IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


  • DIPLOBARDIA

     

    Toda a gente sabe que o dr. Machete foi uma triste escolha de Passos Coelho. “Toda a gente” não é uma forma de expressão, é mesmo toda a gente.

    A história do tipo da greve da fome em Luanda é sintomática, ainda por cima sendo o homem também cidadão português. Ora o ilustre governante tem a lata de dizer que não tem nada com o assunto, porque o grevista está em Angola, sujeito à respectiva lei, não à nossa.

    Para além da questão de política interna – fornecer parangonas ao folclore da esquerda – há a, mais importante, responsabilidade pela eventual morte do fulano, que não deixará de ser alegada e assacada, com fanfarra e charamelas, a quem não terá mexido palha que se visse a este respeito. Não colhe o facto de haver muitos portugueses a trabalhar na ditadura do MPLA, até porque, em contrapartida, os angolanos têm, via Santos (Isabel e Eduardo dos ditos) enormes interesses cá no sítio. É a desculpa do costume, que contribuiu, por exemplo, para a entrega de centenas de milhar de portugueses e de uma data de empresas às mãos do Chávez/Maduro, levada a cabo pelo 44/33. O tal Machete já devia, pelo menos, ter chamado o embaixador de Angola às Necessidades, pedido ao PR que fizesse uma chamada ao colega Eduardo, ou outra coisa qualquer que mostrasse interesse pelo facto.

    Diplomacia é diplomacia, mas não se deve confundir com cobardia.

     

    20.10.15

  • DO SONO DA RAZÃO

     

    Já era sabido que o menos que se pode dizer dos bruxos que fizeram o programa do PS é que se trata de lunáticos que aplicam medidas às quais atribuem virtualidades que, além de miríficas, têm, comprovadamente, resultados perversos, isto é, que dão no contrário do imaginado.

    Cortar nas contribuições para a Segurança Social e dizer que se quer manter, tal como é, a sua cobertura das necessiades, pior do que mirífico carece da mais elementar lógica.

    Pôr (a prazo devolutivo!), por tal via, mais dinheiro no bolso das pessoas, só pode aumentar o consumo, o que parece ser o objectivo. O consumo já estava, com a a generalizada evolução positiva do país, a aumentar, é certo que saudavelmente (aumento da confiança), mas com evidentes perigos (endividamento das pessoas, crescimento das importações, diminuição da poupança…).

    Como é que os trutas do socialismo dito democrático, altos especialistas nestas matérias, são capazes de imaginar tais coisas?

    Não põem am causa que faltem os célebres 600 milhões no sistema público de pensões em 2016. A coligação já disse 3469 vezes que não os irá buscar às pensões a pagamento. Mas os azes do PS insistem no contrário, no que não foi dito nem escrito. Mas não põem em causa que o dinheiro é preciso, possivelmente para não confessar que a reforma (para 30 anos!), do tipo da barbicha foi um flop dos diabos. A coligação propõe o anatemizado “plafonamento”, coisa comum em bastos países europeus, inclusivamente por iniciativa de partidos da família do PS. O coro primitivo e cegueta do nosso (deles) PS levanta-se aos gritos, que se está a dar cabo da SS do Estado, a proteger “o capital” e por aí fora. Tanta asneira, senhores, tanta ignorância.

    Enfim, muitas e pesadas são razões para desconfiar das maroscas dos intelectuais económicos do socialismo. Parecem coisa de mentecaptos. Não o sendo, é a cegueira ideológica do estatismo total a perturbar-lhes os neurónios.

    Hoje, o que julgo ser o nº 2 do “escol”, ou da burricada, o respeitável prof. Trigo, escreve no “Público” uma diatribe verdadeiramente tresloucada. Valendo-se da teoria do “votante mediano”, que postula ser tal votante quem deve deter o poder, chega à conclusão que o votante mediano é o que votou no PS e nos partidos comunistas. Os votantes do CDS, por definição, são extremistas e devem ficar fora de qualquer solução de poder: não contam. Se se quiser dar o devido valor à opinião do votante mediano outra solução não há senão um governo PS sustentado pelos comunistas, governo que falará alto na “Europa”, que reformará a dívida, etc.. Isto apesar de os camaradas do PSE já terem feito sentir ao Costa que, pelo caminho que leva, não vai longe.

    Recomendo vivamente a leitura da inacreditável tese deste furibundo camarada – “Público”de hoje, pág. 49 – para poder ajuizar, num caso concreto, como o sono da razão gera monstros.

     

    19.10.15

  • DA DIRECTORA DO “Público”

     

    Há quatro anos que dona Manuela, pelo menos uma vez por semana, desanca a Coligação com uma ferocidade inadmissível, tendo em conta que é membro do PSD e que, se foi alguma coisa na vida, ao PSD o deve.

    Nunca, que se saiba, a inacreditável directora do “Público” teceu qualquer consideração sobre as fúrias da senhora. Mas, no dia seguinte à sua indignada manifestação de repúdio pelas manobras do Costa, lá vem a mulher zurzir dona Manuela, a quem acusa de “alarmismo irresponsável”.

    Disse dona Manuela que o que se está a passar é “um golpe de Estado”. Também acho. Meter no governo, sem razão eleitoral que se veja, bem pelo contrário, dois partidos revolucionários que, sem rebuço ou vergonha, põem em causa todas as instituições, nacionais e internacionais que regulam anossa vida política, é, evidentemente, um golpe de Estado, não um excesso de linguagem.

    E estar alarmado é um direito, pelo menos enquanto os amigos da directora do “Público” não estiverem no poder.

    Ó Belmiro, Belmirinho, vê se a pões com dono a tua directora!

     

    17.10.15

  • UMA NOJEIRA

     

    À lista das exigências que o PS faz à coligação poder-se-ia dar o nome de “bíblia da má fé”. O tal Centeno, encarregado da redacção dos “mandamentos”, tido por alguns como “liberal”, não passa de um pau mandado do Costa, ao serviço da sua febre esquerdista. O que se lê na proposta poderia resumir-se em meia dúzia de palavras: não queremos acordo nenhum, estamos feitos com o PC e o BE, e acabou-se.

    O tal Centeno, à cabeça de um plantel de idiotas, “quantificou” há tempos, a partir de dúzias de ovos no rabo da galinha, uns números miríficos, onde os resultados estarão certos, mas as parcelas erradas. O Costa não percebeu nada, como está, à saciedade, demonstrado. Mas é coisa que não o perturba: o que ele quer é ser PM, com as eleições ou contra as eleições, à custa seja do que for, até do próprio partido. As “negociações” com a Coligação são o raminho de salsa na salada vermelha que magicou.

    Desta feita, mais uma vez sob a batuta do Centeno, pariram um documento onde negam tudo o que afirmaram no “documento macro-económico”, isto é, nem uma palavra, mesmo aldrabona, sobre as receitas que pagarão as astronómicas despesas que ora fingem propor, com o evidentíssimo e solitário objectivo de acabar com a Coligação e com o resultado das eleições. Não será bem assim: na “proposta”, capeada por uma missiva digna dos carroceiros que são, quem tiver mais que dois tostões vai pagar muito mais: não chega, é certo, mas é a receita do leninismo aplicada aos nossos dias: dar cabo de quem ainda tem algum, a favor, não dos que não têm, mas da destruição da sociedade em geral. Tanta conversa sobre a “Europa”, e propõem a completa subversão dos compromissos que dizem aceitar!

    Com a sua proverbial calma e boa educação, Passos Coelho só tem uma resposta a dar: vão pentear macacos.

    Haja o que houver, o PS está acaminho da implosão. Uma questão de médio prazo, é certo, mas um médio prazo que vai causar problemas a perder de vista.

    Dará um certo gozo ver o PS desaparecer, ou escavacar-se. O pior é o resto.

     

    17.10.15

  • O EXPRESSO DO COSTA

     

    Ontem à noite, o “Expresso” mimou-nos com uma sessão altamente reveladora. À mesa, dois tipos do PS (a dona Mendes e Carlos Gaspar), um apoiante feroz do Costa, antigo guru da extrema direita (um tal Júdice) e um rapaz do CDS cujo nome ainda não decorei.

    Três a um. Uma boa demonstração do pluralimo e da independência habitual nos nossos media.

    Do Júdice e da Mendes ouviu-se o que se esperava ouvir. Não merecem comentários, a falta de vergonha não os merece. Já o Gaspar, meu Deus! Sabe-se que o homem foi serventuário de Eanes, de Soares e de Sampaio. Sabe-se que se trata de um jacobino do mais acabado. Sabe-se que é do PS. Mas, pelo menos na minha opinião, é um tipo inteligente e um analista político de alguma valia, dentro das limitações que lhe são ideologicamente próprias. Desta vez perdeu a cabeça, só disse asneiras. Por exemplo, disse que a dona Ângela tinha levado 80 dias a negociar o governo com os rivais, mas esqueceu-se de um pequeno pormenor: a dona Ângela tinha ganho as eleições! Como se aplica tal exemplo à pessegada em que estamos metidos é coisa que Gaspar não esclareceu. Depois, disse esta enormidade: que o PS deixou de poder aliar-se ao PSD porque o PSD se coligou com o CDS! Então o PS (Soares) não fez um governo com o CDS? E com o PSD? Que raio de “analista” em que Gaspar de transformou. E disse mais: que o PSD nunca tinha feito coligações com o CDS. Então, e a AD, que ganhou duas eleições seguidas, nunca existiu?

    Gaspar está velho ou foi contaminado pela peste do Costa?

    Gaspar não será o melhor pano, mas tanta nódoa, credo, cruzes canhoto!

     

    17.10.15

  • DESMINUÇAR

    É o que Costa nunca fará. Esta noite, instado a dizer quanto custavam as maluquices “sociais” do “documento” do Centeno, mesmo sem contar com as facturas a apresentar pelos seus mais que tudo PC+BE, declarou: não me vou pôr aqui a “desminuçar” essas coisas. Ficamos a dever-lhe este tão culto acréscimo ao dicionário.

    Já na campanha eleitoral, sempre a dizer que estava tudo calculado, que os números apresentados eram uma maravilha, quando lhe pediam que os “desminuçasse”, metia os pés pelas mãos como um nabo da horta. Não apertassem com ele com minudências. Estava ali para segurar o lugarzinho, para fazer a vida negra à direita, para “correr com a coligação”, não para falar de números.

    Facto é que, se os números – que o Costa não sabe, nem quer saber, só quer o poder e mais nada – nos caírem em cima, vai ser o bom e o bonito. A malta arruinada, mas a CGTP na rua a manifestar-se entusiásticamente com a inexorável marcha do socialismo triunfante. Já não era a primeira vez. Só que, em 75, a “pesada herança do fascismo” ainda ia pagando umas maluquices. Agora, como desde há cinco anos, quem as vai pagar somos nós.

     

    16.10.15

  • BAIRRISMOS

     

    lançar uma candidatura vencedora e nacionalmente reconhecida a partir de uma cidade que não a capital do país é uma tarefa muito próxima do impossível, disse Rui Rio ao “desapresentar” a sua candidatura à Presidência.

    Trocado por miúdos, o que ele deveria dizer era que jamais se aguentaria com a candidatura do Marcelo, que ia meter-se, financeiramente, numa camisa de varas, que não avançava (aí tinha razão) para perder, ficando até atrás de um patacão como o Nóvoa e de uma montanha de laca como a Mª de Belém.

    Não é grave. Mas o argumento é uma tristeza. Pergunto a mim próprio quando é que os meus amigos do Porto se livrarão do bairrismo primário que tão profundamente os caracteriza. Primário, não porque o bairrismo, em si, seja um mal, mas porque o seu fundamento não é o das qualidades próprias mas o da inveja do Sul, dos “mouros”, dos outros. É um fenómeno quase exclusivamente portuense. Coimbra, Braga ou Setúbal, por exemplo, não se definem por oposição a terceiros, definem-se pelo que são, com legítimo orgulho.

    À falta de melhor, Rio vem pôr as culpas à “capital”. É um costume que, se pode ficar a matar numa peixeira do Bolhão, fica pessimamente a um tipo como o Rio cuja valia, vai, ou devia ir, muito para além de ser do Porto ou de outro sítio qualquer.

     

    16.10.15

  • GAIOLA ABERTA

     

    Muito bem! O famoso 44 já cá está fora. Cuidado.

    Variadíssimos juízes e tribunais deram com os pés ao pobre rapaz e às invectivas dos seus advogados. Até que… até que um juiz conotadíssimo com o PS o pôs cá fora! Não sou de intrigas, mas ele há coincidências dos diabos. Se calhar é como as bruxas… que las hay, las hay.

     

    16.10.15

  • GRUPO DOS NOVE

    Em tempos que já lá vão, houve nove “militares de abril” que se “revoltaram” contra a tirania comunista que estava quase a destruir qualquer hipótese de liberdade dos portugueses e de decência do país. A maior parte deles era esquerdófila, mas não ia na conversa das “amplas liberdades” do Cunhal, tirano perspectivado pelos acontecimentos.

    Num ataque de optimismo – mau conselheiro – o IRRITADO alimenta a ideia de que é possível que, desta vez, haja outro grupo de nove, não do MFA mas de deputados do PS, onde ainda haja alguma réstia de dignidade e de moralidade para se abster na rejeição do programa de governo da coligação. Qualidade raríssimas na organização a que pertencem, é certo, mas há que cultivar o benefício da dúvida.

     

    16.10.15

  • DO FISCO DO COSTA*

    Aqui há tempos, houve um volte-face no PS. O respectivo líder foi substituído por outro, porque as vitórias eleitorais (autárquicas e europeias) que tinha conseguido não eram suficientes para a “sede” do que lhe queria sacar o cargo.

    A seguir, a murídea organização resolveu fazer eleições ditas “abertas” para nomear um candidato a PM. O novo líder foi eleito “candidato a PM”.

    Depois, andou por aí a fazer a sua propaganda. Arranjou uns números completamente lunáticos, mas que, de acordo com os pressupostos metidos no computador por uns mágicos, tinham alguma lógica. Números que o tal líder não percebeu, como ficou demonstrado em diversas ocasiões. Não faz mal, ele estava encarregado de parlapatar politiquices, não de saber dos seus próprios números, na boa tradição soarista.

    Finalmente, o ilustre candidato a PM (na óptica do PS) perdeu as eleições. A mais elementar honestidade política levaria a que pudesse vir a querer a ser tudo, menos PM. Mas quem o considerava pouco sério, viu a sua opinião confirmada pelos factos. O homem quer mesmo ser PM, primeiro à custa da própria face, se é que a tem, segundo à custa do PS que ficará permantemente ligado à aldrabice do chefe e sofrerá com isso, terceiro à custa do regime que, apesar das tentativas de subversão levadas a cabo por vários socialistas, se tem, melhor ou pior, aguentado, quarto e mais grave ainda, à custa de todos nós.

    O que a aliança do PS com a extrema esquerda quer dizer – alguém duvida? – é que o indivíduo tudo é capaz de sacrificar tudo, até os seus, para alcançar um lugar que, politica, moral e eleitoralmente, não é dele. Deve ser mais um caso de moral republicana.

    Posto isto, que já está mais que dito, por estas e outras palavras, valerá a pena referir um detalhe. Um grande detalhe.

    O fulano que defenestrou o seu antecessor era, à altura, presidente da CML. Abandonou-a quando tinha jurado lá ficar até ao fim do mandato. Demos isso de barato. A sua gestão na CML foi brandida meses a fio, como exemplar. Que tinha endireitado as finanças, que pagava a horas, que baixava os impostos, que até devolvia impostos aos munícipes etc. . Como toda a gente sabe, as finanças foram endireitadas sobretudo com dinheiro do negregado governo da coligação. Enfim, que passe.

    O que não passa, ou não diz a bota com a perdigota, é que a CML e o fulano se gabem de ter aumentado a receita fiscal em 30%. Como é que, baixando impostos e devolvendo impostos, se aumenta a receita fiscal? Procuremos explicar.

    Por um lado, é certo que há grandes impostos (IMI e IMT, por exemplo) que são cobrados pelo governo e que o governo o tem feito com alta eficácia, não havendo nisso qualquer mérito da câmara, ou do indivíduo em apreço. Em vez de se gabar devia agradecer à dona Maria Luís. Por outro, e aqui é que está o busilis, ou a desonestidade ao quadrado: o artista acabou com a taxa dos esgotos, metendo-a na conta da água, depois criou outro imposto – a taxa da protecçao civil – para a substituir. Segundo os cálculos de um consumidor da classe média, o aumento da água, no fim de 2015, deverá situar-se em cerca de 250%. Some-se a isto o que aconteceu às taxas de saneamento, resíduos urbanos e adicional, e veja-se onde está a “boa gestão” e o “abaixamento de impostos” da CML. No mesmo cálculo – do consumidor da classe média – somadas as parcelas, estima-se o aumento da taxaria, de 2014 para 2015, em 223,4%! E há mais ainda:os aumentos das taxas de direitos de passagem (nas facturas de telecomunicações), as da ocupação do subsolo (nas facturas do gás) e as de bombeiros e protecção civil, (facturas do seguro do carro).

    Este autêntico bandido político, que agora se quer apropriar do poder político e que é contra a austeridade do governo foi, afinal e ao seu nível, muito mais austeritário que Passos Coelho, um autêntico torcionário dos nossos já tão castigados rendimentos. Uma brutalidade de impostos, só que passados à sorrelfa em facturas diversas, com a agravante de, como ninguém pode ficar sem água, luz, gás, têm mesmo que ser pagas. A desonestidade ao quadrado.

    Será que alguém, no seu perfeito juízo, pode ter alguma consideração por esta criatura?

     

    * Os números utilizados foram calculados por Francisco Ferreira da Silva, subdirector do Jornal Económico.

     

    16.10.15

  • OS ESTAFERMOS

     

    Não é bonito criticar as pessoas pelo seu aspecto. Mas não é lógico que se diga que o Conde Drácula é lindo, ou não mete medo.

    Tenho diante dos olhos uma fotografia dos “negociadores” do PS. Não é aterrador? Ao pé daquela gente, as carantonhas dos living dead parecem de anjinhos. Já viram a expressão sinistra do senhor César? A cara de enterro do melenas Centeno, e a gravata, meu Deus! O ar de purgatório da medonha senhora, que não sei como se chama? E a inquietante imponência do bolchevista Nuno Não Sei Quê, espécie de Marquês de Pombal do 4º esquerdo? Tudo isto, meus senhores, encimado pelo sorriso alvar e umbroso do pretendente a usurpador?

    É claro que as apreciações políticas não devem ter em conta o aspecto das pessoas. Mas, ó gentes, há quem diga que uma imagem vale mais que mil palavras.

     

    15.10.15

  • NÃO SE PERCEBE

    Não se percebe o que se passa:

    1. Na cabeça do Prof. Cavaco quando chama Passos a Belém para o encarregar de iniciar diligências para formar governo sem o indigitar como PM. É facto que ainda não era conhecido o resultado final das eleições. Mas também o é que, fosse qual fosse o número de deputados ganho pelos partidos nos círculos da emigração, tal não alteraria o resultado, isto é, a coligação ganharia sempre, o que justificava a presidencial decisão, em nome da urgência da formação do governo. Ouvia o blabla dos partidos, como manda a Constituição, e indigitava Passos Coelho, como a Constituição manda. A estas horas o governo estava formado e o PS que se amanhasse com a responsabilidade de o deitar abaixo;
    2. Na cabeça do Costa, dando razão a quem tem dele a ideia de um canalha político destituído de carácter, quando toma a iniciativa de levar o PS a renegar 40 anos de respeito pelos valores políticos da democracia propriamente dita;
    3. Na cabeça de um tal Centeno, economista dito “liberal” por muita gente, parece que de cultura harvardiana, que sai da sua obscura posição no BdP para fabricar um programa carregado de ilusões mas consentâneo com um mínimo de senso e que agora nos aparece aos beijinhos ao Jerónimo e à Catarina, cujos objectivos se diria ser absolutamente incompatíveis com os seus;
    4. Na cabeça de Passos e de Portas para andar de bola baixa a fazer rapapés ao Costa, como se o Costa tivesse ganho as eleições, em vez de o afrontar e denunciar.
    5. Na cabeça do PS, quer dizer, da sua ala democrática, para não exigir a imediata demissão do Costa, por ilegitimidade ideológica, por traição às ideias do partido, por evidente, flagrante e desonrosa desonestidade política.

     

    Como já disse noutro local, tudo está nas mãos de Cavaco Silva. A única solução coincidente com os seus deveres constitucionais está na nomeação de um governo da coligação, pondo a batata quente de volta às mãos do PS. Se este votar a rejeição do programa, ou fizer aprovar a tal moção de censura “construtiva”, então, perante os olhos de todos, será por isso responsável. Em alternativa, dividir-se-á, e teremos, finalmente, um governo decente. O pior que poderá acontecer é que o governo caia e que venha a chamada maioria de esquerda, traindo o eleitorado e a Nação. Será, então, preciso mais tempo para acabar com o PS. Mas lá chegaremos. Resta saber com que sacrifícios. A obra do Costa já está a produzir os seus efeitos: a bolsa vai por aí abaixo, os juros, apesar da protecção do BCE, já começaram a subir, as agências de rating estão de olho nisto, o investimento entrou num impasse. Ou o PR os tem no sítio ou, por obra do Costa, ou o abismo está à vista: é só mais um passinho.

     

    13.10.15

  • APELO À HONRA

     

    Tenho, muitas vezes, nestas páginas, desdenhado do semi-presidencialismo à portuguesa, sistema que não é carne nem peixe, que põe os cidadãos a votar num fulano sem lhe dar o poder que uma eleição directa pressupõe, que duplica a legitimidade popular e complica o seu exercício, sistema em que os presidentes têm que inventar um “poder moderador” que não existe na Constituição, fabricar uma “magistratura de influência” sem conteúdo oficial ou oficioso, insistir em dizer que nos representam quando só representam a República.

    No entanto, tenho que reconhecer que, neste momento, tudo está nas mãos do Presidente. É verdade que, para tal, bastaria que tivesse sido eleito no Parlamento, mas facto é que tem o poder de indigitar ou não indigitar o Primeiro-Ministro, sem precisar de cometer as monumentais asneiras e abusos dos seus predecessores, os “governos de iniciativa presidencial”, o PRD, etc., de Eanes, a perseguição sem tréguas ao governo eleito, de Soares, o ódio jacobino e ultra socialista à mais alta escala ou o golpe de Estado, de Sampaio.

    Cavaco, um feroz institucionalista, que só esteve “ao serviço do governo” na boca do nacional esquerdismo, está no centro do actual problema.

    Costa tem traído tudo, e trairá ainda mais se o deixarem. Traíu o antecessor, defenestrando-o sem qualquer sombra de razão (como o futuro veio a demonstrar), traíu todas as tradições democráticas do seu próprio partido, trai os resultados eleitorais e os que nele votaram colocando-se do lado de quem mais o atacou, trai o país ameaçando colocá-lo numa posição que instância alguma daquelas de que dependemos vai aceitar, trai a confiança de terceiros tão duramente conseguida por uma Nação inteira, trai a Constituição que sacralizou, a Europa a que jurou fidelidade, trai tudo o que tem à mão em nome de uma questão simples: a sua sede de poder, sem escrúpulos nem vergonha. Faz a manipulação aritmética, não politica, das eleições, metando-nos a todos num mar de trafulhice e de desgraça. Costa é abjecto.

    Só o PR o pode travar. Só o PR, sendo fiel ao seu discurso eleitoral, pode, para alívio da Nação, obstar à monumental trafulhice que Costa prepara. Subitamente, os partidos comunistas passam a europeistas e eurófilos, isto sem precisar de qualquer contrição ou negação de convicções com décadas de existência e de coerência marxista. E Costa, com a sua peculiar “honestidade”, finge acreditar, a troco do poder. Sabe-se que um governo como o que o traidor prepara durará pouco. Sabe-se que os meses que tiver pela frente arruinarão tudo aquilo por que os portugueses vêm lutando há quatro anos. No dia glorioso em que cair, o governo Coata deixar-nos-á outra vez na pior das lonas. Costa já traíu quase tudo o que havia a trair. Falta-lhe trair o futuro.

     

    A não ser que o PR seja capaz de nos livrar dele.

     

    12.10.15

  • O ALASTRAR DA BURRICE

    Este talvez seja um post que contradiz o anterior. Sosseguem. O que diz o anterior continua válido: Costa é mesmo burro.

    O que não quer dizer que, como dirão os socretinos, o Alegre, o Soares fiho, o Santos e outros mais, que o burro não seja um génio. Derrotado, humilhado, ridicularizado, facto é que tomou a iniciativa política e é o mais badalado de todos. Chàzinhos com o Jerónimo (“muito produtivos”) e com a politicamente inexistente Apolónia (“vastos pontos de convergência), as miúdas e o careca do BE com o cafèzinho à espera, uma reunião (“vazia”) com a coligação, a imprensa contentíssima com esta ópera toda, o burro a somar pontos na propaganda.

    A coisa é de tal ordem que já toda a ilustre intelligentsia nacional se esqueceu da Constituição, das praxes e procedimentos que são constantes no nosso pobre sistema, para embarcar em cenários que as eleições não justificam e referir ad nauseam as coligações dos países do Norte da Europa, a dizer que tudo é possível, a entreter o pagode com hipóteses malucas em vez de ir ao fundo das questões. No Norte as coligações são possíveis porque no Norte não há partidos comunistas. Mais à esquerda ou mais à direita, há consenso sobre a democracia e as relações externas. O que não é o nosso caso. Os limites democráticos de que Portugal sofre não são comuns lá para cima.

    A coisa é de tal forma que todos esquecem a própria Constituição, que postula o caminho europeu do país que os partidos comunistas negam, o respeito pelos tratados que os partidos comunistas abominam, os compromissos assumidos que os partidos comunistas não querem respeitar. A “teoria” em voga nas opiniões expressas, à esquerda e à direita, é a do cenário da possibilidade de uma coligação do PS com os comunistas, coisa “possível”, desejável ou não segundo as opiniões, mas “viável”, “normal”, “dentro dos limites democráticos”.

    Uma vez criado o ambiente em que a catástrofe passa a fazer parte das “virtualidades” do sistema, e aí temos a grande vitória do burro.

    Há duas esperanças de salvação.

    A primeira, corporizada pelos membros do PS que não alinham com as arrancadas do burro e querem manter o partido na sua postura tradicional. A segunda, a residir no PR, que parece ter a noção dos compromissos e dos interesses nacionais – constitucionais e políticos – e que poderá dar um murro na mesa e acabar com as burrices do burro.

    Em qualquer dos casos, será uma mini salvação. Isto porque o nóvel “partido charneira” terá já assumido demasiados compromissos com os comunistas para chumbar tudo o que um governo democrático possa querer fazer.

    De uma forma ou de outra, teremos que esperar, com a calma dos desesperados, que um eventual governo democrático caia para, a seguir, dar, em eleições, a marretada final no burro.

    Entretanto, acaba o investimento, a Segurança Social vai à falência, a agências enterram-nos no lixo mais malcheiroso, a banca entra em colapso, andaremos quatro anos para trás, ou ainda pior.

     

    Uma eleição esperançosa será, por mor do burro, transformada numa derrota do país e na vitória do caos. Os comunistas (PC, BE e compagnons de route), contentíssimos, agradecerão ao burro.

     

    10.10.15

  • À MERCÊ DE UM BURRO, OU DA MAIORIA DE ESQUERDA

     

    Como está à exaustão demonstrado por quem tem um mínimo de juízo ou de fidelidade democrática, não há maioria de esquerda de espécie nenhuma, pela simples razão que não é possível, pelo menos até agora, somar elefantes com macacos, nem multiplicar ratos por andorinhas.

    Também não a há porque os partidos que formariam tal maioria estão, ou estavam, separados por intransponíveis barreiras, como a campanha eleitoral demonstrou. Tais barreiras são, ou eram, as que separam o estalinismo da liberdade, os gulagues do ar livre, a inteligência da burrice.

    Se admito aquele “ou estavam” e este “ou eram” é porque a ambição desmedida de um homem que, institucional e ideologicamente, estava comprometido com um determinado corpo de valores, se propõe negá-los, sem pudor nem vergonha.

    O mais caridoso que se pode dizer de António Costa é que está a preparar uma oposição “coerente”, onde ele comandará as tropas comunistas no Parlamento. É burro. Não comandará coisíssima nenhuma, antes serão os comunistas (versão PC e versão BE) que passarão a dar-lhe ordens, reduzindo-o a parceiro de segunda.

    Resta saber se é para isto que ele prepara as coisas. Ou será que a ambição o faz querer ser Primeiro-ministro à custa dos comunistas? Ainda será mais burro. Se entrar em tal coisa, porá o PS ao nível do Pasok, fá-lo-á passar a não esistir. Talvez, bem vistas as coisas, não fosse mau ficarmos livres do saco da burros em que, por mera burrice, quer transformar o partido.

    De uma forma ou de outra, estamos metidos numa burricada pegada. Se Passos fizer um governo minoritário, é evidente que o burro não o deixará governar, e que a parceria bolchevista se dedicará, não só a chumbar tudo e mais alguma coisa, como a destruir o que está feito, ou seja, a  arruinar-nos. Se o ambicioso Costa “chefiar” a inexistente maioria de esquerda, chegando a PM, então a queda do país será ainda mais rápida. Tudo por ambiciosa burrice.

    As mais nobres Nações já foram pasto de ditaduras, de governos falhados, de exibições de palhaços políticos. Mas não consta que alguma tivesse sido dirigida por um burro.

    Uma coisa há, muito estranha, nestas reuniões. Não, não é a súbita “disponibilidade” do PC e do BE. Esses sempre apostaram na ruína e no caos para, sobre tais fundamentos, construir a sua maldita ditadura, nos isolarar do mundo, fazer de nós uma Coreia do Norte “moderada”. O que me espanta é o ar alarve e satisfeito do chefe da “macroeconomia” do PS. Dizem que o homem estudou em Harvard. Pouco deve ter aprendido, ou percebido. Ou pior, andou por lá a preparar-se para destruir o que conhece por dentro, como os pilotos do 11 de Setembro, ou como o Fidel, que prometeu a democracia e fundou a tirania. O Centeno, a avaliar pela sua alegria em participar nas reuniões com o inimigo (dele) da véspera e de todos nós, sempre, se calhar prometeu a “macro” para a cavalgar ou até comandar a destruição da “micro”.

    Problema é haver um burro a mandar. Maior problema ainda é se houver outros, com pouco de burros, a mandar nele.

     

    9.10.15

  • UMA ACADÉMICA TRISTEZA

    Numa conferência que, solenemente, assinala o início dos programas de doutoramento do Centro de Estudos Sociais da vetusta Universidade de Coimbra, a oração de sapiência será pronunciada pelo grande cientista político, económico e social grego senhor Yanis Varoufakis, colunista do Diário de Notícias, conhecido neste blog pelo carinhoso nome de Falhoufakis.

    Que chamar a isto? Uma vergonha? Nem vergonha é, porque convidar este motociclista espalhafatoso e presumido é sinal de que, na tal Universidade, vergonha é coisa que deixou de existir.

    Os malefícios que tal académico de pacotilha causou ao seu país, à Europa e ao mundo deviam dar-lhe a credibilidade e o prestígio dos ratos dos canos. Mas, para quem, como a Universidade em causa, prefere exibicionismo e barulho nos media, qualquer coisa serve, até o Falhoufakis.

     

    9.10.15

  • SIMPLIS

    Para pagar uma multa à EMEL, você tem que ir a uma loja da dita, levando:

    1. O original da exigência;
    2. O Cartão de Cidadão, BI ou Passaporte;
    3. A carta de Condução;
    4. O NIF

    Se estiver no estrangeiro, ou se tiver alguma dúvida, poderá contactar a organização através do email info@emel.pt . Pode ter a certeza de que ninguém lhe responderá, dada a alta eficácia dos serviços.

    O IRRITADO, sempre atento aos benefícios do SIMPLIS (douta criação do PS), e a fim de simplificar ainda mais, permite-se sugerir que, para pagar a multa, deverá fazer-se acompanhar também dos seguintes elementos, em fotocópia autenticada ou original, e dentro do prazo de validade:

    1. Certidão de residência passada pela Junta de Freguesia, com o aval de três comerciantes da zona;
    2. Certidão narrativa completa de registo de nascimento;
    3. Registo Criminal actualizado na véspera;
    4. Certidão de não dívida às finanças;
    5. Idem à segurança Social;
    6. Atestado médico;
    7. Declaração, por sua honra, de que não tem ideias subversivas, com assinatura presencialmente reconhecida;
    8. Declaração passada pelas venerandas intâncias do Largo do Rato, atestando que não tem nada contra o socialismo, o Costa, o Medina e a burocracia.

    Modesto contributo do IRRITADO para facilitar a vida às pessoas.

     

    9.10.15

  • HOMOFOBIA?

     

    Uma preocupação social que muito tem afligido este conservador liberal é a de saber qual a designação dos cônjuges nos casamentos homossexuais. Quando se trata de homens, chamar-se-ão marido A e marido B, ou há um que faz de fêmea, designando-se por “esposa”. Mutatis mutandis, sendo duas as consortes, conhecer-se-ão por Mulher A e mulher B, ou há uma que faz de macho, e será o “esposo”?

    Vem isto a propósito de uma “boca” do impossível Rodrigues do Santos que, ao referir-se ao cabeça de lista do PS no Porto, reconhecido pederasta, disse que o dito tinha sido “eleito ou eleita”. Coitado do Rodrigues dos Santos, a braços com a falta de nomenclatura apropriada. É que o tal respeitável senhor é casado com um americano do sexo masculino. Serão os dois “esposos”, ou “esposas”? Legítima dúvida que terá assaltado o pivô e o terá levado a dizer o que disse.

    Facto é que anda para aí um charivari dos diabos, que o tipo foi ofensivo, homofóbico, de “uma indignidade chocante e absolutamente inadmissível”, que estão em causa os direitos humanos, etc.

    Tanto barulho quando o que está em causa são imperdoáveis omissões lexicais e dificuldades de a língua se adaptar aos novos tempos. A indignação do IRRITADO vai toda para os nossos linguistas, que são capazes de parir o acordo ortográfico mas não conseguem expressões que evitem problemas como o do Rodrigues dos Santos e, afinal, de todos nós.

     

    9.10.15

  • DO ALARMISMO “CIENTÍFICO”

     

    Esta história da Volkswagen faz-me uma confusão dos diabos. Antes de mais, não consigo perceber como é que o colosso alemão confessou ter feito um software viciado. Podiam ter dito que os testes à coisa não tinham detectado anomalias. Que as instâncias de fiscalização, vigilância, regulação, etc. nunca deram por nada, o que até é verdade. Que, se algum problema causaram, não é coisa com as catastróficas consequências como por aí se brandem. Que ninguém se preocupa com o monóxido de carbono, esse sim, letal, e anda tudo do avesso por causa do dióxido, coitado, que não faz mal a ninguém, bem como com de outros produtos, alegadamente cancerígenos, não havendo, que se saiba, prova provada de relação mensurável e directa entre uma e outra coisa.

    Não se entende o histerismo global, mais porque as instâncias “correctas” e os media não se calam que por revolta dos “atingidos”, que continuam satisfeitíssimos com os seus carrinhos. Não se entende a universal ganância que por aí anda. Os Estados lambem-se por multas astronómicas. Os advogados já andam para aí a angariar “lesados”. Põe-se em causa centenas de milhar de postos de trabalho, actuais e futuros, investimentos gigantescos, o funcionamento, até agora perfeito, de um gigante económico e social, a estabilidade económica e laboral da Alemanha, de Portugal, da Europa, da Ásia, do globo. Tudo para consolo do politicamente correcto.

    Há coisas que deviam ser tratadas com pinças, para evitar o monumental desgaste que provocam e para que os problemas de fundo pudessem ser resolvidos. Com certeza que deveria cortar-se umas cabeças, o que parece que já aconteceu. Mas lançar um pânico destas dimensões é de uma falta de sentido dos interesses da humanidade que ultrapassa o entendimento de cada um. Além disso, cheira a trafulhice e a exagero. Não é o que agrada aos media e aos correctos?

     

    9.10.15

  • OS INCONSTITUCIONAIS

    O camarada Costa, impante da importância que não tem, anda para aí aos abraços ao PC e o BE, a explorar a monumental falácia – que interiorizou – fabricada pela extrema esquerda com o fim de criar a respectiva “maioria”, isto é, para levar o PR a aceitar um governo totalmente inconstitucional.

    Explicando:

    1. Nenhum dos partidos de esquerda foi o mais votado. Não convidar para formar governo a formação mais votada é inconstitucional;
    2. Os partidos comunistas são, ou estalinistas (PC), ou enverhochistas/maoistas (BE/UDP), ou trotskistas (BE/PSR), ou não-se-sabe-bem-o-quê, mas comunistas na nesma (BE/Política XXI). No ideário de todos estão, por exemplo, o regime de partido único (inconstitucional), a negação dos tratados em vigor (inconstitucional), o fim dos compromissos do Estado em relação às questões de defesa (inconstitucional) o fim da propriedade privada (inconstitucional). Nenhum destes partidos abjurou do seu ideário de base, pelo que, se têm direito a representação política, não têm o de se constituir em “vanguardas esclarecidas”.

    Os grandes defensores dessa coisa híbrida e confusa que se chama Constituição, afinal só querem dela o que lhes convém, mormente com as doutas e politiquíssimas interpretações do Tribunal Constitucional. A parte democrática, europeia e atlântica da Constituição não lhes interessa. Trogloditas políticos mais preocupados com a cartiha que com o país.

    Se o camarada Costa põe a hipótese de se unir a eles para governar, para além de fazer o PS negar a parte democrática da sua postura, representa uma traição evidente a tudo o que tem defendido até hoje, de compromissos de décadas em relação à posição de Portugal no mundo. Basta que converse com gente dessa. Basta que a visite. Basta que procure “convergências” com adeptos da ditadura. Não precisa coligar-se para mostrar a sua sede de poder, aliás já sobejamente demonstrada com a defenestração de Seguro, o oco. Quererá o Costa fundar outro PS na secretaria? Basta que ponha a hipótese para não passar de um díscolo político, de uma besta em figura humana, tal o Soares filho e o Alegre.

     

    Consta que – notícias de Bruxelas – os homens da troica já reservaram, para daqui a seis meses, passagens para Lisboa e quartos em vários hotéis. Esperemos e, se calhar, veremos.

     

    7.10.15