IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


VALE TUDO, OU A REPÚBLICA E A NAÇÃO

 

Como é do conhecimento geral, em termos constitucionais, Portugal é uma república, não uma nação. O que parece implicar que o que ficou para trás de 1910 seria outra coisa que não Portugal. É claro que, lá mais para diante do tristemente célebre texto constitucional, aparece a bandeira da República, a que chama “nacional”, bem como o hino da República, com o mesmo epíteto. Quer dizer, o adjectivo “nacional” surge ex-nihilo, já que, em termos de definição do que Portugal é, não existe com esse nome qualquer nação: só uma república.

Há uma certa lógica, ou uma lógica jacobina, nestes conceitos constitucionais: não havendo nação, é lógico que se tenha adoptado, como símbolos “nacionais”, os da República.

 

O IRRITADO, como é evidente, não é admirador da bandeira que se usa como “nacional”. Num país que, durante mais de setecentos anos, teve como cores nacionais o branco ou o azul e o branco, é pelo menos absurdo que as tivessem mudado, ainda por cima utilizando as cores de uma organização terrorista que foi o braço armado da desgraça republicana que nos caiu em cima. Não chegava tirar a coroa à Bandeira Nacional?

Apesar disto, não cabe na cabeça do IRRITADO faltar ao respeito à bandeira da República.

 

Vem arenga a propósito da absolvição de um “artista” que resolveu enforcar a bandeira da República e que foi, por decisão judicial, inocentado do crime de o ter feito. Ficamos a saber que, desde que se trate de “arte”, é legítimo pôr a bandeira da República dentro de um penico, ou cantar o hino com uma letra pornográfica. Os tribunais lá estarão, competentíssimos, a julgar o quem é “arte” e o que é ofensa.

 

Aqui há tempos, um díscolo qualquer que insultou o Presidente da República foi, outrossim, absolvido pela “Justiça”, em estranhíssima interpretação do Código Penal. E se o Presidente fosse do PS, interpretar-se-ia da mesma forma? Fica a dúvida.

 

Hoje, ficámos a saber que não havia provas “judiciais” que pudessem determinar quaisquer culpas da monumental bagunça e do insulto à instituição parlamentar que foi a manifestação dos polícias e afins. Não houve quem não visse as provas do crime, na televisão e nos jornais. Mas, para os distintos procuradores, não houve qualquer prova, nem arguidos possíveis! Nem os chefes sindicais daquela malta? E se a maioria fosse do PS, a decisão seria a mesma? Fica mais esta dúvida.

 

Alguma coisa fica provada: vale tudo.

A República nem os seus símbolos respeita. Como havia de respeitar a Nação?

 

8.7.14

 

António Borges de Carvalho   



5 respostas a “VALE TUDO, OU A REPÚBLICA E A NAÇÃO”

  1. Avatar de repúblido Mor
    repúblido Mor

    É por isso mesmo que vemos tantos repúblicos a chamarem filhos da puta a outros repúblicos e como o fazem em nome da arte são artistas inimputáveis.Viva a república que nem a si própria se respeita

  2. Avatar de XXI (militante PSD)
    XXI (militante PSD)

    VALE TUDO,… menos arrancar o BES.

    1. O Irritado constatou que o BES foi, e está, próximo do seu “mais que tudo” PPC.

      1. Avatar de Manso, pode ler
        Manso, pode ler

        e o BES?In http://31daarmada.pt/, em 10.07.14por José Maria Barcia, O BES afigura-se como o caso mais grave da banca portuguesa. BPN e BPP alarmaram país e meio. Mas o maior banco privado, com gestão danosa – e criminosa – entrega reformas milionárias à família.Ninguém entra em pânico. Ninguém tem medo. Entretanto, as pessoas fazem fila nos balcões para levantar todo o dinheiro, o risco de contágio já não é risco – é realidade. Os juros da dívida sobem, os ratings vão descer, a bolsa portuguesa está em queda acentuada e ninguém faz nada.Quando as contas ficam mal feitas e faltam milhares de milhões de euros não se afasta a administração. Leva-se a administração a tribunal.

        1. “Leva-se a administração a tribunal”, mas primeiro confisca-se todo o património da “família”, de contrário é mais um faz de conta.

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