IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


Três Anedotas

I

 

Se me não falha a memória

O primeiro Rei da História

Foi um tal Afonso Henriques,

Que pôs todos aos despiques

E acabou logo co’as fitas

Expulsando os Jesuítas.

 

Depois veio um tal Carmona,

Embaixador em Pamplona,

Que of’receu um elefante ao Papa,

Que morava então à Lapa

E era filho do Alexandre Herculano

Inventor do aeroplano.

 

Eis duas estrofes de um fadinho brejeiro, sobre a História de Portugal, em tempos cantado em tascas e liceus, para gáudio da rapaziada. Tudo brincadeira, como é óbvio, e com uma certa graça.

 

Hoje, dada a cultura histórica fornecida pelas escolas e a qualidade do consequente jornalismo, faz-se o mesmo, só que a sério e sem piada nenhuma.

Segundo o semanário "SOL", o Martinho da Arcada abriu em 1822, em pleno reinado de Dona Maria Primeira, quando o Terreiro do Paço, por iniciativa de Pina Manique, era iluminado com candeeiros de… azeite.

A Senhora Dona Maria Primeira deu a alma ao Criador em 1816. Entre esse triste acontecimento e a abertura do Martinho da Arcada, reinaram os Senhores Dom João VI, Dom Pedro IV, Dom Miguel I, Dona Maria II, Dom Pedro V e Dom Luís I. Não é certo que o bisavô do Intendente Pina Manique já fosse nascido no tempo da Senhora Dona Maria Primeira, a qual, por irrefutável fatalidade da natureza, jamais pôs a vista no citado intendente. Quanto à iluminação a azeite…   

 

 

II

 

A dona Fernanda Serrano, num arroubo místico, confessa-se "budista, católica e hindu".

Imaginem a cena: a fulana, sentada no chão, pernões escancarados e pernas cruzadas, num nirvânico delíquio, contempla os trinta e dois braços de Shiva, pede a Visnú que lhe conserve os peitinhos, e reza uma Avé Maria não vá o resto não funcionar.

Desta humilde tribuna, recomendo umas conchinhas para os orixás, uma visita à mãe-de-santo, umas leituras do Corão, umas benzeduras do reverendo Jackson e, porque não?, um rendez-vous com o Professor Karamba.

 

 

III

 

Pelo punho do Professor Sousa ficámos a saber que o insigne, ribombante e tonitruante secretário de Estado Magalhães (um que abandonou o barco do PC logo que as tropelias do senhor Gorbachev começaram a fazer adornar o “sol do mundo”, lembram-se?) é o feliz proprietário da melhor fazenda de Ilhéus, no Brasil, onde cultiva cacau clonado(!?). Ainda segundo o professor Sousa, o nosso diligente governante tem como colegas, naquela zona dos trópicos, os senhores Américo Amorim e João Vaz Guedes.

Quem não conheça o professor Sousa poderá pensar que a notícia está cheia de veneno. Mas, conhecendo-o, e sabendo que o veneno não está (nunca esteve!) na ponta da sua caneta, haverá que tomar a notícia por boa e felicitar o senhor secretário, pela iniciativa e pela companhia.

 

António Borges de Carvalho


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