Reza uma notícia que a ilustre CML, agora sob medinal autoridade, quer pôr as “empresas e as freguesias a fazer de polícias dos graffiti”.
Nada contra. Mas terá autoridade moral para isso? É evidente que não, nenhuma. Uma câmara que chega ao ponto de fornecer máquinas e materiais para uns gandulos sujarem as paredes, que chama a qualquer borrada “arte urbana”, que promove a coisa com um despudor sem limites e com uma total falta de respeito pelas pessoas, vem agora dizer que é contra os graffiti? Não brinquem conosco.
A estas palavras responderia a CML que há graffiti e graffiti, isto é, que uns são “bons”, outros “maus”. Quem irá fiscalizar a “qualidade artística” das bonecadas? A Polícia Municipal? A Junta de Freguesia? Alguma nova “entidade”, um “regulador”, uma “alta autoridade”?
Um bocadinho de coerência não faria mal nenhum à cidade.
29.4.15

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