Ontem, foi a malta surpreendida com uma ”proposta de lei” subscrita por tudo quanto é manda-chuva nos chamados meios de comunicação social. Sabem acerca de quê? Da cobertura das campanhas eleitorais.
Pontos de partida:
a) Uns deputados sem cabeça andaram a inventar uma lei de “visto prévio” sobre o assunto. Felizmente, a coisa foi para o lixo. Nem reciclagem merecia;
b) Uma lei em vigor estabelecia coisas tão estúpidas que, na última campanha eleitoral, teve o condão de pôr os notáveis encarregados dos media em greve informativa.
Ponto de chegada:
c) Os DDT’s da coisa, conhecidos por directores de informação, em vez de pedir a revogação pura e simples da lei referida em b), arranjaram outra, ao que consta para “defender o direito de informar e ser informado”.
Conclusão:
Parece que o pagode, no parecer de tão alta gente, precisa de mais leis. Não precisa. Os DDT’s que informem ou desinformem como lhes apetecer. Obriguem-nos a levar com a Catarina Martins a toda a hora. Ponham a horrenda mulherzinha dos “verdes” – verdes uma ova – a entrar-nos em casa em doses industriais. Espetem-nos com o Nóvoa na cara dia sim dia sim. Enxameiem os jornais de propaganda dos seus amigos, sejam eles quais forem.
A malta não é tão estúpida como eles pensam. Cá estamos para julgar. Mas não nos venham com mais leis, que há leis que cheguem para dar e vender.
Estes apóstolos da liberdade de expressão querem uma lei que a regule? Vêm com cantiga oposta à dos deputados sem cabeça, armados em legisladores?
Valha-nos Santa Pulquéria!
ET. O IRRITADO (incoerência!) também propõe uma lei. Uma lei que estipule que a propaganda política nos media passe a ser paga. Era remédio santo? Não. Mas, ao menos, livrava-nos da estucha dos tempos de antena.
2.5.15

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