Janeiro 2007
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Sim ou Não
Publiquei, em 2001, um livrinho, de seu título “O Presidente de Nenhum Português”. Entre outras matérias, nele falava sobre o referendo. Não um referendo específico, mas o referendo em geral, enquanto instituto jurídico. Procurava demonstrar a sua natureza anti-democrática, mais precisamente defender a opinião de que se trata de intolerável entorse à democracia representativa, a… Continue reading
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Pontos nos iis
Punhamos os pontos nos is nesta história da Câmara Municipal. Há dois problemas: a) O criado por uma armadilha policial montada pelos irmãos Fernandes para desgraça de um pato bravo de Braga; b) O levantado por um dos Fernandes e por mais algumas “forças vivas” sobre alegados prejuízos causados à Câmara pela troca… Continue reading
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DO AQUECIMENTO GLOBAL
Os meus ouvidos iam estourando de terror. Então não é que o senhor Relvas (grande dirigente e educador das massas do PSD), perante os olhares embevecidos do senhor Carvalho (grande dirigente e educador das massas do PC) e da senhora não sei quantas (aquela que tem enormes dificuldades para pronunciar a palavra Borges), declarou aos… Continue reading
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PROCURADORES
A tendência para a asneira parece ter tomado, em definitivo, assento nas nossas magistraturas. O PGR que já lá vai não perdia uma apariçãozinha perante os chamados media. Ele era entrevistas, declarações, comunicados, sei lá. Acabou, como é de timbre, por passar vida a meter o pé na argola. Havia fugas de matérias em segredo… Continue reading
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FUTUROLOGIA
Há dias fui à Câmara Municipal de Lisboa tratar de um assunto. Mandaram-me comprar um documento. A coisa foi relativamente rápida, e eficiente q.b. Para passar um recibo, a menina pediu-me o número fiscal. Escreveu-o no computador. A máquina escarrou um papel. – Aqui tem o seu recibinho, senhor Carvalho. Fiquei banzo. – Como é… Continue reading
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Tiros no pé
Quando o senhor Melo (se é com dois èles, peço desculpa) disse uns piropos ao senhor Portas, num jantar qualquer, será que passou pela cabeça de alguém que a história fosse dar no que deu? Então o que o senhor Castro tinha a fazer não era associar-se à justa homenagem prestada pelo presidente do grupo… Continue reading
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Chinesices
Em doce e profícuo ambiente do que poderíamos chamar “concorrência institucional”, o senhor Pinto de Sousa (Sócrates) tomou a mui sábia e nobre decisão de ir à China. A coisa foi devidamente propagandeada. Para a opinião pública, era óbvio que o senhor Pinto de Sousa (Sócrates) não podia ficar atrás de SEPIIIRPPDAACS. Se Sua Excelência… Continue reading
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Perguntas incorrectas
Algumas perguntas eventualmente incorrectas, à atenção do senhor V.J.Silva e quejandos: – Um voo cuja aterragem ou descolagem num ou de um aeroporto é autorizada por quem de direito é um voo clandestino? – Nos aeroportos onde, devidamente autorizados, aterram aviões, é de norma declarar os nomes dos passageiros? – É de norma exigir… Continue reading
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A moral dos moralistas
A troca dos terrenos do Parque Mayer pelos da Feira Popular foi, há uns dois ou três anos, objecto de terríveis manobras. O Engenheiro Carmona lá conseguiu, à custa de muito jeitinho, convencer o PS a aprovar a coisa, nos termos que o PS exigia. Parecia que tudo estava resolvido. Eis senão quando entra em… Continue reading
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O futuro da Dona Ana
Durante o consulado, no PS, do senhor Ferro Rodrigues, ficaram célebres as tiradas malucas da dona Ana Gomes. Cada cavadela cada minhoca. O homem lá foi aguentando os desmandos oratórios da senhora, por ignorância dos assuntos, por ingenuidade ou por solidariedade esquerdista. O partido (já não sei quem mandava nessa altura), aterrorizado com tanta maluquice,… Continue reading
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Descarrilhações
O inenarrável Carrilho continua a dar que falar. Desta, resolveu dar com os pés à Câmara de Lisboa, alegando que as suas ingentíssimas tarefas como deputado o impedem de dar à vereação a luz intensa da sua nobre cooperação. Ninguém sabe, ninguém viu, ninguém ouviu o que o pesporrentíssimo fulano anda a fazer no Parlamento.… Continue reading
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A Verdade do dr. Sampaio
Aquela senhora do esgar elíptico que trabalha na RTP e costuma interromper as pessoas a meio do raciocínio perguntou ao dr. Sampaio se era verdade que tinha decidido dissolver a Asembleia poucas horas depois de ter dito ao dr. Santana Lopes que não o faria. O dr. Sampaio respondeu que se tartava de “um processo… Continue reading
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Da (in)dignidade da III República
Num artigo muito bem explicadinho, o professor Fausto de Quadros, português de origem goesa, vem dizer-nos o que se poderá resumir como segue: a) A ocupação de Goa pela pela União Indiana foi um acto ilegal em face do direito internacional, devidamente julgado, com sentença transitada; b) Os habituais acérrimos defensores do tal… Continue reading
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As Exigências de SEPIIIRPDAACS
SEPIIIRPDAACS1 prometeu “cooperação estratégica”. A maralha aplaudiu. Pinto de Sousa (Sócrates) ficou calado. SEPIIIRPDAACS cooperou estrategicamente. A maralha aplaudiu. Pinto de Sousa (Sócrates) aplaudiu e retribuiu. SEPIIIRPDAACS salamalecou-se com o governo no Natal. A maralha aplaudiu. Pinto de Sousa (Sócrates) aplaudiu e retribuiu. SEPIIIRPDAACS, no ano novo, exigiu resultados. A maralha aplaudiu. Pinto de Sousa… Continue reading
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No Reino da Dinamarca
É hábito de socialistas, e não só, louvar a organização, o "pogresso" (como diria SEPIIIRPPDAACS[1]) dos países nórdicos, as delícias da social-democracia, a protecção social, enfim, a felicidade da viquingagem. Nada contra. Cada um louva o que gosta. O distinto pessoal tem por norma esquecer-se, por exemplo, de que, no auge do socialismo sueco, havia… Continue reading
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Verdades e Mentiras
Os nossos pais ensinaram-nos a respeitar a verdade. Mentir é feio, diziam. A verdade dá ao homem dignidade, altura, qualidade. Os mandamentos das bíblicas tábuas também para aí apontam, passando a verdade a ter valor teológico e a estar no caminho da Salvação. Pela vida fora, porém, vemos a verdade relativizar-se. Olhamos à volta e… Continue reading
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Esta Lisboa de Outras Eras
I Não jogo golfe nem percebo nada do assunto. Não direi, como Eisenhower, que o golfe é the best way to spoil a nice walk, nem farei críticas a quem o joga. Às vezes ouço uns porreiraços a falar golfês. Não percebo patavina. Confesso que a conversa me provoca uma espécie de condescendência… Continue reading
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Três Anedotas
I Se me não falha a memória O primeiro Rei da História Foi um tal Afonso Henriques, Que pôs todos aos despiques E acabou logo co’as fitas Expulsando os Jesuítas. Depois veio um tal Carmona, Embaixador em Pamplona, Que of’receu um elefante ao Papa, Que morava então à Lapa E era filho do… Continue reading
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Cinco Coelhos
COELHO UM De seu nome Miguel. Aparatchik emérito, ficou célebre quando apresentou uma moção a exigir o "feixo"(sic) da CRIL. Para além disso, é o chefe do partido do senhor Pinto de Sousa (Sócrates) em Lisboa. À segunda, vai votar Cavaco. Fez tudo o que podia para acabar com o túnel do Marquês. Depois… Continue reading
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O sono da razão
Quando o senhor Pinto de Sousa (Sócrates) era ministro do ambiente, avançou com a ideia da co-incineração. Havia demasiada porcaria industrial acumulada, era preciso acabar com ela. Achei bem. Cheguei a escrever uma carta ao lider da oposição (dr. Barroso), a recomendar-lhe que não se deixasse arrastar pelos gritos dos chamados ecologistas, pelas lamúrias demagógicas… Continue reading
