Fomos ontem bombardeados com comentários sobre as previsões da OCDE.
Comentou o chamado primeiro-ministro, mais não sei quem do chamado governo, comentou a oposição, comentou o PR (este não conta porque, como comenta tudo, é como se nada comentasse), comentaram dezenas de profissionais do comentário, comentaram jornalistas ou coisa que o valha, comentaram pivôs, meninas, meninos, senhoras e cavalheiros.
Agora, comenta o IRRITADO.
Antes de mais, declaro o meu acordo com o chamado primeiro-ministro. Previsões são previsões, não são verdades. No fim do jogo se verá. Carradas de razão.
Aliás, o chamado primeiro-ministro tem dado, com vasta cópia de dados, altíssimo exemplo do que diz. Ele mesmo, através do “documento macro-económico”, do programa para as eleições, do programa do governo, do orçamento do Estado, de “acordos” com a Comissão Europeia, de discursos parlamentares e bitates mediáticos, de um sem número de “revisões” já não se percebe bem de quê, fez pelo menos umas dezenas de previsões. É um emérito produtor de previsões, todas falhadas, como se sabe. Por que carga de água havia, agora, de valer as da OCDE e de mais uma chusma de instâncias nacionais, europeias e mundiais? Que diabo, sejamos justos!
No fim do jogo, ou do campeonato, se verá. Ainda há, por aí abaixo, muitas divisões à disposição. Nas primeiras é garantido que não ficamos. Mas ainda temos as distritais, as concelhias, as amadoras, e mais não sei quantas, que de desportos sei pouco.
2.6.16

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