IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


  • DO ENTUSIASMO POPULAR

    Apesar de tudo, há coisas que correm bem.

    Por exemplo, Paços do Concelho, 5 de Outubro de 2016. Uma multidão de 17 pessoas (5 assistentes e 12 passantes) assistiu entusiasmada ao içar da bandeira da República. Ficou claramente demonstrada a enorme alegria do povo pelas benesses da coisa, pela moral republicana e pelo alto significado patriótico da data.

     

    6.10.16

     

  • OUTUBRO ARTÍSTICO

    Na ânsia de tecer loas ao jacobinismo, o DN resolveu dedicar várias edições à ominosa data de 5 de Outubro. Para tal, nada melhor do que louvar a queda das monarquias europeias ocorrida no século XX. Apesar da gloriosa marcha das novas repúblicas, o DN reconhece que houve uma dezena da monarquias que resistiram pela Europa fora. Esquece, como é de timbre em propagandas do estilo, que tais monarquias são, por esmagadora maioria, as mais avançadas democracias do continente e as que melhor funcionam, os mais sólidos regimes, as nações onde os direitos das pessoas são mais respeitados. Esquece que, nas nações europeias que têm problemas de nacionalismos internos e de rivalidades linguísticas, são as respectivas monarquias o melhor, e quase único, garante da unidade. Esquece que os respectivos povos não põem em causa, antes respeitam, amam e apoiam as suas dinastias e seus representantes. Esquece o que foi a I República em Portugal, a sua feroz iniquidade, o seu nacionalismo parolo, o seu visceral desprezo pelo direito e pela liberdade. Esquece que, depois dela, a II República foi o que foi, mais de quarenta anos de autoritarismo. E esquece no que deu, e está a dar, a III República.

    Ao longo dos dias, tem o DN vindo a publicar facsimiles da propaganda gráfica do 5 de Outubro. Se outro sinal não houvesse da “qualidade” cultural e política do que foi impingido ao povo português a partir daquela data, aí temos bem expresso o que ela foi: primitivismo saloio, gosto miserável, nacionalismo pacóvio, pobreza artística e popularucha bem expressa em imagens dignas de saloios e mentecaptos.

    Fica tudo registado, e ainda bem.

     

    5.10.16

  • BENEFÍCIO DA DÚVIDA

    Foi com muito prazer que o IRRITADO recebeu a notícia da substituição da directora do “Público” por um jornalista que, ao que tudo indicava, seria capaz de dar alguma independência jornalística à publicação, bem como de lhe mudar a cara que há tanto vinha vigorando – a mal disfarçada cara de um instrumento do PS e apaniguados, com um ou outro opinador de diversa origem a título de raminho da salsa.

    Quando penso nestas coisas, vem-me à cabeça a memória das caricaturas de Balsemão, desenhadas julgo que pelo Cid: as características melenas do homem a encimar um rosto sem cara. Tinham um significado evidente, ainda que injusto. Podem, no entanto, aplicar-se à generalidade dos nossos jornais ditos “de referência”, entre os quais o “Público”. Caracterizam-se a si mesmos como “pluralistas”, isto é, abdicam, ou fingem abdicar (é o caso) de qualquer tendência política, o que não é hábito dos grandes jornais europeus. Toda a gente sabe que, em Espanha, o ABC é de direita e o El País de esquerda, como em França o Figaro e o Le Monde, por exemplo.

    Na minha óptica, os jornais deveriam ter duas missões: a de informar com objectividade e a de formar com opinião. As salganhadas de opinadores ditos independentes sem disso nada ter impedem as escolhas de cada um. O “Público” é, há anos e anos, um evidentíssimo mas inconfesso jornal de esquerda, o que só contribui para baralhar a cabeça dos menos avisados.

    Boa razão para saudar a mudança de director. No entanto, a avaliar pelas intenções hoje por ele reveladas, parece que vamos ficar mais ou menos na mesma.

    Independência e pluralismo, sim, mas com apertados limites, fora dos quais há muito o jornal navega. Não parece, infelizmente, ser o caso.

    Enfim, demos a David Dinis o benefício da dúvida, que bem merece. E esperemos que o vírus de o jornal que enfermava tenha os dias contados.  

     

    3.10.16

  • POLÍTICA EXTERNA

    Na propaganda da geringonça, anda a dita muito preocupada com a sorte das instalações da Terceira. Fala-se em negociações com os EUA, em novas e ecológicas facilities a pagar pelos americanos, no diabo a quatro.

    É sabido que, nisto de negociações, há que mostrar alguma força. Daí que a subida inteligência do chamado governo tenha desencantado a “ameaça amarela”, de que Salazar já falava. Nada melhor que mandar vir um grandalhão da China para “combinar a visita do Costa a Pequim”. Estão a ver, não é? Portugal (e o Costa) são de tal maneira importantes que o grandalhão, venerador, se mete no seu jumbo e vem encontrar-se com o Santos Silva nos Açores. Nada de diplomatas, nada de gabinetes, nada de protocolos: para tal, só a presença física do tal grandalhão. Gente importante é assim!

    A esperteza saloia tem um preço, desta vez corporizado por seis caças americanos a mostrar os dentes.

    Nada do que é absurdo, ou estúpido, ou aldrabão, está fora dos horizontes intelectuais da geringonça. Por um lado, enchem a boca com a importância estratégica dos Açores. Por outro, sugerem entregar aquilo aos chineses, a julgar que os EUA estremecem de pavor com tal “sugestão”.

    Que mais estará para nos acontecer?

     

    2.10.16

  • SANCHOSTA

    O camarada Sanchez olhou para o Oeste e viu a oportunidade da sua vida. Portugal era a prova provada de que não é preciso ganhar eleições para subir ao poder. Viu o triunfo do Costa, viu como se põe no poleiro, não um, mas todos os que as perderam, e como se defenestra os que as ganharam. Percebeu que isso de vontade popular é uma treta se comparada com contas parlamentares, moral e politicamente ilegítimas mas burocraticamente praticáveis. Se, em Portugal, os partidos comunistas eram capazes, a troco do poder, de pôr de lado as suas propagandeadas convicções, porque não havia ele de conseguir que o jagodes do rabo de cavalo se esquecesse da Catalunha e de outros chavões eleitorais?

    Assim, provocou duas eleições legislativas, e estava disposto a provocar terceiras. Que interessava que o PP subisse, e ele descesse? Que importava que os espanhóis, como os portugueses, apontassem nas urnas um rumo que, uma vez posto de pernas para o ar, o pudesse levar à Moncloa? Nada. Se Costa “ganhou”, porque não havia ele de fazer o mesmo, com os mesmos métodos?

    Enganou-se num pormenor, que distinguirá o que resta do PSOE dos seus hermanos da Lusitânia. É que, por cá, a honra democrática do PS foi substituída pelo oportunismo, o respeito pela vontade popular, salvo tímidas excepções, foi para o cesto dos papéis. No PSOE, pelo contrário, parece que houve quem preferisse ser sério e não aparasse os golpes do Sanchosta. Os antigos líderes revoltaram-se e vieram dizê-lo na praça pública. Por cá, atente-se no silêncio do Sampaio, no entusiasmo do Ferro, ex-líderes, teoricamente democráticos, mas praticamente pró-radicais de esquerda. Atente-se na honradez de uns e na miséria moral de outros.

     

    Sanchez caíu. Não se sabe o que se seguirá. De uma coisa podemos estar certos: se houver eleições, o PP ganhará outra vez, os outros perderão, como de costume. Se não houver, é possível que, sem o Sanchosta, o PSOE tome juízo.

     

    2.10.16      

  • DA MEDIÁTICA PORCARIA

    A esquerda sempre achou muito bem que o doutor Cavaco aturasse o senhor Pinto de Sousa (vulgo Sócrates) durante anos e anos, e muito mal que não tenha dado cabo de Passos Coelho enquanto pode. Os critérios do costume, nada de novo.

    O doutor Cavaco sacaneou muita gente, maxime o dr. Santana Lopes e o PSD, como toda a gente sabe. Nunca sacaneou a esquerda, antes a levou ao colo até à bancarrota, e acabou por, em vez de renunciar ao cargo, empossar a geringonça, com prejuízo do regime e da democracia, pondo de lado tudo o que, honestamente, se poderia ler nos resultados eleitorais.

    Posto isto, haverá que lhe reconhcer qualidades institucionais e deixá-lo em paz na sua doce reforma, lado a lado com os seus colegas Eanes, Soares e Sampaio.

    Não, não pode ser, diz o mais lídimo representante do PS nos media, a saber, o jornal do engº Belmiro. Há que zurzir os costados do homem. Daí, uma manchete a várias colunas, mais duas páginas de acusações totalmente descabeladas, as quais, espremidas, não têm outro significado que não seja manipular dados e insinuar “pecados” que, a haver, são fruto da nacional-buroctacia, não do cidadão Cavaco.

    O ódio, de tão evidente, de tão rebuscado, de tão porco, denuncia-se mais a si próprio do que ao seu objecto.

     

    2.10.16  

  • DIÁLOGO À ESQUERDA

    – António, meu caro, temos que dar uma ripada das boas nesta malta.

    – De acordo, Mariana, se tu e a Catarina acham… e a que malta te referes?

    – Aos acumuladores de capital.

    – Acho bem, mas quais?

    – Quais? Já reparaste que andam para aí montes de tipos que chegam ao fim do ano com 50.000 euros no banco? E se a gente obrigasse os bancos a deitar cá para fora o que eles andam a fazer?

    – Se calhar não sacávamos muito com a história…

    – Talvez, mas dava-se o exemplo. Aos poucos, íamos sacando e amedrontando. O dinheiro é do Estado, o Estado somos nós!

    – Lá isso é verdade. Mas precisamos de uma justificação, enfim, uma lei qualquer, para poder começlar a vasculhar.

    – Está tudo planeado. Há para aí umas directivas da Europa…

    – Pois, mas é só para estrangeiros cá, e para portugueses lá de fora.

    – E o que é que isso interessa? Fazes uma discursata, dizes que a culpa á da Ângela, do Junker ou de outro gajo qualquer da direita, e pronto.

    – Minha querida Maraina, isso é que é cabecinha, vamos a isso! Quem tiver 50.000… pumba!

    – E se alguém te destapa a careca?

    – Filha, não penses nisso. Com duas patacoadas na TV dou cabo deles, como de costume.

    – Então, força. Se quiseres eu ajudo.

    – OK. Combinado. E o imposto do património?

    – Isso é de caras. Acima de 500.000, porrada neles!

    – E os tipos que tiverem património valioso mas improdutivo, arruinado, ou tiverem buracos nos bancos, ou estiverem falidos e ninguém lhes der um tostão pelos anéis?

    – António, António, deixa-te de pruridos, o que interessa é metê-los nos varais. O que interessa é a revolução socialista. Não podemos impô-la à cacetada, vai aos poucos. De outra forma nem terás dinheiro para pagar à função pública, aos teus eleitores, que é quem nos interessa.

    – Carradas de razão. Vamos arranjar um grupo de trabalho para baralhar as coisas. Diz-se que ainda não está decidido, entretem-se o pagode e, no meio de três mil linhas do orçamento, a coisa acaba por passar, não achas?

    – Isso é que é falar, viva o socialismo revolucionário! Até logo.

    – Viva! Sempre ao dispor. Um beijinho. Chau.

     

    30.9.16  

  • AVALIAÇÕES

     

    Um especialista em arruinar empresas como os estaleiros de Viana do Castelo e em alugar barcos aos gregos, surfou das salsas ondas ao continente, logo se alcandorando à presidência do PS e do seu rebanho de deputados. Um tipo desagradável, para dizer o menos, demagogo, desbocado, insultuoso, pelo que se vai vendo na TV.

    Além disso, tem-se notabilizado pelos seus geringôncicos entusiasmos, roçando a graxa pelos meandros do bolchevismo e do esquerdoidismo.

    Nada faria imaginar que viria a tomar uma atitude absolutamente contrária à filosofia da coligação de esquerda e tão pouco adequada aos seus proclamados princípios.

    É sabido que a geringonça é contra os exames dos estudantes, contra a avaliação dos professores, contra tudo o que possa servir para testar a performance de cada um, a fim de não lhes prejudicar o equilíbrio interior.

    À revelia de tudo isto, a criatura em apreço resolveu avaliar os seus serventuários do Parlamento. Em luzido relatório, produziu as suas apreciações: quantos requerimentos fez o deputado A, quantas intervenções fez o B, quantas faltas deu o C, tudo preto no branco, a pôr a malta em histéricos frenesis.

    Por um lado, é evidente que este tipo de relatóro não tem ponta por onde se lhe pegue, uma vez que é sabido que a maioria dos deputados não tem, do chefe, autorização para falar, requerer, perguntar, sendo-lhe vedada qualquer iniciativa e não lhe sendo aplicável qualquer critério quantitativo. Mas o açoriano, dando largas à sua sede autoritária e à sua básica falta de inteligência, resolveu pôr cá fora as suas “avaliações”.

     

    Que dirá a isto o gerente da geringonça, bem como o chamado ministro da educação? Que dirão a isto as raparigas do bloco? E o sindicatos, o Arménio, o xarroco?

    Que incoerência, que desplante, avaliar ou examinar seja o que for!

     

    30.9.16     

  • CICLOPARVOÍCE

    O Fernandes (José Sá), indivíduo conhecido pelos seus intintos pidescos, que já custou aos lisboetas umas centenas de milhão – e muito mais vai custar – em atrasos, idemnizações, prejuízos comerciais, etc., aparece agora, pletórico de sentimentos urbanoides, a anunciar a aquisição de 1.410 bicicletas municipais. Bonito. Acrescente-se que tais maquinetas vão custar, está decidido, a módica quantia de 16.300 euros cada uma, isto é, uns míseros 23.000.000 no total.

    Entretanto, o mesmo depredador municipal, com o doce apoio e sob a distinta direcção do Medina, propõe-se dotar a cidade de 150 quilómetros de “ciclovias” destinadas – quais auto estradas do Sócrates – a ser frequentadas por 10 bicicletas por semana, ou coisa que o valha. Tudo à custa da circulação das pessoas normais, do estacionamento e de outras utilizações menos “ecológicas” do espaço público. Entretanto, os transportes públicos são um mar de problemas e de mau serviço, os passeios fedem de porcaria, as sargetas continuam entupidas à espera do inverno, a calçada portuguesa está no estado que todos sabem, etc.

    Mas alegrem-se. O separador central da Avenida da República foi alargado(!), com sacrifício das faixas de rodagem e, imagine-se, foi relvado! Nas laterais, as ciclovias roubarão mais espaço, desta vez tanto à circulação como aos peões.

    E assim por diante, um mar de asneiras e de atentados aos interesses das pessoas. O socialismo eco-parvo na sua mais alta expressão.

     

    30.9.16   

  • TRAFULHAS AO PODER!

    É-me mais ou menos indiferente que o célebre Guterres seja ou não seja eleito secretário geral da ONU. Se for, pois, porreiro. Se não for, que se lixe.

    Posta esta “declaração de interesses”, vejamos:

    O homem fartou-se de trabalhar no pelouro dos refugiados. Muito bem. Os resultados não foram brilhantes, mas, com tanto refugiado, que poderia o homem fazer? Por cá, as coisas foram diferentes. Guterres não é mau homem, apesar de socialista. Porém, lembram-se? Com tanto “diálogo”, tanto palavreado, fartou-se de gastar dinheiro, acabou no “pântano” e deu à sola na primeira oportunidade (quando perdeu as autárquicas!). Fugiu. Classifique quem quiser.

    É mais que evidente que, mais que não seja pelo discurso e pelo currículo, parece ser o melhor candidato. O problema é que está a ser vítima de um processo do género geringonço. Qual Seguro, tem à perna uma fulana que parece do calibre do Costa (a tal Kristalina, vinda de um dos países mais “suspeitos” da UE), que apanha o comboio à última da hora. Diz-se que é o patarata Junker e a dona Ângela quem a meteu ao barulho utilizando uma calçadeira ao estilo oportunista e burocrático do gerente da geringonça. Uma trafulhice pegada, como é evidente. A gorda búlgara até vai ter uma “audição privada”. Só para ela, tudo legal. Até tem, do Junker, a novidade de uma “licença sem vencimento”, coitada.

    Ao ver este tipo de processos a tão alto nível uma pessoa lembra-se, por exemplo, dos processos “democráticos” em vigor no PREC e dos que levaram a geringonça ao poder. O mesmo escrúpulo, o mesmo respeito pelas instituições e pelas pessoas. Se tais processos derem resultado na ONU como deram por cá, meus amigos, está tudo torto.

     

    29.9.16   

  • O QUE RESTA

    Por muito que se diga, o problema principal que as declarações da doida Mariana revelam não é o de saber quanto dinheiro será sacado pelo novo imposto ou quantas pessoas serão por ele atingidas, se serão da classe média, média alta, média baixa ou média média, ou ainda por outra classe qualquer. O verdadeiro problema (tão grave como se ela se declarasse apologista do nazismo) é o da mentalidade que preside às suas posições “filosóficas”. O problema é o da instilação de ideias absolutamente contrárias à liberdade, à civilização e à democracia próprias de uma sociedade aberta e plural. Os “princípios” formulados sem vergonha pela perigosa harpia são a declaração oficial, sim, oficial, que a mulher é membro destacado do poder político em vigor, de uma orientação política que foi, é, e continuará a ser – porque lhe é essencial – a negação de todos os valores políticos ocidentais, a condenação da liberdade individual, do direito de propriedade, do capitalismo, do bem-estar e da justiça. É de lembrar que, sem o respeito por estes valores, nunca houve liberdade propriamente dita, nem respeito pela natureza humana.

    Mais grave ainda é que Costa, gerente da geringonça, venha, dias depois, fazer-se eco exactamente das mesmas ideias, na versão um dia formulada por Marx, e depois praticada pelas mais nojentas tiranias da História.

    É claro que a tal Mariana veio deitar água na fervura, convencendo os ignaros que só tinha falado num impostozinho sem grande importância (acha ela) e esquecendo o resto. E convenceu ignaros como os galambas e as mendes desta vida, em representação de hordas de basbaques e de estúpidos que se deixam conduzir por gente desta.

    Por isso que o “coro” que se ergueu contra os anunciados “novos caminhos”, e que tão atacado tem sido, seja, afinal, formado por quem, à direita e à esquerda, resta para defender o que resta de honrado na III República.

     

    26.9.16

  • O POLVO

    No geringôncico ambiente em que vivemos, não é preciso ser adepto de teorias da conspiração. As coisas passam-se à nossa frente, não as ver é cegueira mental.

    A menina Mortágua resolveu debitar as suas teorias da luta de classes, pondo o PS, histérico, a aplaudir. Diz aos ouvintes que terão que perder a vergonha – ela já não a tem, ou nunca a teve – e caminhar para as doçuras do socialismo real. Os ouvintes entram em delírio, evidentemente ansiosos por perder os restos de vergonha que os impedem de seguir avante!

    O sem vergonha Costa, cita, ipsis verbis, pletórico de orgulho, o seu santo padroeiro Karl Marx e a teoria da “distribuição” que formulou num dos seus escritos mais extremistas. A malta do PS exulta de incontido entusiasmo.

    Falando dos media, mormente televisivos, é fantástico ver como proliferam as não notícias, as horas dedicadas ao futebol e outros truques “informativos” destinados a distrair a plebe do que interessa.

    Entretanto, o camarada Pinto de Sousa, vulgo engenheiro Sócrates, é incensado por umas dezenas de foliões e ribombado em primeiras páginas, telejornais e afins, como se tivesse enchido o Terreiro do Paço e dito fosse o que fosse de interessante. As mulheres do PS ficam augadinhas de frenéticos entusiasmos. A juventude do PS abraça o orador, a quem deseja um futuro brilhante. No jornal socialista chamado Público, a respectiva directora chega à brilhantíssima conclusão de que o reaparecimento do tal chamado Sócrates é feito “contra” o Costa, coitadinho do Costa.

    Ao mesmo tempo, é lançada uma campanha contra o juiz Alexandre, com vários arautos e aderentes, todos a merecer os mais largos encómios e a mais vasta propaganda. Já faltou mais para prender os juízes e mandar os ladrões em paz.

    O Saraiva meteu a pata na poça, e de que maneira. Gerou-se um clamor universal. Fosse o Saraiva afecto à geringonça e algo me diz que não haveria clamor nenhum, como já aconteceu com outros denunciantes de questões de alcova.

    Concluindo:

    A máquina está montada, o PS tem o cérebro “lavado”, o país está a adormecido, o “contra” é sibilinamente silenciado.

     

    Quando acordarmos será tarde demais.

     

    25.9.16  

  • ERRO!

    O post SARAIVADAS foi apagado por incompetência do autor. Peço desculpa a quem comentou e reafirmo o que nele foi escrito.

    23.9.16

  • MORTADELA COM PIMENTA

    De uma penada, a odiosa Mortágua pôs o PS de joelhos e tomou conta dos jornais.

    Filha de violento revolucionário (indivíduo que, com a democracia, jamais teve seja o que for a ver e que, para vergonha da III República, foi condecorado pelo tenebroso golpista chamado Sampaio), a rapariga deu à costa recheada da paternal cartilha, coisa que vai metendo aos poucos na cabeça oca e ignorante da elite socialista. De nada lhe serviu o que diz ter aprendido na escola. De nada lhe serviu a inteligência que, dizem, terá. Quando se parte de premissas erradas ou motivadas por mero ódio e pela sede de poder, para nada serve a escola, para nada serve a tal inteligência. O que por aí não tem faltado é a emergência de tiranos inteligentes e cultos.

    Chocante, mais do que a existência de uma criatura do calibre desta, é a reacção da tal elite. Perante a proclamada ressurreição do mais abjecto leninismo, criaturas representantes de um partido (ex?) democrático, rebolam-se, entusiasmadas, nas cadeiras da sala… e do poder. É a descida aos infernos, o mergulho na contradição de si próprios… ou é o socialismo que regressa à sua verdadeira natureza de doutrina que só é “realmente” praticável em ditadura?

    Mortágua, de um dia para o outro, alcandorou-se ao trono de ideóloga da geringonça. Com uma ou outra honrosas excepções, não há, no PS, quem a contradiga ou a trave. Até o PC, que é tão totalitário como ela mas não é estúpido, se declara cauteloso perante o avanço da mulher, que não só lhe está a tomar conta da doutrina como dá passos imprudentes.

    A subserviência informativa honra-a com um ror de primeiras páginas ou equivalente. O PS, medroso como todos os ignorantes, amocha, ou gosta e volta aos tempos do camarada Serra com a maior das alegrias.

    A geringonça, filha da desonestidade de uns e do oportunismo de outros, foi, de nascença, um mal. Podia, ao menos, ser um mal menor. Mas não é. Como o que aí vem demonstrará até a quem não gosta de verdades.

     

    20.9.16        

  • REGRESSO AO PASSADO

     

    A gloriosa marcha da geringonça a caminho dos amanhãs que cantam conhece sinais claros da inspiração leninista que postulava “um passo atrás, dois adiante”. É sabido que os passos em frente do camarada Vladimir Ilitch foram o caminho seguro para dezenas de milhões de assassínios e para misérias sem descrição.

    Por cá, com a gloriosa gestão da geringonça, vai ser diferente. Os tempos são outros e, salvo nos mais dourados sonhos do Jerónimo, do Arménio e das esquerdoidas do Louçã, não chegaremos, é de esperar, aos assassinatos. Mas à miséria…

    Olhem estes passinhos atrás: os juros a dez anos estão no triplo dos de Espanha, o risco da nossa dívida galgou para máximos de sete meses, o nosso yeld está de pernas para o ar em relação aos dos parceiros (o deles desce, o nosso sobe), a dez anos os espanhóis estão com 1,07%, os italianos com 1,31, nós com magníficos 3,49.

    Aqui temos mais um sinal do passo atrás. Os que forem dados em frente, como os do Lenine, vão por mim, serão piores.

    Mas o abutre ri e, como diria a Sophia, “alisa as penas. Os seus discursos fazem ficar as almas mais pequenas”.

     

    18.9.16

  • COITADINHO

    O camarada Pinto de Sousa, vulgo engenheiro Sócrates, tem vindo a alertar a opinião pública para a universal perseguição que contra ele está em curso. É de atender às razões que lhe assistem.

    A coisa vem de longe. Começaram por pôr em dúvida os seus estudos, acusaram-no de andar da câmara em câmara a vender a assinatura em incríveis projectos. Chamaram-lhe provinciano e pacóvio, deslumbrado com a capital. Disseram cobras e lagartos de algumas das suas melhores obras em prol da Pátria, tais o TGV, o Aeroporto, a Cova da Beira, o Fripor (expressão do próprio), e tantas outras benesses com que brindou ou quis brindar os portugueses. Coitadinho!

    Mas não bastou. A sanha persecutória ia continuar, apesar de todos os esclarecimentos que, com a maior sinceridade, já prestou. Já disse e escreveu tudo o que a seu respeito interessa para que as pessoas possam ajuizar da sua alta qualidade humana, política e social: informou-nos que gosta de viver à larga (quem não gosta?), que detesta trabalhar (trabalhar faz calos), que é um pendura de altíssimo gabarito (não vem daí mal ao mundo), que viver em Paris com muita massa é porreiro pá (indesmentível), etc.. Que mais querem dele para poder ajuizar? Não bastou esta nobre transparência, assim falada e escrita? Coitadinho! 

    Ainda que ciente destas excelsas virtudes, o mundo não lhas reconhece. A “direita” tem-lhe um pó de morte, a esquerda votou-o ao ostracismo, os jornais escarafuncham-lhe a vidinha, as autoridades judiciais, vendidas aos inimigos, perseguem-no e aos seus. Até o Presidente da República (último a ser declarado como fazendo parte da cabala) visita a Procuradoria, sede por excelência dos mais vis ataques e das mais hediondas perseguições. Coitadinho!

    Parece que até a Frau Merkel, antes tão amiga, se tem esquecido dele. E o Banquimune, com obrigações perante o mundo inteiro, não se tem ocupado a louvar a sua inultrapassável heroicidade. Coitadinho!

    Que mais estará no horizonte da conspiração? Ninguém o poderá dizer. Mas, da sua humilde tribuna, o IRRITADO chama a atenção dos seus concidadãos para o que, em nome da democracia e da justiça, se está a passar.

    Coitadinho!

     

    18.9.16

  • NOVAS DO ESTERCO

    Uma coisa que dá pelo nome de TVI, usando os altíssimos critérios, tipo bingo, dos seus “jornalistas”, resolveu fazer uma escala em que classifica pessoas segundo o “poder” que têm, misturando um pouco de tudo com um pouco de qualquer coisa e dando a impressão de que meteram uma data de nomes num saco, baralharam e tiraram à sorte.

    É evidente a estupidez da coisa, só comparável, em qualidade intelectual e utilidade social, à Casa dos Segredos e outras vergonhas televisocretinas.

    Também é evidente que, na tal escala, surgem as figuras e figurões da política, a saber, o PR, o Costa, o Jerónimo, a Catarina, o Arménio e demais altas personalidades da esquerdoidice. De fora, ficaram a Assunção e o Pedro, cujos nomes, ou me engano muito ou nem sequer entraram no saco do bingo.

    Por um lado, isto demonstra a “independência”, a “imparcialidade”, a “honestidade” e outras altas qualidades dos tipos da TVI.

    Por outro, acho que quem ficou de fora deve agradecer a essa gente que não os tenha metido na m…a que produziram.

     

    18.9.16

  • TOSTAS MISTAS

    Como não haverá quem não lembre, ao longo de vários anos uma estranha coligação (CDS, PC, BE e PS) andou para aí aos gritos contra o chamado IVA da restauração. O novo poder social-comunista veio satisfazer tão “justa luta”.

    A nova taxa, foi jurado, ia relançar o emprego, a economia, a qualidade das tostas mistas e outras ingentes preocupações da sociedade.

    Como todas as leis estúpidas, esta teve um destino abstruso, isto é, a sociedade respondeu-lhe de pernas para o ar. Quando o IVA aumentou, os preços de tascas tasquinhas, restaurantes e similares não subiram. Agora, que o IVA baixou, seria de pensar que os preços ou descessem ou ficassem na mesma. Aconteceu o contrário. Os preços subiram, nada menos que 3,3%, a subida mais alta de todos os sectores. O emprego ficou na mesma, a economia está pior, as tostas mistas não sentiram nada.

    Os intelectuais de serviço à “explicação” de tudo e mais alguma coisa assobiaram para as árvores, o chamado governo moita-carrasco, a malta, silenciosa, aguenta.

    Saudemos mais esta intervenção do comuno-socialismo, especialista em pontapear o contribuinte muito mais do que em usar o bestunto que Deus lhe deu.

     

    18.9.16  

  • A VERDADE É UMA CHATICE

    O inacreditável ministro das finanças (assim chamado) tem andado a desbocar-se, parece que sem consultar previamente o chamado primeiro-ministro. A coisa pôs o Largo do Rato em estremeções da mais pura indignação. Erros de comunicação? Ingenuidade? Falta de traquejo político? Incompetência?

    Vozes tidas por responsáveis, diz a imprensa, arrepelaram-se de surpreza, horror, indignação, uma escandaleira, um inaceitável carência de juízo, de bom senso, de profissionalismo. Que fazer, senão desmentir o indivíduo?

    Em resumo, o homem declarou que que ia aumentar uma data de impostos, todos longe dos de rendimento, isto é, impostos calculados sobre contas e avaliações feitas pelo fisco segundo os seus altíssimos critérios (vulgo impostos indirectos), não sobre a situação económica de cada um, não sobre a capacidade que cada um tem de pagar seja o que for, mas sobre o que o sacrossanto fisco determinar que é “digno” de mais impostos.

    Outrossim declarou a criatura que a fuga ao segundo resgate era “a sua principal missão”, isto é, que o tal resgate, que a tenebrosa oposição diz estar à espreita, afinal, está mesmo à espreita, facto que o seu parlapatoso chefe e o mais alto apoiante da geringonça, sito em Belém, se comprazem em negar.

    Postos os factos, que pode pensar um  cidadão, geringonço ou não?

    Quem mente? O chamado ministro, ou o chefe Costa e sua gente? Há, ou não há o “diabo” do resgate ao virar da esquina? Os impostos vão aumentar ou não? Cairão em cima de quem? Neste aspecto a esquerdoida-mor já esclareceu: quem vai pagar mais são os pela própria nomeados ricos, quer dizer, os que tenham bens avaliados em 500.000 euros, quer tenham dinheiro quer não, quer o património esteja ou não a cair aos bocados, hipotecado ou não, quem manda é ela e acabou-se.

    O ministro não sabe o que diz, ou sabe? Diz o que não deve, ou é só parvo?

    Na minha qualidade de não geringonço, cumpre-me declarar: o imperdoável defeito do chamado ministro é fugir-lhe a boca para a verdade, coisa que, está provado, é incompatível com a filosofia, a postura cívica e a moral republicana da geringoça. E fazer um prognóstico: o fulano, após umas conversas com o chefe Costa e a sub-chefe Martins, vai entrar nos carris e deixar-se de “lapsi linguae”.

    Acresce, para nosso sossego, que tudo vai ser congeminado por um “grupo de trabalho” integrado pelo PS e pelo BE (o PC, que anda a levantar o rabinho do selim, fica de fora).

    Apetece perguntar: afinal quem é o(a) chefe e a(o) sub-chefe?

     

    15.9.16

  • UK

    Algures no país de Gales, passo os olhos pelo Sunday Times. Anda esta malta preocupadissima com a reforma educativa da dona Theresa. Como não faço ideia do que sejam as diferenças entre uma grammar school, uma comprehensive school e uma academy, fico mais ou menos na mesma. Interessante é verificar que a preocupação da senhora é avançar para uma meritocracia educativa, isto é, dar a todos, segundo as aptidões de cada um, todas as hipóteses de progresso escolar, sem que o critério económico entre na equação. Dir-se-ia que o objectivo teria o apoio de todos, independentemente de se discutir se os meios conduziam aos fins.Não. O camarada Corbyn entrou em stress, provavelmente por ciume. E, nos tories, também há fúrias várias devidas a uma ex ministra que foi corrida pela dona Theresa. O próprio Cameron parece que também não gostou. Resultado, o IRRITADO ficou a olhar como boi para palácio.

    Também anda por aqui alguma preocupação com a divisão que os tipos do sul andam a promover sob a alta direcção de um grupo de falhados chefiados por fulanos do gabarito do Hollande, do Tripas e do Costa, todos ansiosos por não pagar o que devem, por viver à pala e ganhar eleições via papas e bolos.

    O caso do senhor Vaz também entusiasma os noticiantes. O fulano, apanhado numa armadilha homossexual, passou de figura grada da política, da solidariedade, da boa moral e de outras altas virtudes ao estatuto de esterco sócio – político. O Times comenta a evidência: a malta em geral vive na mais desbragada porcaria, e toda a gente acha bem. Mas, se for um político, só tem duas hipóteses, ou é bem casado ou é solteiro.

    Falando destas coisas, ditas sociais, uma muçulmana, agente da polícia, foi criticada pelos colegas muçulmanos por ser má muçulmana, uma vez que anda de cabeça descoberta. A rapariga comentou que se a acusação partisse de um branco, o tal branco seria posto na rua.

    E pronto. Bom dia a todos.

     

    12.9.16