De uma penada, a odiosa Mortágua pôs o PS de joelhos e tomou conta dos jornais.
Filha de violento revolucionário (indivíduo que, com a democracia, jamais teve seja o que for a ver e que, para vergonha da III República, foi condecorado pelo tenebroso golpista chamado Sampaio), a rapariga deu à costa recheada da paternal cartilha, coisa que vai metendo aos poucos na cabeça oca e ignorante da elite socialista. De nada lhe serviu o que diz ter aprendido na escola. De nada lhe serviu a inteligência que, dizem, terá. Quando se parte de premissas erradas ou motivadas por mero ódio e pela sede de poder, para nada serve a escola, para nada serve a tal inteligência. O que por aí não tem faltado é a emergência de tiranos inteligentes e cultos.
Chocante, mais do que a existência de uma criatura do calibre desta, é a reacção da tal elite. Perante a proclamada ressurreição do mais abjecto leninismo, criaturas representantes de um partido (ex?) democrático, rebolam-se, entusiasmadas, nas cadeiras da sala… e do poder. É a descida aos infernos, o mergulho na contradição de si próprios… ou é o socialismo que regressa à sua verdadeira natureza de doutrina que só é “realmente” praticável em ditadura?
Mortágua, de um dia para o outro, alcandorou-se ao trono de ideóloga da geringonça. Com uma ou outra honrosas excepções, não há, no PS, quem a contradiga ou a trave. Até o PC, que é tão totalitário como ela mas não é estúpido, se declara cauteloso perante o avanço da mulher, que não só lhe está a tomar conta da doutrina como dá passos imprudentes.
A subserviência informativa honra-a com um ror de primeiras páginas ou equivalente. O PS, medroso como todos os ignorantes, amocha, ou gosta e volta aos tempos do camarada Serra com a maior das alegrias.
A geringonça, filha da desonestidade de uns e do oportunismo de outros, foi, de nascença, um mal. Podia, ao menos, ser um mal menor. Mas não é. Como o que aí vem demonstrará até a quem não gosta de verdades.
20.9.16

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