IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


INSTITUIR A BAGUNÇA

Como já tenho dito, não percebo nada de informática, nem de sites nem de bits nem de bites nem de rams nem de clouds, nem de etc.. Não sei o que são cookies, não abro mensagens de redes sociais, não quero saber se o senhor Seixas da Costa “postou” uma fotografia ou “alterou o seu estado”. Acho piada a ter um blog, e fico por aí.

Dito isto, verifico que, no caso de uma guerrinha qualquer entre o Sporting e o Benfica, uma dica ordinária (como é de timbre), foi bloqueada pelo fornecedor do serviço. Consta que, em muitas circunstâncias, os bloqueamentos são prática comum. Ou seja, entre nós como em toda a parte, é tecnicamente possível retirar plataformas digitais da net, nos limites da legalidade.

Por cá, as uberes e os não sei quantos são declarados ilegais pelos tribunais e pelo governo. Mas nem os tribunais nem os governos bloqueiam as respectivas geringonças digitais, quiçá em nome de novos deuses, tais a “inovação”, “as startups” ou outras martingalas da praxe, da moda ou do “futuro”. O chamado governo coopera com o que considera ilegal, isto é, contradiz-se a si próprio, desobedece aos tribunais, colabora activamente na ilegalidade e patrocina a instabilidade social. Essa coisa do Estado de Direito é para aplicar à la carte.

Ao contrário do que possam pensar, não venho pôr-me do lado das arruaças dos taxistas, malta por demais conhecida pela sua tradicional falta de chá, a ombrear com intersindicais e outras funestas organizações. Mas reconheço que, no fundo e à superfície, têm razão. Quem não tem razão é o chamado ministro do ambiente, que devia ser perseguido pela justiça por andar a fugir a ela.

Se eu quiser abrir uma tasca tenho que respeitar quinhentas e trinta e duas leis, três mil regulamentos, requerer trezentas vistorias e, é claro, pagar, pagar, pagar. À la limite, até é de pôr a hipótese de contribuir para o bem estar dos fiscais da câmara, a fim de não me fecharem a porta. Mas, se quiser fazer um negócio “uberizado”, não tenho leis nem regulamentos nem vistorias nem fiscais. Nem limites nem contingentes, como é o caso.  Tudo de borla e à fartazana. Não vou contra. Mas, ou há moralidade ou comem todos.

Não é o caso. Nem o ministro, que é hipócrita, nem a geringonça, que é aldrabona, são desta opinião. Nem os chefes dos taxistas, que são selvagens e burros, percebem que andam a dar tiros no pé.

 

11.10.16



8 respostas a “INSTITUIR A BAGUNÇA”

  1. Estou a ser alvo de “apagamento” selvagem e burro?

  2. Em adição ao que escrevi no post de ontem: o avanço da tecnologia é inevitável; a questão é por onde queremos que avance. E, sobretudo, quem deve servir.Se os taxistas são os ludistas de hoje – aqueles que resistiram futilmente às máquinas e fábricas da Revolução Industrial – não é menos verdade que os augúrios da actual revolução cibernética parecem sombrios: o poder, o capital, a tecnologia e até a política não estão sob o controlo – nem ao serviço – da população, mas de interesses privados. De mamões.O sistema capitalista vigente fomenta a inovação, enriquecendo os criadores e produtores de bens ou serviços bem sucedidos. A tecnologia ajuda a disseminá-los, tornando-os ubíquos, como a Uber, o Google ou o iPhone.Porém, a concentração de tanta riqueza e influência torna-os indesejáveis. Tal como os bancos “too big to fail”, são demasiado grandes. São perigosos. São nocivos. A expressão “small is beautiful” nunca fez tanto sentido.Para mim, qualquer negócio acima de certo valor – digamos mil milhões – devia ter o controlo pelo menos parcial do Estado. Claro que não pode ser este Estado parasita, gerido por pulhíticos vendidos, de contrário tudo ficará na mesma… ou pior.O problema é que a carneirada, enquanto tiver Ubers e iPhones, não acorda. Aceita tudo, consente tudo, não muda nada. E sem reformar a política não podemos reformar o capitalismo, e sem reformar o capitalismo não podemos colocar a economia e a finança ao serviço da Humanidade, não de mamões, e sem esse novo modelo estaremos cada vez mais reféns dos mamões. Até ao grande estouro.

    1. bom companheiro …

      1. O Filipe é bom companheiro, mas, não obstante ter sido “atrelado” pelo sr António, carneiro não é.

  3. … e lá tinha eu de vir à baila! Saúde e fraternidade!

    1. …quem muito se expõe…Obrigado pelos desejos de saúde. Dispenso a “fraternidade”.

      1. …quem muito se expõe…, bastas vezes de forma grotesca, tem direito ao “tratamento” adequado.Para terminar, já sou “duque”?

  4. Deixe as morais diga simplesmente: estado de bandidos onde se manda a polícia reprimir o aqueles cujos direitos estão a ser violados, enquantose protegem os delinquentes com o argumento que os agoras delitos vão passar a ser direitos. O estado em Portugal é orientado por bandidos e como tal se comporta. Orienta-se ccontra a lei. O Sr. Presidente da República deveria actuar.

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