As inúmeras e geniais ideias da “comissão Costa” não param de nos elevar a esperança num futuro risonho.
A última foi esta: só à pala da sobretaxa do IRS vão os rapazes “criar” 15.000 novos empregos. Porque não 30.000? ou 300.000? Não se sabe. Trata-se da habitual futurologia do socialismo militante e ansioso, indiscutivelmente merecedora de todo o crédito. É de saudar a modéstia da formidável previsão. Sem se preocupar com números nem “justificar” a ideia, o senhor Pinto de Sousa, tido por engenheiro Sócrates e hoje carinhosamente cognominado de 44, tinha arranjado 150.000, o que foi dez vezes mais que o costismo nos proporciona.
Destas, há e haverá muitas mais. Por exemplo, retirados que sejam uns milhares de milhões à segurança social, ficará a dita em muito melhores condições. Evidente, não é? Verdade seja dita, desta feita os rapazes dizem porquê: os novos filiados, quando chegarem à reforma, pagarão o que os actuais ficarem a dever. Teremos que nos curvar, respeitosos, perante tanta inteligência.
A economia também conhecerá um exponencial crescimento. Mais dinheiro pago às pessoas, as pessoas gastarão mais dinheiro. Portanto, haverá mais produção, da boa, da não transaccionável, não é? Só faltou contabilizar os empregos que a coisa vai criar mas, se formos tão modestos como os rapazes, poderemos cifrar a coisa mais uns 422.324 . As importações aumentarão também, o que nos abrirá novos mercados. Uma delícia.
É esta uma pequena e bem merecida homenagem aos técnicos da comissão Costa e, por extensão ao próprio Costa.
1.5.15

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