Um especialista em arruinar empresas como os estaleiros de Viana do Castelo e em alugar barcos aos gregos, surfou das salsas ondas ao continente, logo se alcandorando à presidência do PS e do seu rebanho de deputados. Um tipo desagradável, para dizer o menos, demagogo, desbocado, insultuoso, pelo que se vai vendo na TV.
Além disso, tem-se notabilizado pelos seus geringôncicos entusiasmos, roçando a graxa pelos meandros do bolchevismo e do esquerdoidismo.
Nada faria imaginar que viria a tomar uma atitude absolutamente contrária à filosofia da coligação de esquerda e tão pouco adequada aos seus proclamados princípios.
É sabido que a geringonça é contra os exames dos estudantes, contra a avaliação dos professores, contra tudo o que possa servir para testar a performance de cada um, a fim de não lhes prejudicar o equilíbrio interior.
À revelia de tudo isto, a criatura em apreço resolveu avaliar os seus serventuários do Parlamento. Em luzido relatório, produziu as suas apreciações: quantos requerimentos fez o deputado A, quantas intervenções fez o B, quantas faltas deu o C, tudo preto no branco, a pôr a malta em histéricos frenesis.
Por um lado, é evidente que este tipo de relatóro não tem ponta por onde se lhe pegue, uma vez que é sabido que a maioria dos deputados não tem, do chefe, autorização para falar, requerer, perguntar, sendo-lhe vedada qualquer iniciativa e não lhe sendo aplicável qualquer critério quantitativo. Mas o açoriano, dando largas à sua sede autoritária e à sua básica falta de inteligência, resolveu pôr cá fora as suas “avaliações”.
Que dirá a isto o gerente da geringonça, bem como o chamado ministro da educação? Que dirão a isto as raparigas do bloco? E o sindicatos, o Arménio, o xarroco?
Que incoerência, que desplante, avaliar ou examinar seja o que for!
30.9.16

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