É natural que os governos, quando estão à rasca, lancem uma medidas para ver se compõem as contas antes do fim do ano. É o caso dos perdões fiscais. Não se pode levar isto a bem, mas também não se poderá levar muito a mal.
O que não se pode é chamar carro eléctrico a um perdão fiscal. Ainda menos pode ou deve um governo dizer ao meio dia que há um perdão fiscal, às duas da tarde que não há perdão nenhum, às quatro que há sim senhor e, no telejornal, que não há não senhor. Que diabo, assumam que a coisa está fora dos carris e que é preciso sacar uns mil milhões ou coisa que o valha se quisermos ter contas aceitáveis.
Pior ainda (esta é de há horas) o chamado governo vem anunciar uma das mais rocambolescas medidas de que há memória histórica, ou fiscal. Nada menos que aumentar os impostos às empresas, declarando que, daqui a três anos, recuperarão a massa, correcta e aumentada. É uma aldrabice que não cabe na cabeça, nem dos estúpidos nem dos inteligentes, só dos parvos, dos cobardes e dos banha-da-cobra, tenham a inteligência que tiverem. O governo saca já; na próxima legislatura, quem cá estiver que tenha a despesa da reversão!
Não é fácil comentar mais esta. Mas não faltará quem o faça, com ditirâmbicos elogios.
C’est la vie.
9.10.16

Deixe um comentário