IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


FALHOUFAKIS

 

O histriónico exibicionista careca que, cá no farwest europeu, se tem distinguido como inspirador de algumas senhoras sensíveis, tais Catarina Martins, a incalável, (critério político – um libertador!) e Isabel Moreira, a tatuada, (critério sexo-aspiracional – ai que “o tipo é sexy, porra!”), parece ter entrado em quebra de poder e começado a espernear.

Assim: após meses de tergiversações, bocas inconsequentes, exibições de cachecóis, fraldas de fora, provocações em série, papéis e mais papéis do falhado palhaço, o camarada Tripas decidiu mandar a Bruxelas uns tipos cujas réstias de juízo talvez pudessem convencer o pessoal a entrar com o cacau outra vez. Vai daí, o Fakis, zás!, apresenta um papel a desdizer o que os enviados do Tripas já tinham dito, feito ou conseguido. Lá por Bruxelas, o pessoal, que não gosta deste tipo de brincadeiras, começa, finalmente, a pôr a hipótese de correr a ciganagem.

Não se percebe lá muito bem porque é que a troica (“as instituições”, na boca do cachecol) não decide já: ou dar-lhes umas coroas ou mandá-los bugiar. Isto ou aquilo e acabou-se, em vez de andar para aí à procura de um “documento de reformas”, as quais, sejam quais forem, jamais serão realizadas, como está sobejamente demonstrado. Ainda não perceberam que têm pela frente um bando de aldrabões, ou nefelibatas, ou demagogos, chantagistas que não merecem uma ponta de credibilidade? Já podiam ter acabado com o espectáculo há muito tempo. Eu sei que dar-lhes dinheiro – a troco da russofilia que constitui a grande arma do chantagismo do Syrisa – é ficar sem ele. Não lhes dar nem mais um chavo levaria a novas eleições, para que fosse o povo a acabar com a palhaçada.

É difícil fazer prognósticos acerca do fim ou do não fim da comédia em curso. Mas – tudo tem as suas vantagens – talvez o fim do Falhoufakis pudesse contribuir para a felicidade da tugalândia. Como? Calando as catarinas, os tavares, os jerónimos, os costas, os soares e tantos mais que andam para aí a vender cabritos sem jamais ter tido cabras.

 

8.5.15



7 respostas a “FALHOUFAKIS”

  1. Avatar de Filipe Bastos
    Filipe Bastos

    Como vê, não é só a esquerda que quer uma democracia de sentido único: enquanto os gregos escolherem o Syriza, não vale. Só vale quando ganhar o Centrão Podre lá do sítio, de preferência centro-direita. Mas o caso é ainda pior. Todo o sistema está em pulgas para o Syriza falhe. Se a Grécia rebentar tanto melhor, será uma lição para todos os que ousem contrariar o dogma vigente – o TINA. Encher a Banca, os “mercados”, pagar e não bufar. O mais incrível é que o Irritado, como tantos que partilham do mesmo ardente desejo, não ganha nada com isso. Absolutamente nada. A Grécia ficará muito pior, Portugal ficará igual ou pior, e a canalha que nos chula e rouba só sairá reforçada.

    1. Tem razão quando diz que não ganho nada com isso.No resto, não tem razão nenhuma. Não vale a pena dizer-lhe porquê.

  2. Avatar de Filipe Bastos
    Filipe Bastos

    Caro Irritado, cá estou a trazer-lhe uma novidade. Tem já várias semanas, mas certamente não deu por ela. Do Expresso: «Entrou este mês em vigor uma lei inédita, aprovada pelos seis partidos representados no Parlamento, POR UNANIMIDADE E EM TEMPO RECORDE, pela qual o TRIBUNAL CONSTITUCIONAL passa a ter a competência de fiscalizar as contas dos grupos parlamentares, retirando esse poder ao TRIBUNAL DE CONTAS. Na mesma lei, as subvenções dadas aos deputados são consideradas como financiamento partidário, ao arrepio daquilo que o mesmo tribunal sempre considerou ILEGAL, separando as subvenções aos partidos das atribuídas aos grupos parlamentares. Uma lei-fogueteA nova Lei Orgânica 5/2015 viu a luz do dia em apenas oito dias. Ao que o Expresso apurou, a 12 de Fevereiro, escassos dias após o Tribunal de Contas notificar a AR para que os grupos parlamentares facultassem os dados relativos às subvenções públicas, incluindo contas bancárias e números fiscais, é apresentado o respetivo projeto-lei subscrito por TODOS os líderes parlamentares.» —————- Será que entendemos agora um pouco melhor o regabofe concedido e tolerado ao Tribunal Constitucional?

    1. Não percebo lá muito bem o que é isto. Parece, antes de mais, que tal lei não deve poder ser aplicada com efeito retroactivo, pelo que não percebo a urgência. Mas, se o que diz é mesmo assim, é grave. Vou procurar esclarecer melhor o assunto. Como estou fora do país pelo menos até 20 de Maio, não sei se terei uma opinião final a tempo, ou se a coisa estará esclarecida entretanto.

      1. Esclareça, esclareça. Decerto são apenas as minhas habituais premissas erradas. Há de facto uma premissa, uma espécie de wishful thinking, que tenho às vezes: gostaria de pensar que os comunas são ligeiramente mais honestos que a escumalha do Centrão. Não melhores, sabe, mas ligeiramente menos podres? Mas depois sabe-se destas coisas. E temos a certeza, a profunda e inabalável certeza, de que é tudo a mesma merda. E que toda esta merda só muda à paulada.

        1. Pode contar comigo. Vamos lá: quando e onde?

        2. O genial Vasco Lourenço diz i mesmo.

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