IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


  • MANUEL BRAGANÇA

     

    “ManuelB” foi um dos mais assíduos visitantes e comentadores deste blog. Muito o enriqueceu com a sua pena requintada e culta, muito o honrou com a sua presença. A doença ceifou-lhe a vida aos 61 anos, idade em que, dizem as estatísticas, devia ser proibido morrer.

    O IRRITADO, com imensa dor, diz adeus a este aristocrata do pensamento e da escrita, já há muito ausente destas páginas, mas só agora sem regresso possível. Homem singular, honrou o seu nascimento e alegrou muita gente com o seu delicado humor e brilhante inteligência.

    Não será esquecido.

     

    6.10.15

  • 5 DE OUTUBRO

    No tempo da II República, o 5 de Outubro era comemorado por um grupo de fiés que se juntavam à volta da estátua do António José de Almeida, punham lá umas flores e diziam umas coisas, as mesmas todos os anos, benevolentamente vigiados por uns tipos da PIDE que por ali estavam, encostados às esquinas. Depois, iam até ao cemitério homenagear os seus mortos. Desse grupo já poucos restam, é a lei da vida, ou da morte.

    Para muita gente, mesmo daquela que não gostava da II República, gente que sonhava com paz e liberdade, parecia estranho que ainda houvesse admiradores da desgraça implantada em 5 de Outubro de 1910, fundando um regime que em que paz e liberdade, sendo objecto de propaganda, não passaram de lixo.

    Cento e cinco anos depois, transformada a romagem maçónica ao santinho em comemoração “nacional”, sem idas ao cemitério mas com fanfarra e charamelas, os sucessores dos romeiros continuam a comemorar o incomemorável. A resposta nacional a tão “nacional” comemoração é mais ou menos a mesma do antigamente, tirando a PIDE, claro, e ainda bem: umas dúzias de basbaques juntam-se na Praça do Município e assistem a umas exibições, sempre as mesmas, da GNR* e das “altas autoridades” da III República. Patética, para não dizer ridícula, demonstração de republicanismo primário.

    Inveterata sunt mores. E os mores desta gente não têm emenda.

     

    6.10.15

     

    * Guarda “republicana” é coisa inexistente nas democracias normais, mas presente noutras, como a do Irão.

  • IMPRESSÕES ELEITORAIS

    TRÊS GRAÇAS

     

    Fiquei comovido, imagine-se, com a dona Ana Gomes. Jamais me passaria pela cabeça que a temível metralhadora fosse capaz de chorar! Mas foi. Atónito, assisti à inesperada humanização da fera. O desgosto, a frustração, o espanto, foram mais fortes que ela. Voz embargada, olhos a brilhar por detrás das cangalhas, mostrou ao mundo que mesmo a mais impiedosa das criaturas pode ter assomos de sentimento.

     

    Com o seu inseparável ar de enjoo, dona Helena Roseta, patética, defendeu a união das esquerdas, a totalitária, a folclórica, a moderada, a caviar, tudo no mesmo saco de aranhas. Não serei contra. Passávamos um mau bocado, mas era o fim das aranhas por muitos anos e bons.

     

    Coquetíssima, dona Canavilhas (raio de nome) também defendeu a rosetal solução. Mas, com tremidinhos sorrisos, foi mais fundo: fazer cair o governo que aí vem, matá-lo à nascença sem apelo nem agravo. Também não vou contra: se o PS desse cabo do governo, acontecia-lhe o mesmo que ao PRD quando fez o mesmo a Cavaco: desaparecia.

    Enfim, uma chora, as outras fogem. Confessam que o PS, sob a fatal direcção do Costa, só se safa com bengalas.

     

    DESGOSTO

     

    O verdadeiro desgosto do ilhéu César, bem patente na carantonha, foi Costa não se ter demitido, ali, na hora, irrevogável. A derrota eleitoral assim o pedia, isto é, caído Costa, aberto estava o caminho da sucessão. E a sucessão, como já tinha deixado escorrer para os jornais, era ele! Um azar dos diabos, não é?

    O poeta Alegre vai mais longe, mais “democrático”: quer um congresso. Acabadinho de dar abraços ao camarada derrotado, vai-lhe às canelas: acabar com ele, mas com molho. Nada melhor que um congresso. A lealdade do escorpião.

     

    APOIO

     

    Apoio o PC e o BE. São os únicos que repõem e sobem as reformas e os salários dos funcionários públicos, aumentam o salário mínimo, baixam brutalmente os impostos, dão apartamentos a toda a gente, acabam com as dívidas das pessoas aos bancos e com as do país à judiaria internacional, baixam a TSU dos empregados, etc., um verdadeiro maná. Têm o apoio total do IRRITADO, que é um pensionista prejudicado pela troica e pelo PaF.

    Falta explicar de onde vem o dinheiro para isto tudo. No tempo da União Soviética, havia a solução das transferências maradas em que o PC era um ás. Mas esta solução deu em droga. Cuba também não serve, está tesa e feita com o Obama. O mesmo se pode dizer do Tripas, que cedeu à pressão do capital monopolista. O tipo da Coreia do Norte, ilustre democrata amigo do Bernardino, também não tem condições para resolver o problema. Mas não será por isso que deixa de haver soluções. Há quem diga que, no quintal do Jerónimo, em Pirescoxe, há uma árvore das patacas. Se tal não for verdade, não se assustem. Por exemplo – é só um dos muitos exemplos possíveis – vai a Catarina com o careca e a outra aos armazéns onde o Américo Amorim tem tetraliões guardados, e pronto, fácil, como se compreende. Também se pode ir ao banco de Portugal buscar a solução em barras de ouro.

    Como vêm, é só querer. Para os que se opuserem a estas inteligentíssimas ideias, ainda que não se perceba como é que alguém se poderá opor, haverá sempre a solução de pedir ao Putin uns talhões na Sibéria onde poderão ser alojados.

     

    A SOLUÇÃO COSTA

     

    Segundo declaração do vencido, os nossos problemas resolvem-se com o 5 de Outubro, berço do progresso e da liberdade da Nação. Liberdade, Igualdade, Fraternidade, disse ele. Francofilia aos molhos, maçonaria em quantidades industriais, jacobinismo militante, moral republicana, enfim, milagrosas receitas para tudo, como a História prova. Quem disser o contrário é uma besta quadrada, pelo menos no alto pensamento do senhor.

     

    5.10.15

  • REFLEXÕES

    Fiz uma coligação com o Presidente desta República: a RE, Reflexão Específica. Estamos os dois a reflectir. Eu, no que farei esta tarde. Ele, no que fará no dia 5.

    Duas reflexões bem simples. Da minha parte, ainda mal acordado, o mais provável é não fazer nada. Da parte dele, também é simples. Resolvido o ingente problema do mijarete republicano da Praça do Município através da douta decisão de não pôr lá os pés, que fica para reflectir? Talvez o espelho, mas, pelo menos de um ponto de vista estético, o espelho é uma chatice. De resto, restar-lhe-á indigitar Passos Coelho e aceitar o governo, maioritário ou minoritário, determinado pelas eleições. A alternativa será ir buscar o Costa e a Catarina, coisa demasiado estúpida para merecer reflexão.

    A não ser que as sondagens sejam do tipo anglo-saxónico e as eleições não deixem lugar a dúvidas, isto é, reconduzam a coligação com a nesessária maioria. É a hipótese dourada, a esperança que resta às pessoas de bom senso: um governo maioritário com bom senso.

    Pôr lá o Costa, aterradora hipótese. O homem é um nabo. Pior, um nabo convencido, intelectualmente patético, um incapaz que acha que faz “consensos”, como se os outros fossem a Roseta ou o Fernandes, um “conciliador” que, lá em casa (no partido), traiu e apeou o patrão, numa espécie de ocupação, reforma agrária da quinta socialista. Não é por acaso que tem o apoio do que resta do MFA. Um analfabeto que nem os números da sua propaganda percebe, um salta pocinhas que diz tudo e o seu contrário, talvez por nem a si mesmo se perceber.

    O PR, do alto (ou do baixo) da sua catedrática natureza, deve tremer ao pensar no risco que corre, o de ficar para todo o sempre conhecido como o homem que indigitou o nabo.

    Confiemos na clarividência das reflexões do meu parceiro de coligação. As minhas já acabaram: vou almoçar uns salmonetes na grelha, com batatinhas e sumo de limão. Da minha parte, acabou a Reflexão Específica.

    Por causa das moscas, ou seja, do PR e do Costa, o melhor, amanhã, é ir votar. Mas, se pensam votar no Costa, deixem-se estar que estão bem.

     

    3.10.15

  • UM CIDADÃO ESPECIAL

     

    Aqui há tempos, a procuradora Morgado dizia, na televisão, que a prisão domiciliária outra coisa não é senão prisão, só que em local diverso do habitual. De uma forma geral, não sou seguidor do pensamento da dita senhora. Desta feita, porém, estou de acordo. Prisão, preventiva ou não, em casa ou no presídio, é prisão e acabou-se.

    Cheguei ao ponto de escrever umas coisas sobre o inacreditável problema do voto do senhor Pinto de Sousa. O senhor Pinto de Sousa é um preso como outro qualquer, isto na minha sincera opinião e da não sincera opinião do senhor Costa. Deveria por isso, se tem direito de voto, o que se lhe não nega, seguir os procedimentos dos demais detidos, isto é, votar onde eles votam: na prisão. Se era complicado montar uma mesa de voto lá em casa, então que votasse num presídio qualquer.

    O problema é que, contra a minha opinião e a do camarada Costa, parece que o senhor Pinto de Sousa está acima do comum dos mortais. Vai votar, como eu ou você, na mesa de voto da freguesia, que não sei onde é nem me interessa saber. Mas sei, a) que o senhor Pinto de Sousa, que está preso, vai votar como se não estivesse e b) que vai votar em total liberdade, sem vigilância policial.

    Conclusão: o senhor Pinto de Sousa é mais que os outros, e com aval da Justiça. Perceba quem quiser. Eu não.

     

    2.10.15

  • FALTA DE CASTIGO

    Então o Presidente não vai às comemorações da sua querida III República? Um escândalo. Não se iludam, estou a falar a sério. Parece que um fulano que é o representante da dita (sim, por mais que façam constar em contrário, não representa nada nem ninguém, representa a República, só a República e nada mais que a República) teria a mais elementar obrigação de ir às comemorações do aniversário da sua reperesentada.

    Não que a implantação da República mereça comemoração alguma, como vieram, por merecido absurdo, demonstrar as comemorações do respectivo centenário. Mas porque quem não quer ser lobo não lhe veste a pele. Se a vestiu, sujeite-se, cumpra as suas obrigações.

    Comemorar o centenário de uma coisa que pôs o país a pão e laranjas, que deu cabo de toda e qualquer liberdade civil, que meteu na cadeia mais gente que a sua sucessora, que deu cabo dos sindicatos, da paz civil, da segurança nacional, que se sustentou de bombas, atentados e assassínios, que foi palco da maior demagogia e da mais radical incompetência política de que há memória, que meteu a Nação numa guerra que não lhe dizia respeito, que fez da democracia uma palhaçada sem nome, que redundou, como era óbvio que redundasse, numa ditadura de 40 anos (a II República), é tarefa de cretinos e de gente que não tem respeito pela História, só pelas próprias e descabeladas ilusões e aldrabices.

    Mas é o que exigem o regime, a nossa sacrossanta e tristíssima Constituição e a III República – secular asneira a que preside o Prof. Cavaco Silva. Por isso que o Prof. Cavaco Silva tenha a mais elementar obrigação de, perante umas dezenas de assistentes que por ali passem, ir içar a bandeira da coisa à varanda da CML no dia 5 de Outubro.

    Acresce que não colhe a desculpa que nos deu de “precisar de reflectir” sobre o resultado das eleições, já que, há dias, declarou que já “tinha tudo pensado” e sabia muito bem o que ia fazer.

     

    Razão têm o PS, o Jerónimo, a Catarina e a maçonaria em nos dar parte da sua indignação. Falta de castigo, é o que merece o mais que tudo da República.

     

    1.10.15

  • AMORES IBÉRICOS

     

    Aconselho toda a gente a não perder as fotografias hoje publicadas no “Público” e no DN, obtidas num repasto “cultural” promovido pelo PS.

    Uma ternura, uma finesse, uma empatia, uma comunhão luso-castelhana que quase levam à lagriminha comovida. Isto, os mais sentimentais, ou os amantes da “cultura verdadeira”, a da esquerda, pois então! Os mais empedernidos, como é o caso do IRRITADO, agarram-se à barriga, de gozo e nojo perante tais cenas.

    De que falo? Do que havia de ser, do camarada Costa em suave flirt com a castelhana Pilar d’el Rio, viuva rica que, depois de anos a imperar em Lisboa, ainda não sabe (como o Lopetegui), por estupidez ou desprezo, uma palavra de português, e que a malta atura e o Costa ama. Segurando os bracinhos escanzelados da fulana, Costa avança a beiçola em repenicada imitação de coisas que não sabe, a caminho de um beijo na mão da embevecida e sorridente Pilar… que ternura, a de que o DN dá fotográfico testemunho!

    No “Público”, julga-se que momentos mais tarde, já estão, lado a lado, à mesa do jantarinho. Pilar, encostadinha ao Costa, diz-lhe os segredos que lhe vão na alma. Costa inclina-se, a ajudar ao encosto. Ri, baboso e satisfeito. Coisa linda!

    Não cabe imaginar o que se segue, ou seguiu, mas… “que las hay, las hay”…

    Nada de insinuações. Falo de mais um palácio, ou coisa do género, a oferecer pela CML. Talvez uma estátua, ou uma tumba de reserva no Panteão da III República.

     

    29.9.15

  • EMIGRANTES

     

    Hoje, na sua entediante newsletter, o “Expresso” descobriu que emigraram, nos últimos 4 anos, nada menos que 475.000 portugueses.

    Há dias, li que, segundo o INE, tal número se cifra em cerca de 120.000.

    Na boca do Costa, será meio milhão. Na do Jerónimo não sei ao certo, mas devem ser uns 600.000. As miúdas e o careca andam também por aí.

    É claro que, no parecer desta malta, TODOS os emigrantes são altos licenciados, mestres, doutores, catedráticos nas mais variadas e especiosas matérias. Os apanhadores de morangos não fazem parte da lista da esquerda. Um rapazito aqui do bairro, ajudante de cozinha em Londres, com certeza ainda menos. Os estudantes, os bolseiros, os estagiários, são considerados “sangria”.

    Só chicha, mal paga cá no sítio! Os “melhores”, os “mais capazes”, os “que custaram dinheiro ao Estado” são quem tem o exclusivo do dar à sola.

    Facto é que ninguém sabe, nem quantos nem quem são, nem porque emigraram. Vocação, conveniência, falta de dinheiro, desemprego, aventureirismo? Para a malta da propaganda, emigram por causa do governo, e pronto.

    Seria um estudo interessante para a Pordata. Mas mesmo esta, em princípio digna de crédito, não tem, porque não pode ter, meios para determinar com acuidade os números e as razões.

    Não faço parte dos que acham a emigração um flagelo sem precedentes. A crise será a culpada em muitos casos. Mas algo me diz que tais casos são capazes de não ser a maioria. Toda a vida emigrámos, ou emigraram gentes com vontade de trabalhar.

    O grande pensador António Costa dizia há dias que temos de redescobrir os nossos “brasis” e as nossas “índias”. Então de que se queixa?

     

    28.9.15

  • “PORTUGALHICES”

    Quando eu andava no liceu, se me referisse a “uma caneta em plástico, o professor de português, depois de me dar uma ponteirada no toutiço, perguntava:

    – Onde é isso?

    – Isso quê, Sôtor?

    – Plástico. Onde fica essa terra?

    – …

    – Pois, seu parvalhão, você disse que a caneta era em plástico. Devia dito de plástico…

     

    Passaram décadas. Hoje tudo é em madeira, em ouro, em papel… Ou seja o português “evoluiu”. Quer dizer, é todos os dias alvo de tentativas de assassinato.

    Há coisas que nasceram com a III República, julgo que por influência castrense. Por exemplo: confrontou-se com… um horrível pleonasmo e um impossível pronome reflexo convictamente usados por políticos, literatos, locutores, e por aí fora. Outra é face a, coisa sem sentido, em vez de em face de, como se diz em português, na senda de frente a em vez de em frente de, como em português se diz. Já não há quem não pratique coisas destas, com afinco e altivez.

    E os pode-se dizer e correlativos que por aí andam todos os dias, por toda a parte e nas mais responsáveis bocas?

    Os jornais são um fartote. Tenho aqui, de hoje, três exemplos, entre centenas deles. Olhem esta: “…F. juntou-se a X. para darem asas” F e X são cozinheiros. Terão desculpa. Mas, no mesmo jornal, o Prof. Pulido Valente brinda-nos com igual bojarda: “…Quando apanham uns tostões é para se mascararem”. Continuando a leitura, encontro: “Sim, vivem-se tempos…”. E que dizer de um grande, grande escritor como António Lobo Antunes que, apesar de assessorado por uma data de doutoras, dá pontapés destes, linha sim linha sim?

    Se estas coisas não passassem do vendem-se andares, em que o verbo concorda com o complemento directo em vez de concordar com o sujeito, enfim, seria um erro de quem andares vende. Mas é o dia-a-dia dos nossos escritores, jornalistas, professores, tipos da rádio, da televisão…

     

    O IRRITADO não é linguista, nem gramático, nem se gaba de saber mais que os outros, nem terá autoridade académica para dar largas a este tipo de irritações. Não resiste, é tudo. Aprendeu português quando o português era respeitado.

     

    Deixem lá. Se falasse no acordo ortográfico a irritação era pior.

     

    26.9.15

  • UM ESCÂNDALO MONUMENTAL

     

    O 44 lá ganhou uma. Os juízes da Relação dizem cobras e lagartos dos seus doutos colegas da Procuradoria e do TIC, acabam com o segredo de justiça, e mais não sei quê.

    Não sei nem me interessa saber quem tem razão. Mas sei que o juiz que fez o acórdão se chama qualquer coisa Rangel e é, sempre foi, publicamente, um feroz apoiante do senhor Pinto de Sousa e do seu partido.

    Quando foi anunciado que lhe tinha calhado em sorte este recurso, publiquei aqui um post em que incitava o dito senhor a declarar-se impedido de julgar uma causa em que uma das partes era, de longa data, o seu indiscutível líder político. Dizia também que não acreditava ou não queria acreditar que o juiz Rangel, na sua qualidade de magistrado impoluto, pudesse sequer pensar em aceitar a causa.

     

    Enganei-me redondamente. As minhas desculpas.

        

    25.9.15

  • NOTAS

     

    Acabo de ver e ouvir a dona Constança Cunha Sá acusar Passos Coelho de andar para aí a dizer o que tenciona fazer depois das eleições.

    Haveria que perguntar à enérgica senhora se o PM devia falar sobre o que iria fazer antes das eleições.

    21.20

     

    *

     

    Nos ominosos tempos da II República, houve um dia uma grandiosa manifestação de apoio ao regime. A Emissora Nacional entrevistava pessoas na rua. Uma velhinha que estava sentada num poial da Rua do Ouro, a preparar o almoço, foi abordada:

    – Então veio a Lisboa?

    – É berdade, minha senhora, bim na camioneta da junta.

    – E o que veio cá fazer?

    – Bim ber um grande home.

    – E como se chama ele?

    – Parece que é um tal Baltazar…

     

    Mudam-se os tempos:

    Hoje, algures lá para Norte, a uma festividade do PS chegam camionetas carregadinhas de velhotes.

    A mesma cena:

    – Então o senhor vem de longe…

    – Venho venho. Foi a junta que nos mandou num autocarro.

    – E o que vem cá fazer?

    – Olhe, se quer que lhe diga, não faço ideia nenhuma!

     

    Parece que as “juntas” continuam generosas…

     

    21.30

     

    25.9.15 

     

  • MEMORÁVEL SESSÃO

    O Excelentíssimo Senhor Professor Doutor Eduardo Paz Ferreira saiu do pacato mundo da Faculdade de Direito de Lisboa para as luzes da televisiva ribalta. É daí que o conheço. Aí se tornou público arauto do mais óbvio esquerdismo, praticamente sem temperos que o safem desta tão independente apreciação. Homem de convicções, vejo-o ser capaz de dizer que a noite é negra, ou que é luminosa, consoante a dose de socialismo que a penetrar, sendo a luz proporcional a esta.

    A confirmar esta opinião, o senhor lançou um livro, ”Encostados à Parede – Novos anos de Chumbo” de seu título. Não faço ideia de qual será a parede, nem de quem estará encostado, ainda menos do que será o chumbo ou o que chumbará. Não o faço nem farei, já que não me apetece comprar o escrito, nem pedi-lo emprestado, sequer ler a badana na livraria.

    O que me trás é a sessão de lançamento da obra, certamente interessantíssima (a sessão). No salão nobre da nobre reitoria da UL juntou-se para o aplaudir um escol ainda mais nobre. Vejam esta amostra: o pretendente Nóvoa, o inacreditável Eanes e o anafado democrata Vasco Lourenço, e fiquem esclarecidos quanto à qualidade da assistência. Há mais: lá estava a mais horrível castelhana e anti-portuguesa da nossa praça, dona Pilar d’el Rio!

    Como vêem, só gente fina.

    O orador de serviço foi o excelentíssimo embaixador Seixas da Costa, um cidadão do mundo, a man for all seasons, que já esteve em governos do PSD mas também do PS, imagina-se que segundo as conveniências. A ilustrar a delicadeza que costuma caracterizar os diplomatas, Sua Excelência confessou ainda não ter dado pela existência do Prof. Cavaco Silva. Saúde-se a coragem, a frontalidade, a curialidade, a boa educação deste ilustre reformado da nossa diplomática função pública.

    Talvez com receio de acusações de primarismo esquerdista, como as do IRRITADO, a trupe deu uma de tradicionalista oferecendo-se um espectáculo de fado. Ficamos a saber que há fadistas para todo o serviço.

     

    25.9.15

  • COSTA, O DEMAGOGO IGNORANTE

     

    De um modo geral, o indígena – é o meu caso – não percebe lá muito bem porque é que um empréstimo não é um activo, isto é, porque será que a UE o escritura como passivo. No caso do Novo Banco, a desculpa será a de que não foi pago dentro do prazo. Ora o prazo foi estendido sine die, com o acordo da UE. Longíssimo de ser um incobrável, não pode deixar de ser um activo.

    Uma vez escriturado assim, ficaria a ideia que, sendo de 2014, viria a ter reflexos no défice deste ano. Mas não. Trata-se de pura mistificação, que a UE já veio confirmar. É só escrita, sem nenhuma consequência prática. Perceba quem quiser estes critérios. Um activo convertido em passivo, que não é passivo nem activo. Um conceito novo, para quem anda cá por baixo. Tropelias contabilísticas fora do alcance dos meus neurónios.

    Outra história é a do desesperado esbracejar desse monumental flop que se chama António Costa. Terá cortado relações com o Centeno & Cª? Os cérebros macroeconómicos não o esclareceram, como fizeram, a destempo, noutros casos em que a sua irremediável ignorância o fez meter os pés pelas mãos? Não se sabe. O mais provável é que tais artistas lhe tenham explicado a história, mas que ele tenha preferido a demagogia às contas, um hábito que se está a transformar em tique.

    Saúde-se, no entanto, a recuperação socialista da credibilidade do INE. O INE que, segundo o pensamento costista, aldrabou os números do desemprego, desta feita acertou! Tal e tão esclareciso pensamento pariu duas conclusões: primeiro, que o défice de 2014 é maior que o de 2011; segundo, que o défice de 2015 será superior ao objectivo. Quanto à primeira conclusão, se o aldrabão tivesse lido o que o próprio INE escreveu sobre o assunto, ou ouvido o que disse a CE, saberia que era falsa; quanto à segunda, trata-se de futurologia, ou astrologia socialista. Vale o que vale, ou seja, nada.

    Esperemos que a dinâmica de derrota não abandone o PS daqui até às eleições. Esperemos que o pobre Costa continue tão desmascaradamente demagogo como até aqui. Caso contrário, sem futurologia nenhuma, espera-nos um miserável futuro.

     

    24.9.15

  • VERGONHA?

    Vou pegar neste assunto com pinças. Para uns, serei um progressista sexual. Para outros, um impenitente homofóbico. Explicando, direi que não tenho nada a ver com os desvios ou malformações de cada um. Com a condição de que não chateiem terceiros com a propaganda dessas coisas ou com a exigência de estapafúrdios “direitos”.

    É o que se passa, a propaganda e as exigências. Tudo gozando do desvelado carinho e até do aplauso das autoridades, dos legisladores e das boas almas. Modernices. Aceite-se, já que não há outro remédio. Aceite-se que a CML lhes dê instalações especiais, que façam cortejos sob a protecção da polícia, que promovam festivais, até que pratiquem fellatio na festa do “Avante”. (A propósito desta última manifestação de “liberdade”, haveria que perguntar ao Jerónimo o que lhes aconteceria se fizessem o mesmo nas ruas de algum país praticante do seu querido leninismo, ou equivalente, isto é, a que sibéria ou a que cadafalso iriam parar.)

    Temos agora mais um festival. Sob o lema (em inglês!) Obscene to some. Beautiful to us, é anunciado nos jornais o queer lisboa 19. A ilustrar a frase, um parzinho de fulanos abraça-se, beija-se e apalpa-se. Só que… as caras dos ditos estão tapadas! Têm vergonha? Acho bem. Mas é uma intolerável contradição! Ou serão homofóbicos? Os dirigentes da organização, recomendo, deviam sanear estes publicitários envergonhados. Parece impossível, ai!

     

    22.9.15

  • MERECIDOS ENCÓMIOS

    O tristemente célebre Dr. António Costa vê hoje publicada, no “Público”, uma longa entrevista, sob a forma de artigo. É claro que não li a coisa, porque não gosto de ser… aldrabado. Fiquei-me pelos leads.

    António Costa, o conciliador”, é o primeiro mimo com que o seu (dele) jornal o cognomina, letra garrafal, na capa da revista de Domingo. Lá dentro, mais garrafais maiúsculas. Assim: “António Costa / A paciência evangélica que o levou de Lisboa para o país”.

    Ora bem (como o objecto destas loas do “Público” costuma dizer), vejamos:

    O “conciliador” atacou selvaticamente o Seguro, coitadinho, e sacou-lhe o lugar via a palhaçada das “directas”. Dividiu o partido mais que qualquer outra pessoa, do PS ou de fora dele alguma vez tinha feito. Se a isto se chama conciliar vou ali e já venho.

    O homem da “paciência evangélica” desatou aos insultos quando um tipo da televisão lhe fez uma pergunta incómoda. Quanto a paciência evangélica ficamos conversados.

    Oo patriota conciliador e evangélico declara, orgulhoso, que jamais votará um orçamento que não seja o seu, assim traindo a sua querida república e propondo pôr o país numa infindável crise política, financeira, económica e social.

    Tudo coisas merecedoras dos mimos do “Público”. E eu que julgava que era o Belmiro quem pagava o salário àquela gente…

     

    20.9.15

  • BEM PENSAR

    Terna e suave comunhão de ideias: o insuportável, impossível, impensável e verrinoso profeta do socretinismo e, por extensão, do costismo, Pedro Adão e Silva de seu nome, publica um artigo no “Expresso” de hoje (já são 02,10 de “amanhã”), intitulado SOMOS TODOS LESADOS DO BES; na página seguinte do mesmo jornal, o comunista, recauchutado mas não arrependido, Daniel Oliveira, publica outro artigo sob a epígrafe SEREMOS TODOS LESADOS DO BES.

    Algum reaccionário jornalista, ainda no mesmo jornal, dá a seguinte dentada (esta cito de memória, o texto, não o número): BPN VAI CUSTAR 7,8 MIL MILHÕES.

    Os dois, um mais, outro menos socialista, irmanados na mesma preocupação com os nossos bolsos, só divergem numa coisa: um diz SOMOS, o outro diz SEREMOS.

    De resto, segundo os rapazes, a culpa é do governo, que resolveu não dar colo às exigências de um banqueiro. Para este tipo de gente (que não contrapõe outra solução) seria com certeza melhor nacionalizar o BES ou, pelo menos, dar à respectiva administração uns milhares de milhões, a fim de permitir adiar a grande bronca. A coisa, mutatis mutandis, representaria, proporcionalmente, umas vinte vezes mais que os modestos 7,8 mil milhões que terá custado, ou virá a custar, o BPN. Que importa? Nada. Gastaríamos o cacau, mas o BES passaria a ser “nosso”. Um consolo.

     

    Foi a União Europeia que inventou o esquema utilizado pelo Banco de Portugal para o caso BES. Mas a “culpa” de tão “má” solução é, no caso BES e na certíssima opinião dos dois camaradas, como não podia deixar de ser, do governo. A nacionalização do buraco do BPN, ça va sans dire, foi um golpe de génio desse impune e tão prestigiado ministro Teixeira dos Santos e do seu sábio chefe, ora conhecido por 44.

    Assim vai a tão bem informada e informante opinião técnico-política da bempensantice esquerdófila.

     

    19.9.15

  • IMPORTANTES PROMESSAS

    Avant propos:

    “Qundo se raspa um socialista, acaba sempre por se encontrar um tiranete.”

    Vasco Pulido Valente, “Público”, hoje.

     

    Sabe-se que, às vezes, o desespero leva a extremos. Da fuga ao suicídio, tudo pode acontecer. No meio, inúmeras são as “modalidades”.

    É o que se passa com o Costa. Com as más notícias e as miseráveis “performances” que vêm caracterizando os seus dias, Costa tem arrancadas, ora de palhaço pobre, como o do Brasil, ora de histrião amalucado, como o de Itália.

    Um dia destes foi buscar a mãe (pobre senhora) e fazê-la dizer meia dúzia de inanidades sobre o ingente tema das mulheres. Uma indignidade de todo o tamanho, a explorar os sentimentos da dita, como se a mãe pudesse não apoiar o filho, fosse em que circunstância fosse. Sobre o mesmo tema, o das mulheres, a única “malha” do demagogo foi dizer que, se algum dia mandar nisto, abolirá a taxa moderadora sobre os abortos. Melhor ainda, acho eu, seria dar-lhes o subsídio de maternidade – invenção do 44 – a dobrar, e, já agora, uns seis meses de licença de parto, como contribuição para a natalidade.

    Daqui, o que já sabemos. Costa, noutros como neste caso, para mostrar que existe, fará tudo ao contrário, isto é, ressuscitará os tribunais de esquina, restituirá salários, pensões, subsídios, prestações (exclui as dos não contributivos, que levarão na touca sabe-se lá porquê), baixará impostos, acabará com taxas, as tascas agradecem o IVA, etc.. Quando o dinheiro acabar, chama a troica, e pronto, venha o senhor que se segue. Não é isso o verdadeiro socialismo democrático?

    Noutra monumental patada na poça, carregada de patriotismo e de sentido da Estado, o demagógico primitivismo do homem fá-lo garantir que chumbará o orçamento da coligação, que não sabe o que será. Mas, seja qual for, diga o que disser, é para chumbar!

    Por estas e por outras, ficamos a saber que, se ganhar, nos reencaminhará, como o seu pai espiritual, para as profundezas do lixo. Se perder (já deve saber que vai perder), garante desde já a ingovernabilidade da República.

    Mais estupidez é impossível. Mas, atenção! É uma estupidez “com números”, com “cálculos”, com “documentos”, com “palavra dada palavra honrada”. Pacotilha com letra grande.

    Ai de nós, se ele cumprir a palavra dada, o buraco é garantido. É claro que há uma “safa”: que ele faça como o Hollande, o Tripas ou o Renzi, isto é, que meta as promessas no lixo.

    Em todo o caso, o melhor, para não termos ainda mais chatices, é que leve a banhada que merece. E que vá morrer longe, com a Manuela, o Pacheco, o Capacho, o Caramba e quejandos.

     

    19.9.15

  • USOS E COSTUMES

    Em clara demonstração da sua habitual honestidade, a filarmónica do Expresso & etc. resolveu publicar uma sondagem feita antes do último debate. Isto no mesmo dia em que a Universidade Católica difundiu outra, com resultados radicalmente diferentes. Mesmo já sabendo desta, continua a filarmónica a propagandear e usar a outra (mais favorável ao PS), sem fazer qualquer referência à “concorrente” – feita depois do debate – e considerando a sua como “a última”.

    Seis distintos “analistas” debruçam-se neste momento sobre o assunto, sob o comando do tipo do lacinho e de outro jornalista da casa. Ponto de partida, uma sondagem que, quando foi publicada, já não servia para nada.

    Não sou “crente” de sondagens, nem especialista em prognósticos. Mas, que diabo, acho que esta gente, se tivesse um mínimo de seriedade, não devia dedicar-se a exercícios deste tipo, claramente fabricados para favorecer um lado em detrimento do outro.

    Enfim, nada que não seja próprio dos “usos e costumes” desta malta dos media.

     

    18.9.15

  • ESTADO E ARRAIAL

    No primeiro debate, dada a postura demasido calma do PM e a fúria atacante do Costa, concluiu-se por aí, com efeito de bola de neve, que este tinha ganho. Não terá sido a minha conclusão, e a de muita outra gente, mas é sabido que quem faz as vitórias e as derrotas são os media e os “analistas”. Que se lixe.

    Desta feita, julgo que, antes de mais, é de sublinhar a abissal diferença em relação aos profissionais em campo. O primeiro debate irritou o mais calmo por causa dos três indivíduos que foram para lá, apostados em exibir-se com perguntas estúpidas e considerações a despropósito. Hoje, sendo também três, um exagero, não se exibiram nem interromperam sem nenhuma razão. Parabéns. Gente decente, o que, no meio, é uma raridade.

    De resto, fiquei de rastos, por causa dos “números”. Explico. Nos seus malabarismos meio apalhaçados, Costa faz jus à mentalidade do seu partido e ao socratismo nela imperante, isto é, quando os números vêm de entidade externa e são maus para o governo, tal entidade merece toda a credibilidade e os parâmetros que usa para os seus relatórios são adequados e conformes às boas práticas. Quando podem motivar alguma alegria ao governo e ao país, então a entidade está errada, ou é desonesta, está “feita”, ou ainda, serve-se de critérios errados. Neste caso, os documentos não devem ser tidos em conta.

    Em matéria de números, Passos Coelho tem muito para apresentar, números não dele mas de inúmeras instâncias independentes. Costa não liga. Para ele, números são os dos cálculos mirabolantes do Centeno &Cª, com ovos no trazeiro da galinha e previsões destrambelhadas; já foram várias vezes emendados pelos próprios, o que nos ajuda a ajuizar da sua credibilidade. Costa agita-os, sem nada de concreto. Chegado ao concreto, por desafio de Passos, meteu os pés pelas mãos e não foi capaz de adiantar fosse o que fosse. Fora do debate, depois de conversa com o Centeno, já cá fora, lá veio tentar emendar a mão. Tarde piaste.

    Resumindo, foi a postura de Estado de um político sólido em frente da de um pantomineiro de arraial.

    Parece que, desta vez, talvez haja algum jornalista, ou “analista”, que reconheça a retumbante vitória de Passos Coelho. Mas não se iludam. Esta noite, lá virá, na SIC Notícias, o irrecuperável Lopes (Marques), cognominado de “cabeça de porco” por comentadores dest blog, dizer cobras e lagartos do PM. E, no mesmo canal, teremos o Coelho (Jorge) e o Pereira (Pacheco) a fazer mais um trabalhinho. É assim a vida. Paciência.

     

    17.9.15

  • CANALHICES

    Não há quem não saiba que o senhor Costa, no uso da mais completa desonestidade, afirmou que tinha sido Passos Coelho a pedir ajuda externa. As pessoas perceberam a mentira, aliás já diversas vezes ensaiada pelo 44, mas nunca tão descadamente vomitada.

    Há outros da mesma laia. Olhem a manchete do jornal costista chamado Público:

     

    Carta de Passos Coelho a Sócrates em 2011 apoia vinda da troika

     

    Como se vê, o dito jornal vem relançar a questão, com a subtileza do elefante na loja de cristais. Uma boa demonstração do que é pornografia mental, destinada a consumo das pessoas – a maior parte delas – que só lêem primeiras páginas, não passando da tabacaria. Tais pessoas, ao ler, fazem hummm… afinal o Costa tinha alguma razão! Não tinha. Como, aliás, se pode ler e concluir via numa carta confidencial – trocada entre duas pessoas (Passos e chefe do Costa) – ora evidentemente “desconfidencializada” pelo Largo do Rato e publicada numa página interior do “Público”, diário do PS e da demais esquerda,

    Tal carta fala por si. Leiam. É de uma urbanidade, de uma lealdade, de uma curialidade, de um sentido de Estado próprios de um político que se preza e nos preza. Passos mais não faz que dizer que, a partir das informações de quem conhece a situação financeira do país, se a solução tiver que ser a ajuda externa e se o governo (do PS) a pedir, ele e o PSD estão na disposição de vir a aceitar e a colaborar na obtenção de tal ajuda. Passos fala da situação do país sem por uma só vez lançar críticas ao PS ou ao seu governo. Um docmento notável, a dizer que, sendo de interesse nacional, estará disposto a apoiar a solução. Obra responsável, de um cavalheiro, de um patriota.

    Dizem que, para haver um gentlemen’s agreement, é preciso haver dois gentlemen. Nisto, até Pinto de Sousa, calcule-se, conseguiu ser cavalheiro. Ao mandar a carta para os jornais, Costa veio mostrar que, ao contrário do que o IRRITADO tem dito, não é igual ao da Rua Abade Faria. É pior.

     

    16.9.15