IRRITADO

Um blogue de António Borges de Carvalho

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


  • ARTISTAS DO RAP

     

    Se eu, hoje, tivesse que eleger o tipo mais desagradável da nossa praça, não tinha dúvidas: votava num grande professor de “correcção”: o inultrapassável, inigualável, fantástico, inimitável e intolerável Boaventura (Sousa Santos), desgraçadamente com presença diária, ou quase, nos jornais, socialistas (haverá outros?) que aparecem cá por casa.

    A prática reiterada da asneira intelectual ou académica deste senhor, só igualada pela do Viriato (Soromenho Marques), não tem paralelo no que respeita ao provocar dificilmente reprimíveis irritações.

    E daí, imagine-se os complexos que devem assaltar uma pessoa carimbada à nascença com nomes como Viriato ou Boaventura. Tirando esta, não se vê outra desculpa para tantos e tão “superiores” disparates, certamente dados à estampa nos jornais por leninistas apès la lettre, talvez para que se tornem indiscutíveis, como as “verdades” repetidas pelo santinho padroeiro. Será alguma “doença infantil”?

    Perguntar-se-á por que carga de água se lembrou o IRRITADO desta gente. A razão próxima foi fornecida pelo Boaventura. O homem, à falta de temas filosófico-sociológicos mais convincentes, resolveu incensar, como uma das mais nobres descobertas da “cultura”, sabem o quê?

    O rap:

    É sexta-feira,

    ié,

    quero ir p’rá brincadeira,

    ié

    mas eu não tenho um tostão,

    ié, ié, ié, ié…,

    vou com o boiaventura,

    ié,

    que me tira a secura,

    ié,

    mesmo que parlapatão,

    ão ão ão ão

    está cheio de cultura,

    ié

    vai-me dar um subecídio

    ié,

    vai sacá-lo ao ministério

    ié,

    pois então

    ão ão ão ão

    viva  o são boiaventura

    que nos mete na cultura

    dá-nos uma sinecura

    ié ié ié ié

    e fica grata a nação

    ão ão ão ão.

     

    Pois. O rap reabilitado, ou habilitado por obra e graça deste sócio-esquerdo-cretino, cheio de cátedras e de palermices. Para nos infernizar os dias já nos bastava o Louçã e acólitos, o ministro da ambiente, o Manuel Alegre (horror dos horrores), os 74, a dona Manuela, o professor Moreira (e a filha, raio!), e tantos, tantos outros que se não nomeia para não sujar mais este post.

    Para o IRRITADO, o pior de todos é o Boaventura, seguido de perto pelo Viriato.

    Disse.

     

    5.7.14

     

    António Borges de Carvalho   

  • UM FUTURO BRILHANTE

     

    Quem dera ao IRRITADO o génio da “ramalhal figura”! Divertir-se-ia como ele com as tricas políticas do tempo. A proliferação de partidos, de tendências, de grupos rivais, de personalidades cheias da importância própria dos néscios e dos tontos, os Reformadores, os Reforminhos, os Reformófagos, os Reformagogos… um gozo feroz, cáustico, o circo político em todo o esplendor do seu pretensioso ridículo.

     

    O que fez vir “As Farpas” à cabeça do IRRITADO? As lutas fratricidas do PS? Com certeza. Eu sou melhor que tu, sai daí que aí vou eu. O que pensas, se é que pensas seja o que for? Eu penso o mesmo que tu, seja o que for, nem mais nem menos, mas eu sou eu e tu és tu, eis a grande diferença, eu sou o Dom João II que “quer o mar que é teu”, tu não passas de um mostrengo, um mostrengo de papelão, meu parvalhão, meu meninó de opereta.

     

    Melhor que o PS, o BE, sem dúvida nenhuma. Têm em comum o socialismo e a descida de votos. De resto, o espectáculo do BE é bem mais divertido.

    Nasceu dos ultra enverhoxistas da UDP, viva a Albânia!, dos trotskistas da internacional número 4, ou 3, ou 49, ou lá o que é, e dessa coisa impossível que era a simbiose do “socialismo real” com a democracia, imaginada pelo Miguel Portas, coitado, que já lá vai.

    Cresceu à custa das vísceras “fracturantes” da moda, abortos, “casamentos” gay, dois pais e duas mães para todos, barrigas de aluguer, filhos sem pai, etc. e tal, o que cheirasse a sexo, normal ou doentio, mesmo que cheirasse mal mas fosse moda, tudo com esmagador apoio da “informação” e dos filósofos de serviço, sempre prontos a apanhar qualquer comboio. Depois, acabada a “nobre cruzada” dos ventres e outras partes, os bloquistas ficaram a ver navios. Já não havia mais temas que estivessem a dar, ficou só o palavreado tipo PC, mas, helas!, o PC é o dono do palavreado, o BE já não é preciso. Uma chatice.

    Este horrível vazio começou a fazer os seus efeitos. O Louçã, antes que a coisa começasse a adornar, deu convenientemente à sola. Em testamento, deixou a desagradável rapariguinha, oriunda de vários palcos, e o velho médico, nascido nas entranhas do PC. Mas já não havia nada a fazer. O Louçã, um espertalhão, mudou-se para a SIC, que lhe dá poleiro e não paga mal. Arranjou uns tipos para escrever com ele um livro de receitas que, aplicadas a preceito, dariam cabo do que para aí ainda resta e punham a malta a pão e água, mas teriam o fantástico resultado de implantar o socialismo propriamente dito, isto é, a verdadeira igualdade da miséria para todos – excepto os do partido, como é lógico e está provado.

    É aqui que o Ramalho faz mais falta.

    A camarada Drago (coitados dos Dragos, que são boa gente) deu às de Vila Diogo, isto é, segundo uns saiu da agremiação, segundo outros estará a “preparar a saída”. Entretanto, criou uma nova trupe a que deu, o nome herdado de Fórum (sic, com acento e tudo!) Manifesto. Prepara-se para se manifestar, ainda não se sabe como, mas não interessa, é pormenor. Para já, fez uma assembleia geral que, calcula o IRRITADO, discutiu interessantíssimas matérias.

    Vai daí, o camarada Tecido, perdão, Fazenda, ansioso por colaborar no renascimento dos têxteis, decidiu criar a “Esquerda Alternativa” e já lá meteu o careca do Grupo Parlamentar, uma tal Aiveca (raio de nome) e mais dois ou três. Mas, coitado do Têxtil, já anda a braços com uma cisão nas suas novas hostes. Ainda de mama mas já divididas, calcule-se. Deve tratar-se de uma “fractura”, se calhar o Fazenda é marxista-leninista e os outros leninistas-marxistas. Uma questão difícil de digerir. Segundo os jornais “até já há quem fale de duas UDP”.

    No meio disto tudo, agiganta-se a corrente “Socialismo”, quem sabe se maoista, se bolchevista, se bernsteiniana, se trotskista, se o diabo a quatro, ou que os carregue.

     

    E ainda há quem diga que os comunistas não são pluralistas. Para já, anda tudo à cacetada dentro da carrinha. Daqui a uns tempos, chega um táxi. Mais adiante, talvez um triciclo.

     

    O camarada Jerónimo gradece.

     

    13.7.14

     

    António Borges de Carvalho

  • VALE TUDO, OU A REPÚBLICA E A NAÇÃO

     

    Como é do conhecimento geral, em termos constitucionais, Portugal é uma república, não uma nação. O que parece implicar que o que ficou para trás de 1910 seria outra coisa que não Portugal. É claro que, lá mais para diante do tristemente célebre texto constitucional, aparece a bandeira da República, a que chama “nacional”, bem como o hino da República, com o mesmo epíteto. Quer dizer, o adjectivo “nacional” surge ex-nihilo, já que, em termos de definição do que Portugal é, não existe com esse nome qualquer nação: só uma república.

    Há uma certa lógica, ou uma lógica jacobina, nestes conceitos constitucionais: não havendo nação, é lógico que se tenha adoptado, como símbolos “nacionais”, os da República.

     

    O IRRITADO, como é evidente, não é admirador da bandeira que se usa como “nacional”. Num país que, durante mais de setecentos anos, teve como cores nacionais o branco ou o azul e o branco, é pelo menos absurdo que as tivessem mudado, ainda por cima utilizando as cores de uma organização terrorista que foi o braço armado da desgraça republicana que nos caiu em cima. Não chegava tirar a coroa à Bandeira Nacional?

    Apesar disto, não cabe na cabeça do IRRITADO faltar ao respeito à bandeira da República.

     

    Vem arenga a propósito da absolvição de um “artista” que resolveu enforcar a bandeira da República e que foi, por decisão judicial, inocentado do crime de o ter feito. Ficamos a saber que, desde que se trate de “arte”, é legítimo pôr a bandeira da República dentro de um penico, ou cantar o hino com uma letra pornográfica. Os tribunais lá estarão, competentíssimos, a julgar o quem é “arte” e o que é ofensa.

     

    Aqui há tempos, um díscolo qualquer que insultou o Presidente da República foi, outrossim, absolvido pela “Justiça”, em estranhíssima interpretação do Código Penal. E se o Presidente fosse do PS, interpretar-se-ia da mesma forma? Fica a dúvida.

     

    Hoje, ficámos a saber que não havia provas “judiciais” que pudessem determinar quaisquer culpas da monumental bagunça e do insulto à instituição parlamentar que foi a manifestação dos polícias e afins. Não houve quem não visse as provas do crime, na televisão e nos jornais. Mas, para os distintos procuradores, não houve qualquer prova, nem arguidos possíveis! Nem os chefes sindicais daquela malta? E se a maioria fosse do PS, a decisão seria a mesma? Fica mais esta dúvida.

     

    Alguma coisa fica provada: vale tudo.

    A República nem os seus símbolos respeita. Como havia de respeitar a Nação?

     

    8.7.14

     

    António Borges de Carvalho   

  • UMA PENA

     

    Aqui louvámos a iniciativa do Prof. Crato de começar um processo de municipalização dos ensinos primário e secundário. Uma das razões para tal era a de retirar os professores da alçada do Estado central, colocando-os sob uma “vigilância” mais próxima, o que, como era de calcular, pôs o PC, a CGTP e quejandos em polvorosa.

     

    Ora o ministro veio agora esclarecer o assunto. Que não, não está em causa que os professores deixem de pertencer ao Estado, de ser pagos pelo Estado, de ser selecionados pelo Estado, etc. Se assim é, que farão os municípios? A limpeza das escolas? Não se sabe. O que se sabe é que tudo não passou de um fogacho. É pena.

     

    8.7.14

     

    António Borges de Carvalho   

  • DELGADO DOMINGOS II

     

    O IRRITADO chamou, ontem, a atenção dos seus leitores para a falta de respeito que é elogiar o falecido por causa da sua passada oposição à energia nuclear, omitindo a sua negação da culpabilidade do homem naquilo a que chamam “alterações climáticas”- como fez o senhor Pimenta.

    Hoje, a horrorosa cabeça do horroroso Viriato Soromenho Marques repete a graça.

    Felizmente, aquele profissional da contestação que é chefe de uma organização chamada Quercus, teve a honestidade de falar no assunto. O IRRITADO tira-lhe o chapéu. Haja alguém que respeite a memória de Delgado Domingos, apesar da incorrecção política de algumas das suas teses e ideias.

     

    8.7.14

     

    António Borges de Carvalho   

  • MORREU DELGADO DOMINGOS

     

    Com altos dizeres, o senhor Pimenta, mestre escola do ministro do ambiente e poderoso industrial de moinhos de vento, veio curvar-se perante a memória do Prof. Engº. Delgado Domingos , ontem falecido.

    Do currículo do finado, o senhor Pimenta destaca a sua luta contra a energia nuclear. É verdade, e é bom que se destaque. Só é pena que não se acrescente que, há para aí dez anos, o ilustre Professor deixou de falar no assunto. Não sei o que tal significa, mas deve significar alguma coisa.

    Mais do que as lutas internas contra o nuclear, hoje praticamente inofensivo, Domingos tinha fama internacional por motivos bem diferentes. É que, imaginem o senhor Pimenta e o ministro do ambiente, era conhecido por negar, com argumentos de grande peso científico, que a humanidade fosse a culpada das alterações climáticas ou, por palavras menos correctas, “pelo aquecimento global”. É citado em inúmeros trabalhos, em muitas revistas científicas, como feroz adversário de tal teoria, que considerava errada e abusiva.

    Mas este facto não merece menção aos pimentas da nossa praça. Não interessa o que o homem defendia ou condenava, a não ser quando convém aos moinhos de vento, ao comércio de CO2 e a outras artes mágicas destinadas a sacar uns tostões ao pessoal, sempre, é claro, sob a capa da “salvação do planeta”, astro que se está nas tintas, como é evidente, para as teorias catastrofistas da moda e do politicamente correcto.

     

    Pequena homenagem do IRRITADO a um cientista com espinha.

     

    7.7.14

     

    António Borges de Carvalho

  • BES

    As diversas organizações de camaradas por aí vicejantes reagiram à triste história do BES da forma habitual: aproveitaram para cair em cima do governo, como se o governo tivesse alguma coisa a ver com o assunto.

    Os camaradas Jerónimo e os do casalinho do BE, acharam muito mal que o governo não tivesse nacionalizado o banco. Era uma oportunidade de ouro para o pôr nas mãos do governo, não só por razões ideológicas como por poderem, a seguir, dizer ainda mais cobras e lagartos do dito.

    No tempo do Pinto de Sousa era diferente! Nacionalizava-se, depois logo se via. A nova “gestão” pública contabilizava os buracos e fazia-nos pagá-los. Prático, inteligente e eficaz. Quando tal sucedeu com o BPN, os camaradas não criticaram a ruinosa decisão – era uma decisão socialista! -, só o que se lhe seguiu. Pelos vistos, a culpa nunca é da ideologia, que essa é infalível. O pior são os governos “de direita”, destinados a ser criticados por tudo e pelo seu contrário.

    Desta feita, os outros camaradas, os do PS, talvez porque não houvesse buracos para tapar, não se atreveram a exigir o remédio que, com tanta prontidão, tinham aplicado ao BPN. A inteligência dos Ocos dá que pensar.

    A artilharia generalizada veio depois, quando se soube que os primos, em lamentável e estúpida compita, foram, ou vão ser, substituídos por dois indiscutíveis e competentíssimos técnicos. Porquê? Porque um não é contra o governo e outro trabalha na função pública com assinalável sucesso, por nomeação do governo. Nem um nem outro são militantes políticos, ainda que tenham opiniões. O que não impede os camaradas de lhes chamar os nomes do costume.

    Os Ocos devem estar a ver-se ao espelho, a julgar que esta história tem alguma coisa a ver com as trafulhices políticas de que o BCP foi vítima no tempo deles.

    É legítimo pensar que, na opinião dos Ocos, os nomeados deviam ser, por exemplo, o Cravinho, um tipo que, a mando do Pinto de Sousa, andou por um banco em Londres sem jamais ter lá feito fosse o que fosse e que, no antigamente, era conhecido e apreciado membro do staf técnico de Marcelo Caetano – sem ter, helas!, chegado a secretário de Estado -, e, por exemplo um tal Brilhante que não brilha nada, conhecido por debitar as maiores bojardas com um ar importantíssimo. Com homens desta qualidade, é evidente que os destinos do BES ficariam em boas mãos, as de impecáveis “independentes”, diriam os cérebros privilegiados do PS.

    Não se percebe lá muito bem a nomeação do Mota Pinto para Chairman. Mas, que diabo, se sai ao pai, é, de certeza, pessoa séria. O que dificilmente aconteceria se lá pusessem, por exemplo, o Jorge Coelho, não é?

    *

    Parece que, felizmente, o banco, enquanto tal, não tem problemas de maior. As birras dos primos têm a ver com outras guerras, de outras paragens. Se a buracaria que por lá arranjaram ficar por lá, que se desunhem.

     

    Que nada nos caia em cima, são os votos do IRRITADO.

     

    7.7.14

     

     António Borges de Carvalho

  • ENÉRGICOS CERTIFICADOS

     

    A fúria eco-sacadora da modernidade tem coisas que talvez o Pinto de Sousa, ou o jovem fundamentalista que é agora ministro do ambiente fossem capazes de explicar, mas que escapam ao entendimento do ignaro cidadão comum.

    Uma das muitas inflorescências de tal fúria é a história do “certificado energético”. O cidadão não pode mexer uma palha sem o tal certificado: nem comprar, nem vender, nem alugar, nem fazer obras, nada sem ter na mão o tal certificado. É coagido a contactar uma organização qualquer que esteja, ela mesmo, certificada para o efeito. Na linguagem oficial, a este dictat chama-se “pedido”, quer dizer, gostosamente, o cidadão “pede” que lhe passem um papel que é obrigado a “pedir”.

    Feito o pedido, aparece-lhe um tipo, normalmente um “engenheiro”, com um computador na mão. Em cinco minutos, o tipo “examina” o local, carrega nuns botões e, ó tecnologia!, tira da maquineta um papel cheio de risquinhos com as cores do arco da velha, e pronto. Você, felicíssimo, passa a ter o almejado certificado. Para que serve? Para tudo, menos para ter alguma coisa a ver, seja com os seus interesses, seja com a energia. Esta surge quando o dito “engenheiro” saca do equipamento uma factura que, para um andarzeco de xaxa, anda à volta dos 250 euros, a pagar e não piar ali mesmo, sob pena de ficar sem o precioso papel. A burocracite nacional agradece, e você vai poder instruir com o tal papel todo e qualquer processo que tenha a ver com o andarzeco , coisa que não percebe nem quer perceber.

     

    O papel, para além de ter que se juntar a outros papéis, não serve para nada. Haverá por isso que procurar a razão última pela qual você não pode deixar de fazer o tal “pedido”, e pagá-lo, como é óbvio. O “engenheiro”, coitado, fartou-se de trabalhar, não é? Tudo para seu descanso, segurança administrativa e incontida felicidade, como é óbvio.

     

    Segundo a “agência” que trata destes assuntos, só nos primeiros três meses deste ano, foram “pedidos”, e passados, 26.200 papéis. Fazendo a conta, por defeito, a uma média de 250 euros por papel, teremos 6.550.000 euros. Se atentarmos a mais informações da tal agência, teremos que, de Junho de 2007 (altura em que o negócio começou) até Março deste ano, foram contabilizados cerca de 663.000 papéis, o que quer dizer que os “engenheiros” e a “agência” forraram 170.750.000 euros, todos saídos do seu bolso e de mais uns milhões de pacóvios.

    Dirão a agência, o Pinto de Sousa e o ministro do ambiente, que você demonstrou, ao pedir o papel, elevada “consciência ecológica”, seja lá isso o que for. Uma coisa é, de certeza: uma maneira de sacar uns milhões, a benefício dos ideólogos destas matérias, em Lisboa e em Bruxelas.

     

    Lá que seja preciso pagar o molho de bróculos em que estamos metidos, vá. Lá que haja mais impostos e menos ordenados e reformas, paciência. Mas que se criem agências destinadas a sacar massa para coisa nenhuma – para além da consolação da burocracia –, isso não. Já chega o que já chega.

     

    6.7.14

     

    António Borges de Carvalho

  • FRASES DA SEMANA

     

    “Talvez o professor Marcelo seja quem tem melhores condições para disputar as eleições presidenciais representando o espaço do centro e da direita democrática”.

    António Pires de Lima

    Pois. Sobretudo para perder as ditas eleições. E é bem feita, pelo menos para estes papagaios do CDS.

     

    “Nestes três anos, o senhor Primeiro-Ministro destruiu três gerações, a dos avós, a dos pais e a dos filhos”.

    António José Seguro

    O Oco esqueceu-se de uma coisa: os netos. Se os tivesse acrescentado, e tivesse dito que quem destruiu tudo foi o PS nos seis anos anteriores (sem contar com os gloriosos tempos do Guterres), teria dito a verdade toda. Assim, mais uma vez só disse asneiras.

     

    “Quem recebe um desafio para uma boa batalha política interna e não o vê como uma prenda para se afirmar, ou não é um líder ou é um medroso”.

    António Campos

    Quem será o medroso, ou merdoso? O Oco I ou o Oco II, o Seguro ou o Costa? A solução é os dois, dirá a sabedoria popular.

     

    O país investiu imensos recursos em políticas de combate ao trabalho infantil. E agora estamos a mascarar o trabalho infantil com um ensino supostamente vocacional? Desde quando é que as empresas têm vocação de ensinar?

    Maria de Lurdes Rodrigues

    Em que catacumbas de pensamento vicejará a senhora? Se ela não fosse tida por inteligente, diria que vinha da universidade de Cacilhas. Sendo-o, destila rancor a tudo  que mexe.

     

    “Fiquei estarrecido. Parece ficção”

    Carlos do Carmo

    Tem toda a razão, este laureado. O IRRITADO concorda. Também ficou, pelo menos, estarrecido. Não é ficção, é estupidez.

     

    “Retiraram a poesia da minha mãe dos currículos escolares para lá colocarem poetas menores. Há uma tentativa subterrânea para a obliterarem”.

    Maria Andresen

    Pois é, minha rica senhora. Era preciso pôr lá o Saramago e mais uma data de chatos que nem português sabem. Onde caberia quem não é chato e domina a língua como a sua Mãe dominou?. Não tem nada de subterrâneo, é assim mesmo. É do que a casa gasta.

     

    “Então vocês são cristãos”.

    Papa Francisco, dirigindo-se aos comunistas 

    No melhor pano cai a nódoa.

     

    6.7.14

     

    António Borges de Carvalho

  • CARTA ABERTA AO CAMARADA CARLOS

     

    Boa noite, Carlinhos

     

    Confesso que estou muito preocupado contigo. É que acabo de ver um noticiário, e vejo que o primeiro-ministro se andou a passear não sei por onde – dizem que nada menos que três concelhos – e nem uma manifestaçãozinha, nem uns cartazes, nem uns gritos, nem umas bandeiras, uns insultos, nada. O homem andou, calcule-se, em liberdade, sem que tu, meu caro Carlitos, tenhas preparado nada para o receber, para gritar bem alto abaixo o governo, fora com as políticas de direita, vai trabalhar malandro, cantar a Grândola, enfim, nada fizeste! Que se passa? Não tiveste tempo para dar as devidas ordens ao pessoal? A camionete avariou no caminho? Roubaram os cartazes? Que terá acontecido?

    O que vai ser de ti? O comité central, como eu, já deve estar informado deste terrível falhanço da CGTP e, sobretudo, desta tua falta de militância. É hábito da agremiação, como sabes melhor do que eu, castigar exemplarmente este tipo de faltas de comparência em ocasiões de ouro para insultar o PM!

    Espero que te consigas safar desta e que arranjes uma manifestação em força, 500 autocarros, 4.000 cartazes, um tipo mascarado de zé povinho, a Avoila acabadinha de sair do cabeleireiro, umas velhinhas a quem dás umas sandochas, tambores, gigantones, enfim, tu conheces a receita melhor que eu.

    Não te deixes abater. Mostra o que vales. Pode ser, até, que o comité central te perdoe o falhanço deste dia, tão negro para ti!

    Força Carloto. Já há pouco quem te ligue, mas, que diabo, se não pões os teus profissionais a atacar, o PC, na melhor das hipóteses, manda-te para o desemprego.

       

    5.7.14

     

    IRRITADO

  • FUGAS, POSTAS DE PESCADA E PEQUENICES

     

    Segundo os periódicos de hoje, Sua Excelência o Presidente do Tribunal Constitucional, na reunião do venerando Conselho de Estado, “não quis polémicas. Avisou que não falava de questões constitucionais”.

    Talvez preocupado com a saúde mental dos conselheiros, ou incapaz de defender a sua dama – toda rota, coitadinha – Sua Excelência tirou o cavalinho da chuva, não fosse algum corajoso atirar-lhe com umas verdades à cara.

    Perguntar-se-á:se não falou de assuntos constitucionais, que raio foi lá fazer? Politiquice? É o mais provável, mas não interessa a ninguém. Aliás, Sua Excelência, como está mais que provado, sabe muito mais de politiquice que de direito constitucional.

     

    De notar, também, que Suas Excelências o Dr. Sampaio e o Prof. Marcelo querem “olhar para os calendários e ponderar antecipar as eleições”.

    Quanto ao ilustre Sampaio, compreende-se. Se fosse no tempo dele, assim que o PS estivesse em condições, zás, golpe de Estado e acabou-se! Deve ser-lhe dolorosíssimo andar nestas meias tintas. Quanto ao não menos ilustre Marcelo, não se percebe lá muito bem onde quer chegar. Mas alguma vez houve quem, assim à primeira, conseguisse perceber o que ele quer, ou se quer mesmo seja o que for para além do supremo gozo de mandar postas de pescada?

     

    Atente-se ainda no contributo que o inigualável Marques Mendes veio dar ao douto Conselho: o PR, diz ele, “deve avisar que não dará posse a um governo minoritário”. Que quer ele com isto? Dar uma mãozinha so PS? Rasparta, há tipos que nem por encomenda!

     

    5.7.14

     

    António Borges de Carvalho

  • CONSELHO DE ESTADO

     

    Tudo o que o pobre do PR, após sete horas de intensa reunião, conseguiu extrair dos chamados conselheiros de Estado foi a preclara opinião de que precisamos de “pontes de diálogo construtivo”. A montanha nem um rato pariu!

    Diálogo construtivo? Entre quem e quem? Entre o PSD e o PS, como é evidente, que o resto é paisagem. Com os chamados parceiros sociais? Com certeza. Diálogo com o Carlos, diálogo com o bigodes? Diálogo com o primitivo dos comerciantes? Diálogo com o artista da CIP?

    Com o PS, já o Oco I e o Oco II disseram milhares de vezes ao povo que só com o PS por cima. Para já, nem pensar. Com a paisagem é inútil. Com o Carlos, o xarroco e apaniguados, enquanto não for implantada a ditadura do proletariado, o diálogo é impossível e, quando for implantada, deixa de haver diálogo. O tipo dos comerciantes, por seu lado, só pensa nos 23%, não vai além da cassete. O da CIP (onde terão ido descobrir este artista?) é só bla bla.

    Pois é, ficou o PR a falar sozinho, no meio daquele saco de gatos que é o Conselho de Estado. Não gozou, é certo, da augusta presença de dois dos seus mais ilustres membros: o Soares, a banhos no Algarve, e o Jardim, a esbracejar na Madeira. Mas, se tivessem vindo, então nem valia a pena pensar em “pontes”.

    Po outras palavras, os egrégios conselheiros concordaram em continuar a discordar. Transportaram para o Conselho a bagunça traidora que se usa cá fora. Ninguém, a não ser, talvez, o governo, quer diálogo de espécie nenhuma.

    Isto da democracia, na cabeça dos políticos como na dos conselheiros, não passa de uma espécie de jogo, onde se ganha ou se perde. O país é o menos, e esse, se perder que se lixe. O que interessa é o que interessa a cada um.

     

    4.7.14

     

    António Borges de Carvalho

  • DA REFORMA DO ENSINO

     

    Há muitos, muitos anos, os meninos “ricos” frequentavam colégios particulares, os meninos “pobres” Escolas “da Câmara. É claro que não era bem assim, havia meninos “ricos” na escola da câmara, porque os pais eram severos, e meninos pobres em estabelecimentos particulares, porque os pais se sacrificavam por eles ou porque não tinham aproveitamento que se visse.

    Julgo que as escolas ditas da câmara foram fundadas durante a I República. Só davam a instrução primária, até à quarta classe. Depois, os meninos “ricos” iam para escolas privadas, ou para as públicas, pelo menos até começar a levar uns chumbos e, por consequência, a ser transferidos para o ensino particular, tido por mais fácil. Os meninos “pobres” iam para os liceus do Estado ou optavam pelas “escolas técnicas”, coisa com que a III República acabou. Mais uma vez, não era bem assim. Lembro-me que, nos liceus onde andei, Passos Manuel e Camões, havia desde alunos da muito alta até alunos da muito baixa.

    As escolas da câmara acabaram, o Estado tomou conta de tudo e mais alguma coisa, com as consequências que são conhecidas.

     

    Parece que, agora, se gera por aí a tendência de reentregar as escolas às câmaras. Não se sabe se se trata de as autonomizar se de as manter nas baias dos ditames do ministério. De qualquer maneira, parece óbvio que, passando as escolas, pelo menos em termos administrativos, para a tutela dos minicípios, se ganharia em proximidade e em concorrencial qualidade. Por outro lado, perdida a centralidade, perder-se-ia também o poder “nacional” dos sindicatos que enxameiam o ensino e que são fonte de desorganização e de tratamento único de problemas as mais das vezes locais e diferenciados

    Razão pela qual a tenebrosa Fenprof, estrutura comandada pelo comité central do PC, veio já sangrar-se em saúde, recusando, por exemplo, “a tutela municipal sobre os docentes”. Ora vejam como, afinal, estes senhores defendem o poder Ministério, estrutura normalmente objecto das suas vaias, dos seus insultos e do seu mais rasgado ódio. Se o Ministério deixar de ter certos poderes, as fenprofes da nossa praça passam a ter uma miríade de inimigos em vez de um só, uns por isto outros por aquilo, arriscando os contestatários a ter muito mais trabalho para manter viva a chama da bordoada e, provavelmente, atrasando a constitucional “construção do socialismo”. Uma chatice. Até será possível que o município A pague melhor aos professores que o minicípio B, o que será uma machadada no sacrossanto “princípio da iguldade”.

    Não é infelizmente provável que o Estado tenha guts para promover uma “reforma” tão profunda como isso. De qualquer maneira, o xarroco dos bigodes e o Carlos tratam de desatar desde já aos gritos, não vá a coisa ir para a frente. A ver vamos.

     

    2.7.14

     

    António Borges de Carvalho     

  • DA CLAREZA DA LEI

                           

    Artigo 1º da Lei nº 23/2013, de 5 de Março

     

    Para conhecimento de todos os leitores do IRRITADO, aí vai cópia do Artigo 1º da Lei nº 23/2013, de 5 de Março,
    Lei transparente, como água pura. A ver:

     

    Artigo 1º da Lei nº 23/2013, de 5 de Março:

     

    «A presente lei aprova o regime jurídico do processo de inventário, altera o Código Civil, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 47 344, de 25 de novembro de 1966, e alterado pelos Decretos -Leis n.os 67/75, de 19 de fevereiro, 201/75, de 15 de abril, 261/75, de 27 de maio, 561/76, de 17 de julho, 605/76, de 24 de julho, 293/77, de 20 de julho, 496/77, de 25 de novembro, 200 -C/80, de 24 de junho, 236/80, de 18 de julho, 328/81, de 4 de dezembro, 262/83, de 16 de junho, 225/84, de 6 de julho, e 190/85, de 24 de junho, pela Lei n.º 46/85, de 20 de setembro, pelos Decretos -Leis n.os 381 -B/85, de 28 de setembro, e 379/86, de 11 de novembro, pela Lei n.º 24/89, de 1 de agosto, pelos Decretos -Leis n.os 321 -B/90, de 15 de outubro, 257/91, de 18 de julho, 423/91, de 30 de outubro, 185/93, de 22 de maio, 227/94, de 8 de setembro, 267/94, de 25 de outubro, e 163/95, de 13 de julho, pela Lei n.º 84/95, de 31 de agosto, pelos Decretos -Leis n.os 329 -A/95, de 12 de dezembro, 14/96, de 6 de março, 68/96, de 31 de maio, 35/97, de 31 de janeiro, e 120/98, de 8 de maio, pelas Leis n.os 21/98, de 12 de maio, e 47/98, de 10 de agosto, pelo Decreto -Lei n.º 343/98, de 6 de novembro, pelas Leis n.os 59/99, de 30 de junho, e 16/2001, de 22 de junho, pelos Decretos–Leis n.os 272/2001, de 13 de outubro, 273/2001, de 13 de outubro, 323/2001, de 17 de dezembro, e 38/2003, de 8 de março, pela Lei n.º 31/2003, de 22 de agosto, pelos Decretos -Leis n.os 199/2003, de 10 de setembro, e 59/2004, de 19 de março, pela Lei n.º 6/2006, de 27 de fevereiro, pelo Decreto -Lei n.º 263 -A/2007, de 23 de julho, pela Lei n.º 40/2007, de 24 de agosto, pelos Decretos -Leis n.os 324/2007, de 28 de setembro, e 116/2008, de 4 de julho, pelas Leis n.os 61/2008, de 31 de outubro, e 14/2009, de 1 de abril, pelo Decreto -Lei n.º 100/2009, de 11 de maio, e pelas Leis n.os 29/2009, de 29 de junho, 103/2009, de 11 de setembro, 9/2010, de 31 de maio, 23/2010, de 30 de agosto, 24/2012, de 9 de julho, 31/2012 e 32/2012, de 14 de agosto, o Código do Registo Predial, aprovado pelo Decreto -Lei n.º 224/84, de 6 de julho, e alterado pelos Decretos -Leis n.os 355/85, de 2 de setembro, 60/90, de 14 de fevereiro, 80/92, de 7 de maio, 30/93, de 12 de fevereiro, 255/93, de 15 de julho, 227/94, de 8 de setembro, 267/94, de 25 de outubro, 67/96, de 31 de maio, 375 -A/99, de 20 de setembro, 533/99, de 11 de dezembro, 273/2001, de 13 de outubro, 323/2001, de 17 de dezembro, 38/2003, de 8 de março, e 194/2003, de 23 de agosto, pela Lei n.º 6/2006, de 27 de fevereiro, pelos Decretos -Leis n.os 263 -A/2007, de 23 de julho, 34/2008, de 26 de fevereiro, 116/2008, de 4 de julho, e 122/2009, de 21 de maio, pela Lei n.º 29/2009, de 29 de junho, e pelos Decretos -Leis n.os 185/2009, de 12 de agosto, e 209/2012, de 19 de setembro, o Código do Registo Civil, aprovado pelo Decreto -Lei n.º 131/95, de 6 de junho, com as alterações introduzidas pelos Decretos–Leis n.os 36/97, de 31 de janeiro, 120/98, de 8 de maio, 375 -A/99, de 20 de setembro, 228/2001, de 20 de agosto, 273/2001, de 13 de outubro, 323/2001, de 17 de dezembro, 113/2002, de 20 de abril, 194/2003, de 23 de agosto, e 53/2004, de 18 de março, pela Lei n.º 29/2007, de 2 de agosto, pelo Decreto -Lei n.º 324/2007, de 28 de setembro, pela Lei n.º 61/2008, de 31 de outubro, pelos Decretos -Leis n.os 247 -B/2008, de 30 de dezembro, e 100/2009, de 11 de maio, pelas Leis n.os 29/2009, de 29 de junho, 103/2009, de 11 de setembro, e 7/2011, de 15 de março, e pelo Decreto -Lei n.º 209/2012, de 19 de setembro, e o Código de Processo Civil, aprovado pelo Decreto -Lei n.º 44 129, de 28 de dezembro de 1961, e alterado pelo Decreto -Lei n.º 47 690, de 11 de maio de 1967, pela Lei n.º 2140, de 14 de março de 1969, pelo Decreto -Lei n.º 323/70, de 11 de julho, pelas Portarias n.os 642/73, de 27 de setembro, e 439/74, de 10 de julho, pelos Decretos -Leis n.os 261/75, de 27 de maio, 165/76, de 1 de março, 201/76, de 19 de março, 366/76, de 15 de maio, 605/76, de 24 de julho, 738/76, de 16 de outubro, 368/77, de 3 de setembro, e 533/77, de 30 de dezembro, pela Lei n.º 21/78, de 3 de maio, pelos Decretos -Leis n.os 513 -X/79, de 27 de dezembro, 207/80, de 1 de julho, 457/80, de 10 de outubro, 224/82, de 8 de junho, e 400/82, de 23 de setembro, pela Lei n.º 3/83, de 26 de fevereiro, pelos Decretos -Leis n.os 128/83, de 12 de março, 242/85, de 9 de julho, 381 -A/85, de 28 de setembro, e 177/86, de 2 de julho, pela Lei n.º 31/86, de 29 de agosto, pelos Decretos -Leis n.os 92/88, de 17 de março, 321 -B/90, de 15 de outubro, 211/91, de 14 de junho, 132/93, de 23 de abril, 227/94, de 8 de setembro, 39/95, de 15 de fevereiro, e 329 -A/95, de 12 de dezembro, pela Lei n.º 6/96, de 29 de fevereiro, pelos Decretos -Leis n.os 180/96, de 25 de setembro, 125/98, de 12 de maio, 269/98, de 1 de setembro, e 315/98, de 20 de outubro, pela Lei n.º 3/99, de 13 de janeiro, pelos Decretos -Leis n.os 375 -A/99, de 20 de setembro, e 183/2000, de 10 de agosto, pela Lei n.º 30 -D/2000, de 20 de dezembro, pelos Decretos -Leis n.os 272/2001, de 13 de outubro, e 323/2001, de 17 de dezembro, pela Lei n.º 13/2002, de 19 de fevereiro, pelos Decretos -Leis n.os 38/2003, de 8 de março, 199/2003, de 10 de setembro, 324/2003, de 27 de dezembro, e 53/2004, de 18 de março, pela Lei n.º 6/2006, de 27 de fevereiro, pelo Decreto -Lei n.º 76 -A/2006, de 29 de março, pelas Leis n.os 14/2006, de 26 de abril, e 53 -A/2006, de 29 de dezembro, pelos Decretos -Leis n.os 8/2007, de 17 de janeiro, 303/2007, de 24 de agosto, 34/2008, de 26 de fevereiro, e 116/2008, de 4 de julho, pelas Leis n.os 52/2008, de 28 de agosto, e 61/2008, de 31 de outubro, pelo Decreto -Lei n.º 226/2008, de 20 de novembro, pela Lei n.º 29/2009, de 29 de junho, pelos Decretos -Leis n.os 35/2010, de 15 de abril, e 52/2011, de 13 de abril, e pelas Leis n.os 63/2011, de 14 de dezembro, 31/2012, de 14 de agosto, e 60/2012, de 9 de Novembro».

     

    Alguma dúvida?

     

    1.7.14

     

    ABC

     

  • CONSTITUCIONAL LINGUAREJAR

     

    “Nenhum critério densificador do significado gradativo de tal diminuição quantitativa de dotação e da sua relação causal com o início do procedimento de requalificação no concreto e específico órgão ou serviço resulta da previsão legal, o que abre caminho evidente à imotivação (…).”

    In último acórdão do Tribunal Constitucional

     

    Esta frase anda por aí. Toda a gente já a conhece. Mal pareceria, no entanto, se o IRRITADO não lhe desse o devido destaque, mais que não seja para memória futura. Os cérebros privilegiados do socialismo constitucional produziram-na, assim demonstrando os abismos intelectuais das cabecinhas esquerdóides dos seus autores. É à “cultura” desta gente, juristas de pacotilha e politicões sem escrúpulos, que a dona Assumpção, certamente mergulhada nalguma “imotivação”, deve ter ido buscar o “inconseguimento” de que se queixa. Não admira, foi “educada” no TC!

    É mais fácil perceber a teoria da relatividade: e=mc2 é, de longe, mais inteligível que a trampa mental que escorre das meloas dos doutos juízes.

    Há, no entanto, uma desculpa. É que, para justificar o injustificável, que outra forma senão a da “ininteligência”?

     

    E ainda há quem estranhe que o governo tenha pedido aclaracões. E ainda há quem ache que o acórdão tem alguma coisa a ver com a Constituição. E ainda há para aí manuelas de várias cores a dizer que os tipos fizeram muito bem.

     

    E há um país que vai pagar com língua de palmo os desmandos do desavergonhado esquerdismo deste bando de privilegiadíssimos políticos, armados em juízes.

     

    1.7.14

     

    António Borges de Carvalho   

  • SECÇÃO DO REUMÁTICO

     

    Um grupo de gerontes que, há para aí 50 anos, se reuniu algures na República Federal Tudesca, para, ao que diz a propaganda, fundar o PS, acordou dos arcanos da memória para vir, em doce manifestação cívica, apoiar a “candidatura a primeiro-ministro” do camarada Costa.*

    Tudo malta devidamente aggiornata, isto é, os poucos mais novos com mais de setenta anos, outros com mais de 80 ou 90, acharam ter grande influência no eleitorado, talvez porque o seu estado mental já não dê para perceber que, mesmo para aquela pequeníssima minoria que ainda sabe que eles existem ou existiram, já não têm influência de espécie nenhuma. Republicanos históricos, desertores, refractários e outros iliustres inimigos da ditadura, não percebem que isso do 5 de Outubro – cujas convicções, aliás, traíram – é coisa que deixou de interessar seja a quem for. Po seu lado, a heroicidade e o sacrifício daqueles, coitadinhos, que deram à sola para locais tão inóspitos quanto Bruxelas, Paris ou Genebra, em vez de, cobardemente, aceitar ir para sítios tão divertidos e civilizados como Nanbuangongo, Tete ou Bissau, também já não dizem nada a ninguém.

     

    Enfim, parece que o Costa, cujas salvíficas memórias do passado já estavam demonstradas mediante a “recuperação” do socrapirismo, fica, desta vez, indelevelmente conotado com coisas tão modernas e actuais como a excelsa secção do reumático que saíu do arquivo morto para o glorificar.

     

    Que todos, Costa incluído, venham, politicamente, a descansar em paz, são os piedosos votos do IRRITADO. Quanto mais depressa melhor.

     

    30.6.14

     

    António Borges de Carvalho   

     

    *O camarada Arnaud faltou à chamada! Espera-se que não se trate de mais alguma guerra de lojas.

  • COSTA DIXIT

     

    Alegremo-nos! O Costa, mais uma vez, iluminou-nos com a sua esclarecida verve.

    Vejamos as inúmeras novidades que comunicou à Nação:

    1. “Travar a acção deste governo”
    2. “Ponto final na trajectória de retrocesso social”
    3. “Uma lógica de solidariedade”
    4. “O melhor para os nossos filhos”
    5. “Bater-se na Europa pela defesa dos interesses nacionais”
    6. “Atacar as causas da crise”
    7. “Uma agenda que possa servir de base aos compromissos políticos e sociais para os próximos dez anos”
    8. “Quatro pilares para a agenda: reforço da coesão social, aposta na modernização, ciência e educação e valorização dos recursos nacionais”
    9. “Agenda que supere a asfixia do curto prazo”
    10. “Trabalhar afincadamente (todos), durante os dez anos, as causas do nosso atraso”(?).

    Aqui temos, em dez exaustivos pontos, a proposta salvadora do Costa. Não merece comentários outros que não sejam o de sublinhar que, excepto em relação ao ponto 1, Passos Coelho e Paulo Portas subscreveriam com gosto as originalíssimas “ideias” do Costa. O Amigo Banana, Monsieur de La Palice e o Oco – se calhar até o Jerónimo – fariam o mesmo, desta vez em relação a todas elas.

    Ainda bem.

     

    30.6.14

     

    António Borges de Carvalho   

  • FÚRIA ASSASSINA

     

    É evidente que, a cada dia que passa, o Oco perde terreno em relação ao paleio do Costa. Além disso, pôs a boca no trombone sobre a desgraça nacional que foi a “obra” do seu antecessor Pinto de Sousa, conhecido por “engenheiro Sócrates”. Ou seja, como já não há quem não diga, anda há nove anos, ou a fingir o que não pensa, ou mentalmente entupido.

    Não podia o Oco pôr-se mais a jeito. Diga-se, em compensação, que a súbita cura da amnésia em que andava teve a vantagem, como o IRRITADO já sublinhou, de pôr o Costa a dizer que, é claro, o governo anterior cometeu inúmeros e graves erros… isto é, a ter uma escorregadela para os lados da verdade, o que, em si, não é mau. Mesmo assim, não se pôs tanto a jeito como o Oco.  

      

    Ora aqui há dias, numa das suas diatribes televisivas, dona Manuela entrou na liça. Atirou-se, qual cão de fila, às canelas do Oco. Assim, sem dó nem piedade. O Costa encontrou, de onde menos se esperaria, uma propagandista feroz, com acesso privilegiado à televisão. Parabéns.

    Porquê? O que levará esta brutal inimiga do seu próprio partido a entrar nas patacoadas bélicas do PS?

    É conhecida a fúria assassina que a move contra Passos Coelho, resultado de mau perder, de incontida frustração, de inultrapassável dor de cotovelo. Será que isto justifica o súbito encarniçar da senhora contra o pobre do Oco?

    Procuremos a explicação mais lógica. A senhora move-se por maus sentimentos, como o TC por óbvias ideologias. O inimigo principal é Passos Coelho. O Costa parece mais capaz de ganhar eleições que o Oco. Diria Aristóteles que, para prejudicar Passos Coelho, nada melhor que cooperar numa futura vitória do PS. Lógico, não é?  Logico, cheio de bondade, cheio de amor ao próximo, cheio de qualidade moral.

     

    29.6.14

     

    António Borges de Carvalho

  • PORTUGALHÊS

     

    Aquele senhor de cadeira de rodas que é ministro das finanças da dona Ângela chama-se Schäuble. Muito bem.

    Dizem os entendidos que, em alemão, se pronuncia mais ou menos XOIBEL.

    Em francês dir-se-ia qualquer coisa como XÔBÉL. Em inglês talvez XAUBLE, como quiçá em italiano. Em castelhano, não se sabe. Em chinês consta que seria SHA-U-BING. Em português voltaríamos ao XAUBLE.

    Ora a generalidade dos locutores da televisão, como a socialista Ana Lourenço, da SIC Notícias, dizem XOUBEL.

    A que arcanos fonético-cretinos foram buscar o palavrão, é coisa que o IRRITADO não consegue imaginar. Talvez o doutor Malaca Casteleiro, célebre pelo mal que fez à língua, seja capaz de arranjar uma explicação.

     Fica o desafio.

     

    28.6.14

     

    ABC

  • GENTE FINA

     

    Será que os distintos clínicos da nossa praça ainda não perceberam que a classe anda pelas ruas da amargura? Então não vêem as milionárias passagens de receitas piratas? Não vêem os tipos que trabalham ao mesmo tempo em sete hospitais diferentes? Não vêem a rebaldaria dos atestados, a trafulhice das baixas, e por aí fora… não vêem que já não há quem não pense que os médicos são uns piratas como outros quaisquer?

    Não, não vêem. Comandados, na Ordem, por um sinistro politicão e, nos sindicatos, sabe-se lá por quem, indiferentes a quem deles precisa, lançam uma greve (como se uma greve de médicos fosse uma greve qualquer), e mantêm-na mesmo depois de satisfeitas certas pretensões. Isto com o espantoso argumento de que não acreditam que as pretensões venham a ser satisfeitas!

    Greve porquê? Porque querem melhores condições para “servir” o público? Não meus amigos. Porque querem trabalhar menos e ganhar mais.

     

    Coitado do Hipócrates!

     

    27.6.14

     

    António Borges de Carvalho