IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


O ALASTRAR DA BURRICE

Este talvez seja um post que contradiz o anterior. Sosseguem. O que diz o anterior continua válido: Costa é mesmo burro.

O que não quer dizer que, como dirão os socretinos, o Alegre, o Soares fiho, o Santos e outros mais, que o burro não seja um génio. Derrotado, humilhado, ridicularizado, facto é que tomou a iniciativa política e é o mais badalado de todos. Chàzinhos com o Jerónimo (“muito produtivos”) e com a politicamente inexistente Apolónia (“vastos pontos de convergência), as miúdas e o careca do BE com o cafèzinho à espera, uma reunião (“vazia”) com a coligação, a imprensa contentíssima com esta ópera toda, o burro a somar pontos na propaganda.

A coisa é de tal ordem que já toda a ilustre intelligentsia nacional se esqueceu da Constituição, das praxes e procedimentos que são constantes no nosso pobre sistema, para embarcar em cenários que as eleições não justificam e referir ad nauseam as coligações dos países do Norte da Europa, a dizer que tudo é possível, a entreter o pagode com hipóteses malucas em vez de ir ao fundo das questões. No Norte as coligações são possíveis porque no Norte não há partidos comunistas. Mais à esquerda ou mais à direita, há consenso sobre a democracia e as relações externas. O que não é o nosso caso. Os limites democráticos de que Portugal sofre não são comuns lá para cima.

A coisa é de tal forma que todos esquecem a própria Constituição, que postula o caminho europeu do país que os partidos comunistas negam, o respeito pelos tratados que os partidos comunistas abominam, os compromissos assumidos que os partidos comunistas não querem respeitar. A “teoria” em voga nas opiniões expressas, à esquerda e à direita, é a do cenário da possibilidade de uma coligação do PS com os comunistas, coisa “possível”, desejável ou não segundo as opiniões, mas “viável”, “normal”, “dentro dos limites democráticos”.

Uma vez criado o ambiente em que a catástrofe passa a fazer parte das “virtualidades” do sistema, e aí temos a grande vitória do burro.

Há duas esperanças de salvação.

A primeira, corporizada pelos membros do PS que não alinham com as arrancadas do burro e querem manter o partido na sua postura tradicional. A segunda, a residir no PR, que parece ter a noção dos compromissos e dos interesses nacionais – constitucionais e políticos – e que poderá dar um murro na mesa e acabar com as burrices do burro.

Em qualquer dos casos, será uma mini salvação. Isto porque o nóvel “partido charneira” terá já assumido demasiados compromissos com os comunistas para chumbar tudo o que um governo democrático possa querer fazer.

De uma forma ou de outra, teremos que esperar, com a calma dos desesperados, que um eventual governo democrático caia para, a seguir, dar, em eleições, a marretada final no burro.

Entretanto, acaba o investimento, a Segurança Social vai à falência, a agências enterram-nos no lixo mais malcheiroso, a banca entra em colapso, andaremos quatro anos para trás, ou ainda pior.

 

Uma eleição esperançosa será, por mor do burro, transformada numa derrota do país e na vitória do caos. Os comunistas (PC, BE e compagnons de route), contentíssimos, agradecerão ao burro.

 

10.10.15



14 respostas a “O ALASTRAR DA BURRICE”

  1. Quando um burro chama burro a outro, quem será mais burro?

    1. Eu quando chamo burro a outro como ao Exmo. “Anónimo” pelo menos tenho inteligência suficiente para o reconhecer ainda mais burro do que eu.

      1. És conhecido?

        1. Eu reconheci-te!

      2. Chamar burros a estes animais é um elogio 🙂

        1. Calhau assenta melhor lol

          1. A burrice alastrou. Será devido á espuma raivosa?

  2. Avatar de Ernesto do Norte
    Ernesto do Norte

    Muito bem observado.Jornalistas, políticos, politólogos e demais gentios que andavam sempre com a Constituição nos beiços arrumaram-na no caixote do lixo e todos andamos a falar na engenhoca do costa.Quem não perdeu tempo foram os dinamarqueses, Albânia e Servia que já fizeram uma coligação.A classificação para europeu ficou assim constituída:Dinamarca. Albânia e Sérvia — 27 pontosPortugal — 18 Arménia — 2Com o respectivo apuramento dos 3 primeiros Portugal fica de foraOra digam-me lá se os albaneses não são ainda mais espertos que os costistas.Daqui a meia dúzia de meses todos nós vamos perguntar:– Mas como é que os trouxas do PS costista nos andaram a chantagear tanto tempo

    1. Tanta burrice!

  3. O q se disse do PSLopes qd formou governo… q não tinha sido eleito, q eram necessárias novas eleições, q o apoio parlamentar não era suficiente, q tinha fugido da Câmara de Lisboa… enfim…Costa concórdia…

    1. Tanta cagadice!

  4. A partir do momento que o xuxa do Costa resolveu entrar em conversações com o BE e PCP, a direita entrou em pânico!…O monhé revola-se de gozo só de ver a laranjada acagaçada. O receio de perder o acesso à manjedora farta do estado, supostamente garantida nas urnas, pôs a coligação em estado de choque, é vê-los (com destaque para os mamões do cds) em todos os canais da Tv, foruns,…… a vomitarem ódio aos traidores da pátria, esses miseráveis comunas!….. só porque resolveram alinhar com os xuxas na desgovernação do País. Infelizmente, o show off do costa, é só para amedrontar. Pode a maltosa mamona dormir descansada que ainda não é desta que a comunagem vai tomar conta do poder. Nada que chegue a essa grande democracia de partido único, com um bilião de habitantes, que se apresta a comprar o nosso “retângulo”. Cousa pouca, comparado com os perigosos comunas liderados pelo “querido líder” Jerónimo de Sousa.

    1. +es o “flipado”?

  5. Um velho sábio que costumava-se passar férias na sua terra natal, resolveu subir uma encosta muito íngreme em cujo cimo havia um miradouro com uma vista soberba.O calor apertava, os anos pesavam e o cansaço chegou depressa a meio da subida. Sentou-se na berma à sombra de uma árvore para recuperar forças. Espantado olhou um burro que subia a ladeira ziguezagueando de uma berma à outra. E pensou:- É preciso ser burro. Assim percorre uma distância muito maior.Recuperadas algumas forças retomou o seu caminho. E eis que sem se aperceber deu por si a fazer como o burro, ou seja, a subir aos ziguezagues.Reencontrado o burro no cimo da encosta, murmurou para ele:- Obrigado meu amigo. De hoje em diante vou fazer como me ensinaste.

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