IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


Setembro 2006

  • Quem quer começar?

    Jean François Revel dizia que o liberalismo era o capitalismo segundo a Lei. Dizia também que la démocratie ne connaît que des individus et non pas des communautés ou des groupes. Não há um liberalismo sem o outro, isto é, introduzir políticas liberais meramente económicas, mantendo os comportamentos individuais nas baias do dirigismo, é o… Continue reading

  • O túnel I

    O senhor Miguel Coelho, um dos mais successful, dos mais arrogantes e dos mais primáriosaparatchiques do PS, veio exigir a abertura do túnel do Marquês, na parte em que as obras já chegaram ao fim, isto é, das Amoreiras à Rotunda. Até aqui, muito bem. Sem disfarçar o incómodo, estou de acordo, julgo que pela… Continue reading

  • O Túnel II

    Já que se fala do túnel, das demoras, das terríveis “ilegalidades”, das prepotências do dr. Santana Lopes – que tinha a lata, imagine-se, de querer cumprir uma promessa eleitoral – dos boicotes políticos da oposição (PS, PC, BE) mascarados de legalismo e de preocupações técnicas e urbanísticas, ocorre-me um assunto ao qual, por ser da maior importância,… Continue reading

  • Se a minha avó tivesse rodas

    O New York Times publicou uns extractos de relatórios de agências secretas dos EUA, que referem que os riscos de terrorismo continuam a ser fortes, não se podendo afirmar que a política externa do país tenha contribuído para a sua diminuição. Isto é, dizem que os terroristas continuam activos, confessando, implicitamente, a incapacidade própria para… Continue reading

  • Aznar na Parvónia

    O senhor Aznar (RTP, 25/09) não trouxe propriamente nada de novo. O que disse já se sabia. Era a verdade. A Parvónia ouviu-o, mas duvido que tenha aprendido alguma coisa. Consta que o senhor Aznar cobra $25,000 (vinte e cinco mil dólares dos EUA) por cada aparição pública. Para a Parvónia, porém, foi de borla.… Continue reading

  • Consultores

    Um tal Dias, fulano que conheci há uns trinta anos, escreve, julgo que semanalmente, no extraordinário jornal que dá pelo nome de “Público”. Em baixo, no fim dos artigos, o incauto leitor é informado sobre a profissão do articulista ou, se quiserem, sobre a qualidade em que escreve: consultor. Consultor jurídico? Consultor de engenharia civil?… Continue reading

  • Leituras

    Será que o Tavares leu o discurso do Papa? Pensava deixar aqui um apelo ao Núncio Apostólico para que lhe mandasse o texto completo. Pensando melhor, é capaz de não valer a pena. Estaremos perante mais um mullah das Avenidas Novas?     António Borges de Carvalho Continue reading

  • Entrar nos eixos

    Boas notícias do “Eixo”. Parece que a dona Ângela entrou em fase de recuo. O “Eixo”, tão laboriosamente construído por esses dois luminares da política europeia que se chamam Chirac e Schroeder, entrou em crise. O senhor Schroeder já foi à vida. O senhor Chirac está quase a voltar a estar a contas com a… Continue reading

  • Grande País!

    Ficaria mal à incompetentíssa (ou…) equipa de arbitragem que valida golos metidos com a mão à vista de toda a gente pedir aos lesados e a nós todos desculpas pelo sucedido? O que vejo é um jogador do Sporting a dizer que está tudo OK, e umas “autoridades” quaisquer a dizer que os árbitros em… Continue reading

  • Independência

    Ao longo dos últimos dias, o patego espectador da televisão tem sido brindado com a publicidade relativa ao lançamento do “SOL”. Até aqui, tudo bem. O problema é que tal publicidade é ilustrada com uma, ao que julgo inexistente, primeira página do dito jornal, onde avulta uma monumental fotografia do senhor Pinto de Sousa (Sócrates)… Continue reading

  • Parecer de um laico

    Já toda a gente (toda?) percebeu que, afinal, o Papa fez um discurso académico em que (auto) criticava a sua igreja, ao mesmo tempo que defendia a compatibilidade entre crença e razão, e dizia não à violência em nome de Deus. Nada, absolutamente nada, do que disse, continha qualquer ofensa ao que se chama Islão,… Continue reading

  • Odete, a magnífica

    Em antena, dona Odete Santos, mais aquela senhora da pastinha na testa que é a nova patroa do PSD em Lisboa. Não vi tudo. Fugi. Odete cospe um ódio de tal maneira concentrado, refinado, em estado puro, sem misturas, sem cambiantes, um ódio total, retorcido, seco, duro, profundo, um ódio elaborado, aboborado em anos e… Continue reading

  • Valha-me São Pancrácio!

    Andam para aí uns turistas políticos a perorar sobre o “plafonamento” da segurança social do Estado, responsabilizando cada um pelo seu próprio futuro. Por outras palavras, do que se trata é de encarregar o Estado de prover, via descontos obrigatórios durante a vida “útil”, para uma vida “inútil” minimamente digna, deixando a cada um o… Continue reading

  • Casas para o Povo!

    Li, num jornal qualquer, que há, em Portugal, mais habitações per capita do que na Alemenha. Não fiquei surpreendido. A República, nas suas duas primeiras versões, ou seja, desde os seus tristíssimos quão repugnantes primórdios, dedicou-se à nobre tarefa de destruir o mercado de arrendamento. Na sua terceira versão acabou com ele em definitivo. Em paralelo com… Continue reading

  • Consensos

    Quando as pessoas querem fazer o que gostavam de fazer, mas não podem, entretêm-se com palavras. Querem descansar a consciência, talvez cumprir promessas, inventar ou re-inventar um poder a que se julgam com direito, dar conteúdo ao que pensam vazio, dar-se importância, ver-se ao espelho dela. Não sei se é isto o que se passa… Continue reading

  • Sujeiras

    Na página 8 da edição de 1 de Setembro do "Público", encontramos um mimo de pusilanimidade jornalística. Dona Esther Mucznik publica um artigo, aliás bem escrito, bem fundamentado e credível. Nele tece a dita senhora alguma considerações sobre certas manifestações públicas de islamitas em Londres, onde cita a fraseologia dos cartazes: Europe you will pay,… Continue reading

  • Limpezas

    Na mesma edição, o mesmo inefável "Público" dedica chamada de primeira página à festa do seu colega "Avante!", à qual dedica nada menos de três páginas inteirinhas – a 2, a 3 e a 4! – recheadas de parangonas laudatórias, de elogios rasgados, dando ao público (ao respeitável, não a si próprio) a clara noção… Continue reading