A “reforma educativa” do intragável chamado ministro começa a dar frutos. Ontem, uma data de criancinhas foi fazer exame, findos uns anos lectivos que não sei quais são mas sei que são outros que não os que eram. A prova prestada tem a singular utilidade de não servir para nada, ou seja, tanto faz correr bem como mal, tanto faz ser bom aluno como mau. Parece tão só servir para gastar uns dinheiros e ocupar a malta nos tempos livres.
Mas tem uma inegável utilidade prática. É que deixa de haver estatísticas, deixa de se saber se o ensino melhorou ou piorou, deixa de se saber se os professores ensinaram bem ou mal. Desde há mais de uma década que o ensino era avaliado, entre outras coisas a partir do aproveitamento revelado em exames. Como mudaram os anos, deixa de haver avaliação comparativa com o passado. As estatísticas acumuladas deixam de ter valor. Vai tudo para o lixo.
O bigodes da CGTP agradece e averba mais um triunfo na sua larga série de notáveis feitos, muito apreciados pela classe docente e pelo comité central.
7.6.16

Deixe um comentário