IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


  • FORÇA CAVACO!

     

    Aqui há tempos, recomendei ao Doutor Cavaco que, ao dar posse a Costa, renunciasse ao cargo. Ainda hoje sou dessa opinião: um homem que é, por razões formais, obrigado a fazer o que, moral e politicamente, acha miserável, devia, primeiro submeter-se, depois partir a loiça, isto é, dizer comigo não. Teria saído como um Homem! Não seguiu o meu conselho, preferindo assistir ao descalabro moral, político, económico e financeiro em que o país foi mergulhado. Paciência. O IRRITADO não foi ouvido.

    Tem agora outra oportunidade: mandar às urtigas a brutal enormidade de esquerda, que faz pagar por uma unha encravada e ter aborto de graça, coisa que ultrapassa qualquer conceito de moral pública; mandar às urtigas a adopção por deficientes sexuais, violento atentado contra a família e contra as crianças.

    Como fazê-lo? Não promulgando as duas leis que, contra os seus princípios e conceitos morais, sociais e políticos, é “obrigado” a promulgar. Seria uma atitude formalmente “inconstitucional”, mas pessoalmente honrada. Provocaria uma gritaria monumental, mas de gente que contra ele nada pode. Gritaria já ele tem com fartura: os discursos de umas gajas no Parlamento, soezes, rascamente insultuosas, ultramontanas e ignorantes, já mostraram o nível da paranoia em vigor. Para além da gritaria, sanção alguma lhe poderia ser aplicada. Dar com os pés a gente tão ordinária seria de uma dignidade pessoal e política que ficaria na memória de todos: um homem que não deixa que trocem dele ou o insultem é um Homem sério, e a sério. Mais daria alento a muita gente que anda totalmente desprotegida pelo social-comunismo e pelo nacionalismo fascistóide que nos dominam, empobrecem, desnorteiam e ofendem.

    E que não se preocupassem: Marcelo fecharia esta porta como achasse bem. Com certeza teria alguma constitucional solução para o problema, que disso sabe ele.

     

    11.2.16

  • NOS BRAÇOS DA BRUXARIA

    Afinal o inacreditável chamado ministro das finanças, além de parvo, é bruxo. Segundo afirmou hoje, descobriu que a PàF, se fosse governo, ia aumentar brutalmente os impostos. Não se sabe se deitou cartas, se recorreu ao professor Karamba, ou se se socorreu daquelas tipas que aparecem nos jornais a ler o futuro com base no comportamento dos astros. Ou se perguntou ao Costa, chamado primeiro-ministro, ou ao Jerónimo, à Catarina e ao Arménio, ministros sem pasta.

    O fulano apresentou um “cenário” muito antes das eleições, depois deitou para o lixo tal cenário. Fabricou um programa de governo e deitou fora o programa de governo. Apresentou um “esboço” do OE que foi para o caixote. Magicou um novo OE e mandou às urtigas o OE que que tinha proposto. E acaba por apresentar uma coisa que não é quase nada do que antes tinha apresentado.

    Não há técnico nem especialista nestas rebuscadas matérias, cá dentro e lá fora, que não ande aos gritos a dizer que tudo o que tem feito está mal feito e vai ter graves consequências.

    Acossado por quem o denuncia e à formidável incompetência, doidice e demagogia de que tem dado mostras, resolve vir dizer que os outros é que são maus. E, não contente com lhes assacar o que fizeram ou não, bruxo da Porcalhota, inventa o que os outros fariam se ganhassem as eleições que, por acaso até ganharam!

    Um farsante armado em bruxo.

     

    10.2.16

  • A PESSEGADA

    Por mais voltas que se dê à mioleira, ninguém será capaz de afirmar que é possível gerir uma empresa em que há 50% de um sócio e 50% de outro. Os impasses estão garantidos, os conflitos também.

    No caso da TAP – aí é que está a vitória do Costa e a derrota do país – parece que haverá, para desempatar, 5% a retirar aos privados e a atribuir aos trabalhadores, o que passará a relação de forças para 45/55. De um lado, o consórcio, que passa a minoritário; do outro o Costa, maioritário, com meia dúzia de comissários políticos na administração – 6 em 12 – dos quais o chairman com voto de qualidade, a que acresce o apoio “patriótico” dos sindicatos.

    Não se percebe como é que os privados comeram disto. A avaliar pela cara do Pedrosa na cerimónia, gostaram; mas a cara do americano diz o contrário, e de que maneira! Não se sabe em que ficamos, nem que galinhas têm os compradores na manga para, mais tarde ou mais cedo, mandar o Costa àquela parte.

    Para as primeiras impressões, parece que o Estado já pagou uma gorgeta de 2 milhões. E, como é evidente, ou os privados tiveram um ataque de estupidez, ou muitos, muitos outros milhões se seguirão, alegremente pagos com os resultados do brutal aumento dos impostos.

    A esperança está numas dicas que por aí andam, a dizer que a procissão ainda pode voltar para trás, pondo fim à pessegada. Caso contrário, paga contribuinte, foste feito para pagar e não piar!

    Isto do nacionalismo da esquerda fascisto-comuna é coisa tão cara como burra.

     

    8.2.16

  • MOBILIDADE

    Parece que, no meio de tanta asneira, o chamado governo quer, ou queria, inventar uma coisa a que chamou “mobilidade voluntária”, consistindo esta em mudar os locais de trabalho dos funcionários públicos, precedendo acordo destes. Se descontarmos tal acordo, até parece uma ideia decente.

    Mas os camaradas do chamado governo não vão na fita. Funcionário é funcionário, é inamovível, indespedível, promovível, diuturnizável, e credor privilegiado de horas de trabalho. Se estiver a trabalhar na Reboleira, não pode, a título algum, ser mudado para a a Porcalhota. É o que se chama progresso socialista. Vamos longe.

     

    8.2.16

  • IDEOLOGIAS E DEMAGOGIAS

    O exército do terrorismo mental, chefiado por galambas, porfírios e pachecos, entrou em frenética actividade contra o slogan de Passos Coelho que defende a social-democracia no âmbito das eleições partidárias. É natural. Outra solução lhes não resta senão o trauliteirismo ignorante e o fogo-fátuo de demagogia.

    Anos a acusar, estúpida e gratuitamente, Passos Coelho de liberalismo, neoliberalismo e de mais não sei que invenções, fica esta gente chocada quando o homem fala em social-democracia.

     

    – Declaração de interesses: não sou social-democrata, nem democrata-cristão, nem nada que se pareça; se quiser auto classificar-me, direi que sou um individualista, conservador e liberal, com muita honra e orgulho. Além disso, sou monárquico, com igual honra e não menos orgulho. Abomino presidentes enquanto tal. Como é evidente, não tenho partido, nem vontade de entrar em nenhum. –

     

    Posto isto, vejamos que ideologia, se é que alguma, animou a governação de Passos Coelho. Entalado entre a dívida e os ditames da troica, qual foi a sua política? Obrigado a aumentar impostos, salvaguardou os rendimentos mais baixos (opção social-democrata). Obrigado a baixar salários, poupou os mais pobres (opção social-democrata). Obrigado a privatizar, fê-lo com moderação, ficando aquém da troica (opção social-democrata). Obrigado a diminuir drasticamente o número de funcionários públicos, rodeou-se de inúmeras cautelas e não instituiu o despedimento (opção social-democrata). Obrigado a cortar no Estado social, manteve praticamente intactos os respectivos serviços (opção social-democrata). Aturou os desmandos do comunismo alojado nos sindicatos (opção social-democrata). E muito, muito mais, sem qualquer comparação ou contacto com políticas liberais.

    Uma política liberal faria as coisas muito mais no duro. Punha na rua milhares e milhares de funcionários públicos. Taxava todos, pobres, remediados e ricos. Privatizava a saúde e o ensino. Enfrentava os sindicatos, o Tribunal Constitucional, o que fosse preciso para endireitar as coisas. Seria uma espécie de tatcherismo em versão lusitana.

    Nada disso. Passos Coelho enfrentou a crise e o Memorando como um verdadeiro social-democrata.

    Está no pleno direito d defender a ideologia que é a sua e do seu partido. Infelizmente, direi eu, que sou um liberal.

     

    8.2.16

  • EUCALIPTOFOBIA

    A partir do fim dos anos sessenta e durante quase vinte anos foi a minha juventude fortemente doutrinada com as teses “técnico-políticas” que defendiam ser crime plantar eucaliptos e explorar a respectiva floresta. Tratava-se de uma árvore predadora da Natureza, que desertificava os solos, que destruía as potencialidades naturais da paisagem, que reduzia à miséria as populações, que só servia para encher os bolsos a uns miseráveis poluidores (as empresas de celulose), enfim, um rol imenso de razões que transformava tal árvore numa espécie de demónio a evitar a todo o custo. Além de tudo o mais, defendia-se a ideia de que, num agro onde tivesse havido eucaliptos, nada se podia plantar durante décadas.

    Como não tinha conhecimentos nestas matérias, aceitei o que me diziam e militei nas condenatórias hostes.

    Passaram tempos, fui conhecendo gente e ouvindo opiniões. A verdade é que, num país com tantos solos pobres e com orografia tão adversa, a floresta é um preciosíssimo recurso. No que ao eucaliptal diz respeito, inúmeros testemunhos credíveis me foram garantindo que os eucaliptos não desertificam coisa nenhuma, não arruínam os solos e que, em inúmeros teatros geográficos são a solução ideal para obtenção de bom e sustentável rendimento. Hoje, a indústria do papel é uma das principais fontes de alimento da nossa balança comercial, e não são os condenáveis descuidos que subsistem em relação a certos efluentes industriais que dão razão a quem, generalizando, condena o ramo. Não digo que todos os eucaliptais estejam situados nos teatros mais apropriados, mas não há dúvida de que ainda há muitos milhares de hectares expectantes, onde o eucaliptal poderia ser uma das melhores e mais rentáveis soluções.

    Vem isto a propósito de mais uma “reversão” que ficamos a dever ao chamado governo: travar a expansão do eucalipto.

    O principal investidor na área da pasta de papel já veio dizer que vai investir para outro lado, onde as teorias pseudo-ecológicas não tenham o direito de cidade que por cá abunda.

    É sabido, e assumido pelo poder esquerdoido, que as exportações são coisa a merecer reduzida atenção e que a economia progredirá com o poder de compra (sustentado por dívida), ou seja, com as importações.

    O pensamento é livre. A estupidez também .

     

    8.2.16

  • A TIA DO SEIXAS

    Com o charme habitual da sua esquerdoide e caviaríssima prosa, o inefável embaixador Seixas da Costa (será primo do outro?), depois de tecer as diatribes da cassete contra a Alemanha, anuncia, com pletórico orgulho, que o chamado primeiro-ministro descobriu a TIA (there is alternative). Perdoemos o inglês de quarta classe, afinal comum em certos diplomatas.

    Segundo o nosso homem, o chamado primeiro-ministro soube “enfrentar o ‘touro’ europeu”, e “de cernelha”.

    Descontando a “finesse” da imagem, sublinhemos como é possível pôr, com honras de Diário de Notícias, as coisas de pernas para o ar. É que, julgariam os que não gozam da seixólica sapiência, quem meteu a viola no saco foi o Costa. Nada, ou quase, sobreviveu do esquema macroeconómico do “painel” . Nenhuma das projecções do programa do PS, ou do programa do governo, foi aceite. Nenhum índice, nenhuma previsão, nem um só cálculo passou no exame. Ficaram as “restituições” feitas à pressa e, com elas, mais mil e tal milhões de impostos a juntar aos aumentos já previstos, fazendo inveja ao “brutal aumento” do Gaspar.

    Pois é, ó Seixas, se alguém foi toureado foi o Costa, e nós com ele. Com tias destas…

     

    6.2.16

  • BURACOS

    A Caixa Geral de Depósitos anunciou mais uma carrada de prejuízos em 2015, a somar aos dos anos anteriores. Dizem que a coisa já ultrapassa os dois mil milhões. Se somarmos a isto as injecções de emergência de capital público  que lhe têm entrado na veias ao longo dos anos, não faço ideia a quantos mil milhões se chegaria.

    Por outras palavras, quantas vezes falida não estaria esta flor do entulho estatal, com tendência a aumentar, em que vivemos mergulhados.

     

    6.2.16

  • DO REALISMO DA DONA ÂNGELA

    A desgraça orçamental lá passou em Bruxelas, depois de o chamado governo ter deitado para o caixote do lixo todas as suas brilhantes previsões macroeconómicas, depois de o Centeno ter confessado que estava tudo errado, depois de estar garantido um aumento de impostos sem paralelo, etc.

    O socialista Moscovici, demonstrando a devida camaradagem, acabou por engolir, mas não sem ter posto tantas dúvidas que ninguém acreditará que gostou da receita ou que a vai comer até à sobremesa.

    Mas o mais interessante foi a declaração diplomática da dona Ângela que, sem papas na língua, lado a lado com o chamado primeiro-ministro, veio “congratular-se” com o novo orçamento e dizer com toda a calma que está tudo bem desde que o chamado governo siga o caminho de recuperação que herdou de Passos Coelho. Querem mais em matéria de “confiança”? Querem mais em matéria de realismo?

    Ao ouvi-la, o chamado primeiro-ministro não se meteu pelo chão abaixo porque lhe sobra em lata o que lhe falta em honestidade.

     

    5.2.16

  • DO PODER DE COMPRA

    Só a firma Costa, Centeno & Cª acha que os aumentos (restituições!) vão ter uma enorme influência no relançar da economia. Isto porque descobriram que o poder de compra, aumentado para alguns entre uns cêntimos e meia dúzia de euros por mês, vai ser brutalmente revigorado.

    As outras pessoas, incluindo os beneficiários do “fim da austeridade”, acham que vai ficar tudo na mesma. É evidente que as tais pessoas não passam, no parecer dos pensadores da esquerda costotonta, de traidores à pátria, soviéticos – ou fascistas (tanto faz) -, gente que quer que o país empobreça, que o desemprego aumente, que as criancinhas morram de fome, etc. (vidé as decalarações do Porfírio, do Galamba, do sapo dos Açores e de tantos outros sequazes do orçamento).

    Vem agora o monhé do FMI dizer que não senhor, que os tais aumentos feitos à pressa não vão relançar economia nenhuma, que o seu efeito mais importante vai ser a subida da despesa, e pronto. Mais um traidor. Atrás dele alinha a esmagadora maioria das pessoas, nacionais e estrangeiras – tudo traidores também – que ainda fazem questão de saber que dois mais dois são quatro.

    Sublinhe-se que o IRRITADO acha óptimo que haja quem tenha mais uns cêntimos ou mais meia dúzia de euros no bolso. O problema é que também acha que o dinheiro para os pagar vai fazer subir a dívida, os juros e, pior que tudo, vai, em conjunto com outras loucuras, dar cabo da confiança que andávamos há anos a reconquistar com tanto sacrifício.

    A conta das loucuras já está a ser calculada e cair-nos-á em cima mais cedo do que se possa imaginar.

     

    5.2.16

  • O EUCLIDES DA BURACA

    Dando largas aos seus conhecimentos de geometria clássica, o nosso bem-amado Santos Silva veio à televisão ensinar-nos a teoria do quadrado em versão tempo novo.

    Assim: a política do governo está contida num quadrado; dentro dele estão as reversões aceleradas dos vencimentos, a semana à moda, aggiornata, do Afonso Costa, as novas pensões (algumas!), o fim da CES, e outras similares demonstrações da inteligência socialista, como o IVA da restauração.

    Fora do quadrado santossilviano nada há. Daqui, a necessidade de imaginar, coisa que fica a cargo de quem assistiu à lição. Vejamos: inscreva-se o dito quadrado num círculo. Ficamos com a segunda parte da política, quer dizer, com quatro zonas limitadas pelos lados do quadrado e por arcos de círculo. Nelas se inscreverão as, digamos, contra-medidas, consubstanciadas estas nas receitas necessárias para pagar as reversões. Como não há outras, haveremos mais impostos (o do selo, o da gasolina, o dos automóveis, os da banca, os da energia e muitos outros), como é óbvio. Tudo isto, ainda que inconfessado pelo professor, perfaz a quadratura do círculo santossilviano.

    Tal como Euclides, Santos Silva não passa do plano para o espaço, assim dispensando considerar as envolventes, o que implica conhecimentos de geometria descritiva e de trigonometria esférica, ciências fora do alcance do nosso homem. Um espaço desconhecido, onde os mais maldosos incluirão as histórias da Carris/Metro e as da TAP, por exemplo, matérias que muito contribuirão para aumentar as consequências do círculo do quadrado.

    Acresce que, num plano muito superior ao do nosso Euclides, pairam o grande geómetra Arménio e as nobres topógrafas de serviço, a preparar intersecções espaciais, com o fim de alargar o quadrado à exaustão, sendo certo que, dados os conhecimentos científicos de tal gente, a exaustão se situa num plano virtualmente infinito, isto é, continuará muito para além do círculo que o quadrado do Silva implica.

    O Euclides da Buraca, ou não percebe isso, ou frequenta as aulas do geómetra e das tipógrafas.

     

    4.2.16

  • IDEOLOGIA NÃO, IDEOLOGIA SIM

    A esquerda, seja festiva, sorumbática, “institucional”, tecnocrática, caviar, ou só doida, anda para aí a malhar – como diria um chamado ministro do chamado governo – na “ideologia” que manda na Europa. Ele é o PPE, tenebrosa organização capitaneada pelo senhor “Chôbel”, ele é a conspiração permanente contra os que querem “salvar” os europeus da austeridade, ele é, como diria o Porfírio (poderoso dono da política externa do PS) o sovietismo da direita, ele é o capitalismo internacional apostado em convencer os povos pela fome, numa palavra, o neoliberalismo protofascista que vive da miséria de uns para encher os bolsos de outros.

    É por causa disso, reza o coro, que Bruxelas anda a apertar com o parlapatão Costa e o incerto Centeno para que façam as contas de outra maneira. Não, não se trata de as viabilizar, credibilizar, tornar exequíveis, lógicas, dar-lhes um mínimo de perspectiva de futuro. Trata-se de resistir à deriva autoritária da direita, de acabar com os privilégios dos grandes, de redistribuir o dinheiro que foi “tirado” às pessoas, de acabar com a tenebrosa tendência para privatizar a economia em prejuízo do Estado, esse pai de nós todos nós, tão incompreendido pela “ideologia” em vigor.

    Pergunta hoje um jornal: “Queres ver que o dr. Costa vai conseguir a quadratura do círculo: repor salários e pensões, reduzir a carga fiscal, ter mais investimento e mais crescimento, e ao mesmo tempo manter a tendência da descida do défice orçamental (agora para 2,4%) e do défice estrutural (agora reduzido em 0,4 pontos)? Queres ver que o dr. Costa consegue agradar aos gregos (sem ofensa para os gregos!) de Bruxelas e aos troianos do Bloco de Esquerda e do PCP?”

    Não sei se consegue. Mas sei – haverá quem não saiba? – a monumental desgraça que nos vai acontecer se conseguir. Mais despesa, menos receita e, ao mesmo tempo, menos dívida e menos défice? Estaremos no manicómio? Não, meus senhores, estaremos, agora sim, ao serviço de uma ideologia – a do PC, do BE e do Galamba – que consiste em levar o jogo à glória a fim de, sobre os escombros, construir o “tempo novo”, o tempo do socialismo propriamente dito.

    Ideologia pura, sem contas, sem inteligência, sem criatividade, cegueira, é do que vive a nossa esquerda, não a “Europa”. Se é certo que a “Europa” ainda não econtrou, nem se sabe se encontrará, solução para os seus problemas – onde os nossos são detalhe – não deixa por isso de ser certo que dois e dois são quatro. Mais certo ainda é que o Costa e o Centeno, ou não sabem que dois e dois são quatro, ou não se distinguem do Jerónimo e da Martins.

    E se a “Europa” vier a aceitar seja que versão for das propostas desta malta, isto é, se o Costa conseguir? É sabido o resultado: mais impostos, mais impostos, mais impostos, investimento nenhum, confiança zero, lixo nos mercados, juros galopantes. Uma questão de meses. Preparem-se.

     

    3.2.16

  • INTELIGÊNCIA A RODOS

    Um tal Porfírio, “pensador internacional” de serviço nas altas esferas do PS do Costa, vem, em boa hora, informar-nos da imparável continuidade, na agremiação, do espírito pintodessousista.

    Pleno de justa indignação, este luminar da teoria do “tempo novo” tece as mais variadas considerações sobre a forma como o seu partido, a Europa e o mundo andam a ser perseguidos, vítimas das mais variadas tramas e conspirações.

    O homem não hesita: os funcionários europeus andam a “envenenar” a comunicação social em Portugal, assim se explicando a unanimidade de críticas que a borrada do draft do Centeno vem levantando por toda a parte.

    A partir desta brilhantíssima constatação, conclui o fulano que “corremos o risco de que a União Europeia se transforme numa União Soviética sem KGB”. Não faz a coisa por menos. A Catarina e o Jerónimo até devem ficar contentes com a hipótese, ainda que com o indispensável KGB, para poder funcionar.

    A caminho da nova União Soviética, a UE “acaba na prática a ser gerida por uma ideologia dominante que não aceita alternativas, e mesmo por uma espécie de novo partido dominante”. Não ficam cheios de medo? É que o homem chama à ideologia dominante a que sobrevive à hecatombe a que o socialismo conduziu a Europa, aliás reconhecida por muitos socialistas.

    A “questão dos direitos e dos deveres dos países [acaba] por ser reduzida a um funcionamento maquinístico”. Estaria a pensar nos maquinistas da CP? Não, que diabo, deixemo-nos de brincadeiras: o pensador refere-se à “transformação de discussões políticas em discussões técnicas e burocráticas (fazendo descer a conversa do comissário para o funcionário que segue o dossiê)”, a fim de justificar opiniões próprias. Em língua do Largo do Rato, o que o homem quer dizer é que as miríficas patacoadas políticas do Costa servem para fazer esquecer que as contas estão, mais que erradas, marteladas.

    E esta: “há responsáveis em Bruxelas que têm andado a chamar jornalistas para, em off, envenenar a comunicação social contra Portugal, mostrando documentos que deviam ser reservados e dando pretensas explicações que são afinal falsidades”. O que é que isto faz lembrar? Os advogados do Pinto se Sousa, e o próprio, ora imitados à exaustão. Coitado do PS, perseguido, vítima de conspirações, maquinações, perseguido, na sombra, por não identificados e perigosos inimigos!

    Os funcionários europeus, “pagos para servir o bem comum europeu, não deveriam deixar-se instrumentalizar, não deveriam deixar-se transformar em armas de arremesso da direita europeia”. Pinto de Sousa não diria melhor em relação ao Ministério Público: tudo manobras conspiratórias da direita, tudo perseguição sem fundamento!

    Mas, meus senhores, perora o grande conselheiro, “a História dirá mais tarde que os acordos à esquerda foram um momento relevante da nossa democracia pós-25 de Abril”. Aqui, haverá que concordar com o filósofo oficial do socialismo nacional: o momento vai ser considerado relevante, tão relevante que nunca mais acontecerá nada de parecido, isto se houver juízo na cabeça dos eleitores.

    Mas o homem, de ciência certa, conclui o contrário: está “feliz”. Acha que “a tal geringonça… é um instrumento democrático”. O martelo do Centeno também.

    Finalmente, a cabeçorra pensadora deste alto canarada chega a esta luminescente ideia: nas presidenciais, se não houve segunda volta foi “por causa dos episódios da última semana de campanha, especificamente as notícias em torno das subvenções”.

    Querem maior demonstração de inteligência? Vêem como o nosso estimado PM está aconselhado à altura?

     

    2.2.16

  • CRENDICES

    Acabo de ler um esclarecedor artigo de uma notável colunista, Teresa de Sousa de seu nome, conhecida por, muitas vezes, escrever umas coisas com pés e cabeça.

    Desta vez, porém, a sua conhecida militância ultrapassou o bom senso e a capacidade de análise.

    Basicamente, a senhora vem dizer que o chamado governo está no seu pleníssimo direito de fazer as contas que lhe apetecer, desde que de acordo com as promessas eleitorais do chamado primeiro-ministro e com os compromissos do pacto do front populaire. É claro, reconhece, tais promessas e tais compromissos vão ao arrepio da vontade e das normas daquilo a que soe chamar-se Europa, bem como da opinião generalizada de todas as vozes competentes e autorizadas cá do rectângulo.

    As vozes internas não interessam à articulista. Quanto às “europeias”, há que fazer exigências, há que dobrá-las, há que fazê-las mudar de opinião, isto é, pô-las a acreditar que o amadorismo primário do senhor Centeno e as tiradas balofas do senhor Costa têm as mais salvíficas propriedades. Então, o Rajoy não tem obtido coisas e loisas? E o Renzi não tem feito o mesmo? O Hollande, a Merkel, não têm ultrapassado as metas? O Costa é menos que eles?

    A resposta deveria ser: não é menos que eles, a nossa situação é que não é a mesma, e será muito pior se se continuar no caminho que o “tempo novo” já, claramente abriu.

    Dois exemplos, entre muitos:

    Haverá alguma hipótese de convencer seja quem for, seja em Bruxelas seja na Reboleira, que o aumento brutal e repentino da despesa pública vai gerar o progresso da economia? E que tal progresso se cifrará em quatro vezes o investido, como consta dos “cálculos” do Centeno?

    Haverá alguma hipótese de convencer seja quem for, seja em Bruxelas seja na Reboleira, que a “reversão” dos contratos assinados pelo Estado vai fomentar o investimento?

    É de pensar que a ilustre senhora está no comprimento de onda da Câmara de Lisboa, que diz que passar a velocidade na II Circular da 80 para 60 quilómetros à hora vai fazer o trânsito escoar-se mais depressa.

    Cada um acredita no que quer, não é? Mas não é por muito acreditar que o preto passa a branco ou vice-versa.

     

    31.1.16

  • DAS CANDIDATAS

    Ponhamos os pontos nos is: ao contrário do que disse o Jerónimo, do que disseram alguns piadéticos ao serviço da TVI e mais alguns pataratas, a dona Marisa não tem nada de engraçadinho. Deselegante, esgalgada, cheia de dentes, um notável exemplar de mau gosto e risca ao meio. Neste aspecto, pede meças ao Silva do PC.

    Se falarmos, não da apresentação mas do discurso, então ainda menos graça tem, isto é, não passa de pobre avatar da Catarina e da Mariana, a debitar paranóias recauchutadas da cartilha bolchevista, lunáticas e perigosíssimas ilusões, e patacoadas sexuais, tudo mascarado de “direitos”. Facto é que há quem vá atrás daquilo. Parabéns à desagradável rapariga, muito conhecida, no PE, como parceira da dona Marine Le Pen, e pêsames ao Jerónimo, coitadinho, que, ao que tudo indica, nunca mais será gente.

    A outra senhora, Maria de Belém, é agora o bombo da festa para uma data de comentadora gente: campanha fraca, pouco dinheiro, o PS, ou seja, o Costa, de costas voltadas, o Marcelo que nem dava por ela, não há “razões” que não venham ao de cima para explicar o que lhe aconteceu. Pode ser que tudo isto seja verdade. Mas a verdadeira razão que a levou a cair abaixo dos 5% foi a decisão “atempada” do Tribunal Constitucional sobre as subvenções.

    Dizem que foi a TVI que, com uma notícia “atempada”, fez ruir o Banif e o lançou nos braços do Santander. É verdade. Não é toda a verdade, mas é verdade na mesma. O TC foi a TVI da dona Maria de Belém. Conscientemente (outra coisa não é de admitir), desencadeou uma onda imparável de populismo baseado na inveja e na nacional ordinarice. Que tinha a senhora feito para o merecer? Tinha, e muito bem, alinhado com outros, sem interesse pessoal que se veja, na defesa de uma inconstitucionalidade gritante, tão gritante e evidente que até o TC, especialista em esquerdismos constitucionais, não podia deixar de julgar como julgou. Numa espécie de vingança por não ter tido fuga possível, aproveitou a decisão a favor do Nóvoa, isto é, atirou-a, qual granada de mão, para o meio da campanha eleitoral.

    Populismo esperto, mas populismo na mesma, e bem pior que todos os outros que por aí abundaram e abundam.

    A manobra não chegou para levar o candidato dos juízes à segunda volta, e ainda bem. Mas fica sem se saber ao certo quantos votos levou a mais o Nóvoa, muitos com certeza, e a menos, outros tantos, a Dona Maria de Belém.

    Se houver por aí algum peditório para a ajudar a pagar a despesa, o IRRITADO alinha.

     

    31.1.16

  • BORLAS

    Se você, homem ou mulher, partir uma perna e recorrer ao SNS, terá que pagar uma taxa para ter direito ao respectivo aparelho de gesso. Isto, evidentemente, se pertencer aos ricos, quer dizer, se lá em casa houver rendimentos fabulosos (uns doze mil euros por ano).

    Segundo as regras sócio-morais do tempo novo, gloriosamente postas em vigor por suas excelências Catarina Martins & Associados, bem acompanhados por Costa & Camaradas, seus chevaliers servants, se você for do sexo feminino e andar no truca- truca à balda, mesmo que tenha doze milhões de rendimento, tem garantido, à borla, o consequente aborto. E mais: para que a sua liberdade seja totalmente salvaguardada (uma questão de “direitos humanos”), não será submetida a qualquer espécie de aconselhamento médico ou psicológico. Porquê? É simples: a coisa (o aborto) está implícita no inalienável direito ao truca-truca à balda, bem como ao não menos respeitável direito de ver a sua balda devidamente paga, e a cem por cento, pelos seus concidadãos.

    Com toda a lógica, se você estiver doente, paga, pois então! Ninguém o/a mandou estar doente. Mas se estiver “cheia”, a sociedade deve-lhe todas as honras, toda a glória e todas as borlas. Você é um exemplo para os demais.

    O IRRITADO não podia estar mais de acordo. Assim é que é! Direitos humanos acima de tudo! As mulheres são donas do seu corpo! Viva o truca-truca à balda!

    Não sei se ainda há o subsídio de maternidade para estes casos, prestação social salvo erro alargada ao aborto pelo ilustre Pinto de Sousa, dito engenheiro Sócrates. Se ainda há, que seja duplicado, triplicado, quadruplicado! Se já não há, que se ressuscite, e já, que isto de direitos humanos é coisa séria!

    Que diabo, estamos no tempo novo ou não estamos no tempo novo?

     

    30.1.16 

  • MARTELADAS

    Lembram-se da peregrina e repetidíssima história da mãezinha que, ao ver o filho a marchar com o passo trocado em relação ao dos outros magalas, concluía que os outros é que iam com o passo trocado?

    Mutatis mutandis, é o que se passa com o chamado governo que por aqui temos. Não há uma única instância, um só think tank, uma única organização, desde a da dona Teodora à dos funcionários da AR, às agências de rating, aos bancos, aos jornais estrangeiros, ao diabo a quatro, que não diga que as contas do Centeno – ou dezeno, ou mileno, ou o que quiserem – estão erradas, que partem de pressupostos errados, que vivem de ovos nos rabinhos das galinhas, que aplicam receitas que jamais deram bom resultado fosse onde fosse. No entanto, os trigospereiras, os costas e quejandos, insistem que eles é que estão certos e tudo o que todos os outros dizem está errado.

    Este falhoufakis à portuguesa só tem um guru, sabem? Um tal Pinto de Sousa, dito engenheiro Sócrates. Querem ver? Este andou anos a desorçamentar tudo e mais alguma coisa, a arranjar empresas públicas de direito privado para tirar os buracos delas das contas do Estado, etc.. O Centeno, com a bênção do Costa, resolveu que os aumentos dos salários sem mais nem menos e que os rios de dinheiro que está a deitar à rua não contam! É que, diz ele, se os cortes foram ditos extraordinários, as reposições também o são. Por isso não contam para o défice, diz ele. Vêm como, no fundo, é a mesma filosofia, a mesma ilusão, a mesma fé na estupidez dos outros?

    Quando o merceeiro começa a ficar à rasca com as contas tal como são, chama o Zeca contabilista e encomenda-lhe umas marteladas, marteladinhas ou marteladonas, com o nobre objectivo de disfarçar uns tostões.

    Mais uma vez mutatis mutandis, aí temos o Zeca Centeno no seu mais alto esplendor.

    Onde é que isto vai parar? Nos tempos da segunda bancarrota socialista, a Europa tinha mais fôlego para colmatar as asneiras do socialismo nacional. Agora, meus amigos, a Europa tem margens de manobra política muito mais estreitas, o que quer dizer que estará muito menos disponível para aturar meninos aldrabõesinhos, centenos de meia tigela e contabilistas de esquina.

    E nós,meus senhores, e nós?

     

    28.1.16

  • TANGO DOS ORDINÁRIOS

    Um tal Reis Novais, talvez o mais odioso costo-esquerdista da nossa praça, decidiu continuar a zurzir o Presidente Cavaco Silva, sua bigorna de eleição, desta feita a total despropósito – falava-se de Marcelo, não de Cavavo – e não por razões substanciais mas meramente formais. Diz o furibundo martelo que os vetos do Presidente sobre a história do aborto à la manière e da adopção por deficientes sexuais são inconstitucionais porque… foram apresentados fora de prazo!

    Antes de mais, o homem torce a verdade e mente com quantos dentes tem na boca, como vem hoje escarrapachado nos jornais, tim tim por timtim. E se fosse verdade? Sabe este intitulado “constitucionalista” – nóvel profissão que dá para tudo e para nada – que, no caso, seria coisa sem consequêcias. Então porquê levantar a questão, assim, sem mais nem menos? Por respeito pela constitucional vaca sagrada? Por escrúpulo profissional? Por interesse público, do público e do país? Nada disso. Nada de nobre, de decente, de profissional. Mero e rasquíssimo ódio, é o que é.

    Se Cavaco tivesse seguido o conselho do IRRITADO já não era Presidente desde o dia em que indigitou o Costa, isto é, se, em simultâneo com tal indigitação, tivesse renunciado ao cargo. Teria saído por cima e já não tinha que ouvir as carroceiradas do Novais, os insultos ordinários da Catarina nem as tiradas trogloditas do Jerónimo. Não foi assim, para seu mal.

    Agora, o nosso mal é ter de continuar a ouvir essa gente, ora sentada, como quem não quer a coisa, nas cadeiras do poder.

     

    27.1.16

  • PRESIDENCIAL RESCALDO

    O PINCHAVELHO

    Marcelo lá foi eleito. Do mal o menos. Por cá, o PR é sempre um mal, um cargo universalmente eleito que anda à procura de poder e que, como tem pouco, abusa desse pouco. Exemplos não faltam. O “irrepreensível” Eanes andou para aí a formar governos e, quando perdeu tal poder, aproveitou Belém para criar um partido. O politicão Soares dedicou-se a atacar, desmerecer, perseguir o executivo. O ultra jacobino Sampaio usou o lugar para pôr, via golpe de Estado, os seus (o Sócrates!) no poder, isto quando lhe deu na realíssima gana, sem razão de peso outra que não fosse a oportunidade. Em suma, os Presidentes “de todos os portugueses” estiveram sempre ao serviço de si mesmos ou da sua facção. À excepção de Cavaco que, por institucionalismo a mais, aturou, durante anos e anos, mais do que a força humana deveria permitir, as trafulhices, as màcriações e as deslealdades do Pinto de Sousa – mas não levou a institucional honra até ao fim, isto é, não renunciou ao cargo quando se viu coagido a premiar a desonestidade do Costa.

    A Presidência da República, no nosso triste sistema, não passa de um incómodo pinchavelho. Gostava que houvesse um candidato que, jurando cumprir a Constituição que existe, tivesse a coragem, o amor à Pátria, a ombridade, a delicadeza de se propor explicar às pessoas que é preciso mudá-la, ou patrir para outra.

    Tal não existe. Para o fundamental não se pode contar com Marcelo.

    Eu sei que, entre gente mais ou menos primitiva como é a nossa, a imagem de um “chefe dos chefes” pode ser querida. Então, que se desse poderes políticos, e responsabilidades outras ao Presidente. Como não é carne nem peixe, fica reduzido, ou promovido, à condição de pinchavelho.

     

    O GROSSO

    Nos concertos pop/rock é hábito deixar para o fim a banda mais famosa, ou mais importante. Na política, até em países menos civilizados, também é assim. Por óbvias questões hierárquicas, por meras questões de respeito, por evidências várias que não vale a pena explicar.

    Apesar de tudo, assim se comportaram, ontem à noite, os candidatos mais importantes como os mais cómicos, os chefes partidários da esquerda e da direita. Todos? Não. O execrável chefe do chamado governo esperou que o novo Presidente se pronunciasse para vir dizer a última palavra.

    Mais uma grosseria do pior de todos os grossos. Haverá por aí algum jornalista, algum comentador, algum político que dê por isso? Ou já têm todos a ditadura na alma?

     

    PASSIONÁRIA, QUASIMODO e TIRIRICA LUSITANOS

     

    – Estrabicamente, a menina Mortágua, falha de palavreado, recorreu ao preâmbulo da Constituição. Falhos que são todos os caminhos para ainda mais socialismo, do duro, do real, do já experimentado em tantas e tão desgraçadas partes, a criatura recorreu ao “caminho para uma sociedade socialista” que tal preâmbulo, mercê da incompetência política de gerações, ainda postula. Vade retro!

    – O tenebroso Pureza resolveu a equação eleitoral. A primeira coisa que disse, mesmo antes dos resultados, foi que a culpa, supõe-se que de tudo e mais alguma coisa, é de… Cavaco!

    O nosso simpático palerma disse umas graças, fez troça disto, divertiu-se, e sacou uma data de votos. Bem haja.

     

    LÉXICO

    Dizem as regras da gramática que, ao referir o colectivo, se usa só um género. Pai e Mãe designam-se por “pais”, no masculino. Avô e Avó por “avós”, no feminino. Uma récua é sempre de porcos, mesmo que lá haja muitas porcas. No caso do gado ovelhum, o rebanho é de ovelhas, apesar dos carneiros, o mesmo se passando com as cabras. E não passa pela cabeça de ninguém chamar a um bando de pássaros bando de pássaras.

    São regras, talvez mais consuetudinárias que gramaticais. Mas são regras. Ou eram. Ontem à noite não sei quantas dezenas de vezes ouvi dizer, à boa maneira balsemónica, “portugueses e portuguesas”, “todas e todos”, como se ao dizer portugueses se não estivesse a falar deles e delas, ou, ao dizer todos, se não referisse também a todas. No fundo, é a importação da “cultura” da dona Dilma, da Dona Pilar e de outras estrangeiras que andam para aí a intitular-se “presidentas”. Por outras palavras, é a grosseria a institucionalizar-se, ou a ignorância político-gramatical a impor-se.

     

    UMA BOA NOTÍCIA

    Disse o senhor da Nóvoa, perante delirantes aplausos, que “esta experiência chegou ao fim”. A acreditar, literalmente, em tal declaração, é a melhor das notícias do dia. A não ser que alguma “vaga de fundo” venha a exigir ao dito esquerdoido que regresse, para nos dividir ainda mais, cortando todas as “pontes” entre a loucura e o bom senso.

     

    25.1.16

  • NOS BRAÇOS DA BRUXARIA

    Acabo de ouvir aquele rapaz meio estarola que, dizem, é ministro das finanças do chamado governo. Declarou ele que, no glorioso ano de 2016 e por sua mágica obra, “a despesa  vai aumentar e o défice baixar”. Assim como quem diz que vai demonstrar que dois e dois são cinco.

    E mais: diz ele que a economia vai crescer não sei quantos por cento, mais do que afirmam o FMI, a CE, o BdP, o BCE e a dona Teodora Cardoso. Tudo malta, é de calcular, de menos valia se comparada com este jóvem bruxo, no pensamento do próprio.

    O IRRITADO, sempre atento a milagres e a truques, saúda efusivamente a bruxaria em vigor. 

     

    22.1.16