IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


METONÍMIAS

Num inesquecível sábado, há uma data de anos, li um texto da dona Clara F. Alves em que a dita, após verter lágrimas de crocodilo acerca da difícil vida da sua manucure, acaba por escrever um diálogo mais ou menos assim: Clara – “pois é, coitada, tens uma vida difícil neste mundo machista”; a rapariga – “É verdade, senhora doutora”.
O texto serviu para informar o povo, não dos problemas da pobre profissional, mas da doutoral circunstância da Clara.

 Assim tem sido ao longo dos anos. A mulher, em intermináveis e “superiores” explosões de desprezo por tudo o que não seja o Mário Soares, elenca em catadupas as suas super intelectuais leituras, conhecimentos, viagens, triunfos, etc., materiais que vai atirando à cara do povo como se lhe fosse dado educá-lo. Enquanto a balsemónica criatura lhe for dando espaço, a intragável e intratável fulana continuará a ganhar a vida com os seus alardes de pesporrência e de intelectualoide superioridade.
Ler isto dá para perceber os altos sentimentos de admiração e estima que nutro pela mulher. Com toda a razão. Este Sábado, atraído pelo lead de mais um repugnante escrito, li uma miserável diatribe contra Passos Coelho.
Sabem a razão desta fúria? O elogio que o PM fez a Mariano Gago. É que, para vincar  que a sua admiração pelo defunto era sincera, terá sublinhado que lhe era devida, “apesar” de ter pertencido a governos da actual oposição.  O que, para uma inteligência normal, quer dizer que o admirava, como intelectual, cientista e político, para além e acima de politiquices. Ou seja, reforça o elogio.
Para a CFA, a conclusão é a de que PPC é um “pobre de espírito”e um “palúrdio” (tolo,estúpido, idiota, pacóvio), que nunca “nunca passou os olhos pelas obras completas de Lee Kwan Yew”, coisa que ela, como é óbvio e nem é preciso dizer, leu, releu e assimilou, lado a lado com mais trezentos e cinquenta mil outros calhamaços de cuja leitura modestamente se vai gabando, como se alguém acreditasse. A Bíblia, essa não deve ter lido, nem em citações ou excertos. Caso contrário, saberia que, no sentido bíblico que invoca (não em sentido vulgar, que isso é próprio de gente menor), a simplicidade é uma qualidade positiva, a merecer o céu.
Estamos, pois, perante uma real demonstração de ignara arrogância, bazófia e pedantismo, qualidades que ninguém negará ser características de marca de CFA. Uma harpia ao contrário, isto é, em vez de cabeça de mulher e corpo de abutre, tem cabeça de abutre e corpo sei lá de quê.
A finalizar a arenga, a criatura brinda-nos com aquilo a que se poderá chamar “Teoria Geral da Máquina de Cortar Fiambre”, pretexto para nos dizer que leu Ferreira de Castro. Não terá percebido, mas que importa? Não virá a propósito, mas, como, além da CFA, tudo é menor, que importa? A austeridade é como a máquina de cortar fiambre, diz ela. Só é pena que a não a ponham a contas com a lâmina…
Uma metonímia, é claro, palavra altamente cultural usada pela importantíssima mulher para, como é seu superior hábito, épater le bourgeois.

26.4.15



Uma resposta a “METONÍMIAS”

  1. Avatar de António Maria
    António Maria

    O Vasco Pulido Valente é que sempre a topou como tão bem retratou neste artigo de 2008.”A HIPOTÉTICA A hipotética “dra.” Clara Ferreira Alves (chegou com dificuldade ao actual 12º ano), crítica literária que leu (jura ela) “os clássicos”, especialista do último escritor inglês com quem almoçou, autora de um romance anunciado em 1984 e nunca até agora publicado, dona de uma coluna ilegível (e bem escondida) na “revista” do Expresso, foi um dia arvorada directora da “Casa-Museu Fernando Pessoa” pela conhecida irresponsabilidade de Pedro Santana Lopes, de quem ela tinha sido uma entusiástica partidária. Daí em diante, a importantíssima Ferreira Alves e o “Pedro”, como ela dizia, ficaram muito amigos. Tão amigos que a “dra.” Clara apareceu um dia presuntiva directora do “Diário de Notícias”, coisa que me levou a sair antes que ela entrasse. Felizmente, não entrou, porque teve medo de cair na rua entre o “Expresso” e o DN, com a reputação de uma “santanete” obediente. Agora, morto o seu patrono, não perde uma para o maltratar, supondo que demonstra “independência”. Ontem, a propósito de um “Audi”, que o homem comprou, despejou em cima da cabeça dele todo o lixo do mundo. Santana não aprendeu que a certa espécie de pessoas não se fazem favores.Se a “dra.” Clara me quiser responder, sugiro que me responda em inglês e não meta na conversa a sua célebre descrição do pôr-do-sol no Cairo. Muito obrigado.”Ainda a propósito da senhora, muito gostava eu de saber o que ela foi fazer à reunião dos “Bilderberg” em 2011.

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