Por mais voltas que se dê à mioleira, ninguém será capaz de afirmar que é possível gerir uma empresa em que há 50% de um sócio e 50% de outro. Os impasses estão garantidos, os conflitos também.
No caso da TAP – aí é que está a vitória do Costa e a derrota do país – parece que haverá, para desempatar, 5% a retirar aos privados e a atribuir aos trabalhadores, o que passará a relação de forças para 45/55. De um lado, o consórcio, que passa a minoritário; do outro o Costa, maioritário, com meia dúzia de comissários políticos na administração – 6 em 12 – dos quais o chairman com voto de qualidade, a que acresce o apoio “patriótico” dos sindicatos.
Não se percebe como é que os privados comeram disto. A avaliar pela cara do Pedrosa na cerimónia, gostaram; mas a cara do americano diz o contrário, e de que maneira! Não se sabe em que ficamos, nem que galinhas têm os compradores na manga para, mais tarde ou mais cedo, mandar o Costa àquela parte.
Para as primeiras impressões, parece que o Estado já pagou uma gorgeta de 2 milhões. E, como é evidente, ou os privados tiveram um ataque de estupidez, ou muitos, muitos outros milhões se seguirão, alegremente pagos com os resultados do brutal aumento dos impostos.
A esperança está numas dicas que por aí andam, a dizer que a procissão ainda pode voltar para trás, pondo fim à pessegada. Caso contrário, paga contribuinte, foste feito para pagar e não piar!
Isto do nacionalismo da esquerda fascisto-comuna é coisa tão cara como burra.
8.2.16

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