinhado que lhe era devida, “apesar” de ter pertencido a governos da actual oposição.  O que, para uma inteligência normal, quer dizer que o admirava, como intelectual, cientista e político, para além e acima de politiquices. Ou seja, reforça o elogio.
    Para a CFA, a conclusão é a de que PPC é um “pobre de espírito”e um “palúrdio” (tolo,estúpido, idiota, pacóvio), que nunca “nunca passou os olhos pelas obras completas de Lee Kwan Yew”, coisa que ela, como é óbvio e nem é preciso dizer, leu, releu e assimilou, lado a lado com mais trezentos e cinquenta mil outros calhamaços de cuja leitura modestamente se vai gabando, como se alguém acreditasse. A Bíblia, essa não deve ter lido, nem em citações ou excertos. Caso contrário, saberia que, no sentido bíblico que invoca (não em sentido vulgar, que isso é próprio de gente menor), a simplicidade é uma qualidade positiva, a merecer o céu.
    Estamos, pois, perante uma real demonstração de ignara arrogância, bazófia e pedantismo, qualidades que ninguém negará ser características de marca de CFA. Uma harpia ao contrário, isto é, em vez de cabeça de mulher e corpo de abutre, tem cabeça de abutre e corpo sei lá de quê.
    A finalizar a arenga, a criatura brinda-nos com aquilo a que se poderá chamar “Teoria Geral da Máquina de Cortar Fiambre”, pretexto para nos dizer que leu Ferreira de Castro. Não terá percebido, mas que importa? Não virá a propósito, mas, como, além da CFA, tudo é menor, que importa? A austeridade é como a máquina de cortar fiambre, diz ela. Só é pena que a não a ponham a contas com a lâmina…
    Uma metonímia, é claro, palavra altamente cultural usada pela importantíssima mulher para, como é seu superior hábito, épater le bourgeois.

    26.4.15

  • DO RASCA E DO FALACIOSO

    Da boca do camarada Costa saíu um comentário ao discurso do PR que faz honras a uma bestialidade política que, por muito baixa que seja a consideração em que o tenhamos, não julgaríamos possível.
    Diz ele que, ao PR, não é dado ser favorável às políticas do governo. E justifica com a prática presidencial do camarada Soares, o qual, na bestial opinião, passou a “independente”. É facto que Soares se dedicou a tempo inteiro a chatear o governo, porque o governo não era socialista. Se fosse, e o tal Soares o apoiasse, estaria abaixo das suas competências? Não parece. Diga-se que o actual PR aturou um governo socialista durante seis anos, com o PM que tinha, sem lhe causar problemas de espécie nenhuma e deixando-o enterrar a Nação sem passar de avisos mais ou menos “institucionais”. Nessa altura estava a proceder bem? É o que se pode concluir da merdosa opinião do camarada Costa.
    Nem este Presidente nem nenhum dos outros foi “presidente de todos os portugueses”, falácia aldrabona que a praxis da propaganda republicana fabricou. Nenhum dos futuros o será. Neste aspecto, até louvo a Constuição: o PR é da República e de mais coisíssima nenhuma. “Os portugueses” não têm nem jamais terão um presidente seu. O Presidente, todos os presidentes, erroneamente eleitos por sufrágio universal, serão sempre fruto de uma coligação de votos bem explícita.  Se, ao menos, fossem eleitos por maioria qualificada do Parlamento, poderia dizer-se que, por essa via, representavam uma maioria substancial dos eleitores. Mesmo assim, não seriam “dos portugueses”, só da República, o que é coisa completamente diferente.
    Donde, as palavras do camarada Costa, independentemente do discurso de Cavaco Silva, são de uma bestialidade a toda a prova.

    Que dizer das arengas sobre o mesmo assunto proferidas pelo Arménio, pelo Jerónimo, pela Catarina, pelo Adão e outros mais? Nada, que uma pessoa não deve perder tempo a comentar discos riscados.  

    25.4.15

  • CHANTAGEM!

    Os camaradas Tripas e Fakis desdobram-se em declarações, dizendo que o “acordo” está iminente. Do lado de cá, por unanimidade, as declarações são em sentido contrário: ou o casalinho baixa a bola, ou o “acordo” estará cada vez mais longe.
    Qual é, então, a estratégia dos camaradas que os helenos, estupidamente, puseram no poder?  É simples: chantagem. Eles sabem que a Europa inteira tem medo de os ver cair nos braços de Moscovo. Vão dando os sinais necessários: visitas, abraços, acordos de milhares de milhões. Sabem que a Europa receia o seu próprio desmembramento, se a Grécia sair do euro, ou da União. Sabem que têm o apoio acrítico e obtuso do senhor Obama. Sabem que a NATO dificilmente suportará ter um aliado dominado por Moscovo. Resumindo, sabem que tudo isto está do seu lado e que, portanto, a chantagem é a única solução para poderem continuar a aldrabar os gregos com as suas teorias. É essa a estratégia. O resto é conversa: ou pagam ou estão lixados!
    Gente séria, honesta, fiável, não é?

    26.4.15

  • CARLOS MAGNO

    Diga-se antes de mais que este blog, como saberá quem o lê, jamais se poupou a críticas à chamada comunicação social. O que não quer dizer que a coisa deva ser submetida a “entidades” . Há, à farta, leis que previnem abusos de vária ordem. Mas não as há, nem pode haver, que evitem ou punam critérios editoriais idiotas ou escolhas políticas não assumidas.
    Posto isto, aconteceu que, num dos seus habituais ataquinhos de estupidez, a dona Medeiros se pôs à frente de um bem seleccionado escol e resolveu dar à luz um projecto de vigilância política dedicado à cobertura jornalística das eleições. A coisa já morreu, como disse o intolerável Marques Mendes. Nem história é. Muito bem.

    O que ainda mexe, pelo menos no IRRITADO, é o caso do senhor Carlos Magno (não confundir com o propriamente dito), que, reconheça-se, é uma pessoa estimável. O pior é que deixou de ser jornalista para se tornar presidente de uma coisa que se chama ERC, Entidade não- sei-quê, que se dedica a vigiar o comportamento da chamada comunicação social. Uma entre as 3894 “entidades” que enxameiam a nossa terra.
    Ora o dito senhor, indignadíssimo com a Medeiros e seus colegas, veio declarar que, se o projecto vingasse, se demitia. Porquê? Não é ele próprio o chefe da indiscutida vigilância do sector? Será uma questão de ciúmes, já que estarão a meter a foice na sua seara? Não se sabe. O que se sabe é que o senhor Carlos Magno devia demitir-se, com Medeiros ou sem Medeiros. Devia propor, enquanto jornalista que foi, a extinção da sua absurda entidade. Poupava-se uma data de massa e ninguém dava pela morte de tal grupinho.
    Fica a sugestão.

    25.4.15