IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


  • LIXO

    A “reforma educativa” do intragável chamado ministro começa a dar frutos. Ontem, uma data de criancinhas foi fazer exame, findos uns anos lectivos que não sei quais são mas sei que são outros que não os que eram. A prova prestada tem a singular utilidade de não servir para nada, ou seja, tanto faz correr bem como mal, tanto faz ser bom aluno como mau. Parece tão só servir para gastar uns dinheiros e ocupar a malta nos tempos livres.

    Mas tem uma inegável utilidade prática. É que deixa de haver estatísticas, deixa de se saber se o ensino melhorou ou piorou, deixa de se saber se os professores ensinaram bem ou mal. Desde há mais de uma década que o ensino era avaliado, entre outras coisas a partir do aproveitamento revelado em exames. Como mudaram os anos, deixa de haver avaliação comparativa com o passado. As estatísticas acumuladas deixam de ter valor. Vai tudo para o lixo.

    O bigodes da CGTP agradece e averba mais um triunfo na sua larga série de notáveis feitos, muito apreciados pela classe docente e pelo comité central.

     

    7.6.16  

  • COISAS DA BLOCOLÍNGUA

    Morreu um respeitável súbdito de Sua Majestade, dramaturgo, autor do célebre Equus. Dados os meus profundos desconhecimentos destas matérias, não é a tal e tão infausto acontecimento que me refiro.

    Venho só dar ao povo notícia de mais uma brilhante novidade linguística hoje inserta no jornal privado chamado “Público”. Um pequeno destaque reza o seguinte: Shaffer (o tal dramaturgo) iniciou a carreira na companhia embriã do que viria a ser o National Theatre.

    Saliente-se a penetração do dialecto da Bloca, que já se sabia ter sido adoptado no léxico político e jornalístico, mas ainda não ao ponto de se chamar embriã a um embrião. Tenho a certeza que a dona Catarina deve sua remota origem a uma embriã, não num embrião, coisa machista, falocrática e sexista. Ainda bem.

    Cá em casa vou decretar que a cadeira onde me sento passa a chamar-se cadeiro, a minha escova de dentes passará a escovo e assim por diante. Chamem-me machista se quiserem. Ou há moralidade ou comem todos.

     

    7.6.16

  • FRASES E PALAVRA

    O chefe Costa opina que é preciso “consolidar o que o partido conquistou em 2013”, isto é, o chefe Costa pendura-se nas vitórias do Seguro, homem que ganhava por “poucochinho”, mas ganhava. Por isso, poucochinho passa a muitochinho, apesar de ter o chefe Costa corrido com o tal Seguro. Um bom teste de avaliação da “palavra honrada”.

     

    O chevalier servant do chefe, por baixo da madeixa, declara que é preciso “consolidar as conquistas dos últimos anos”, isto é, pendura-se nos inegáveis feitos de Passos Coelho para ultrapassar os malefícios do PS. Talvez por isso não mereceu loas do chefe no congresso da carneirada. As loas foram para o mentecapto da educação, conhecido estatista protobolchevique, bem mais próximo da filosofia oficial em curso.

     

    Esclarecendo as massas, a pencuda Mendes declara que “não há nenhum pacto de não agressão com o PC, nem coligações pré-eleitorais nas autárquicas”. O esclarecimento durou pouco. Veio o S.Silva, trauliteiro-mor da agremiação, re-esclarecer que tudo será “caso a caso, sem esquecer que o partido tem acordo com o PC e o BE”.

     

    Mais clara ainda é a palavra do chefe em relação à “Europa”. Diz ele que basta “escolher entre obediência e subserviência”, deixando ao maralhal a tarefa de saber se a “palavra” preferida é uma ou outra, ou nenhuma delas, como era hábito de Passos Coelho, e que é preciso “reveter”.

     

    Assim se vai esclarecendo esse bando de estúpidos que, na opinião do chefe, integra o povo (e a pova).

     

    6.6.16

  • NOTÍCIAS OVINAS

    É uma verdade lapaliciana que os nossos carneiros cheiram a bedum e que os da Nova Zelândia não. Temos que viver com esta inferioridade biológica, diz-se que oriunda do Norte de África. Paciência. Antes de assar o animal é preciso tirar-lhe uma bolha do joelho, sob pena de ficar intragável e malcheiroso. Há também circunstâncias agravantes, isto é, se a cozinheira não está a par da questão da bolha, vai comprar a paletilha ao Continente e é o diabo.

    Foi o que se passou no fim-de-semana, dir-se-á que com consequências perversas. Os rebanhistas reuniram mas, sendo o bedum de tal maneira absorvente, adaptaram-se a ele. Gostando ou não, comeram, com bolha e tudo, e disseram que gostavam. Houve um só acarneirado a denunciar o mau cheiro. Fez mal. Não valia a pena. O restante rebanho, de tão adaptado, até o assobiou, embora desobedecendo ao apascentador, grande adepto do bedum mas espertalhão q.b. Houve outro, também com tendências neo-zelandesas, conhecido distribuidor de camisas-de-Vénus-para-o-povo, que se recusou a tirar senha-tipo-finanças e não chegou a dizer, no seio da acarneirada assembleia, que abominava o bedum. Mas, vá lá, disse-o fora das baias.

    No redil, as coisas foram gloriosas. O pastor (técnico de condução de agrupamentos/as ovinos/as, no dicionário da Bloca) foi taxativo: os inimigos do bedum acastelam-se na Bélgica, comandados por um tudesco sem escrúpulos; o poder de condução das hostes ovinas é indiscutivelmente partilhado com os/as bovinos/as e com os/as equinos/as, para os/as quais a bedúnica qualidade é indiscutível.

    Quanto ao rebanho dito humano/a, é muito simples. Quanto mais se adaptar ao bedum, melhor. O pastor sabe que é tudo uma questão de hábito.

    Em caso de sede extrema, os animais até bebem a própria urina, não é? Desde que o pastor não perca o poder, tudo bem.

     

    6.6.16  

  • VERDADES TIPO SÓCRATES

    A segunda edição da governação inspirada por Sócrates, ora agravada sob o comando do Arménio, do Nogueira, do Jerónimo e da Catarina, pratica o mesmo tipo de contra-informação daquele.

    Duas “verdades” estão na berra desde há uns dias.

    A primeira, a fazer inveja aos Maduros e aos Kims, tem a ver com a habitual fabricação do inimigo externo, desta vez o senhor Schäuble, dito Choubel pelos pivôs e adjacentes. Diz-nos ela que o referido senhor atacou Portugal ao defender que lhe deviam ser aplicadas sanções pela ultrapassagem do défice. O que o senhor disse foi que não achava bem que a Comissão esperasse pelas eleições espanholas para tomar decisões, fossem elas quais fossem, isto sem se pronunciar sobre as sua preferências pessoais, se é que as tem. Até o senhor Tavares (aquele que pôs os paus ao Louçã), num assomo de amor à verdade, já a veio repor por escrito. Mas a máquina do chamado governo, ontem reforçada na SIC pelo “independente” Marçal Grilo, continua a tecer os mais zangados comentários sobre as (falsas) posições do “inimigo”.

    A segunda diz respeito ao “facto” de tais sanções, a existir, se deverem ao défice de 2015. Parece estranho: em Bruxelas há duas opiniões, a do ECOFIN (défice de 3%) e a da Comissão que, sob a batuta do socialista Moscovitch, opta pelos 3,2%. Nem uma nem outra se referem ao problema do Banif, desastradamente “resolvido” em 2016 pelo chamado governo, vulgo geringonça – só esta vai assobiando para o ar no que respeita a esta como a outras aneiras que comete. Ora se, formalmente, os tais hipotéticos 3,2% poderiam justificar sanções, substancialmente o que preocupa os putativos adeptos delas é o desgraçado caminho em que o chamado governo colocou o país, invertendo (em 6 meses!) TODOS os indicadores que apontavam para a recuperação da economia, do emprego, das contas externas, do défice, da dívida, e por aí fora, num nunca acabar de factos propriamente ditos. É esta a razão que levará muitos “inimigos” a advogar sanções: dar uma lição, ou um aviso, à geringonça.

    Posto isto, não acredito que venha a haver sanções. Uma questão de “fé”? Talvez. Mas uma fé partilhada por muita gente com dois dedos de testa e sem amor ao chamado governo.

    A ameaça tem sido, nos últimos dias, a menina dos olhos do socialismo nacional. É preciso empolar a existência do “inimigo”, para transformar uma pequena eventualidade – pequena enquanto tal e pequena nos seus imaginados efeitos – numa questão de lesa-Pátria. É preciso manter a malta distraída quanto ao essencial. Um disfarce, uma cortina de fumo para a criação da qual vale tudo, até fabricar as mentiras que for preciso.

    Se não houver sanções, teremos uma estrondosa vitória da geringonça. Se houver, então são os inimigos da Nação que, acastelados na “Europa”, conspiram miseravelmente contra o nosso jardim.

    Espertalhão, mas sujíssimo.

     

    3.6.16  

  • PREVISÕES

    Fomos ontem bombardeados com comentários sobre as previsões da OCDE.

    Comentou o chamado primeiro-ministro, mais não sei quem do chamado governo, comentou a oposição, comentou o PR (este não conta porque, como comenta tudo, é como se nada comentasse), comentaram dezenas de profissionais do comentário, comentaram jornalistas ou coisa que o valha, comentaram pivôs, meninas, meninos, senhoras e cavalheiros.

    Agora, comenta o IRRITADO.

    Antes de mais, declaro o meu acordo com o chamado primeiro-ministro. Previsões são previsões, não são verdades. No fim do jogo se verá. Carradas de razão.

    Aliás, o chamado primeiro-ministro tem dado, com vasta cópia de dados, altíssimo exemplo do que diz. Ele mesmo, através do “documento macro-económico”, do programa para as eleições, do programa do governo, do orçamento do Estado, de “acordos” com a Comissão Europeia, de discursos parlamentares e bitates mediáticos, de um sem número de “revisões” já não se percebe bem de quê, fez pelo menos umas dezenas de previsões. É um emérito produtor de previsões, todas falhadas, como se sabe.  Por que carga de água havia, agora, de valer as da OCDE e de mais uma chusma de instâncias nacionais, europeias e mundiais? Que diabo, sejamos justos!

     

    No fim do jogo, ou do campeonato, se verá. Ainda há, por aí abaixo, muitas divisões à disposição. Nas primeiras é garantido que não ficamos. Mas ainda temos as distritais, as concelhias, as amadoras, e mais não sei quantas, que de desportos sei pouco.

     

    2.6.16

  • DA PRONTIDÃO DA JUSTIÇA

    Parece que chegou ao fim o julgamento do BPN. Só falta a sentença.

    Segundo as informações disponíveis, tal sentença talvez venha a ser dada dentro de pelo menos uns seis meses.

    Estranho? Não. É uma questão de “direitos” humanos.

    Explico. Tudo leva a crer que Sua Excelência o Juiz Presidente, via Sua Excelentíssima Esposa, a breve prazo será pai. A partir de tão feliz acontecimento, Sua Excelência gozará de cinco curtos meses de “licença de paternidade”, julga-se que com o fim de dar de mamar à criança. Uns tempos até ao parto, mais cinco meses de merecido exercício de um “direito”, mais uns tempos para rever o processo, outros para pensar, outros ainda para redigir, ou muito me engano ou a sociedade esperará para aí um ano até à leitura da doutíssima sentença.

    Sem comentários, coisa evidentemente desnecessária.

     

    2.6.16

  • SEMPRE À FRENTE!

    Em mais uma demonstração de alto progressismo e em contra-ciclo numa Europa atrazada e reaccionária, a Nação Portuguesa, sob a alta direcção do chefe Costa, aprovará amanhã a semana de 35 horas na função pública. Para já só em parte dela, mas com a auto-estrada aberta para que todos possam vir a integrar mais esta grande marcha a caminho de um futuro sorridente a grandioso, como diria o camarada Kim.

    É natural. O chefe Costa, como é do conhecimento universal, pôs a Nação em imparável marcha de generalizada riqueza, de impecável estabilidade financeira, de inultrapassável produtividade, de exemplar crescimento económico, invejáveis características que se impõem urbi et orbe como notabilíssimo exemplo de sucesso.

    Dos 27 países da União só um pratica o tenebroso horário de 41 horas por semana: a Alemanha, conhecida pela tristeza que infunde a desgraçada crise económica, financeira e social em que está mergulhada. Depois, há mais treze ainda na idade da pedra das 40 horas, todos sem excepção em estado comatoso. A seguir, há seis, mais avançados, que se pautam pelas 36/37 horas semanais. Finalmente, três são campeões do progresso financeiro, económico e social, a França, a Irlanda e, a partir de muito em breve, o nosso bem-amado Portugal!

    O IRRITADO não pode calar o orgulho que sente por este salto civilizacional dado pelo seu país, bem como deixar de agradecer à trindade de líderes que o governa, o chefe Costa e os sub-chefes Catarina e Jerónimo. Bem hajam!

     

    1.6.16

  • FRESQUINHAS

    Hoje, 31 de Maio:

     

    – Gloriosamente, diz-se que a economia portuguesa cresceu 0,2% nos primeiros três meses. Extrapolando, teremos 0,8% no ano. É sabido que as mágicas previsões do PS e dos respectivos cérebros já foram revistas em baixa 247 vezes. Mas tão baixo nunca tinham chegado… O que vale é que o chamado ministro das finanças, ontem, declarou que estava tudo a correr pelo melhor, e o da economia, hoje, também se reviu na sua bem sucedida política, coisa que ninguém sabe o que seja.

     

    – O chamado primeiro-ministro, do alto da sua inegável argúcia, declarou que “cabe ao Estado assegurar a escola pública”. De acordo com a ideia se, como escola, se entender ensino. Não é isso o que a excelência quer dizer. No seu esclarecido bestunto, escola, ou ensino público, quer dizer “propriedade” de tudo o que é escola, ou do que é ensino, quer dizer centralização e controlo absoluto de tudo o que ao assunto diz respeito. Chegaremos assim ao “ensino planificado”, tão do agrado dos camaradas do homem.

     

    – Certamente por engano, o doutor (diz-se) Centeno, alcandorado das caves do Banco de Portugal aos palácios do poder, declarou, julga-se que cientificamente, que “é preciso tempo para que as reformas dos últimos anos se materializem”. Mistério é saber a que reformas se referia o rapaz. É que as “dos últimos anos” só têm a ver com ele na medida em que anda a destruí-las ou, usando a sua linguagem, a desmaterializá-las.

     

    – Uma boa notícia: o senhor Nuno Saraiva, conhecido jornalista ultra socialistocrático, foi trabalhar para o Sporting sob a alta direcção do inenarrável presidente da organização. O IRRITADO espera que seja emprego full-time, a fim de nos livrar das opiniões políticas de tão ilustre intelectual.

     

    – Ontem, ficámos a saber que os ex-presidentes da III República já foram contemplados pelos espanhóis com bonecos de cera. Calcula-se que equipas de bonequistas castelhanos lhes tenham tirado as medidas. Mais uma vez, o nosso actual venerando chefe, marca a diferença. É que, ontem, os tipos da fita métrica foram filmados na sua benemérita tarefa, coisa que os outros PR’s trataram discretamente. Saudemos, na oportunidade, mais este sinal da presidencial “transparência”.

     

    – Um tratado de amizade e consulta foi ontem celebrado entre o PS e o PC. Comprometem-se as partes a não se chatear mutuamente nas eleições autárquicas, e até, com certeza, a fazer umas coligações, a fim de dar testemunho da comunhão ideológica que os inspira e anima.

     

    – O desemprego na zona euro está nos 10,2%. Por cá, dando testemunho da magnífica obra do chamado governo, continua, dando testemunho da estabilidade em voga, nos 12%…

     

    – Titula um medium qualquer que “Os investidores já pedem para vir a Portugal”. Depois, percebe-se que se trata de investidores em startups. A notícia é boa, o título é uma suspeitíssima manipulação.

     

    31.5.16

  • AUTO GOLOS

    Ou me engano muito ou a dona Paula Vitorino (Vitorina, em dialecto da Bloca), vítima do seu acendrado amor pelos estivadores, meteu mais um golo na nossa baliza.

    A rapaziada não é de modas nem de disfarces. Assim que assinou o “acordo”, declarou que vai fazer uma manifestação, de protesto ou de outra coisa qualquer. Dona Paula, dando largas à sua indesmentível inteligência, ficou satisfeitíssima com o aviso. Que diabo, a manifestação é um direito!

    O partido da dona Paula assinou a lei de que os rapazes não gostavam e que fez com que juntassem uns 50 dias de greve aos 350 que já tinham no activo nos últimos três anos. A Bloca e o PC descobriram o filão e alinharam com os “trabalhadores”, ao ponto de mandar o grande democrata Carvalho da Silva à SIC borbulhar as bojardas da praxe, e de pôr a dona Catarina e o comendador Jerónimo a regougar as suas esquerdoidas fantasias. Em lógica consequência, o partido da dona Paula desassinou a lei, não fosse incorrer na ira dos sócios.

    Ficámos a saber que, em impecável lógica social/comunista, os rapazes verão consagrado o seu inalienável “direito” a só deixar trabalhar filiados da sindical agremiação (a Constituição que vá às urtigas, que a dona Paula e o camarada Costa só lá lêem o que interessa), filiados que admitirão consoante entenderem, estabelecendo além disso os métodos, sistemas e horários da sua actividade. Ficaram com “progressões automáticas”, isto é, com aumentos garantidos para os próximos seis aninhos. E por aí fora, num nunca acabar de normas de boa gestão. Mais: ou o contratinho está pronto e assinado em 15 dias ou vai haver bernarda outra vez.

    Dizem as más-línguas, certamente de neoliberais ou protofascistas, que a rapaziada tem o hábito de trabalhar devagarinho, a fim de ganhar turnos com horas extraordinárias a 200%. Também dizem (malandragem!) que se mantêm as equipas de quatro do antigamente – quando andavam com a carga às costas – chegando um, dois, vá lá, hoje em dia, para descarregar os contentores. E dizem muito mais. Tudo mentiras como é de ver e muito bem achará a subida mente da dona Paula.

    Aceitam-se apostas. Daqui a quantas semanas entrará a rapaziada em greve outra vez, desta feita com o apoio do Arménio e do careca da Bloca?

    Para já, temos a manifestaçãozinha de 16 de Junho. Depois, logo se vê. A dona Paula deve gostar: em auto golos é especialista.

     

    29.5.16

  • COMPETÊNCIAS

    Gostava que o Presidente, o chamado governo, a Oposição, o Parlamento, os Tribunais, a polícia, a brigada de homicídios, a banda da GNR, ou fosse lá quem fosse (talvez algum comentador abalizado) me explicasse porquê ou por que carga de água tem a PGR competência para se pronunciar sobre a interpretação dos contratos do governo com entidades privadas como as escolas.

    Julgava eu que a PGR, como advogada do Estado, se dedicava a investigar crimes públicos por iniciativa própria, ou privados, por denúncia pública ou privada.

    Julgava eu que a competência para julgar a interpretação de contratos do Estado onde não se vislumbra crime era dos tribunais administrativos.

    Ou os meus julgamentos estão errados – pelo que peço que me expliquem – ou a douta opinião ora exibida pela PGR se deve a alguma encomenda governamental destinada a baralhar os naipes e a entreter o pagode com palermices, matéria em que o chamado governo é comprovadamente exímio. A encomenda não seria surpreendente, o que o seria era ter sido aviada.

    Haverá quem me esclareça? Os meus antecipados agradecimentos.

     

    28.5.16

  • REGRESSO ÀS CAVERNAS

    Quando andamos lá por fora, sem jornais nem paciência para andar à procura do que se vai passando na terrinha, é costume, ao regressar, achar que, afinal, está tudo mais ou menos na mesma e que a informação actualizada não fez falta nenhuma.

    Desta vez não foi assim. Mal pus os pés no chão, caiu-me em cima o novo PREC com o seu cortejo de malfeitorias e desgraças. As previsões da negregada “direita” (as pessoas com dois dedos de testa e um mínimo de seriedade e bom senso) a que os geringonços deram origem estão já largamente ultrapassadas. Eram previsões optimistas. Ninguém pensaria que, seis meses passados de poder social-comunista, estivéssemos, com a pressa que estamos, a cavar a sepultura, já não a do socratismo mas outra ainda mais funda.

    Não há um só número, um só critério, um só sinal que não seja negativo e com tendência a piorar. Sabe-se que o caminho do abismo é uniformemente acelerado. Cada dia que passa mais difícil é parar nem que seja para pensar. E, se há coisa que os geringonços não sabem fazer é pensar, ou sequer olhar e ver os evidentes resultados da sua “obra”. Sua é a arte do fingimento, não da governação, do disfarce, não da sinceridade, da demagogia, não da política.

    Em seis meses de tropelias, ainda ninguém ouviu falar em investimento ou em economia, para além das patacoadas sem nexo desse infeliz que se acha ministro da dita. A outrora tão miseravelmente troçada diplomacia económica está morta, o AICEP, tão activo há uns anos, deixou de existir ou está num purgatório de inutilidade e marasmo. O fulano da segurança social dedica-se a todo o vapor a fazer saneamentos, o Vasco Gonçalves e a sua trupe de bolchevistas às gargalhadas na tumba. O chamado primeiro-ministro, à boa maneira dos ditadores, dedica-se, de sociedade com a Bloca e o PC, à criação do inimigo externo, desta vez a Comissão Europeia e anexos, erigidos em eixos do mal. O chamado ministro das finanças é todos os dias desmentido pelo chefe, e gosta. O da educação estatista, destroi, atrasa. O Cabrita, santo Ambrósio!, é um mestre na asneira. O da defesa, santa Hermengarda!, percebe tanto do que anda a fazer como eu de carros eléctricos. E assim por diante.

    As reversões tiveram o brilhante resultado de acabar com toda e qualquer intenção de investimento externo. As agências ameaçam. A “Europa”, claramente, já não “está conosco”.

    O Presidente, timidamente, parece que quer dizer uma ou outra coisita, mas já não consegue, prisioneiro voluntário da sacrossanta “estabilidade”. Gostava de saber a que estabilidade ele se refere, outra que não seja a da geringonça, a quem não poupa elogios. Mais valia estar calado, mesmo que lhe chamassem “múmia” como, injustamente, fizeram ao Cavaco.

    Enfim, o IRRITADO, com a maior tristeza, volta às lides, na esperança de vir a recuperar a sua distinta quão parca audiência.

    Mas… meus amigos, animem-se! Há luz ao fundo do túnel. O congresso do PS vai discutir o que, verdadeiramente, interessa à Pátria: a legalização da prostituição, a importação livre de canabis e outras rebuscadas e importantíssimas matérias. A dona Catarina, depois de pôr as mulheres ao nível das vacas e das éguas, vai pôr os meninos de 16 anos a passar a meninas, as meninas a passar a meninos. Querem melhor? Não, não se queixem. Haja saúde!

     

    27.5.16

     

  • CAMINHOS DO TOTAL

    Quase a voltar à Mãe Pátria, vou vendo umas coisas do que por aí se passa. É de gritos. Sim, de gritos de revolta, de gritos de pena dela. Dela, quer dizer, dos seus cidadãos.

    A luta do colectivismo contra a liberdade individual prossegue a um ritmo assustador. Sinal mais recente disso , a guerra das escolas, violento testemunho da progressiva marxizaçâo do país.

    Nenhum dos defensores da chamada escola pública (sinal de feroz estatismo, não de preocupação com o ensino) se lembrou ainda de fazer uma simples conta, conta que levasse a saber qual o custo de um aluno numa escola pública e quanto custa o mesmo aluno numa escola contratada. Quem ouve a camarilha social-comunista do governo fica com a impressão de que a escola pública é de graça e as contratadas uma despesa insuportável para os contribuintes, um negócio lucrativo destinado a encher os bolsos a uma gentalha gananciosa e parasitária. Uma propaganda eficaz para os mais distraídos, ou para serventuários da CGTP e anexos.

    O que os alcandorados ao poder não suportam é ver a liberdade de escolha dos cidadãos, é ver que tal liberdade, onde pode acontecer, resulta na escolha da escola privada, é ver que há professores que não precisam para nada do senhor Nogueira nem da sua tenebrosa organização, é ver que há quem se consiga organizar, funcionar, ensinar, sem precisar da escravidão e da indignidade dos contratos colectivos, é ver que há quem não “delegue” a sua vida e o seu futuro em quem não tem mandato para coisa nenhuma mas se considera dono e senhor de milhares.

    Porque será que os que podem exercer a sua liberdade escolhem as escolas privadas? Porque não querem ver os seus filhos educados por grevistas e quejandos, sentados num lugar donde não podem ser apeados, gente que ninguém avalia, que por lá fica haja o que houver e se dedica à arruaça quando lhe tocam na fímbria das vestes.

    Numa palavra, os pais que podem (no sentido de ter oportunidade, não dinheiro, para tal) escolhem a escola privada por que é melhor que a pública. 

    O Estado, se ainda fosse democrático, colocaria os seus meios ao serviço do ensino, do melhor ensino, público ou privado, dentro dos custos normais, sem descriminação outra que não fosse a da qualidade, ou seja, dos resultados. Mas não é isso o que move os adeptos da paranoia esquerdoide que se apoderou do poder entre nós e que só ficará satisfeita quando tudo for público, isto é, quando puder mandar em tudo, ter o poder total.

    Ponde-vos a pau, ó gentes! O que está em causa é a vossa existência como seres pensantes e livres!

     

    22.5.16

       

  • DA INFLUÊNCIA DE SÓCRATES

    Vários conhecedores destas informáticas matérias me têm dito que, se quiser aumentar o número de leitores, terei que arranjar uns títulos que tenham penetração nos motores de busca. Nunca quis saber de tal conselho.

    Vai daí, há dias titulei um post com um nome que por razões de higiene evito escrever: Sócrates.

    Qual não é o meu espanto quando vejo mais que decuplicar o modesto número médio de visitas. Não sei exactamente o que se passou, o porquê do fenómeno. Só posso pensar que foi a “magia” do nome do fulano que exponenciou a procura. Aprendi qualquer coisinha.

    Agradeço sugestões de palavras que tenham procura, a fim de, mesmo a despropósito, titular de forma a armar aos pássaros.

     

    17.5.16

  • GADO

    Aqui pelas américas, li a história de um cavalo cujo sémen valia meio milhão por cada égua fecundada. Não sei se é verdade se é mentira. Sei que, entre nós, produtos similares são vendidos, mais baratos, após cuidadosamente extraídos de garanhões, touros cobrição e varrascos de boa qualidade.

    Uma mensagem no telemóvel diz-me agora que, na minha terra, se acabou o exclusivo de vacas, éguas e porcas. É justo. Então as alimárias tinham mais direitos que as mulheres? Nem pensar! As nossas ilustres fêmeas passaram, por progressista lei parlamentar, a ser iguaizinhas às vacas, às éguas e às porcas. Aleluia! Portugal projecta-se no concerto das nações como uma das mais avançadas.

    Note-se com admiração e orgulho que não é só em termos reprodutivos que a igualdade se processa. É que as vacas e similares não precisam para nada de se casar, ou de ter macho de estimação. Até podem odiar os machos e ser inseminadas na mesma. Porque se havia de descriminar as mulheres? Quais homens, quais maridos, quais namorados, uma seca!

    As criancinhas não precisam deles para nada, tal e qual os bezerros/as, os poldros/as e os leitões/oas.

    Assim se avança, assim se dá saltos para um mundo mais igual e mais solidário, como soe dizer-se. Também se avança para o fim de uma civilização, mas isso é opinião de vencidos, como o IRRITADO.

     

    13.5.16

  • NOTÍCIAS DO MANICÓMIO

    Desde segunda-feira em fuga por longes terras, em descanso das pátrias guerras.

    Ai de mim, caí hoje na asneira de, num computador emprestado, abrir a página do “Observador”. O produto está a cair, o desemprego a aumentar, a luta pela estatização de tudo e mais alguma coisa continua, triunfante e ruinosa. Adiante.

    Interessante a sério é a questão da alheira. Parece que, por unanimidade, os nossos ilustres representantes dedicam o seu precioso tempo a discutir o problema da alheira. Não percebi bem, certamente por falta de patriotismo. É que não se trata de fazer exigências quanto à qualidade do produto, a fim de nos proteger das alheiras aldrabadas que por aí andam a dar cabo do almoço de cada um. Seria, convenhamos, assunto de somenos, próprio de funcionários, indigno da alta apreciação parlamentar.

    O que se passa é que os representantes do povo querem proteger, subsidiar, isentar, propagandear a alheira, na sua qualidade de “bem cultural”, “civilizacional”, joia sem preço da gastronomia universal, etc. Este nobilíssimo objectivo é pasto de discussões e desacordos, sendo de presumir que a esquerda prefira uma alheira às riscas e a direita aos quadrados.

    Seja como for, os deputados que se divirtam.

    Já agora, acho que deviam constituir uma comissão para a protecção do chouriço mouro, e outras para a linguiça, o pastel de bacalhau, a cabeça de pescada e tantas e tão preciosas outras contribuições da Lusitânia para o progresso da humanidade.

    E porque não legislar no sentido de obrigar o governo a apresentar à ONU, devidamente instruída, a candidatura da alheira a património da humanidade, qual Taj Mahal da Beira Alta?

     

    13.5.16

  • DA EXISTÊNCIA DE SÓCRATES

    Diz-se por aí que José Pinto de Sousa, dito engenheiro Sócrates, foi à abertura do túnel do Marão para mostrar que “ainda existe”.

    Não precisava. Não só existe como está bem representado nas altas esferas do poder. Tem Costa na chefia do chamado governo, seu fiel colaborador de sempre e ex-número dois, homem que apeou o seu sucessor, Seguro, que não o tolerava, que repôs no galarim a sua gente (César, Ferro, Campos, Santos Silva…), que foi buscar o seu mais próximo colaborador e seguidor – seu quase alter ego – Silva Pereira, para escrever a moção do chefe ao congresso do partido. E por aí fora.

    O PS de Seguro foi varrido, os seus homens, esses sim, passaram a não existir, a andar por aí, ignorados, indignados mas tímidos, todos devidamente substituídos por gente de confiança, a gente do convidado do Marão.

    O PS de Sócrates existe, sim, e está no poder, correcto e aumentado. Sócrates também. A sua obra continua, de vitória em vitória, até à (nossa) derrota final.

     

    Aquilo no Marão foi só fumaça: cada um para seu lado mas as alminhas bem juntas. Como sempre.

     

    8.5.16

  • “OBRA SOCIAL”

    O que se pode concluir da arenga do chamado ministro da solidariedade, ou lá o que é, ontem no Parlamento, é… nada. Nem que ele faça o desenho que prometeu para “explicar” o que não faz a mínima ideia de como se explica. Ou, se faz, esconde.

    Em meia dúzia de palavras, o que está em causa é a decisão do chamado governo de pegar numa data de milhões de euros e de os aplicar na “reabilitação urbana”. Quantos milhões? 500, 1.400, 1.500? Ninguém saberá ao certo quantos: o que se sabe ao certo é que o chamado primeiro-ministro diz uma coisa e o do desenho diz outra, aliás prática habitual desta malta – olhem os tipos das finanças! – talvez por aplicação do princípio da “incerteza criadora”.

    A genialidade da medida está na fonte do dinheirinho: as reservas dos fundos de pensões da Segurança Social, isto é, uma forma original de “gestão” das contribuições das pessoas para reforma de cada um.

    Tal gestão não é coisa fácil. Onde pôr a massa a render de forma que se multiplique, que gere rendimentos, que contribua para a sustentabilidade do sistema? Pode admitir-se que haja fundos da SS aplicados no imobiliário, desde que tal aplicação tenha fortes sinais de produzir bons resultados com riscos diminutos, o que é o contrário do que propõem o chamado primeiro-ministro e o de desenho: reabilitação urbana para habitação social, com rendas administrativas.

    É sabido que a habitação social, pela sua própria natureza e independentemente da sua valia enquanto tal, nunca foi, não é, nem jamais será uma aplicação rentável para os capitais nela investidos. O chamado governo é que não percebe isto, nem com cinquenta desenhos. Como não percebe nada de nada, para além de vacuidades e demagogias.

    Sejamos justos: é capaz de haver aqui uma certa esperteza. É que, para haver reabilitação é preciso que haja casas para reabilitar, como diria o amigo banana. As casas que há, na sua maioria, não são do Estado, são de particulares. Por isso, disse o tipo do desenho, o capital a investir é muito mais que os 500, ou 1.000, ou lá o que é. Junta-se-lhe o real estate, que é dos particulares. Ou seja, mais uma vez o Estado “gere” o que não é seu, adianta dinheiro (que será a restituir) ao mesmo tempo que priva os particulares do rendimento, reduzido este a “rendas sociais” que, como diz a prática e a praxe pública, se não forem pagas não privam ninguém da casinha, privam é os verdadeiros investidores daquilo que é seu.

    Postas as coisas de outra maneira, o Estado socialista prepara-se para mais uma operação de esbulho, a que chama “obra social”. Com as consequências sociais, económicas e financeiras que não é preciso ser bruxo, nem muito esperto, para imaginar.

     

    6.5.16     

  • APELO AO BOM SENSO

    Senhor Presidente

    Acabo de o ver um senhor de sessenta e tal anos aos pulinhos, desajeitado e ridículo, no meio de inúmeras e gozosas criancinhas. Não queria acreditar em tão patética cena. Depois, realizei que o pobre senhor era nem mais nem menos que o Presidente da III República Portuguesa, ou seja, Vossa Excelência.

    Devo dizer-lhe, senhor Presidente, que tive mais pena que vergonha.

    Mas há pior. Vossa Excelência lançou entre nós, antes da sua viagem a Moçambique, a ideia de que ia até lá num papel de mediador entre as partes que por lá se guerreiam. Visitou, em Roma, a Comunidade de Santo Egídio, que tem experiência na matéria, servindo-se da visita para vestir as mediadoras vestes. Finalmente, chegado a Maputo, bem se fez a tal piso. Levou com os pés, diplomaticamente ou não tanto. Os seus tão proclamados amigos moçambicanos, em bom português, disseram-lhe claramente que não queriam que se metesse onde não era chamado. Um tristíssimo flop.

    Há mais. Decidiu Vossa Excelência entrar na polémica do acordo ortográfico. Não o critico pela intenção, mas, que diabo, devia ter-se precavido. Não precisava para nada de receber lições do tenebroso Santos Silva, o chamado ministro dos negócios estrangeiros. Mal Vossa Excelência tinha declarado a sua intenção e já aquele trauliteiro profissional lhe dava com os pés, em conferência de imprensa quem sabe se convocada exactamente para isso.

    Muito tem Vossa Excelência sido criticado nestas páginas. Com o desgosto de um eleitor que confiou em alguma independência da sua parte e que o tem visto totalmente alinhado com o chamado governo, a papaguear por palavras suas as que o chamado primeiro ministro vai dizendo. Não estaria certo que criticasse ou fizesse a “vida negra” ao chamado governo. Nenhum dos seus eleitores lho pedriria. Mas, da mesma forma, nenhum dos seus não eleitores imaginaria possível que chegasse ao ponto de seguidismo a que se tem dedicado.

    Senhor Presidente, permito-me chamar a sua atenção para a necessidade de refrear a sua mal informada ou mal pensada ânsia de popularidade. Há limites para tudo. Há poças onde não de deve pôr o pé. O bom senso não fica mal a ninguém.

    Pense nisto. Olhe que os dois exemplos que acima refiro são paradigmáticos. Por quem é, preserve-se um bocadinho mais. Nem o senhor nem nenhum português perderá nada com isso.

       

    Melhores cumprimentos

    IRRITADO

     

    5.5.16

  • OTIPO QUE ANDA AOS PAPÉIS

    Segundo o próprio afirmou, é seu hábito, em manifestações e comícios, andar a apanhar papéis, cartazes, tichartes e outros produtos deixados no chão pela maralha. Sinal claro, diga-se, da utilidade social e política desse monstro intelectual chamado Pacheco Pereira. O heróico navegante das mais chilras água da política, nacional e não só, foi chamado pela televisão pública para apresentar os seus preciosos arquivos de autocolantes, pins, panfletos, “pichagens”, boinas do Che e outros produtos populares, coisas de que, diz, tem armários e armários cheios lá em casa. Parece que publicou uns livrinos dedicados a tais e tão interessantes conteúdos. Propõe a sua exegese, condição indispensável para quem quiser fazer “história”. E precisa vender os livrinhos, como é natural. A preciosa e prestimosa RTP está, como é de timbre, atenta às necessidades do fulano

    Compreenda-se. O absurdo estatal chamado RTP acha-se o lugar ideal para oferecer um bom quarto de hora em horário nobre ao marquetingue do Pacheco. Até aí, tudo benzinho: trata-se de obra social destinada a dar-lhe algum a ganhar. Antes isto que a técnica de vendas do livro do Pinto de Sousa, mais eficaz mas só para milionários.

    Nada benzinho é que, feita, pro bono, a propaganda das pachecais edições, se tenha passado a um interminável comício político em que o vendedor de papéis velhos teve oportunidade de espraiar as suas conhecidas opiniões, os seus odiozionhos serrubecos, as suas vingançazinhas de carroceiro intelectual.

    Tal como o IRRITADO, a seu tempo, teve ocasião de dizer, não é por acaso que a RTP deu guarida a uns “independentes”, entre os quais a dona Ana Lourenço, figura grada e inconfessa da central de publicidade da geringonça.

     

    A tradição, interrompida durante os anos do governo anterior, foi repescada: a TV pública é a TV do governo, e o resto é conversa.

     

    4.5.16