IRRITADO

Um blogue de António Borges de Carvalho

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


  • SALÁRIOS PARA O POVO!

    Não há dúvida que, excluídas as conhecidas trafulhices, esta história do negócio dos bancos foi chão que deu uvas. Isto de vender dinheiro, ou seja o que for, abaixo ou muito perto do preço de custo, não dá asas a ninguém. Não admira que o sector, outrora vicejante, esteja nas ruas da amargura. Parece que se exceptuam os negregados bancos espanhóis, mas isso é lá com eles. O BPI, dizem, não estava mal de todo, pelo menos até se ver envolvido, com a ajuda dos chefes Costa e Sousa, em tricas com a EU e com a dona Isabel, espécie de rainha do Congo em versão séc. XXI. Até o Montepio, que não é um banco mas é um banco, anda para aí, é vê-lo, a ranger nas aduelas.

    A isto vem juntar-se a CGD, impoluto banco do Estado, mergulhado em imparidades, tanto de minorcas populares com casa própria como de cavalheiros que lhe pediram dinheiro para comprar acções do BCP a seis euros e têm agora um ou dois míseros cêntimos por cada uma.

    Uma celestial instituição pública, veja-se bem, a mendigar uns quatro mil milhões para se aguentar nas canetas! Na oportunidade, os partidos comunistas e o do chefe Costa, tão anchos em lançar os seus anátemas sobre o socorro a horríveis privados, são unânimes em aprovar seja quantos milhões for para a CGD, só não o tendo feito já porque as antidemocráticas gentes da “Europa” têm metido uns engulhos na coisa.

    O que vale é que o chamado governo não hesita em, prontamente, tomar as decisões adequadas. Primeiro, aumenta o número de administradores de 12 para 19. Muito bem! Depois, trata de os remunerar comme il faut, isto é, de excluir os seus ordenadinhos de qualquer limitação legal. Ainda melhor!

    É claro que, no parecer do espantoso Centeno, os novos e belos salários dos dezanove se justificam plenamente: a culpa é toda do sector privado, disse. Carradas de razão: então, se os accionistas dos outros bancos aprovam bons salários para os seus, que há-de o Estado fazer? Não é accionista, e accionista totalitário? Era o que faltava! Eis, com certeza, pelo menos no parecer do ilustre camarada, uma boa aplicação para os tais quatro mil milhões que, em Bruxelas, uma súcia de malandros e neoliberais teima em não aprovar.

    Demos graças à nossa boa sorte pela existência do chamado governo.

     

    10.6.16

  • SANÇÕES E MANIPULAÇÕES

    Ainda não estão fartos das sanções? Eu já. Como já escrevi por aí, o problema não existe. Não vai haver sanções nenhumas (se houver dou a mão à palmatória), sobretudo desde aquela declaração maluca do Junker sobre a França.

    O que há em curso é uma monumental operação de propaganda destinada a: a) convencer as pessoas que foi o PSD/CDS a criar as condições para haver sanções, b) inculcar que, se não houver, se trata de magnífica vitória da geringonça, c) demonstrar que a “Europa” é má e a geringonça boa e d) entreter o pagode e desviar as atenções do que interessa, que é a desgraça em que estamos metidos.

    É estranho que o Presidente da República tenha alinhado nisto, ao ponto de ir pedir batatinhas à dona Ângela.

    Mas em matéria de indignidade não ficamos por aqui. Soube-se hoje que o trauliteiro a que chamam ministro dos negócios estrangeiros convocou todos os embaixadores dos países da União para lhes explicar a injustiça das tais sanções, ou seja, para reforçar a pedinchice do supremo magistrado da Nação.    

    E assim vai o préstito.

     

    9.6.16

  • INFORMAÇÃO FUTEBOLÓTICA

    Há uns tipos, filiados numa organização chamada “Expresso Diário”, que devem ter comprado o meu endereço nalguma “base de dados” e passam a vida a mandar-me mensagens electrónicas no noviportuguês  do “acordo”. Muito bem, é o que se passa com um número crescente de especialistas, não valendo a pena resistir.

    Poucas vezes abro as cartinhas. Hoje foi uma delas. Dei comigo a ler um escrito do impagável fulano do lacinho, grande educador da classe socialista. O homem dedicou-se a perorar sobre os sete a zero que demos a uns rapazes lá dos nortes, designados por estónios, ou estonianos, estonienses, o que quiserem, sempre a começar em estó, de Estónia. O nosso homem, dando largas aos seus vastos conhecimentos geográficos e geo-estratégicos, tratou os tipos por eslovenos. Não, não foi por engano. No texto, nove vezes cruzaram os infelizes a Europa de lés-a-lés, do Báltico ao Mediterrâneo, de Norte a Sul, transportados pela ignorância crassa do grande director, ou subdirector, ou lá o que é, do “Expresso”.  

    Noutro assunto, teve o escrevinhador toda a razão: disse que o chefe Costa precisava de ter, no chamado governo, uns ronaldos e uns quaresmas da política.

    O problema é que tinham que ser muitos. Para meter golos na nossa baliza já lá os há com fartura, a começar pelo que mais manda.

     

    9.6.16

  • UM FARTOTE

    Segundo informação não desmentida, só em enfermeiros as 35 horas vão custar vinte e tal milhões de euros. Teremos ainda os médicos, os técnicos, os auxiliares, os mangas de alpaca, e mais umas centenas de milhar de funcionários, ou seja, mais umas centenas, ou milhares de milhões. A não ser que as cinco horas não precisem compensação em trabalho, isto é, que os funcionários andassem a ler o jornal durante cinco horas por semana – o que, em muitos casos, é, evidentemente, verdade.

    Diz-se que tal aumento de despesa não é aumento nenhum, uma vez que será compensado por fundos provenientes não se sabe donde, sendo de pensar que, como a reabilitação urbana, sejam sacados à Segurança Social, entidade que tem os cofres a abarrotar e não sabe o que há-de fazer ao dinheiro. Se houver acréscimo de depesa, a lei é inconstitucional. Mas, saia a massa de onde sair, o grande especialista na matéria, senhor Centeno, dirá que a arranja “sem aumentar a despesa”. E pronto, fica assegurada a constitucionalidade. Pelo menos, é o que o senhor de Belém fez constar. Ficamos, mais uma vez, cheios de esperança num futuro radioso.

    Muito disfarçadinha pelas barrigas de aluguer e pelas 35 horas, ficou a presidencial promulgação do fim da avaliação dos professores, mais um inestimável testemunho do progresso do reversionismo bolchevique em vigor.

    O camarada dos bigodes embandeira em arco. O Jerónimo acha uma maravilha. As três desgraças e o careca da Bloca deitam foguetes. O Arménio faz um brinde comemorativo de mais este reforço do seu poder sobre a sociedade. O Presidente dirá que está a preservar a estabilidade. E vão todos ver a bola e aos arraiais de Santo António.

     

    Um fartote.

     

    8.6.16  

  • SOARES ASSASSINADO

    Foi vasta a lista de escolhidos para o nunca acabar de loas com que o chefe Costa brindou a sua gente nas discursatas do congresso. Até o causídico Arnaud, alegado “pai” do SNS, foi requisitado às catacumbas da maçonaria para ser objecto de reconhecimento e aclamatória eleição.

    Soares ficou de fora, suspeito que é (nunca se pronunciou sobre o assunto) de não se incluir nas entusiásticas hostes do front populaire.  Compreende-se. Dona Catarina e o camarada Jerónimo podiam não gostar de ouvir falar dele. Uma chatice. A sala, sempre meio vazia, era um sinal inquietante da existência de desalinhados, muito para além dos três que se pronunciaram. Soares ainda existiria? Eis a angustiante questão. Na dúvida, esqueça-se.

    A ideia do front populaire esteve sempre latente na agremiação. Soares não gostava. Logo ao princípio, viu-se aflito para acabar com o Manuel Serra e com o “partido socialista partido marxista”. Quando, em 82, se discutiu a revisão constitucional, importantes matérias ficaram de fora porque Soares, concordando com elas, se queixava de não ter margem para segurar as hostes da esquerda do partido, à altura chefiadas pelo famoso “secretariado”, sob a alta direcção do sinistro Sampaio e do almofadado Guterres. Soares tinha colaborado na extinção da tutela militar do regime e na alteração dos poderes presidenciais, a fim de evitar cenas como a do terceiro-mundismo pintassilguista, ou do tecnocratismo nobredacostista, bem como noutras aventuras demonstrativas da sede castrense de Eanes e da sua “consistência” ideológica. Mas não conseguiu ir mais longe. Mais tarde, viria a ser o motor do bloco central, de má memória mas com boas razões de origem. Depois, Soares não foi na conversa do PRD e fez sair pela culatra o tiro do derrube do primeiro governo Cavaco. Tudo à revelia da ala esquerda do partido, sempre contida por Soares.

    Mas, qual caruncho, ela lá foi minando. Sampaio fez a coligação com o PC para a CML, e viria a cavalgá-la até Belém. Depois, até aos nossos dias, as picaretas de muitos galambas e pedrosnunosantos continuaram a sua obra.

    Até que… até que, com o advento da “palavra honrada” do chefe Costa, ganharam na secretaria o que tinham perdido nas urnas. Finalmente, o front populaire, um fartar vilanagem de que Soares não faz parte. Daí que o congresso o tenha esquecido, assassinando-o por omissão.

    O IRRITADO não é, nunca foi, um admirador de Soares. Mas reconhece o seu papel na contenção do esquerdoidismo hoje vigente, com a sua floresta de enganos, os seus saneamentos gonçalvistas, as suas políticas ruinosas, a sua ultra ideologização do país, o seu sectarismo violento.

    Soares deixou de fazer parte do elenco.

     

    8.6.16

  • LIXO

    A “reforma educativa” do intragável chamado ministro começa a dar frutos. Ontem, uma data de criancinhas foi fazer exame, findos uns anos lectivos que não sei quais são mas sei que são outros que não os que eram. A prova prestada tem a singular utilidade de não servir para nada, ou seja, tanto faz correr bem como mal, tanto faz ser bom aluno como mau. Parece tão só servir para gastar uns dinheiros e ocupar a malta nos tempos livres.

    Mas tem uma inegável utilidade prática. É que deixa de haver estatísticas, deixa de se saber se o ensino melhorou ou piorou, deixa de se saber se os professores ensinaram bem ou mal. Desde há mais de uma década que o ensino era avaliado, entre outras coisas a partir do aproveitamento revelado em exames. Como mudaram os anos, deixa de haver avaliação comparativa com o passado. As estatísticas acumuladas deixam de ter valor. Vai tudo para o lixo.

    O bigodes da CGTP agradece e averba mais um triunfo na sua larga série de notáveis feitos, muito apreciados pela classe docente e pelo comité central.

     

    7.6.16  

  • COISAS DA BLOCOLÍNGUA

    Morreu um respeitável súbdito de Sua Majestade, dramaturgo, autor do célebre Equus. Dados os meus profundos desconhecimentos destas matérias, não é a tal e tão infausto acontecimento que me refiro.

    Venho só dar ao povo notícia de mais uma brilhante novidade linguística hoje inserta no jornal privado chamado “Público”. Um pequeno destaque reza o seguinte: Shaffer (o tal dramaturgo) iniciou a carreira na companhia embriã do que viria a ser o National Theatre.

    Saliente-se a penetração do dialecto da Bloca, que já se sabia ter sido adoptado no léxico político e jornalístico, mas ainda não ao ponto de se chamar embriã a um embrião. Tenho a certeza que a dona Catarina deve sua remota origem a uma embriã, não num embrião, coisa machista, falocrática e sexista. Ainda bem.

    Cá em casa vou decretar que a cadeira onde me sento passa a chamar-se cadeiro, a minha escova de dentes passará a escovo e assim por diante. Chamem-me machista se quiserem. Ou há moralidade ou comem todos.

     

    7.6.16

  • FRASES E PALAVRA

    O chefe Costa opina que é preciso “consolidar o que o partido conquistou em 2013”, isto é, o chefe Costa pendura-se nas vitórias do Seguro, homem que ganhava por “poucochinho”, mas ganhava. Por isso, poucochinho passa a muitochinho, apesar de ter o chefe Costa corrido com o tal Seguro. Um bom teste de avaliação da “palavra honrada”.

     

    O chevalier servant do chefe, por baixo da madeixa, declara que é preciso “consolidar as conquistas dos últimos anos”, isto é, pendura-se nos inegáveis feitos de Passos Coelho para ultrapassar os malefícios do PS. Talvez por isso não mereceu loas do chefe no congresso da carneirada. As loas foram para o mentecapto da educação, conhecido estatista protobolchevique, bem mais próximo da filosofia oficial em curso.

     

    Esclarecendo as massas, a pencuda Mendes declara que “não há nenhum pacto de não agressão com o PC, nem coligações pré-eleitorais nas autárquicas”. O esclarecimento durou pouco. Veio o S.Silva, trauliteiro-mor da agremiação, re-esclarecer que tudo será “caso a caso, sem esquecer que o partido tem acordo com o PC e o BE”.

     

    Mais clara ainda é a palavra do chefe em relação à “Europa”. Diz ele que basta “escolher entre obediência e subserviência”, deixando ao maralhal a tarefa de saber se a “palavra” preferida é uma ou outra, ou nenhuma delas, como era hábito de Passos Coelho, e que é preciso “reveter”.

     

    Assim se vai esclarecendo esse bando de estúpidos que, na opinião do chefe, integra o povo (e a pova).

     

    6.6.16

  • NOTÍCIAS OVINAS

    É uma verdade lapaliciana que os nossos carneiros cheiram a bedum e que os da Nova Zelândia não. Temos que viver com esta inferioridade biológica, diz-se que oriunda do Norte de África. Paciência. Antes de assar o animal é preciso tirar-lhe uma bolha do joelho, sob pena de ficar intragável e malcheiroso. Há também circunstâncias agravantes, isto é, se a cozinheira não está a par da questão da bolha, vai comprar a paletilha ao Continente e é o diabo.

    Foi o que se passou no fim-de-semana, dir-se-á que com consequências perversas. Os rebanhistas reuniram mas, sendo o bedum de tal maneira absorvente, adaptaram-se a ele. Gostando ou não, comeram, com bolha e tudo, e disseram que gostavam. Houve um só acarneirado a denunciar o mau cheiro. Fez mal. Não valia a pena. O restante rebanho, de tão adaptado, até o assobiou, embora desobedecendo ao apascentador, grande adepto do bedum mas espertalhão q.b. Houve outro, também com tendências neo-zelandesas, conhecido distribuidor de camisas-de-Vénus-para-o-povo, que se recusou a tirar senha-tipo-finanças e não chegou a dizer, no seio da acarneirada assembleia, que abominava o bedum. Mas, vá lá, disse-o fora das baias.

    No redil, as coisas foram gloriosas. O pastor (técnico de condução de agrupamentos/as ovinos/as, no dicionário da Bloca) foi taxativo: os inimigos do bedum acastelam-se na Bélgica, comandados por um tudesco sem escrúpulos; o poder de condução das hostes ovinas é indiscutivelmente partilhado com os/as bovinos/as e com os/as equinos/as, para os/as quais a bedúnica qualidade é indiscutível.

    Quanto ao rebanho dito humano/a, é muito simples. Quanto mais se adaptar ao bedum, melhor. O pastor sabe que é tudo uma questão de hábito.

    Em caso de sede extrema, os animais até bebem a própria urina, não é? Desde que o pastor não perca o poder, tudo bem.

     

    6.6.16  

  • VERDADES TIPO SÓCRATES

    A segunda edição da governação inspirada por Sócrates, ora agravada sob o comando do Arménio, do Nogueira, do Jerónimo e da Catarina, pratica o mesmo tipo de contra-informação daquele.

    Duas “verdades” estão na berra desde há uns dias.

    A primeira, a fazer inveja aos Maduros e aos Kims, tem a ver com a habitual fabricação do inimigo externo, desta vez o senhor Schäuble, dito Choubel pelos pivôs e adjacentes. Diz-nos ela que o referido senhor atacou Portugal ao defender que lhe deviam ser aplicadas sanções pela ultrapassagem do défice. O que o senhor disse foi que não achava bem que a Comissão esperasse pelas eleições espanholas para tomar decisões, fossem elas quais fossem, isto sem se pronunciar sobre as sua preferências pessoais, se é que as tem. Até o senhor Tavares (aquele que pôs os paus ao Louçã), num assomo de amor à verdade, já a veio repor por escrito. Mas a máquina do chamado governo, ontem reforçada na SIC pelo “independente” Marçal Grilo, continua a tecer os mais zangados comentários sobre as (falsas) posições do “inimigo”.

    A segunda diz respeito ao “facto” de tais sanções, a existir, se deverem ao défice de 2015. Parece estranho: em Bruxelas há duas opiniões, a do ECOFIN (défice de 3%) e a da Comissão que, sob a batuta do socialista Moscovitch, opta pelos 3,2%. Nem uma nem outra se referem ao problema do Banif, desastradamente “resolvido” em 2016 pelo chamado governo, vulgo geringonça – só esta vai assobiando para o ar no que respeita a esta como a outras aneiras que comete. Ora se, formalmente, os tais hipotéticos 3,2% poderiam justificar sanções, substancialmente o que preocupa os putativos adeptos delas é o desgraçado caminho em que o chamado governo colocou o país, invertendo (em 6 meses!) TODOS os indicadores que apontavam para a recuperação da economia, do emprego, das contas externas, do défice, da dívida, e por aí fora, num nunca acabar de factos propriamente ditos. É esta a razão que levará muitos “inimigos” a advogar sanções: dar uma lição, ou um aviso, à geringonça.

    Posto isto, não acredito que venha a haver sanções. Uma questão de “fé”? Talvez. Mas uma fé partilhada por muita gente com dois dedos de testa e sem amor ao chamado governo.

    A ameaça tem sido, nos últimos dias, a menina dos olhos do socialismo nacional. É preciso empolar a existência do “inimigo”, para transformar uma pequena eventualidade – pequena enquanto tal e pequena nos seus imaginados efeitos – numa questão de lesa-Pátria. É preciso manter a malta distraída quanto ao essencial. Um disfarce, uma cortina de fumo para a criação da qual vale tudo, até fabricar as mentiras que for preciso.

    Se não houver sanções, teremos uma estrondosa vitória da geringonça. Se houver, então são os inimigos da Nação que, acastelados na “Europa”, conspiram miseravelmente contra o nosso jardim.

    Espertalhão, mas sujíssimo.

     

    3.6.16  

  • PREVISÕES

    Fomos ontem bombardeados com comentários sobre as previsões da OCDE.

    Comentou o chamado primeiro-ministro, mais não sei quem do chamado governo, comentou a oposição, comentou o PR (este não conta porque, como comenta tudo, é como se nada comentasse), comentaram dezenas de profissionais do comentário, comentaram jornalistas ou coisa que o valha, comentaram pivôs, meninas, meninos, senhoras e cavalheiros.

    Agora, comenta o IRRITADO.

    Antes de mais, declaro o meu acordo com o chamado primeiro-ministro. Previsões são previsões, não são verdades. No fim do jogo se verá. Carradas de razão.

    Aliás, o chamado primeiro-ministro tem dado, com vasta cópia de dados, altíssimo exemplo do que diz. Ele mesmo, através do “documento macro-económico”, do programa para as eleições, do programa do governo, do orçamento do Estado, de “acordos” com a Comissão Europeia, de discursos parlamentares e bitates mediáticos, de um sem número de “revisões” já não se percebe bem de quê, fez pelo menos umas dezenas de previsões. É um emérito produtor de previsões, todas falhadas, como se sabe.  Por que carga de água havia, agora, de valer as da OCDE e de mais uma chusma de instâncias nacionais, europeias e mundiais? Que diabo, sejamos justos!

     

    No fim do jogo, ou do campeonato, se verá. Ainda há, por aí abaixo, muitas divisões à disposição. Nas primeiras é garantido que não ficamos. Mas ainda temos as distritais, as concelhias, as amadoras, e mais não sei quantas, que de desportos sei pouco.

     

    2.6.16

  • DA PRONTIDÃO DA JUSTIÇA

    Parece que chegou ao fim o julgamento do BPN. Só falta a sentença.

    Segundo as informações disponíveis, tal sentença talvez venha a ser dada dentro de pelo menos uns seis meses.

    Estranho? Não. É uma questão de “direitos” humanos.

    Explico. Tudo leva a crer que Sua Excelência o Juiz Presidente, via Sua Excelentíssima Esposa, a breve prazo será pai. A partir de tão feliz acontecimento, Sua Excelência gozará de cinco curtos meses de “licença de paternidade”, julga-se que com o fim de dar de mamar à criança. Uns tempos até ao parto, mais cinco meses de merecido exercício de um “direito”, mais uns tempos para rever o processo, outros para pensar, outros ainda para redigir, ou muito me engano ou a sociedade esperará para aí um ano até à leitura da doutíssima sentença.

    Sem comentários, coisa evidentemente desnecessária.

     

    2.6.16

  • SEMPRE À FRENTE!

    Em mais uma demonstração de alto progressismo e em contra-ciclo numa Europa atrazada e reaccionária, a Nação Portuguesa, sob a alta direcção do chefe Costa, aprovará amanhã a semana de 35 horas na função pública. Para já só em parte dela, mas com a auto-estrada aberta para que todos possam vir a integrar mais esta grande marcha a caminho de um futuro sorridente a grandioso, como diria o camarada Kim.

    É natural. O chefe Costa, como é do conhecimento universal, pôs a Nação em imparável marcha de generalizada riqueza, de impecável estabilidade financeira, de inultrapassável produtividade, de exemplar crescimento económico, invejáveis características que se impõem urbi et orbe como notabilíssimo exemplo de sucesso.

    Dos 27 países da União só um pratica o tenebroso horário de 41 horas por semana: a Alemanha, conhecida pela tristeza que infunde a desgraçada crise económica, financeira e social em que está mergulhada. Depois, há mais treze ainda na idade da pedra das 40 horas, todos sem excepção em estado comatoso. A seguir, há seis, mais avançados, que se pautam pelas 36/37 horas semanais. Finalmente, três são campeões do progresso financeiro, económico e social, a França, a Irlanda e, a partir de muito em breve, o nosso bem-amado Portugal!

    O IRRITADO não pode calar o orgulho que sente por este salto civilizacional dado pelo seu país, bem como deixar de agradecer à trindade de líderes que o governa, o chefe Costa e os sub-chefes Catarina e Jerónimo. Bem hajam!

     

    1.6.16

  • FRESQUINHAS

    Hoje, 31 de Maio:

     

    – Gloriosamente, diz-se que a economia portuguesa cresceu 0,2% nos primeiros três meses. Extrapolando, teremos 0,8% no ano. É sabido que as mágicas previsões do PS e dos respectivos cérebros já foram revistas em baixa 247 vezes. Mas tão baixo nunca tinham chegado… O que vale é que o chamado ministro das finanças, ontem, declarou que estava tudo a correr pelo melhor, e o da economia, hoje, também se reviu na sua bem sucedida política, coisa que ninguém sabe o que seja.

     

    – O chamado primeiro-ministro, do alto da sua inegável argúcia, declarou que “cabe ao Estado assegurar a escola pública”. De acordo com a ideia se, como escola, se entender ensino. Não é isso o que a excelência quer dizer. No seu esclarecido bestunto, escola, ou ensino público, quer dizer “propriedade” de tudo o que é escola, ou do que é ensino, quer dizer centralização e controlo absoluto de tudo o que ao assunto diz respeito. Chegaremos assim ao “ensino planificado”, tão do agrado dos camaradas do homem.

     

    – Certamente por engano, o doutor (diz-se) Centeno, alcandorado das caves do Banco de Portugal aos palácios do poder, declarou, julga-se que cientificamente, que “é preciso tempo para que as reformas dos últimos anos se materializem”. Mistério é saber a que reformas se referia o rapaz. É que as “dos últimos anos” só têm a ver com ele na medida em que anda a destruí-las ou, usando a sua linguagem, a desmaterializá-las.

     

    – Uma boa notícia: o senhor Nuno Saraiva, conhecido jornalista ultra socialistocrático, foi trabalhar para o Sporting sob a alta direcção do inenarrável presidente da organização. O IRRITADO espera que seja emprego full-time, a fim de nos livrar das opiniões políticas de tão ilustre intelectual.

     

    – Ontem, ficámos a saber que os ex-presidentes da III República já foram contemplados pelos espanhóis com bonecos de cera. Calcula-se que equipas de bonequistas castelhanos lhes tenham tirado as medidas. Mais uma vez, o nosso actual venerando chefe, marca a diferença. É que, ontem, os tipos da fita métrica foram filmados na sua benemérita tarefa, coisa que os outros PR’s trataram discretamente. Saudemos, na oportunidade, mais este sinal da presidencial “transparência”.

     

    – Um tratado de amizade e consulta foi ontem celebrado entre o PS e o PC. Comprometem-se as partes a não se chatear mutuamente nas eleições autárquicas, e até, com certeza, a fazer umas coligações, a fim de dar testemunho da comunhão ideológica que os inspira e anima.

     

    – O desemprego na zona euro está nos 10,2%. Por cá, dando testemunho da magnífica obra do chamado governo, continua, dando testemunho da estabilidade em voga, nos 12%…

     

    – Titula um medium qualquer que “Os investidores já pedem para vir a Portugal”. Depois, percebe-se que se trata de investidores em startups. A notícia é boa, o título é uma suspeitíssima manipulação.

     

    31.5.16

  • AUTO GOLOS

    Ou me engano muito ou a dona Paula Vitorino (Vitorina, em dialecto da Bloca), vítima do seu acendrado amor pelos estivadores, meteu mais um golo na nossa baliza.

    A rapaziada não é de modas nem de disfarces. Assim que assinou o “acordo”, declarou que vai fazer uma manifestação, de protesto ou de outra coisa qualquer. Dona Paula, dando largas à sua indesmentível inteligência, ficou satisfeitíssima com o aviso. Que diabo, a manifestação é um direito!

    O partido da dona Paula assinou a lei de que os rapazes não gostavam e que fez com que juntassem uns 50 dias de greve aos 350 que já tinham no activo nos últimos três anos. A Bloca e o PC descobriram o filão e alinharam com os “trabalhadores”, ao ponto de mandar o grande democrata Carvalho da Silva à SIC borbulhar as bojardas da praxe, e de pôr a dona Catarina e o comendador Jerónimo a regougar as suas esquerdoidas fantasias. Em lógica consequência, o partido da dona Paula desassinou a lei, não fosse incorrer na ira dos sócios.

    Ficámos a saber que, em impecável lógica social/comunista, os rapazes verão consagrado o seu inalienável “direito” a só deixar trabalhar filiados da sindical agremiação (a Constituição que vá às urtigas, que a dona Paula e o camarada Costa só lá lêem o que interessa), filiados que admitirão consoante entenderem, estabelecendo além disso os métodos, sistemas e horários da sua actividade. Ficaram com “progressões automáticas”, isto é, com aumentos garantidos para os próximos seis aninhos. E por aí fora, num nunca acabar de normas de boa gestão. Mais: ou o contratinho está pronto e assinado em 15 dias ou vai haver bernarda outra vez.

    Dizem as más-línguas, certamente de neoliberais ou protofascistas, que a rapaziada tem o hábito de trabalhar devagarinho, a fim de ganhar turnos com horas extraordinárias a 200%. Também dizem (malandragem!) que se mantêm as equipas de quatro do antigamente – quando andavam com a carga às costas – chegando um, dois, vá lá, hoje em dia, para descarregar os contentores. E dizem muito mais. Tudo mentiras como é de ver e muito bem achará a subida mente da dona Paula.

    Aceitam-se apostas. Daqui a quantas semanas entrará a rapaziada em greve outra vez, desta feita com o apoio do Arménio e do careca da Bloca?

    Para já, temos a manifestaçãozinha de 16 de Junho. Depois, logo se vê. A dona Paula deve gostar: em auto golos é especialista.

     

    29.5.16

  • COMPETÊNCIAS

    Gostava que o Presidente, o chamado governo, a Oposição, o Parlamento, os Tribunais, a polícia, a brigada de homicídios, a banda da GNR, ou fosse lá quem fosse (talvez algum comentador abalizado) me explicasse porquê ou por que carga de água tem a PGR competência para se pronunciar sobre a interpretação dos contratos do governo com entidades privadas como as escolas.

    Julgava eu que a PGR, como advogada do Estado, se dedicava a investigar crimes públicos por iniciativa própria, ou privados, por denúncia pública ou privada.

    Julgava eu que a competência para julgar a interpretação de contratos do Estado onde não se vislumbra crime era dos tribunais administrativos.

    Ou os meus julgamentos estão errados – pelo que peço que me expliquem – ou a douta opinião ora exibida pela PGR se deve a alguma encomenda governamental destinada a baralhar os naipes e a entreter o pagode com palermices, matéria em que o chamado governo é comprovadamente exímio. A encomenda não seria surpreendente, o que o seria era ter sido aviada.

    Haverá quem me esclareça? Os meus antecipados agradecimentos.

     

    28.5.16

  • REGRESSO ÀS CAVERNAS

    Quando andamos lá por fora, sem jornais nem paciência para andar à procura do que se vai passando na terrinha, é costume, ao regressar, achar que, afinal, está tudo mais ou menos na mesma e que a informação actualizada não fez falta nenhuma.

    Desta vez não foi assim. Mal pus os pés no chão, caiu-me em cima o novo PREC com o seu cortejo de malfeitorias e desgraças. As previsões da negregada “direita” (as pessoas com dois dedos de testa e um mínimo de seriedade e bom senso) a que os geringonços deram origem estão já largamente ultrapassadas. Eram previsões optimistas. Ninguém pensaria que, seis meses passados de poder social-comunista, estivéssemos, com a pressa que estamos, a cavar a sepultura, já não a do socratismo mas outra ainda mais funda.

    Não há um só número, um só critério, um só sinal que não seja negativo e com tendência a piorar. Sabe-se que o caminho do abismo é uniformemente acelerado. Cada dia que passa mais difícil é parar nem que seja para pensar. E, se há coisa que os geringonços não sabem fazer é pensar, ou sequer olhar e ver os evidentes resultados da sua “obra”. Sua é a arte do fingimento, não da governação, do disfarce, não da sinceridade, da demagogia, não da política.

    Em seis meses de tropelias, ainda ninguém ouviu falar em investimento ou em economia, para além das patacoadas sem nexo desse infeliz que se acha ministro da dita. A outrora tão miseravelmente troçada diplomacia económica está morta, o AICEP, tão activo há uns anos, deixou de existir ou está num purgatório de inutilidade e marasmo. O fulano da segurança social dedica-se a todo o vapor a fazer saneamentos, o Vasco Gonçalves e a sua trupe de bolchevistas às gargalhadas na tumba. O chamado primeiro-ministro, à boa maneira dos ditadores, dedica-se, de sociedade com a Bloca e o PC, à criação do inimigo externo, desta vez a Comissão Europeia e anexos, erigidos em eixos do mal. O chamado ministro das finanças é todos os dias desmentido pelo chefe, e gosta. O da educação estatista, destroi, atrasa. O Cabrita, santo Ambrósio!, é um mestre na asneira. O da defesa, santa Hermengarda!, percebe tanto do que anda a fazer como eu de carros eléctricos. E assim por diante.

    As reversões tiveram o brilhante resultado de acabar com toda e qualquer intenção de investimento externo. As agências ameaçam. A “Europa”, claramente, já não “está conosco”.

    O Presidente, timidamente, parece que quer dizer uma ou outra coisita, mas já não consegue, prisioneiro voluntário da sacrossanta “estabilidade”. Gostava de saber a que estabilidade ele se refere, outra que não seja a da geringonça, a quem não poupa elogios. Mais valia estar calado, mesmo que lhe chamassem “múmia” como, injustamente, fizeram ao Cavaco.

    Enfim, o IRRITADO, com a maior tristeza, volta às lides, na esperança de vir a recuperar a sua distinta quão parca audiência.

    Mas… meus amigos, animem-se! Há luz ao fundo do túnel. O congresso do PS vai discutir o que, verdadeiramente, interessa à Pátria: a legalização da prostituição, a importação livre de canabis e outras rebuscadas e importantíssimas matérias. A dona Catarina, depois de pôr as mulheres ao nível das vacas e das éguas, vai pôr os meninos de 16 anos a passar a meninas, as meninas a passar a meninos. Querem melhor? Não, não se queixem. Haja saúde!

     

    27.5.16

     

  • CAMINHOS DO TOTAL

    Quase a voltar à Mãe Pátria, vou vendo umas coisas do que por aí se passa. É de gritos. Sim, de gritos de revolta, de gritos de pena dela. Dela, quer dizer, dos seus cidadãos.

    A luta do colectivismo contra a liberdade individual prossegue a um ritmo assustador. Sinal mais recente disso , a guerra das escolas, violento testemunho da progressiva marxizaçâo do país.

    Nenhum dos defensores da chamada escola pública (sinal de feroz estatismo, não de preocupação com o ensino) se lembrou ainda de fazer uma simples conta, conta que levasse a saber qual o custo de um aluno numa escola pública e quanto custa o mesmo aluno numa escola contratada. Quem ouve a camarilha social-comunista do governo fica com a impressão de que a escola pública é de graça e as contratadas uma despesa insuportável para os contribuintes, um negócio lucrativo destinado a encher os bolsos a uma gentalha gananciosa e parasitária. Uma propaganda eficaz para os mais distraídos, ou para serventuários da CGTP e anexos.

    O que os alcandorados ao poder não suportam é ver a liberdade de escolha dos cidadãos, é ver que tal liberdade, onde pode acontecer, resulta na escolha da escola privada, é ver que há professores que não precisam para nada do senhor Nogueira nem da sua tenebrosa organização, é ver que há quem se consiga organizar, funcionar, ensinar, sem precisar da escravidão e da indignidade dos contratos colectivos, é ver que há quem não “delegue” a sua vida e o seu futuro em quem não tem mandato para coisa nenhuma mas se considera dono e senhor de milhares.

    Porque será que os que podem exercer a sua liberdade escolhem as escolas privadas? Porque não querem ver os seus filhos educados por grevistas e quejandos, sentados num lugar donde não podem ser apeados, gente que ninguém avalia, que por lá fica haja o que houver e se dedica à arruaça quando lhe tocam na fímbria das vestes.

    Numa palavra, os pais que podem (no sentido de ter oportunidade, não dinheiro, para tal) escolhem a escola privada por que é melhor que a pública. 

    O Estado, se ainda fosse democrático, colocaria os seus meios ao serviço do ensino, do melhor ensino, público ou privado, dentro dos custos normais, sem descriminação outra que não fosse a da qualidade, ou seja, dos resultados. Mas não é isso o que move os adeptos da paranoia esquerdoide que se apoderou do poder entre nós e que só ficará satisfeita quando tudo for público, isto é, quando puder mandar em tudo, ter o poder total.

    Ponde-vos a pau, ó gentes! O que está em causa é a vossa existência como seres pensantes e livres!

     

    22.5.16

       

  • DA INFLUÊNCIA DE SÓCRATES

    Vários conhecedores destas informáticas matérias me têm dito que, se quiser aumentar o número de leitores, terei que arranjar uns títulos que tenham penetração nos motores de busca. Nunca quis saber de tal conselho.

    Vai daí, há dias titulei um post com um nome que por razões de higiene evito escrever: Sócrates.

    Qual não é o meu espanto quando vejo mais que decuplicar o modesto número médio de visitas. Não sei exactamente o que se passou, o porquê do fenómeno. Só posso pensar que foi a “magia” do nome do fulano que exponenciou a procura. Aprendi qualquer coisinha.

    Agradeço sugestões de palavras que tenham procura, a fim de, mesmo a despropósito, titular de forma a armar aos pássaros.

     

    17.5.16

  • GADO

    Aqui pelas américas, li a história de um cavalo cujo sémen valia meio milhão por cada égua fecundada. Não sei se é verdade se é mentira. Sei que, entre nós, produtos similares são vendidos, mais baratos, após cuidadosamente extraídos de garanhões, touros cobrição e varrascos de boa qualidade.

    Uma mensagem no telemóvel diz-me agora que, na minha terra, se acabou o exclusivo de vacas, éguas e porcas. É justo. Então as alimárias tinham mais direitos que as mulheres? Nem pensar! As nossas ilustres fêmeas passaram, por progressista lei parlamentar, a ser iguaizinhas às vacas, às éguas e às porcas. Aleluia! Portugal projecta-se no concerto das nações como uma das mais avançadas.

    Note-se com admiração e orgulho que não é só em termos reprodutivos que a igualdade se processa. É que as vacas e similares não precisam para nada de se casar, ou de ter macho de estimação. Até podem odiar os machos e ser inseminadas na mesma. Porque se havia de descriminar as mulheres? Quais homens, quais maridos, quais namorados, uma seca!

    As criancinhas não precisam deles para nada, tal e qual os bezerros/as, os poldros/as e os leitões/oas.

    Assim se avança, assim se dá saltos para um mundo mais igual e mais solidário, como soe dizer-se. Também se avança para o fim de uma civilização, mas isso é opinião de vencidos, como o IRRITADO.

     

    13.5.16