Por muito que se diga, o problema principal que as declarações da doida Mariana revelam não é o de saber quanto dinheiro será sacado pelo novo imposto ou quantas pessoas serão por ele atingidas, se serão da classe média, média alta, média baixa ou média média, ou ainda por outra classe qualquer. O verdadeiro problema (tão grave como se ela se declarasse apologista do nazismo) é o da mentalidade que preside às suas posições “filosóficas”. O problema é o da instilação de ideias absolutamente contrárias à liberdade, à civilização e à democracia próprias de uma sociedade aberta e plural. Os “princípios” formulados sem vergonha pela perigosa harpia são a declaração oficial, sim, oficial, que a mulher é membro destacado do poder político em vigor, de uma orientação política que foi, é, e continuará a ser – porque lhe é essencial – a negação de todos os valores políticos ocidentais, a condenação da liberdade individual, do direito de propriedade, do capitalismo, do bem-estar e da justiça. É de lembrar que, sem o respeito por estes valores, nunca houve liberdade propriamente dita, nem respeito pela natureza humana.
Mais grave ainda é que Costa, gerente da geringonça, venha, dias depois, fazer-se eco exactamente das mesmas ideias, na versão um dia formulada por Marx, e depois praticada pelas mais nojentas tiranias da História.
É claro que a tal Mariana veio deitar água na fervura, convencendo os ignaros que só tinha falado num impostozinho sem grande importância (acha ela) e esquecendo o resto. E convenceu ignaros como os galambas e as mendes desta vida, em representação de hordas de basbaques e de estúpidos que se deixam conduzir por gente desta.
Por isso que o “coro” que se ergueu contra os anunciados “novos caminhos”, e que tão atacado tem sido, seja, afinal, formado por quem, à direita e à esquerda, resta para defender o que resta de honrado na III República.
26.9.16

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