Só a firma Costa, Centeno & Cª acha que os aumentos (restituições!) vão ter uma enorme influência no relançar da economia. Isto porque descobriram que o poder de compra, aumentado para alguns entre uns cêntimos e meia dúzia de euros por mês, vai ser brutalmente revigorado.
As outras pessoas, incluindo os beneficiários do “fim da austeridade”, acham que vai ficar tudo na mesma. É evidente que as tais pessoas não passam, no parecer dos pensadores da esquerda costotonta, de traidores à pátria, soviéticos – ou fascistas (tanto faz) -, gente que quer que o país empobreça, que o desemprego aumente, que as criancinhas morram de fome, etc. (vidé as decalarações do Porfírio, do Galamba, do sapo dos Açores e de tantos outros sequazes do orçamento).
Vem agora o monhé do FMI dizer que não senhor, que os tais aumentos feitos à pressa não vão relançar economia nenhuma, que o seu efeito mais importante vai ser a subida da despesa, e pronto. Mais um traidor. Atrás dele alinha a esmagadora maioria das pessoas, nacionais e estrangeiras – tudo traidores também – que ainda fazem questão de saber que dois mais dois são quatro.
Sublinhe-se que o IRRITADO acha óptimo que haja quem tenha mais uns cêntimos ou mais meia dúzia de euros no bolso. O problema é que também acha que o dinheiro para os pagar vai fazer subir a dívida, os juros e, pior que tudo, vai, em conjunto com outras loucuras, dar cabo da confiança que andávamos há anos a reconquistar com tanto sacrifício.
A conta das loucuras já está a ser calculada e cair-nos-á em cima mais cedo do que se possa imaginar.
5.2.16

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