IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


DA DIRECTORA DO “Público”

 

Há quatro anos que dona Manuela, pelo menos uma vez por semana, desanca a Coligação com uma ferocidade inadmissível, tendo em conta que é membro do PSD e que, se foi alguma coisa na vida, ao PSD o deve.

Nunca, que se saiba, a inacreditável directora do “Público” teceu qualquer consideração sobre as fúrias da senhora. Mas, no dia seguinte à sua indignada manifestação de repúdio pelas manobras do Costa, lá vem a mulher zurzir dona Manuela, a quem acusa de “alarmismo irresponsável”.

Disse dona Manuela que o que se está a passar é “um golpe de Estado”. Também acho. Meter no governo, sem razão eleitoral que se veja, bem pelo contrário, dois partidos revolucionários que, sem rebuço ou vergonha, põem em causa todas as instituições, nacionais e internacionais que regulam anossa vida política, é, evidentemente, um golpe de Estado, não um excesso de linguagem.

E estar alarmado é um direito, pelo menos enquanto os amigos da directora do “Público” não estiverem no poder.

Ó Belmiro, Belmirinho, vê se a pões com dono a tua directora!

 

17.10.15



4 respostas a “DA DIRECTORA DO “Público””

  1. Ando há dias, desde as eleições e do início desta farsa Costista, com uma sensação estranha. Além do asco habitual por toda a pulhitiquice, sinto uma espécie de asco adicional. De início não sabia pô-lo em palavras, mas agora é claro: este asco vem da rédea solta desta canalha. Vem do à-vontade com que cozinham alianças do pote e do tacho, sem qualquer mandato ou legitimidade para tal.Pelo caminho renegam tudo o que afirmam há meses ou há anos, mas isso nem é o pior. Sempre mentiram. O pior, o que incomoda, é como fazem o que lhes dá na gana – e nós, nós!, temos de levar com eles.O facto de o governo ser PS, PSD, ou BE devia ser quase irrelevante. Porque deviam ser meros executantes da vontade da população. Deviam ser como canalizadores, escriturários, ou limpa-chaminés escolhidos para fazer um trabalho.Uma chaminé tem de ser limpa. Alguém tem de a limpar. Então escolhe-se o Passos, ou o Costa, ou a Catarina para limpá-la. Qual deles é indiferente; o trabalho está bem definido. Basta executá-lo bem. De contrário é despedido.Um governante ou um deputedo deve ser um funcionário público como os outros, com duas diferenças: deve ter menos autonomia; e deve ser ainda mais regulado. Melhor: vigiado. Melhor ainda: controlado. Compare-se esse ideal com a triste realidade que temos.

    1. Bem observado.Qualquer dos 3 pode ir para o poleiroEntão e o Jerónimo?Vai continuar a meter o salário ao bolso e não vai trabalhar?Não é justo.

  2. Se estivesse no lugar do Costa diria – em síntese – o seguinte:Caro PM (para mim significando Primeiro Ministro, para muitos frequentadores deste sitio – Primeiro Mentiroso), recepcionei a sua missiva onde me convida, inter alia, para pertencer ao Governo que V. Excia. pretende formar.Desde já aceito, em nome do P.S., a vossa proposta para reeditar o Bloco Central que o prof. Aníbal Cavaco Silva “implodiu” em 1985, logo após fazer a rodagem do seu novo Citroen à Figueira da Foz.Somente ponho uma condição: excluir o PPD-CDS do Governo e, em simultâneo, fazer emergir um submarino de nome “Jacinto Leite Capelo Rego”, a fim de ter o mesmo tratamento que os seus congéneres alemães e gregos tiveram da Justiça nos respectivos Países.Certo que esta “pequena” condição não será obstáculo a um Governo do Bloco Central, desde já afirmo que eu recusarei qualquer cargo no Governo que Vossa Excia promoverá. Mais ainda, a seguir à posse do Governo, após cumprir a condição proposta”sairei de cena”.Sou quem sabes: Maria Alice

    1. Bem se vê que não está no lugar do Costa: 1. O Costa jamais falaria de Jacintos Regos ou de submarinos, porque o PS é uma máfia ainda pior;2. O Costa jamais sairia de cena, porque o Costa quer é tacho. Pote e tacho.

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