Em mais uma demonstração de alto progressismo e em contra-ciclo numa Europa atrazada e reaccionária, a Nação Portuguesa, sob a alta direcção do chefe Costa, aprovará amanhã a semana de 35 horas na função pública. Para já só em parte dela, mas com a auto-estrada aberta para que todos possam vir a integrar mais esta grande marcha a caminho de um futuro sorridente a grandioso, como diria o camarada Kim.
É natural. O chefe Costa, como é do conhecimento universal, pôs a Nação em imparável marcha de generalizada riqueza, de impecável estabilidade financeira, de inultrapassável produtividade, de exemplar crescimento económico, invejáveis características que se impõem urbi et orbe como notabilíssimo exemplo de sucesso.
Dos 27 países da União só um pratica o tenebroso horário de 41 horas por semana: a Alemanha, conhecida pela tristeza que infunde a desgraçada crise económica, financeira e social em que está mergulhada. Depois, há mais treze ainda na idade da pedra das 40 horas, todos sem excepção em estado comatoso. A seguir, há seis, mais avançados, que se pautam pelas 36/37 horas semanais. Finalmente, três são campeões do progresso financeiro, económico e social, a França, a Irlanda e, a partir de muito em breve, o nosso bem-amado Portugal!
O IRRITADO não pode calar o orgulho que sente por este salto civilizacional dado pelo seu país, bem como deixar de agradecer à trindade de líderes que o governa, o chefe Costa e os sub-chefes Catarina e Jerónimo. Bem hajam!
1.6.16

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