Se você, homem ou mulher, partir uma perna e recorrer ao SNS, terá que pagar uma taxa para ter direito ao respectivo aparelho de gesso. Isto, evidentemente, se pertencer aos ricos, quer dizer, se lá em casa houver rendimentos fabulosos (uns doze mil euros por ano).
Segundo as regras sócio-morais do tempo novo, gloriosamente postas em vigor por suas excelências Catarina Martins & Associados, bem acompanhados por Costa & Camaradas, seus chevaliers servants, se você for do sexo feminino e andar no truca- truca à balda, mesmo que tenha doze milhões de rendimento, tem garantido, à borla, o consequente aborto. E mais: para que a sua liberdade seja totalmente salvaguardada (uma questão de “direitos humanos”), não será submetida a qualquer espécie de aconselhamento médico ou psicológico. Porquê? É simples: a coisa (o aborto) está implícita no inalienável direito ao truca-truca à balda, bem como ao não menos respeitável direito de ver a sua balda devidamente paga, e a cem por cento, pelos seus concidadãos.
Com toda a lógica, se você estiver doente, paga, pois então! Ninguém o/a mandou estar doente. Mas se estiver “cheia”, a sociedade deve-lhe todas as honras, toda a glória e todas as borlas. Você é um exemplo para os demais.
O IRRITADO não podia estar mais de acordo. Assim é que é! Direitos humanos acima de tudo! As mulheres são donas do seu corpo! Viva o truca-truca à balda!
Não sei se ainda há o subsídio de maternidade para estes casos, prestação social salvo erro alargada ao aborto pelo ilustre Pinto de Sousa, dito engenheiro Sócrates. Se ainda há, que seja duplicado, triplicado, quadruplicado! Se já não há, que se ressuscite, e já, que isto de direitos humanos é coisa séria!
Que diabo, estamos no tempo novo ou não estamos no tempo novo?
30.1.16

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