IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


EUCALIPTOFOBIA

A partir do fim dos anos sessenta e durante quase vinte anos foi a minha juventude fortemente doutrinada com as teses “técnico-políticas” que defendiam ser crime plantar eucaliptos e explorar a respectiva floresta. Tratava-se de uma árvore predadora da Natureza, que desertificava os solos, que destruía as potencialidades naturais da paisagem, que reduzia à miséria as populações, que só servia para encher os bolsos a uns miseráveis poluidores (as empresas de celulose), enfim, um rol imenso de razões que transformava tal árvore numa espécie de demónio a evitar a todo o custo. Além de tudo o mais, defendia-se a ideia de que, num agro onde tivesse havido eucaliptos, nada se podia plantar durante décadas.

Como não tinha conhecimentos nestas matérias, aceitei o que me diziam e militei nas condenatórias hostes.

Passaram tempos, fui conhecendo gente e ouvindo opiniões. A verdade é que, num país com tantos solos pobres e com orografia tão adversa, a floresta é um preciosíssimo recurso. No que ao eucaliptal diz respeito, inúmeros testemunhos credíveis me foram garantindo que os eucaliptos não desertificam coisa nenhuma, não arruínam os solos e que, em inúmeros teatros geográficos são a solução ideal para obtenção de bom e sustentável rendimento. Hoje, a indústria do papel é uma das principais fontes de alimento da nossa balança comercial, e não são os condenáveis descuidos que subsistem em relação a certos efluentes industriais que dão razão a quem, generalizando, condena o ramo. Não digo que todos os eucaliptais estejam situados nos teatros mais apropriados, mas não há dúvida de que ainda há muitos milhares de hectares expectantes, onde o eucaliptal poderia ser uma das melhores e mais rentáveis soluções.

Vem isto a propósito de mais uma “reversão” que ficamos a dever ao chamado governo: travar a expansão do eucalipto.

O principal investidor na área da pasta de papel já veio dizer que vai investir para outro lado, onde as teorias pseudo-ecológicas não tenham o direito de cidade que por cá abunda.

É sabido, e assumido pelo poder esquerdoido, que as exportações são coisa a merecer reduzida atenção e que a economia progredirá com o poder de compra (sustentado por dívida), ou seja, com as importações.

O pensamento é livre. A estupidez também .

 

8.2.16



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