Um tal Reis Novais, talvez o mais odioso costo-esquerdista da nossa praça, decidiu continuar a zurzir o Presidente Cavaco Silva, sua bigorna de eleição, desta feita a total despropósito – falava-se de Marcelo, não de Cavavo – e não por razões substanciais mas meramente formais. Diz o furibundo martelo que os vetos do Presidente sobre a história do aborto à la manière e da adopção por deficientes sexuais são inconstitucionais porque… foram apresentados fora de prazo!
Antes de mais, o homem torce a verdade e mente com quantos dentes tem na boca, como vem hoje escarrapachado nos jornais, tim tim por timtim. E se fosse verdade? Sabe este intitulado “constitucionalista” – nóvel profissão que dá para tudo e para nada – que, no caso, seria coisa sem consequêcias. Então porquê levantar a questão, assim, sem mais nem menos? Por respeito pela constitucional vaca sagrada? Por escrúpulo profissional? Por interesse público, do público e do país? Nada disso. Nada de nobre, de decente, de profissional. Mero e rasquíssimo ódio, é o que é.
Se Cavaco tivesse seguido o conselho do IRRITADO já não era Presidente desde o dia em que indigitou o Costa, isto é, se, em simultâneo com tal indigitação, tivesse renunciado ao cargo. Teria saído por cima e já não tinha que ouvir as carroceiradas do Novais, os insultos ordinários da Catarina nem as tiradas trogloditas do Jerónimo. Não foi assim, para seu mal.
Agora, o nosso mal é ter de continuar a ouvir essa gente, ora sentada, como quem não quer a coisa, nas cadeiras do poder.
27.1.16

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