IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


“OBRA SOCIAL”

O que se pode concluir da arenga do chamado ministro da solidariedade, ou lá o que é, ontem no Parlamento, é… nada. Nem que ele faça o desenho que prometeu para “explicar” o que não faz a mínima ideia de como se explica. Ou, se faz, esconde.

Em meia dúzia de palavras, o que está em causa é a decisão do chamado governo de pegar numa data de milhões de euros e de os aplicar na “reabilitação urbana”. Quantos milhões? 500, 1.400, 1.500? Ninguém saberá ao certo quantos: o que se sabe ao certo é que o chamado primeiro-ministro diz uma coisa e o do desenho diz outra, aliás prática habitual desta malta – olhem os tipos das finanças! – talvez por aplicação do princípio da “incerteza criadora”.

A genialidade da medida está na fonte do dinheirinho: as reservas dos fundos de pensões da Segurança Social, isto é, uma forma original de “gestão” das contribuições das pessoas para reforma de cada um.

Tal gestão não é coisa fácil. Onde pôr a massa a render de forma que se multiplique, que gere rendimentos, que contribua para a sustentabilidade do sistema? Pode admitir-se que haja fundos da SS aplicados no imobiliário, desde que tal aplicação tenha fortes sinais de produzir bons resultados com riscos diminutos, o que é o contrário do que propõem o chamado primeiro-ministro e o de desenho: reabilitação urbana para habitação social, com rendas administrativas.

É sabido que a habitação social, pela sua própria natureza e independentemente da sua valia enquanto tal, nunca foi, não é, nem jamais será uma aplicação rentável para os capitais nela investidos. O chamado governo é que não percebe isto, nem com cinquenta desenhos. Como não percebe nada de nada, para além de vacuidades e demagogias.

Sejamos justos: é capaz de haver aqui uma certa esperteza. É que, para haver reabilitação é preciso que haja casas para reabilitar, como diria o amigo banana. As casas que há, na sua maioria, não são do Estado, são de particulares. Por isso, disse o tipo do desenho, o capital a investir é muito mais que os 500, ou 1.000, ou lá o que é. Junta-se-lhe o real estate, que é dos particulares. Ou seja, mais uma vez o Estado “gere” o que não é seu, adianta dinheiro (que será a restituir) ao mesmo tempo que priva os particulares do rendimento, reduzido este a “rendas sociais” que, como diz a prática e a praxe pública, se não forem pagas não privam ninguém da casinha, privam é os verdadeiros investidores daquilo que é seu.

Postas as coisas de outra maneira, o Estado socialista prepara-se para mais uma operação de esbulho, a que chama “obra social”. Com as consequências sociais, económicas e financeiras que não é preciso ser bruxo, nem muito esperto, para imaginar.

 

6.5.16     



4 respostas a ““OBRA SOCIAL””

  1. Quanto mais foge do seu descente Josephvss , mais ele o persegue. Isto porque um “desvio da personalidade” não obedece ao “dono”.Josephvss , és um PSICOPATA descente (em linha recta) d sr. Antóni.

  2. Avatar de Filipe Bastos
    Filipe Bastos

    Um governo tem uma ideia: gastar (muito) dinheiro da Segurança Social em reabilitação urbana. Ou em autoestradas. Ou em aeroportos. Ou numa ponte de Olhão a Marrocos. Ou em rebuçados de mentol. Tanto faz. Será boa ideia? Como diz o Irritado, claro que não. A Segurança Social já tem problemas que cheguem, e o investimento será ruinoso para todos – excepto, claro, para as Motas-Engis e patos-bravos do costume.Então porquê fazê-lo? Porque o governo assim decidiu. E se correr mal, ou melhor, quando correr mal, qual será a consequência para o governo? Para os responsáveis?Resposta: nenhuma. Porra nenhuma.Ou seja, o governo – qualquer governo – resolve seja o que for. Até pode resolver falir a Segurança Social. E ninguém tem nada com isso. É uma decisão legítima, soberana, democrática, legal. Se não for contra a Constituição, ou melhor, contra os humores dos chulecos do TC, ou dos chulecos da UE, pode fazer o que quiser.Corre mal? Azar. A gente paga. Os responsáveis simplesmente saem para outro tacho, ou até são reeleitos.E ainda há gente, como o Irritado, que não vê a urgência de referendar cada decisão desta canalha.

    1. Se se referendasse fosse o que fosse, na floresta de aldrabices em que estamos metidos, já tínhamos 18 aeroportos internacionais em Freixo de Espada à Cinta. Sem ofensa ao Freixo.

      1. Avatar de Filipe Bastos
        Filipe Bastos

        Claro, é melhor deixar tudo como está.Isto de delegar nesta classe política tem corrido tão bem, não é?

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