Fiz uma coligação com o Presidente desta República: a RE, Reflexão Específica. Estamos os dois a reflectir. Eu, no que farei esta tarde. Ele, no que fará no dia 5.
Duas reflexões bem simples. Da minha parte, ainda mal acordado, o mais provável é não fazer nada. Da parte dele, também é simples. Resolvido o ingente problema do mijarete republicano da Praça do Município através da douta decisão de não pôr lá os pés, que fica para reflectir? Talvez o espelho, mas, pelo menos de um ponto de vista estético, o espelho é uma chatice. De resto, restar-lhe-á indigitar Passos Coelho e aceitar o governo, maioritário ou minoritário, determinado pelas eleições. A alternativa será ir buscar o Costa e a Catarina, coisa demasiado estúpida para merecer reflexão.
A não ser que as sondagens sejam do tipo anglo-saxónico e as eleições não deixem lugar a dúvidas, isto é, reconduzam a coligação com a nesessária maioria. É a hipótese dourada, a esperança que resta às pessoas de bom senso: um governo maioritário com bom senso.
Pôr lá o Costa, aterradora hipótese. O homem é um nabo. Pior, um nabo convencido, intelectualmente patético, um incapaz que acha que faz “consensos”, como se os outros fossem a Roseta ou o Fernandes, um “conciliador” que, lá em casa (no partido), traiu e apeou o patrão, numa espécie de ocupação, reforma agrária da quinta socialista. Não é por acaso que tem o apoio do que resta do MFA. Um analfabeto que nem os números da sua propaganda percebe, um salta pocinhas que diz tudo e o seu contrário, talvez por nem a si mesmo se perceber.
O PR, do alto (ou do baixo) da sua catedrática natureza, deve tremer ao pensar no risco que corre, o de ficar para todo o sempre conhecido como o homem que indigitou o nabo.
Confiemos na clarividência das reflexões do meu parceiro de coligação. As minhas já acabaram: vou almoçar uns salmonetes na grelha, com batatinhas e sumo de limão. Da minha parte, acabou a Reflexão Específica.
Por causa das moscas, ou seja, do PR e do Costa, o melhor, amanhã, é ir votar. Mas, se pensam votar no Costa, deixem-se estar que estão bem.
3.10.15

Deixe um comentário