IRRITADO

Um blogue de António Borges de Carvalho

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


  • SEGREDO

     

    No meio da desgraça em que vive o nosso sistema de Justiça, alguns nomes há que se vão impondo, para bem e para mal.

    Um tal juiz Alexandre – uma espécie de Garzon à portuguesa – é famoso pelas suas acusações. Aquele que mandou um socialista para o xilindró (no que o homem se foi meter!) e que detesta o acordo ortográfico, também tem fama. Depois, há os que andavam a safar o Pinto de Sousa – um deles ao ponto de ser corrido da UE por causa disso -, os que mandaram queimar as escutas, os que não queriam queimá-las, os PGR’s de triste memória, os que mandam para a prisão um GNR que abateu um miúdo invisível levado para a má vida pelo próprio pai, tudo gente que se tornou conhecida por boas ou más razões. Muitos outros há que a memória, neste momento, não pesca.

     No meio disto tudo, uma figura se destaca, feroz perseguidora de corruptos e afins, alta especialista em intricadas matérias e presença quotidiana na chamada comunicação social, que a adora. Dona Maria José Morgado é talvez a mais “mediática” figura da Justiça que temos. Já vimos a Senhora das mais diversas formas: a fazer jogging, a contar as suas jovens aventuras maoistas, a ser presa pela PIDE e pelo MFA, a apaixonar-se pelo seu falecido marido, a dizer cobras e lagartos de inúmeros não identificados canalhas, a perorar sobre as protecções de que tais canalhas gozam, a invectivar o governo, a oposição, o sistema, a dizer de sua justiça acerca de tudo e mais alguma coisa.

    É assim. De vez em quando, os media elegem alguém para encher tempo e para dar um ar de preocupação com matérias tão importantes como os golpes do baú, as fugas ao fisco, as marteladas contabilísticas e outras especiosas questões socio-judiciais.

    Muito bem. Mas – há sempre um “mas” na cabeça sinuosa do IRRITADO – então, não acham que a senhora também devia ser conhecida pelo número e importância dos malfeitores que levou à Justiça? Dá ideia que sim, o problema é que ninguém sabe o que é que, na prática, tem dado a sede de justiça que a senhora não se cansa de revelar.

    Será segredo?

     

    27.6.14

     

    António Borges de Carvalho

  • INSULTOS

     

    Profissionais de insultos há-os com fartura. Perguntem ao Arménio! O rapaz deve ter uma madrassa onde os alunos lêm manuais de agitprop de manhã à noite, especializando-se nas mais variadas formas de chamar nomes a tudo o que não pertetencer à agremiação. Esta casta é objecto da indiferença – leia-se da protecção – das autoridades, que devem achar montes de piada aos insultos.

    Também há os espontâneos, ainda que em reduzida quantidade. Perdem a cabeça, mandam as suas bojardas, e vão à vida. Uma vez por outra, coisa raríssima, alguém acha, por exemplo, que é chato insultar o Presidente da República. Mas não se incomodem. No fim da linha, haverá sempre quem dê o aval oficial, ou judicial, à “insensata” intervenção do insultador.

    Na net é um vê se te avias. Vale tudo, na certeza de que a liberdade de insultar será preservada, como inalienável direito das gentes.

    Ontem, porém, tivemos um excepção, e a alto (baixinho) nível. É que vale tudo menos insultar o Costa. O Costa é sagrado! Pelo menos é esse o parecer da dona Maria de Belém, com o seu imponente ninho de cegonha bem lacado no alto do cérebro: na sua qualidade de presidente dos sarridos do socialismo em convulsão, a senhora fez queixa à PGR. A senhora não é de modas. Insultar sim, mas o Costa não.  

    O IRRITADO, como é evidente, solidariza-se com a ilustre camarada e deseja à queixa apresentada o maior dos sucessos. Que diabo, há limites!

     

    27.6.14

     

    António Borges de Carvalho

  • IDEIAS COM PÉS E CABEÇA

     

    Há muitos anos que os autarcas de Lisboa manifestam uma irreprimível sede de se assenhorear das empresas de transportes, Carris, Metro, transportes fluviais, suburbanos, o que houver, todos eles públicos e deficitários como compete, um peso dos diabos para toda a gente.

    Será que a CML, esteja no poder quem estiver, sonha com ficar com monstros destes nos braços? Dará algum gozo? Quem sabe se os manda-chuva da capital acham que, por obra e graça da sua alta competência, são capazes de melhorar os serviços prestados e de deixar de perder dinheiro aos pontapés. Será só uma questão de poder, de aumentar competências, de arranjar uns lugares para os amigos, de ter um pèzinho para sacar mais algum ao governo?

    O IRRITADO não sabe. Mas, pelo que vem hoje nos jornais, vislumbra que há ”ideias” salvíficas para o almejado serviço municipal de transportes. A primeira, inteligentíssima, foi adiantada pelo ilustre presidente da CML: aumentar o IMI!

    Boa! O homem não se propõe racionalizar, coordenar, melhorar as carreiras, acabar com os inenarráveis privilégios do pessoal, encontrar economias de escala, encolher o número de dirigentes e de técnicos, acabar com serviços inúteisa, etc.. Não. Para já, aumenta-se o IMI.  Depois, enterra-se a receita nos buracos dos transportes. Põe-se os imóveis a pagar os móveis. Genial, não é?

     

    25.6.14

     

    António Borges de Carvalho

  • ÓPERA BUFA II

     

    O camarada Costa, tão vazio como o Oco, espraiou-se ontem em considerações na SIC Notícias, perante uma senhora que, para ele, foi muito mais meiguinha que de costume.

    O homem não disse nada de novo. Mas, em boa justiça, é de notar que tem mais paleio, mais articulação (como se diz agora) do que o outro. Cassete bem estudada, até parece que, se fosse ele a mandar, a dona Ângela meteria o rabinho entre as pernas, o Draghi obedecer-lhe-ia com toda a prontidão e a Europa inteira se curvaria perante a sua esclarecida verve. Isto não contando com a secção de que ele seria o furriel, gostosamente integrada pelo Renzi, o Samaras, o Rajoy e o tipo da Irlanda cujo nome o IRRITADO ainda não decorou. Uma maravilha.

    O Costa diz exactamente o mesmo que o Oco, mas com mais molho discursivo, isto é, mais paleio.

    Há, no entanto, uma importante novidade a assinalar. Acossado, com carradas de razão, por querer trazer de volta a política do Pinto de Sousa, bem como os seus sequazes (se não o próprio!), o homem tratou de tirar o cavalinho da chuva: pois, é claro, houve erros, exageros, aeroportos, pontes, autoestradas, PPP’s, maluquices, mas houve também coisas magníficas, coisas novas, coisas fantásticas de que só o PS é capaz. O passado não é para esquecer, como fez o Oco – que parece ainda ter alguma vergonha na cara -, o passado existiu! Os remains do socrelfismo não devem ter gostado desta conversa, mas não lhe largarão a perna com facilidade.

    O Oco respondeu que, se fosse ele, o “memorando” teria sido completamente diferente. Pois então, esqueceu-se de dizer que se a respectiva avozinha tivesse rodas era um carro eléctrico. Mas isso não interessa. O Oco mantém a sua estratégia: o Pinto de Sousa é para esquecer, não me falem mais no assunto. Nem no memorando acertou!

    Ora aqui está, finalmente, a diferença entre um e outro, embora uma e outra atitude revele a mesma falta de coco. Resta saber a que falta de coco, ou de vergonha, serão os camaradas e os “simpatizantes” mais sensíveis.

     

    25.6.14

     

    António Borges de Carvalho

     

    ET. O Oco quer que, para votar na pessegada das “directas”, basta chegar à boca das urnas acompanhado por dois filiados (testemunhas da fé socialista do pretendente a eleitor) para poder votar. A técnica da chapelada em fino recorte do século XXI.

    Vamos a ver o que dizem os próximos episódios da ópera bufa.

  • SACOS PARA O POVO!

     

    Quando eu era pequeno, havia lá em casa uns sacos dedicados a guardar o pão. Eram de algodão, ou coisa do género, aos quadradinhos ou às riscas. Todas as manhãs, o padeiro batia à janela da cozinha, que era no rés do chão, e a cozinheira recebia os papo-secos e o pão escuro acabadinhos ou quase de sair do forno. No dia seguinte, o pão que sobrava da véspera era servido em torradas ou guardado numa gaveta para uma eventual açorda.

    Hoje já não há padeiros a bater à porta, pouca gente haverá que se levante mais cedo para ir comprar pão fresco. Não faz mal, porque o pão da véspera, guardado num saco de plástico bem atado e com um mínimo de ar, se conserva comível dois ou três dias. E compra-se pão fresco, se se quiser, a qualquer hora do dia, sem ser preciso madrugar. A açorda leva mais tempo a chegar, as torradas são precisas a partir do segundo dia, o pão é mais aproveitado.

    A tradição do pão fresco, à antiga, mantém-se em França, país submetido ao tenebroso hábito da “baguete”, coisa que, ou se come fresca ou, passada meia dúzia de horas, não presta para nada. As pessoas – uma respeitável tradição – vão à padaria todas as manhãs, e todas as tardes quando saem do trabalho. Que lhes faça bom proveito.

    Por cá, e pela generalidade das gentes, foi descoberto o saco de plástico.

    Mas o saco de plástico passou a ser considerado pelo terrorismo eco-estúpido em que estamos enclausurados como coisa tremenda, terrível, odiosa, repugnante. Mesmo quando é tão útil como no caso do pão.

     

    Vem isto a propósito da última glória nacional, a “Saca do pão da avó”. Esta notável “invenção” de um tal Carlos Fonseca, foi a única ideia cá do sítio a ganhar um prémio numa chamada “Semana Europeia da Prevenção dos Resíduos”. Para além de demonstrar os prodígios de que é capaz a lusitana capacidade inventiva, este prémio mostra onde pode chegar a palermice pseudo-ecológica dominante. Grande adepto desta “solução” é o dono da padaria de Oliveira de Azeméis que, agradecido ao Carlos, passou a vender-lhe pão todos os dias em vez de um dia sim dois dias não e, certamente por isso, lhe faz um descontinho nas compras que, gostosamente, coloca no saquinho de pano bordado pela tia Eugénia. É bom para o negócio dos padeiros. Eles agradecem, o júri da tal Semana Europeia fica muito contente, Portugal demonstra que, afinal, é um grande país. Hossana!

     

    O IRRITADO não é contra a diminuição do consumo de sacos de plástico, mesmo que a maior parte deles seja, nos nossos dias, reciclada. Pelo contrário. Mas chegar ao ponto de recusá-los, mesmo quando são a melhor maneira de conservar um alimento como o pão, outra coisa não mostra senão o fundamentalismo ideológico dominante.

     

    Tema que, por politicamente correcto, é capaz de não ter outros críticos ou opositores para além do IRRITADO. Paciência.

     

    24.6.14

     

    António Borges de Carvalho

  • ÓPERA BUFA

     

    A rapaziada do PS anda de cabeça perdida. Na última reunião, andou tudo à cacetada (verbal, diga-se), o camarada Costa foi insultado, chamaram-lhe nomes que a imprensa não tem coragem para repetir mas que o IRRITADO, com incontível gozo, imagina.

    O rapaz Oco (conhecido por Seguro) segurou-se. As investidas da coligação Costa/Sócrates/Soares/Alegre não foram devidamente contempladas. A cizânia, bem própria de tal gente, corporizou-se em insultos e vaias. Hi,hi.

    Ora o dito rapaz tem a paga da sua ignorância sobre o funcionamento da democracia dita liberal. É que desconhece pelo menos um dos elementos fundamentais de tal democracia – o mandato. Neste aspecto, segue o exemplo desse gigante do socialismo nacional chamado Sampaio.

     Andou para aí aos gritos que queria eleições antecipadas, coisa que, em Portugal, ao contrário do que é habitual nos países civilizados, depende do Chefe do Estado. O Chefe do Estado, um “institucionalista”, deu-lhe com os pés, infelizmento com “molho”, isto é, ofereceu-lhe a oportunidade para dali a um ano, coisa que o Oco orgulhosamente recusou. Em troca da parvoíce, levou com o mandato do governo até ao fim.

    Agora que, lá por dentro do partido, um oportunista moreno resolve fazer coisa parecida – larga a cadeira que eu quero-a para mim – o Oco acha muito mal. Tal como ele desrespeitou, e desrespeita, o mandato de Passos Coelho, assim Costa desrespeitou, e desrespeita, o dele. O destino às vezes tece tais malhas.

    O respeitável público (e a notável “informação” que temos), esse, parece interessado na batalha: mais porrada e menos barulho, que é o que dá mais notícias por aí. Acabado o mundial – o que está por um fio – como alimentar as primeiras páginas? Com esta tourada socialista, pois então. Venha ela!

    O PS, por dentro, está prestes a entrar em vias de facto. Tem piada, na medida em que tanta guerrinha, tantos interessesinhos, podem ter o salvífico efeito de atirar com o partido ainda mais para o buraco, o que seria óptimo para todos nós. Há males que vêm por bem, não é? Ainda que, pensando duas vezes, talvez, mesmo vindo por bem, não será um mal, porque põe a nu a verdeira natureza do Costa e seus aliados em particular e do PS em geral, do PS onde ainda mexem as hostes – ora recuperadas – da miséria socratista.

    Ao IRRITADO não custa admitir que haja muito quem prefira não perceber o que se passa e que, não vendo nada para além do seu bolso, se sinta tentado a cair nos braços do PS ou de outros que tais. A actual algazarra, evidente e provadamente destituída de qualquer sombra de interesse nacional, pode ajudar as pessoas a pensar um bocadinho para além dos seus habituais limites. Assim seja.   

     

     23.6.14

     

    António Borges de Carvalho

  • CONVITE

     

    O IRRITADO convida os seu leitores de Lisboa para uma jogada de mestre.

    A malta junta-se, vai ao notário, e constitui uma associação sem fins lucrativos, com uma série imensa de objectivos socio-eco-culturais, ou outros quaisquer, desde que estejam na moda.

    A seguir, vamos à Câmara. Expomos o assunto ao Fernandes. Este, com o extremoso apoio dos seus camaradas do PS, trata da coisa: oferece-nos um palácio. De borla, durante 30 anos. Porreiro pá. É de caras. A Câmara não deu já um palácio aos homossexuais, não deu a Casa dos Bicos àquela castelhana antipática e antiportuguesa que recebe os dinheiros dos direitos de autor do Saramago? Porque não há-de estar aberta à nossa humilde pretensão?

    Conseguidas as instalações, a malta, que se comprometeu a recuperar o palácio, continua o seu trabalho. Com jeito e umas cunhas, vamos ao QREN e, bem construído o dossier, sacamos algum para as obras. E, como sabemos da poda, damos por aí uma volta aos fundos públicos disponíveis. Bem organizadas as coisas, está o caminho aberto para inúmeras realizações. Como somos gente séria, fazemos as obras, organizamos umas conferências sobre temas que estejam a dar, criamos uns prémios que os nossos amigos, mediante o parecer de um júri independente, ganharão, etc. Tudo com o patrocínio da Câmara, da EDP, do NOS e de uma infindável série de grandes mecenas.

    Criamos emprego. Somos uns beneméritos. Nessa qualidade, seremos de interesse municipal e público, não pagaremos impostos e, pelo meio, que diabo, há-de escorrer algum.

     

    Que acham? É genial, não é?

    Para os que não sabem a que se refere o IRRITADO, leiam os jornais de hoje.

     

    23.6.14

     

    António Borges de Carvalho

  • PILATOS CONSTITUCIONAL

     

    Nunca será demais insistir que os chumbos do TC tiveram tanto a ver com a Constituição como com os Upanichades.

    Nem um artigo daquela foi usado na fuzilaria. Nem um. Só “princípios”, uns explícitos, outros implícitos. Ora “princípios” são matéria de interpretação subjectiva, nada tendo a ver com o articulado.

    Quem acusa o governo de legislar contra a lei e a Constituição deveria dizer que o governo legisla à revelia da interpretação meramente ideológica e política que o TC faz de princípios constitucionais, à falta de qualquer disposição positiva que pudesse fundamentar os seus acórdãos. O uso de tal “método” é, objectivamente, um abuso de poder totalmente ilegítimo que não deveria oferecer dúvidas fosse a quem fosse que olhasse para o feito com um mínimo de independência e de consciência moral. Estes chumbos, como muitos dos demais, equivalem, por exemplo, a condenar um agricultor a dez anos prisão por ter semeado nabos onde o tribunal “acha” que devia pôr alfaces.

    Deste critério só podia resultar o que resultou: um acórdão canhestro, confuso, sem normatividade que se destrince. Ao ponto de der lançada “jurisprudência” sobre a forma, que é da competência exclusiva do Parlamento, de colmatar os buracos orçamentais, coisa que o TC tem o desplante, o abuso, a ignorância do seu próprio estatuto, de determinar, ou aconselhar, sejam feitos via aumento de impostos. Ou seja, de forma a não vir a tocar na fímbria dos privilégios, v.g. dos ilustríssimos juízes, da dona Manuela e do PR!

    Há pior, se é possível. O TC foi Instado para esclarecer se os vencimentos, constitucionais até Maio e inconstitucionais a seguir – querem mais confusão? – devem, por exemplo no caso dos subsídios de férias já pagos, ser sujeitos a um novo conceito “jurídico”: o da inconstitucionalidade retroactiva. Daí, o TC lava as mãos com Pilatos. Com a mais repenicada sobranceria, com a mais profunda falta de respeito por quem a ele tem, pelo menos formalmente, direito, escusa-se a esclarecer seja o que for.

    Querem mais abuso de poder? Talvez, na Venezuela ou na Coreia do Norte haja disto. Por cá, não sabíamos que se verificava o velho aforismo, desta vez não em matéria financeira mas em matéria moral: “o poder corrompe; o poder absoluto corrompe absolutamente”.

    É o caso.

     

    20.6.14

     

    António Borges de Carvalho

  • CÉLEBRES FRASES REPUBLICANAS

     

    É esta a primeira vez que cá venho desde a última vez que cá estive.

     

    Américo Tomás (1968?)

     

    No primeiro dia de calor e do nosso Santo António, verificaram-se 51 pequenos incêndios, dos quais três de grandes dimensões.

     

    Mário Soares (17.6.14)

  • DA ORDINARICE SOCIALISTA

     

    Titula o jornal ultra socialista “Público”: Costa responde a Seguro dizendo que não dá réplica nem faz ataques pessoais.

    É de perguntar o que é que ele anda a fazer senão ataques pessoais. Então, a sua candidatura não é, em exclusivo, um ataque pessoal? Que partido é este em que basta um tipo declarar “sai daí que eu quero o teu lugar”, para pôr tudo em polvorosa?

    Formalmente, quem é Costa? Um militante. Tem mais “imprensa”que o outro? Tem. Tem mais paleio? Tem. E mais quê? Nada. Donde se conclui que basta um tipo ter mais imprensa e mais paleio para ter o “direito” de pôr em causa o legítimo mandato de terceiros? Parece que sim. Daqui se conclui que qualquer um que tenha essas duas qualidades pode “legitimamente” apear o outro? Com certeza. Donde, é de fazer um apelo a todos o militantes da organização: ponham tudo em causa, candidatem-se!

    O Costa deve ter aprendido com o Sampaio. Não gosto deste? Zás!

     

    Será que o IRRITADO não tem razão? Tem. Aliás, na oratória em que se inclui a declaração que fez o título acima ficou bem claro que não há qualquer substância que marque diferenças entre Costa e o Oco. Diz ele: “o PS precisa é de se centrar nos portugueses e em Portugal”. Uma originalidade que podia ser subscrita pelo amigo banana. O homem está “só preocupado com o que as pessoas pensam do PS”. É a sua única preocupação. Desta vez, nem La Palice subscreveria, dada a estupidez implícita. As pessoas “pedem é que o PS corresponda ao apelo que foi dirigido”. Qual apelo? O pretendente não quer “entrar em polémicas que não engrandecem o PS”. Então não foi ele quem criou toda a polémica?

     

    Ao IRRITADO é indiferente quem manda no PS, sobretudo quando, em matéria substancial, são iguaizinhos. As diferenças são circunstanciais, ridículas e patéticas. Um e outro têm os mesmos “remédios” para os nossos males: parole, parole, parole. A Oeste nada de novo, dizia o escritor. No PS nada de novo, nem a Oeste, nem a Leste, nem a Norte nem a Sul. A mesma porcaria por todos os lados.

    Minto. Ambos os lados piscam o olho ao PC. Será mais uma mentira? Talvez. Mas não há dúvida que devemos ficar ansiosos por ver o Carlos a ministro da defesa e o xarroco nos negócios estrangeiros.

     

    17.6.14

     

    António Borges de Carvalho

  • QUEM NÃO CHORA NÃO MAMA

     

    Pois é, quem não chora não mama. Sobretudo se quem chora é alemão.

    Foi muito interessante. O Pepe, sem intenção, como foi evidente, tocou com o braço nas fuças do germânico. Este, que mal terá sentido o toque, percebeu a oportunidade e atirou-se ao chão, “cheio de dores”. O Pepe chegou-se e mandou-o parar com a mariquice. Facto é que, quando o tudesco percebeu que o árbitro já tinha recebido a mensagem, ficou imediatamente bom da tromba, fresquinho como uma alface. A coisa estava ganha. O Pepe foi para a rua.

    Já tinha ficado evidente, na cena miserável do penalti que deu o primeiro golo aos do taco, que era capaz de haver alguma “combinação”. Com a expulsão do Pepe, a coisa confirmou-se. E voltou a confirmar-se quando, atirado ao chão o nosso que ia marcar, aí não foi penalti não senhor.

    Querem mais? Não é preciso. É sabido que os balcânicos são uns tesos. Mas, que diabo, assim tão sensíveis…

    O mais estúpido disto é que a República Federal Tudesca teria, é de pensar, ganho de qualquer maneira. Jogaram melhor, não há dúvida. Então, para quê estas cenas? Uma questão de cautela, dir-se-á. Talvez, mas fica muito, muito mal.

     

    Daqui se prova que os árbitros, por mais incompetentes, mais burros ou mais corruptos, no fim, ficam sempre na mó de cima. São como o Tribunal Constitucional. Contra eles não há recurso, nem ninguém os põe na rua ou na prisão.  

     

    16.6.14

     

    António Borges de Carvalho

     

    NB. 1. O IRRITADO pouco percebe de futebol

           2. Quando o Pepe foi para a rua o IRRITADO apagou a televisão.

           3. O IRRITADO abomina os filósofos e os comentadores da bola.

           4. O IRRITADO pede desculpa desta incursão no terreno, mas ficou irritado demais.

  • ALDRABÓFONAS MUDANÇAS

     

    Duas semanas passadas após a “candidatura” do Costa a chefe das hordas socialistas, continua o pessoal à espera das novidades políticas que se julgava o indivíduo ter na manga. Seria de pensar, com o habitual benefício da dúvida, que o homem tivesse na cabeça rasgos de génio que o distinguissem do Oco. Mesmo para os que, como o IRRITADO, abominam a agremiação socialista, alguma esperança havia de que qualquer coisa útil pudesse vir a sair de tão propagandeada personalidade. Os mais crédulos pensariam até que o fulano, se avançava contra o camarada, era porque tinha ideias, princípios, propósitos, propostas, alguma coisa minimamente séria que o distinguisse dele.

    Nada disto aconteceu. O tipo tem na cabeça exactamente as mesmas inanidades que o Oco, as mesma s propostas, ou irrealizáveis ou idiotas, as mesmas afirmações bacocas, demagógicas ou populistas, no fundo as mesmas promessas falaciosas e miríficas. Em suma, nada de novo.

    Nada, não! O Costa põe o punho no ar, assim consolando os sentimentos dos ignaros! O Costa admira a gestão ruinosa do Guterres! O Costa vai buscar o Pinto de Sousa ao caixote malcheiroso da bancarrota e da loucura provinciana e megalómana, para não dizer de outras coisas de que muita gente desconfia, há quem tenha a certeza, e quem devia falar se calou!

    Em suma, o Costa surge com uma só mensagem: tira-te daí, que já cheiras mal; sou melhor que tu para dar a volta aos primatas! Porquê? Porque sou eu, não tu!

    É com estas armas de banha da cobra, mais umas discursatas na província, marchas populares e sardinhadas, com um discurso oco, tão oco como o do Oco, que esta figura de opereta quer convencer as pessoas, a começar pelas massas da maralha socialista, que será um excelente primeiro-ministro.

    O problema á que talvez seja capaz de o conseguir, se o Oco continuar a não passar de oco, se o Brilhante continuar a causar erisipela mental a toda a gente, se o Zorrinho continuar a zurrar estupidez por todos os poros, se o PS continuar a ser o que é, se a malta continuar a olhar para o umbigo, se o Tribunal Constitucional continuar a exercer um poder político absoluto com critérios exclusivamente ideológicos, anti constitucionais, anti europeus e anti Portugal e anti nós todos, se a nossa má sorte, que os socialistas e os invejosos exponenciam, continuar a perseguir-nos a cada esquina.

    Tudo isto para, uma vez chegado ao poder (xiça!) não ter outro remédio que não seja apertar ainda mais que o Passos já apertou, apesar de, a cada aperto, ser acusado de eleitoralista pelo socialismo nacional.

     

    14.6.14

     

    António Borges de Carvalho

  • DA SUBSTÂNCIA DAS COISAS

     

    Há quem não pense duas vezes, ou que quanto mais pense mais asneiras pense.

    É o que se vem passando com muito boa gente aqui ao lado, no Império Castelhano, conhecido por Espanha.

    Enquanto, nos termos da Constituição democrática do Reino espanhol, os deputados, por esmagadora maioria, aprovam a abdicação do Rei e, por conseguinte, a subida ao trono do seu Herdeiro (299 a favor, 19 contra, 23 abstenções e meia dúzia de cobardes que não votaram), hordas de fanáticos da república – de tão má ou pior memória que o franquismo (lá como cá…) – parecem querer reabrir as feridas da guerra e, se possível, ressuscitá-las.

    Os argumentos são de caixão à cova, velhos clichés sem sentido nem ideal, folclore peudo-democrático, raiva pura e simples, estupidez q.b., etc. Incapazes de reconhecer que devem ao Rei a democracia e a liberdade, divorciados das mais elementares considerações sobra a importância da coroa para a unidade do Estado, são capazes de se agarrar a pormenores – poucos que tenham a ver com o Rei – chegando ao ponto, absolutanente falso, de dizer que a república seria “mais barata”. Tanto erro junto, é difícil imaginar.

     

    Felizmente para a Espanha e os espanhóis, o país goza de um vastíssimo acordo político sobre o Regime, acordo onde se incluem os republicanos socialistas e comunistas – coisa impensável entre nós! – e de que se excluem meras franjas ultra fundamentalistas e parte de separatismos mais ou menos inconscientes dos seus próprios interesses.

    O IRRITADO é insuspeito de simpatia ou antipatia pessoal por Filipe VI. O nome causa-lhe arrepios. A Senhora não será a mais indicada. Mas isso não importa. O que importa é que a Instituição mais libertadora e inteligente em vigor na Europa se manterá em Espanha, a liberdade dos espanhóis e a unidade do Estado terão um defensor que, como tal liberdade e tal unidade, enquanto substanciais, são subtraídos às circunstanciais pelejas políticas e ficarão para além delas, devida e intemporalmente representadas.

     

     12.6.14

     

    António Borges de Carvalho

  • VELHO SONETO

      

    Entre velhos papéis, encontrou o IRRITADO o original que segue e que pensa nunca ter sido publicado. Pequena homenagem a quem o escreveu. Não se lembra a quem foi dedicado, mas imagina que aos leitores não faltará imaginação para o fazer:

     

     

    De pequeno-burguês tem, na medula,

    a vermina sabujo-partidária;

    a fossanguice teimosa tem na mula

    em estalinismo de instrução primária.

     

    Só perante o patrão é mole, é lula

    sua mínima alma funcionária;

    mas, com a vara na mão, o vilão pula

    e dá ordens em couces de alimária.

     

    Comigo, tal patife abaixa a bola

    que a palmatória desse mestre-escola

    eu lha faço engolir pelo bocal

     

    por onde expele asneiras a vapor;

    pois versos não me faltam nem humor

    para, com sátira, ferrar este animal.

     

                     Natália Correia

     

    Assembleia da República, 31.3.81

     

     

     12.6.14

     

     

    ABC

     

      

  • 10 DE JUNHO

     

    Feitas as contas ao 10 de Junho de 2014, temos, para já (são 9 horas da noite), segundo a “informação disponível”, cinco acontecimentos dignos de nota:

     

    – O Doutor Cavaco Silva foi acometido por um badagaio, felizmente sem consequências, durante o seu solene discurso às Forças Armadas e o país;

     

    – Tendo o mesmo senhor, mais uma vez, terçado armas pelo entendimento da coligação com o PS, aquela respondeu que sim. O Oco, que não. E, já que o Presidente e a maioria se repetem nestes apelos, resolveu responder com repetições, ou seja, com a costumeira série de tristes e irresponsáveis inanidades, com o patético non sense que caracteriza o seu estúpido discurso político. Tudo na mesma como a avantesma.

     

    – O camarada Jerónimo, com ar compungido, veio dizer que desejava as melhoras do senhor Presidente, ainda que fosse seu inimigo político. Simultaneamente com estas cordatas palavras, a seu mando e sob a alta direcção do xarroco dos bigodes – sem dúvida em representação do Comité Central – um grupelho de alarves fazia uma barulheira dos diabos, desrespeitando o dia de Portugal, o Presidente, as Forças Armadas, todos nós. O objectivo, sempre conseguido, era o tempo de antena, coisa que os seus serviçais das televisões em particular e dos media em geral jamais negaram ou negarão a estes tipos, mesmo que não sejam mais que meia dúzia.

     

    – A juntar a todos os azares, eis que surge, por obra e graça (não é bem por graça, porque é paga) da TVI, o conhecido e rico comunista Araújo Pereira, perorando miseráveis alarvidades sobre o ataquinho do Presidente e incentivando as massas à revolta violenta.

     

    – De positivo, neste 10 de Junho, lá nos confins do telejornal: os combatentes, os que não esquecem, os honrados, os que não fugiram nem quiseram que alguém por eles morresse. Mesmo velha, ainda há boa gente.

     

    10.6.14

     

    António Borges de Carvalho      

  • NA TERRA DOS OCOS

    O monumental vazio das “propostas” do camarada Costa, aliás reconhecido até pela imprensa de esquerda, o que quer dizer por noventa por cento – pelo menos – da imprensa que temos, faz-nos temer que estejamos perante uma segunda edição do Oco, desta feita mais bronzeada mas, substancialmente, igualzinha. O homem só diz banalidades, tão vazias de sentido como as do inimigo.

    Se procurarmos o que os distingue, teremos, que se veja, só a lata. É que o Oco, por honestidade ou medo, nunca se atreveu a defender o vergonhoso passado da organização. O Oco II, pelo contrário, por lata ou estupidez, veio agradecer a obra de Guterres (que, quando resolveu dar à sola, confessou ter metido o país num pântano) e a extraordinária prestação do senhor Pinto de Sousa (que nos levou, no meio de uma floresta de palavreado, à bancarrota).

    Amigos como dantes, veio proclamar o Oco II. A cáfila do socrelfismo rejubilou. Uns, já aconchegados em Bruxelas, perdidos de riso, agarrados à barriga com o presente com que o Oco I os distinguiu. Os que por cá ficaram, sabendo que com um tão depressa não voltavam aos seus dourados gabinetes, arriscam no outro, a ver se dá.

    A seriedade intelectual e política que pode levar uma pessoa a tecer loas aos dois supracitados cangalheiros, é coisa que não dá para entender, a não ser que se trate de falta dela. Mas não é tal falta a própria natureza das coisas, pelo menos lá no Largo do Rato?

    Este tipo de ridículas guerrilhas costuma servir para afinar a opinião de cada um sobre cada qual. Não será o caso. Veremos, daqui até fins de Setembro, se o IRRITADO tem razão. Para já, é a mesma malta, a mesma ausência de conteúdo útil. Só na lata parece poder distinguir-se as “opções”: Oco I ou Oco II?

     

    8.6.14

     

    António Borges de Carvalho

  • DAS RAÍZES DO FASCISMO

     

    O jornal de esquerda socialista “Le Monde” fez um estudo sobre os eleitorados da dona Marine e o do PSF.

    A conclusão é lógica e natural: 43% dos operários, 38% dos empregados, 37% dos desempregados para a dona Marine; 8% dos operários, 16% dos empregados e 14% dos desempregados para o PSF.

     

    Assim nasceram os fascismos em Itália e na Alemanha e o comunismo na Rússia. Sempre com base, apoio e voto dos “trabalhadores”, habitual sustento e carne para canhão dos extremismos. Fabrica-se o “inimigo principal”, mete-se o produto na cabeça dos menos avisados, e aí está!

     

    Por cá, certamente pelo cultivo, oficial e particular, do ódio ao nosso velho fascismo de trazer por casa (se comparado com os demais), é a extrema esquerda (PC/BE e minhocas da mesma área) e a demagogia barata (Màrinho) quem toma conta da coisa. Felizmente, o fenómeno é menos importante que em França.

    Mas é o mesmo fenómeno, com o apoio dos mesmos.

     

    7.6.14

     

    António Borges de Carvalho

  • MAIS BOJARDAS

     

    Em mais uma espantosa entrevista, o Soares vem dizer que o Oco nunca ligou ao socialismo e menteve sempre diálogo com o PSD. “Crimes” que o Oco nunca cometeu. Nunca “dialogou” com o PSD, mesmo após dois anos de insistência de toda a gente menos dos comunas. Manteve sempre a mesma estúpida retórica: se fosse ele e o seu partido a mandar, tudo seria uma maravilha: nem austeridade, nem troica, nem impostos, nem cortes, nem nada, só dinheirinho para todos.

     

    O bandido político Soares, apoiado por uma imprensa acéfala, esquece, e tal imprensa também, que, por duas vezes, governou com um e outro dos partidos da coligação (que maior “diálogo”?), que meteu mais de uma vez, segundo ele mesmo o disse, “o socialismo na gaveta”, que lançou impostos retroactivos, que proibiu concertos para evitar despesas, que impediu os portugueses de usar cartões de crédito ou de comprar dinheiro forte – que ele próprio comprava no mercado negro para as suas passeatas no estrangeiro -, que que que.

     

    Não é por causa da idade que diz as suas monumentais bojardas. Talvez jogue na falta de memória ou na estupidez das pessoas. E joga, com certeza, na mais repugnante forma de partidarite que se conhece: a insistência na mentira, na ignorância da sua própria dignidade – se é que a tem – e na pura chicana, mentirosa e odienta.

     

    Desgraça para todos nós, continua com os pés bem assentes na desinformão social.

     

    7.6.14

     

    António Borges de Carvalho

     

    PS (post scriptum!) É de lembrar, nestes dias da mais reles demagogia constitucional, que o tal Soares pediu, em tempos, a aclaração de um acórdão do TC!

  • SEPARAÇÃO DE PODERES

     

    Um muito interessante artigo de Helena Matos vem elencar algumas das variadíssimas intromissões do poder judicial no executivo e no legislativo.

    Os recentes abusos do Tribunal Constitucional (de ilegíveis ou absurdos fundamentos), ainda que mais visíveis que os demais, ou mais simbólicos, não passam, segundo ela, de um pormenor na progressiva justicialização da nossa vida. “Por demissão, hipocrisia, espírito corporativo, calculismo e medo (o IRRITADO acrescentaria ideologia e politiqueirice rasca), os juizes acabaram a ocupar o espaço que devia ser do legislador, dos médicos, dos professores, dos pais…”

    “…é chocante ler-se no acórdão do TC que “medidas de carácter tributário oferecem melhores garantias de fugir a uma censura”. O IRRITADO acrescentaria outros choques…

    Mas… e os outros? Tudo minha gente no mesmo diapasão.

    Por exemplo: quando um tribunal “decreta”, depois de uma queixa do sindicato dos enfermeiros, a proibição de os tipos ambulâncias injectarem glicose a vítimas de hipoglicémia – coisa que, habitual e normalmente, de emergência, até se faz em casa-, sendo necessária a presença de um enfermeiro, está, objectivamente, a condenar diabéticos à morte  e a meter-se em questões cuja decisão pertencerá ao governo e aos médicos. Isto, não por estupidez judicial mas por evidente desejo de fazer favores ao sindicato ou, nas palavras do “juiz”, para “acautelar os direitos dos enfermeiros”!!! Como é possível que um tribunal se considere competente para julgar uma coisa destas?

    Por exemplo: a Maternidade Alfredo da Costa continua a funcionar porque um tribunal o decretou. Ou seja, achou que tinha competência para dizer que os partos corriam melhor na MAC que na Estefânia. Competência? Que competência?

    Por exemplo: a PGR entende que os quadros de Miró “são um acervo que não deve sair do património cultural do país”. Então, em matéria de quadros, a PGR tem competência para os classificar? Que raio de competência!

    Por exemplo: há tribunais que se considersam competentes para impedir a avaliação de professores, já que tal lhes causa “danos irreparáveis”! Isto, diz a senhora, “do ponto de vista pedagógico não deixa de ser fabuloso, pois os professores que não podem fazer a prova por esta lhes causar ‘danos irreparáveis’ são os mesmo que avaliam todos os anos os seus próprios alunos! Agora, os tribunais também são competentes em matéria de pedagogia? O mais engraçado, sem graça nenhuma, é que, perante as mesmas providências cautelares requeridas, há tribunais a decidir que é branco, outros que é preto. Ou seja, todos se consideram competentes, onde não têm competência de espécie nenhuma, e decidem segundo as suas simpatias sindicais. Sapateiros a tocar rabecão!

    Em relação ao TC, a senhora cita um estudo publicado num jornal, onde se analisa as decisões tomadas em sede de fiscalização preventiva, concluindo: que “os juizes do TC são influenciados não só pela sua filiação ideológica e partidária como pela presença do seu partido no governo“; que “os juízes nomeados pela esquerda estão fortemente associados ao voto de inconstitucionalidade”. Ao invés “é fraca uma associação entre os nomeados pela direita e o voto pela constitucionalidade”. E ainda “a aparente maior sensibilidade aos princípios da Constituição por parte dos juízes da esquerda tende a esbater-se quando o seu partido é governo”. Os votos destes a favor da constitucionalidade aumentam de 35% para 75% quando os socialistas estão no poder, enquanto a variação nos votos dos juizes de direita é quase inexistente.

    Deve ser por isso que os cortes do Sócrates eram constitucionais e os do Passos não são…

     

    Montesquieu, se cá viesse e visse isto, voltava a correr para a cova.

     

    6.6.14

     

    António Borges de Carvalho

  • SELVAJARIA AUTORIZADA

     

    O ilustre presidente da câmara do Porto mandou pintar de branco uma borrada qualquer que a juventude do PC pintou numa parede da cidade.

    Fez muitíssimo bem.

    O pior é que, para justificar a atitude, disse que “é proibido fazê-lo (pintar, ou pichar, como julgo que se diz lá no sítio) sem pedir autorização”. Ou seja, se eu quiser pintar as minhas porcarias de estimação nas paredes das cidades, bastará “pedir autorização” e, quem sabe, até me darão protecção policial para tal selvajaria.

     

    O pretendente ao trono do PS já nos tinha habituado a “autorizar” e até promover o emporcalhamento de Lisboa pelos “artistas” que não gostam de telas nem de pincéis (só brochas, aerossóis e paredes).

     

    A “civilização” do Costa chega agora ao Porto. Xiça!  

     

    5.6.14

     

    António Borges de Carvalho