Durante o consulado, no PS, do senhor Ferro Rodrigues, ficaram célebres as tiradas malucas da dona Ana Gomes. Cada cavadela cada minhoca. O homem lá foi aguentando os desmandos oratórios da senhora, por ignorância dos assuntos, por ingenuidade ou por solidariedade esquerdista.
O partido (já não sei quem mandava nessa altura), aterrorizado com tanta maluquice, tratou de a mandar, na primeira oportunidade, para longe. E lá a temos no Parlamento Europeu.
Possuída de histérico furor anti-americano, a senhora tratou de arranjar um factotum. Nada melhor que o senhor Coelho, sedento de fama e pletórico de ignorância.
Mas, a partir de certa altura, o factotum deixou de dar conta do recado. Dona Ana queria mais. E vai de fazer investigações privadas – em talento policial faz inveja à CIA, desatar aos tiros contra o governo (do partido dela!) e contra o país que tal governo, para mal dos nossos pecados, representa. O dr. Amado, coitado, até já teve um ataque cadíaco (daqui lhe desejo as melhoras), mas ninguém sabe onde a senhora vai parar.
O mais certo é que, no fim do mandato, o PS se desfaça da sua preciosa colaboração. A senhora voltará, paulatina e triunfalmente, ao Ministério dos Negócios Estrangeiros, onde um brilhante futuro está à sua espera. Isto de função pública, apesar de tudo, continua a dar.
António Borges de Carvalho

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