IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


SEMPRE À FRENTE!

Em mais uma demonstração de alto progressismo e em contra-ciclo numa Europa atrazada e reaccionária, a Nação Portuguesa, sob a alta direcção do chefe Costa, aprovará amanhã a semana de 35 horas na função pública. Para já só em parte dela, mas com a auto-estrada aberta para que todos possam vir a integrar mais esta grande marcha a caminho de um futuro sorridente a grandioso, como diria o camarada Kim.

É natural. O chefe Costa, como é do conhecimento universal, pôs a Nação em imparável marcha de generalizada riqueza, de impecável estabilidade financeira, de inultrapassável produtividade, de exemplar crescimento económico, invejáveis características que se impõem urbi et orbe como notabilíssimo exemplo de sucesso.

Dos 27 países da União só um pratica o tenebroso horário de 41 horas por semana: a Alemanha, conhecida pela tristeza que infunde a desgraçada crise económica, financeira e social em que está mergulhada. Depois, há mais treze ainda na idade da pedra das 40 horas, todos sem excepção em estado comatoso. A seguir, há seis, mais avançados, que se pautam pelas 36/37 horas semanais. Finalmente, três são campeões do progresso financeiro, económico e social, a França, a Irlanda e, a partir de muito em breve, o nosso bem-amado Portugal!

O IRRITADO não pode calar o orgulho que sente por este salto civilizacional dado pelo seu país, bem como deixar de agradecer à trindade de líderes que o governa, o chefe Costa e os sub-chefes Catarina e Jerónimo. Bem hajam!

 

1.6.16



11 respostas a “SEMPRE À FRENTE!”

  1. estou desolado, só agora reparei que o sr António … “mijou fora do penico”

  2. Ranking da OCDE indica que é nos países mais ricos que as pessoas fazem menos horas de trabalho. Portugal é o 12º no ranking dos que mais tempo trabalham.Os portugueses trabalham 1.857 horas por ano, o que significa mais 486 horas por ano que os alemães. E os gregos – que têm estado no centro das atenções mundiais, à beira de uma situação de ‘default’ financeiro – trabalham mais 671 horas que os alemães e 185 mais que os portugueses. São algumas das conclusões que é possível tirar do ranking da OCDE sobre as horas de trabalho por ano em cada país.http://economico.sapo.pt/noticias/alemanha-e-o-pais-onde-se-trabalha-menos-tempo_223265.html

    1. Nos países mais ricos? Viu os números? Então, a Alemanha não conta?

      1. Não leu “…significa mais 486 horas por ano que os alemães”?Lá diz o ditado, não há pior cego que aquele que não quer ver.

  3. Para o sr António, o Estado apenas deve respeitar os contratos com os "privados" (tipo Escolas privadas, Parcerias PP, Bancos, …). Já os contratos de trabalho de 35 horas que os funcionários públicos fizeram com o Estado pode ser VIOLADO pelo Governo "passado". Ó sr. António, nos Bancos o horário semanal de trabalho não é de 35 horas? e lá pelo Panamá, de que o sr tanto gosta, qual é o horário desse "paraíso"?

    1. não sabe. Ficou a “ver navios”!

      1. Não questione o Irritado, porque ele, a fugir, está “SEMPRE À FRENTE!”

        1. sou o “Anónimo 01.06.2016 21:24”

    2. Avatar de anónimo sou eu
      anónimo sou eu

      Anónimo sou eu que a mim ninguém me dá voz. A mim e a outros como eu não oiço ninguém defender. Trabalho uma média de 12 horas por dia (certos meses ainda mais) e é se me quero sustentar a mim e à minha família. Depois de também eu ter sido despedido em última análise como consequência das aventuras e desvarios de Sócrates e do seu bando (que agora voltou ao poder)… a muito custo e sem qualquer tipo de ajudas do estado lá me consegui desenrascar e iniciar uma actividade trabalhando por conta própria e se não foi fácil o início da minha micro-micro-micro-empresa de um só trabalhador (eu) continua agora a não ser fácil ganhar o sustento… e o que vejo eu? Trabalhadores do estado a trabalhar umas míseras 35 horas por semana (horário julgo que com um custo acrescido de largas centenas de milhões de euros) e com o país ainda no estado em que está e a regredir para os tempos de Sócrates! Irra!!!!! Ando eu a pagar todo o tipo de impostos e taxas e sei lá mais o quê para, salvo (aparentemente) raras e honrosas excepções, sustentar preguiçosos que chegam ao ponto de se gabar de que quando os mandam fazer algo que demoram 2 horas a fazer o que poderiam muito bem fazer em meia hora!!!!! Assim não dá. Assim o país nunca sairá da cepa torta. Quais 35 horas, deviam mas é pô-los a trabalhar 45 horas por semana, sempre era mais adequado e provavelmente muito mais justo. Assim mais parece que eu e outros como eu é que andamos aqui a trabalhar no duro para sustentar toda esta malta dos empregos garantidos para a vida e a quem, seja por cobardia ou por ideologia infestada de demagogia, ainda fazem todas as vontades e acedem a todas as estrambólicas exigências. Repito: Assim não dá, não dá mesmo!

      1. Avatar de Filipe Bastos
        Filipe Bastos

        Também tenho um negócio, também sou chulado, e – sabe? – isto das 35 horas nem é o que me incomoda mais. Só pelo princípio, claro que é injusto, mas pelo que vejo nas repartições, ministérios e entidades públicas em geral, até 35 horas parecem excessivas. A maioria trabalha talvez 20-25, com sorte; o resto é passado a ver a vida passar.O meu ódio de estimação são repartições de finanças. Detesto aquele esbulho sobranceiro, a indolência arrogante, o tom chulo-paternalista com que aquelas alminhas tratam quem lhes paga o ordenado.E no entanto, nas felizmente raras vezes que lá vou, venho sempre deprimido por elas. É horrível. Com todas as chatices que tenho, todas as dificuldades, não me consigo imaginar a passar naquela repartição o resto da vida.Dia após dia, semana após semana, mês após mês, ano após ano… a minha cadeira, o meu arquivo, o meu computadorzeco, o meu jogo de Solitário (aquele que vem com o Windows), os meus colegas enjoados, os utentes chateados, o chefe a ir almoçar com trafulhas para receber subornos (quando chega senta-se a ver Powerpoints de meninas nuas), o relógio de ponto, todos os dias das 9 às 5, e de meses a meses – ó alegria – ir passar uma semana à Caparica, ou meter cirurgicamente férias naquela 2a feira – ponte! – para ir ao Algarve, viva o luxo… para depois voltar para a repartição.Para mim, ser funcionário público é não ter perspectivas. É o paradigma da falta de perspectivas. Emprego garantido, sim, mas uma insuportável seca garantida. Para toda a vida. Uma espécie de prisão sem barras, sabendo de antemão que nunca se vai ganhar muito mais, evoluir muito mais, fazer nada de muito diferente ou de muito importante.Tudo isso pode acontecer em trabalhos privados, aliás, a maioria são chatos ou maus. Mas é diferente. A mentalidade é diferente, o risco também. Para o melhor e para o pior, parece que não se está tão condenado à partida.Dirá: continua a ser injusto que a FP trabalhe menos, tenha mais regalias, etc. Pois é. Mas preferia quase tudo a ser FP. Incomoda-me mais a canalha que chula todos, privados e públicos, e que criou estas regras absurdas. Para chular mais ainda.

      2. Ò “anónimo sou eu 02.06.2016 00:24”, pareces o meu Pai a falar antes de morrer, em 1966.No entanto, o teu discurso está carreado de erros. Desde logo, é visível seres um jovem “avençado” ao partido daquele “passado” que, presunçosamente, nos governou.Vai dar banho ó cão.

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