No geringôncico ambiente em que vivemos, não é preciso ser adepto de teorias da conspiração. As coisas passam-se à nossa frente, não as ver é cegueira mental.
A menina Mortágua resolveu debitar as suas teorias da luta de classes, pondo o PS, histérico, a aplaudir. Diz aos ouvintes que terão que perder a vergonha – ela já não a tem, ou nunca a teve – e caminhar para as doçuras do socialismo real. Os ouvintes entram em delírio, evidentemente ansiosos por perder os restos de vergonha que os impedem de seguir avante!
O sem vergonha Costa, cita, ipsis verbis, pletórico de orgulho, o seu santo padroeiro Karl Marx e a teoria da “distribuição” que formulou num dos seus escritos mais extremistas. A malta do PS exulta de incontido entusiasmo.
Falando dos media, mormente televisivos, é fantástico ver como proliferam as não notícias, as horas dedicadas ao futebol e outros truques “informativos” destinados a distrair a plebe do que interessa.
Entretanto, o camarada Pinto de Sousa, vulgo engenheiro Sócrates, é incensado por umas dezenas de foliões e ribombado em primeiras páginas, telejornais e afins, como se tivesse enchido o Terreiro do Paço e dito fosse o que fosse de interessante. As mulheres do PS ficam augadinhas de frenéticos entusiasmos. A juventude do PS abraça o orador, a quem deseja um futuro brilhante. No jornal socialista chamado Público, a respectiva directora chega à brilhantíssima conclusão de que o reaparecimento do tal chamado Sócrates é feito “contra” o Costa, coitadinho do Costa.
Ao mesmo tempo, é lançada uma campanha contra o juiz Alexandre, com vários arautos e aderentes, todos a merecer os mais largos encómios e a mais vasta propaganda. Já faltou mais para prender os juízes e mandar os ladrões em paz.
O Saraiva meteu a pata na poça, e de que maneira. Gerou-se um clamor universal. Fosse o Saraiva afecto à geringonça e algo me diz que não haveria clamor nenhum, como já aconteceu com outros denunciantes de questões de alcova.
Concluindo:
A máquina está montada, o PS tem o cérebro “lavado”, o país está a adormecido, o “contra” é sibilinamente silenciado.
Quando acordarmos será tarde demais.
25.9.16

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