IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


BES

As diversas organizações de camaradas por aí vicejantes reagiram à triste história do BES da forma habitual: aproveitaram para cair em cima do governo, como se o governo tivesse alguma coisa a ver com o assunto.

Os camaradas Jerónimo e os do casalinho do BE, acharam muito mal que o governo não tivesse nacionalizado o banco. Era uma oportunidade de ouro para o pôr nas mãos do governo, não só por razões ideológicas como por poderem, a seguir, dizer ainda mais cobras e lagartos do dito.

No tempo do Pinto de Sousa era diferente! Nacionalizava-se, depois logo se via. A nova “gestão” pública contabilizava os buracos e fazia-nos pagá-los. Prático, inteligente e eficaz. Quando tal sucedeu com o BPN, os camaradas não criticaram a ruinosa decisão – era uma decisão socialista! -, só o que se lhe seguiu. Pelos vistos, a culpa nunca é da ideologia, que essa é infalível. O pior são os governos “de direita”, destinados a ser criticados por tudo e pelo seu contrário.

Desta feita, os outros camaradas, os do PS, talvez porque não houvesse buracos para tapar, não se atreveram a exigir o remédio que, com tanta prontidão, tinham aplicado ao BPN. A inteligência dos Ocos dá que pensar.

A artilharia generalizada veio depois, quando se soube que os primos, em lamentável e estúpida compita, foram, ou vão ser, substituídos por dois indiscutíveis e competentíssimos técnicos. Porquê? Porque um não é contra o governo e outro trabalha na função pública com assinalável sucesso, por nomeação do governo. Nem um nem outro são militantes políticos, ainda que tenham opiniões. O que não impede os camaradas de lhes chamar os nomes do costume.

Os Ocos devem estar a ver-se ao espelho, a julgar que esta história tem alguma coisa a ver com as trafulhices políticas de que o BCP foi vítima no tempo deles.

É legítimo pensar que, na opinião dos Ocos, os nomeados deviam ser, por exemplo, o Cravinho, um tipo que, a mando do Pinto de Sousa, andou por um banco em Londres sem jamais ter lá feito fosse o que fosse e que, no antigamente, era conhecido e apreciado membro do staf técnico de Marcelo Caetano – sem ter, helas!, chegado a secretário de Estado -, e, por exemplo um tal Brilhante que não brilha nada, conhecido por debitar as maiores bojardas com um ar importantíssimo. Com homens desta qualidade, é evidente que os destinos do BES ficariam em boas mãos, as de impecáveis “independentes”, diriam os cérebros privilegiados do PS.

Não se percebe lá muito bem a nomeação do Mota Pinto para Chairman. Mas, que diabo, se sai ao pai, é, de certeza, pessoa séria. O que dificilmente aconteceria se lá pusessem, por exemplo, o Jorge Coelho, não é?

*

Parece que, felizmente, o banco, enquanto tal, não tem problemas de maior. As birras dos primos têm a ver com outras guerras, de outras paragens. Se a buracaria que por lá arranjaram ficar por lá, que se desunhem.

 

Que nada nos caia em cima, são os votos do IRRITADO.

 

7.7.14

 

 António Borges de Carvalho



2 respostas a “BES”

  1. De irritado a 1 de Julho de 2014 às 11:36Não falo do BES porque não percebo o que se passa. Não consta que o PPC tenha trabalhado para o grupo. O que consta é que o BES foi sempre próximo do Pinto de Sousa.O QUE MUDOU?

    1. Avatar de XXI (militante PSD)
      XXI (militante PSD)

      O que mudou?O Irritado constatou que o BES foi, e está, próximo do seu “mais que tudo” PPC.

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