IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


  • JUNTINHOS

     

    A negação da ciência é uma arma política da extrema-direita, apostada em impor a sua nefasta ideologia.

    Isto diz o chevalier servant da dona Catarina, aquele carequinha assutado e hiper marxista que, diz-se, é presidente dos deputados do BE.

    De acordo: há ideologias nefastas. Legítimas, porque há liberdade de pensamento e da respectiva expressão. Nefastas, as dos extremos, ou seja, tanto a do BE, do PC, do Maduro e do Kim (“ciência” marxista), como a do Salvini ou da Le Pen (“ciência” nacional), e respectivas adjacências de um lado e de outro, cá e onde as haja.

    Pois é. O comunismo virou ferozmente nacionalista, isolacionista, euro ceptico. O nacionalismo virou soberanista à moda do princípio do Séc. XX. A mentalidade é a mesma. Sabe-se, de ciência certa e experimentada, que conduz à miséria, à “democracia iliberal”, à guerra. Veja-se, por exemplo, o pensamento desse velhíssimo jovem que encabeça a lista do PC, numa entrevista dada a um jornal qualquer.

    Les bons esprits se rencontrent, por exemplo no parlamento europeu, onde os votos propostos pelos extremos são, quase sem excepção, aprovados ou reprovados pelo BE e pelo PC. Veja-se o currículo parlamentar da dona Mariza.

    Ao mesmo tempo que se guerreiam e insultam, neo fascistas, neo comunistas, mais os puros, os não “neo”, vivem dos mesmos sentimentos, de opções simétricas mas de equivalentes resultados e objectivos, que isto de ideologias não é uma linha recta, é um círculo em que os extremismos estão juntinhos no arco, por oposição ao centro.

    Tudo boa gente, tudo muito científico.

    O Costa atura, e gosta, que isto do poder…

     

    12.4.19

  • VIOLENTAR A JUVENTUDE

    Empurradas pela “ciência” do século, uns milhares de meninos e meninas, universalmente elogiados, anunciaram repetir uma greve às aulas, em defesa do planeta. Ou se trata de uma questão de oportunismo – para os que não perdem uma boa oportunidade para fazer gazeta – ou do convencimento, induzido pela propaganda, de que é indispensável sensibilizar o orbe para a magna questão da salvação do terráquio futuro.

    Uma espécie que não tem qualquer tipo de influência nos planetários espirros, que não sabe como evitar a chuva ou domesticar o vento, que não é capaz de tamponar um vulcão ou de prever as suas fúrias, que não tem ponta de domínio sobre o comportamento do sol, sobre a altura das marés ou das ondas, acredita que é capaz de evitar que o clima mude, que o planeta aqueça, como já aqueceu e arrefeceu milhares de vezes, sempre olimpicamente ignorando a presença ou não presença da humanidade à superfície.

    O imoral pecado de orgulho em vigor no mundo inteiro, o pretensioso e inatingível objectivo de domar elementos indomáveis, tem por perverso efeito transformar a necessidade de preparar a humanidade para um futuro dito mais quente, de tomar medidas em relação à eventual escassez de água, de criar ambientes urbanos mais resistentes às intempéries, de limpar rios e mares, de criar novos alimentos e de todo um leque de medidas preventivas de um futuro incerto, de estudar a ecologia humana e criar novos habitats, de tratar de coisas reais e importantes, não de imaginar-se influente na mudança de determinismos cósmicos de que pouco percebe e não domina.

    Por um lado, as meninas e os meninos, ou se deixam instrumentalizar e violentar pela universal aldrabice, ou não gostam de ir às aulas. Por outro, os adultos, armados em parvos, acham muito bem. Contra isto, batatas.

     

    8.4.19

  • DESCULPEM VOLTAR AO ASSUNTO

    “A decisão de Carlos Martins (secertário do ambiente) é digna, como é digna a aceitação pelo governo dessa decisão. O que se passou foi feio. Mais feio ainda seria o governo fechar-se numa pose esfíngica, indiferente à pressão da imprensa e alheio à sensibilidade dos cidadãos.”

    Estas frases sintetizam, em particular, a posição de quem as escreveu -o novo e proto-geringoncial director do “Público”, senhor Manuel Carvalho, e, em geral, a posição comum da chamada comunicação social.

    De acordo, até à primeira vírgula da citação supra. O resto é tudo miséria. Como é possível considerar digna a posição do governo, se tem lá uma dúzias de “primos”, e só este é que fez bem em ir-se embora? Se o governo fosse digno, ou fazia como o César (“sapo”, para alguns amigos), e achava que tudo estava no maior dos “conformes”, ou teria que, em boa coerência, demitir dezenas de afilhados.

    Devo dizer que não estranho que, para cargos de confiança pessoal, a caducar com o governo, se nomeie primos, nem tão-pouco acho que tal nomeação seja um mal por aí além. Já no caso da administração pública a coisa fia mais fino, e aí a geringonça devia ser escrupulosa, em vez de pôr a CRESAP na prateleira. E também acho que, na nomeação de membros do governo, devia haver uma boa dose da bom senso. Mas não há.

    O que é verdadeiramente nojento é o chamado governo ter legiões de primos no seu entourage, e vir cá para fora dizer que acha muito mal. O que é verdadeiramente nojento, é que arranje um bode expiatório para se “justrificar”. O que é verdadeiramente nojento é que o senhor Carvalho em particular, e a imprensa em geral, achem isto maravilhoso, digno, sensível, louvável, e cheio de respeito pela “sensibilidade dos cidadãos”.

    Enfim, é o esplendor da moral republicana.

     

    8.4.19

  • OPERA BUFA

     

    Estou espantado. O ataque de moral republicana que assolou o governo fez uma vítima! Tenho uma enorme pena do fulano que foi demitido por contratar um primo para adjunto. Em boa verdade, acho que este caso não tem mal de maior. Sobretudo porque, como os factos demonstram, se trata de prática habitual do PS. Não se percebe a diferença entre este caso e os mais de trinta que andam aí nas bocas do mundo. Porquê este, e não os outros todos? Porque não se demite o governo em bloco, se está, como diz agora, contra estas manigâncias? Sacrifica uns desgraçadinhos e ignora o peixe graúdo.

    O chamado primeiro-ministro já arrancou para a costumeira fuga em frente. Ele, coitadinho, que até é um tipo cheio de pruridos morais, que jamais praticou a teoria dos jobs for the boys, e até teve a carinhosa atitude de a transformar em jobs for the siblings, está preocupadíssimo com o assunto. A prová-lo, vai de propor uma nova lei de incompatibilidades que evite a continuação dos hábitos da casa! Como se tais casos, se forem de evitar, se evitem com leis! É de um cinismo, ou de uma hipocrisia a toda a prova. Fogo de vista, areia para os nossos olhos, já que é praxis socialista achar que somos todos burros, e que os burros merecem ser, todos os dias, albardados com patranhas.

    Pior ainda é que o senhor de Belém tenha vindo a correr, como é seu indesmentível hábito, apoiar a brilhante proposta do amigo Costa. Em vez de se calar, ou denunciar, veio bater palmas. Pois, mais um “código de contuta” para entreter os burros, safar o insafável, e esquecer no dia seguinte à sua entrada em vigor. Estes factos, ou se esquecem ou se assumem, não há meio termo.

    Nós, que assistimos, com espanto e nojo, a esta desafinada ópera bufa, por aqui ficamos à espera do quinquagéssimo acto, e a pagar os bilhetes.  

     

    5.4.19

  • UM ATAQUINHO DE “ÉTICA REPUBLICANA”

    Depois de ter nomeado dúzias de mulheres e maridos, pais e filhos, boys de todos os tamanhos e feitios, para tudo o que é lugar no chamado governo e nas suas adjacências, depois de o sapo César, mestre nestas matérias, ter achado tudo muito bem, depois o conhecido como primeiro-ministro e chefe incontestado do PS se ter indignado com aquilo a que, à boa maneira do seu antecessor, chama conspiração da direita e de certa imprensa, o PS foi atacado por súbita moralidade. É de estalo.

    A prová-lo, a mui desagradável secretária adjunta Ana Catarina, cheia de novíssima consciência, declarou que a nomeação para o lugar de adjunto de um primo de um secretário de Estado foi coisa “profundamente errada e inadequada”.

    O IRRITADO, como sempre, sente-se na obrigação de louvar o PS, desta vez na pessoa de tal e tão extraordinária senhora, bem como na reacção rápida do nomeante, que tratou de mandar o primo às urtigas, ficando ele na mesma. Formidável!

    Assim, daqui fazemos um apelo à consciência, à indesmentível honestidade e à soberana coragem do PS e da sua secretária geral adjunta, para que, em límpida coerência, aplique o mesmo escrúpulo às restantes dúzias de nomeados desde há quase quatro anos a esta parte: mande-os também às urtigas! Tudo para a rua, que a moral republicana assim o exige! Bem sei que ficávamos quase sem governo, mas não viria daí mal ao mundo.

     

    8.4.19

     

    Obs. Tenho muita pena do tal adjunto que já não é adjunto. Não passa de isolada e inocente vítima da repentina descoberta do PS.

  • PEIXEIRADA DA FINA

     

    Toda a gente compreende, e até acha graça, às discussões das peixeiras. Têm justa fama pela forma, a linguagem, a casca grossa, os disparates. A tais “diálogos” soe chamar-se peixeiradas.

    Mutatis mutandis, há outras peixeiradas, mas sem piada nenhuma. Aqui há tempos, o Prof. A. C. Silva queixou-se dos exageros do palavreado, “verborreia frenética”, que por aí campeia. Vai daí, sem mais nem menos, o Prof. M. R. de Sousa enfiou a carapuça, deu à casca, e desatou aos gritos contra o colega. Começou a peixeirada, da fina, da universitária, da presidencial. MRS, sem mais nem menos, decretou que CS tinha dado posse a mulher e marido, a pai e filha. É claro que CS não os nomeou, foi um tal Costa; CS, contrarido, deu posse. MRS tripudiou sobre conceitos que bem conhece. CS foi culpado, ele, MRS, mais não fez que aceitar o que ele, CS, tinha feito! Mas, pobre dele, nunca mais aceitou nepotismos, nem “nomeou” ninguém. Pois não, só aceitou promover a ministra a filha de um ministro. Chateado, CS ripostou, com razão, que as suas “nomeações” e a experiência internacional  não têm nada de comparável com o que se passa com o governo da geringonça. Caso arrumado? Não. A peixeirada está, ou já estava, instalada. MRS veio declarar que CS não tinha “sentido de Estado” (caso PGR). Toma! O CS não tem nada a ver com a nomeação da nova PGR, só eu, só eu, eu é que sou Presidente, ha ha! Acrescentou então que não comenta ex-presidentes, uma questão de cortesia, sentido de Estado e respeito pela função. Coerentemente… comentou mesmo, e de que maneira! E não perde ocasião para comentar mais ainda. Coerentemente, pediu “contenção”, “bom senso”, “educação”, “equilíbrio”, “respeito”, tudo “pelo prestígio da democracia”. Tudo, entenda-se, virtudes que CS não tem. Por outras palavras, MRS auto-atribui-se o direito de comentar o que lhe vier à cabeça, de enfiar as carapuças que entender, de dar à casca quando lhe apetecer, mas nega a CS tais direitos.

     

    E aqui temos, ao mais alto nível, uma vergonhosa peixeirada.

         

    2.4.19

  • EU NÃO DIZIA?

    O meu post  de há três dias ( TRANSPORTES PARA O POVO) acabava assim: “Algo me diz que, a curto prazo, as broncas vão começar”.

    Já me tenho enganado algumas vezes, mas desta, acertei! O curto prazo foi menos de uma semana. Rezam hoje as notícias que a despesa, brilhantemente calculada, que os novos passes iam custar ao orçamento e, em ridícula percentagem, aos municípios, se cifrariam em 85 milhões. E não é que, em meia dúzia de dias, já vão em 117?

    Não sei nem me interessa saber quem foram os geringonços que fizeram o primeiro cálculo, mas é de pensar que foram os mesmos que fizeram o segundo. Compreendamos: mais 32 milhõezitos (38%), o que é isso? Peanuts! Sim, uma miséria, se estimarmos os cálculos que a seguir virão. Cesteiro que faz um cesto faz um cento, não é? Isto foi só a primeira bronca.

    Imagine-se o que vai acontecer aos outros mirabolantes números que a geringinça cospe por aí: menos 40.000 carros na cidade; mais, pelo menos, 10% de aumento de procura, só no primeiro ano; menos não sei quantas toneladas de CO2; mais investimento; etc., etc., etc., a imaginação e a propaganda não têm limites. A avaliar pelos primeiros cálculos, imagine-se o que virá aí: broncas e mais broncas, é de prever.

    Há uma explicação para isto. A geringonça teve o maior triunfo da sua miserável história. Vai dar votos em barda. Chapeau!  O resto é conversa. Os resultados das medidas medem-se em votos, não em euros. Quando for preciso pagar logo se vê.

    Para já, em termos eleitorais, tudo nos conformes. É claro que andam por aí uns privados a fazer huuummmm… se agora pagam mal, e tardíssimo, o que será a breve prazo? Se eles não sabem quanto vão gastar, nem quando, como podemos contar com eles? Antes de mais, isso de investir fica no tinteiro.

    Estes privados que se ponham a fancos. Se começarem a recalcitrar, as malucas e o Jerónimo desatam a gritar pela nacionalização: os transportes são do povo, nossos, não são um negócio, etc.. Por outras palavras, são um buraco, esse sim, de todos nós, como é costume.

     

    1.4.19

    PS.1. Quando li as notícias sobre esta história, palavra de honra (minha, boa, não a do Costa) que pensei que seria um poisson d’avril. Mas não era. O que quer dizer que ainda dou benefício da dúvida a esta gente. Burro!

    PS.2. Vejam bem a grande capacidade do PS para as contas: a lista dos familiares no poleiro foi de “um ou dois”, subiu para “quatro”, depois para “seis”, chegou à “dúzia”, depois a “duas ou três dúzias”, sempre nas palavras dos mais bem informados e responsáveis militantes. O “Expresso” elevou para “mais de quarenta”. Cambada de aldrabões ou milagre da multiplicação dos “cargos”.

  • O POVO AGRADECE

    No uso da sua habitual lata, anda por aí o camarada Centeno a gabar-se de, mais uma vez, ter baixado o défice – é certo que bem menos que Passos Coelho, mas isso, como é natural, não faz parte do discurso. A gabarolice não tem limites. Vale tudo, não só o auto-elogio, são as habituais mentiras, repetidas leninísticamente, sem vergonha de qualquer espécie.

    A carga fiscal não subiu, repete o geringonço. O Estado arrecadou uns 70.000.000.000 de euros, ou seja, qualquer coisa como mais 2.500.000.000 que no ano enterior. Mas os arautos do poder absoluto da esquerda dizem que não senhor, e fazem as contas à sua maneira: o que aumentou foi o consumo, o que aumentou foi o rendimento e o emprego, por isso que, à subida da receita, devam os cidadãos reagir agradecendo ao Centeno!

    É claro que são contas que nem um cigano alquilador teria lata para fazer. As receitas subiram percentualmente em relação ao PIB, isto é, a carga não pode deixar de ter subido. As falácias sucedem-se: o governo criou não sei quantos milhares de postos de trabalho! O governo? O governo arranjou mais uns empregos na função pública, o que quer dizer que aumentou a despesa estrutural. E mais nada. O resto, o que importa, deve-se, em exclusivo, à iniciativa privada e ao boom do turismo. A ver com a geringonça, zero.

    Uma coisa é a verdade, outra a propaganda.

     

    28.3.19

  • TRANSPORTES PARA O POVO

    Esta história dos passes, reconheço, é uma malha de grande alcance para a geringonça. Faz lembrar – que ideia! – as borlas do metro e dos telefones de Moscovo durante os brilhantes tempos da URSS. A coisa vai ter, sem dúvida, vistoso efeito eleitoral, pelo que se pode dizer que, para já, o chamado governo marcou pontos. Também é verdade que o PSD/Rio reagiu ao assunto da forma mais ridícula que se pode imaginar, o que tem o seu quê de natural se atendermos à cretinice que se apoderoiu do partido. Não há dúvida que a medida não podia ser mais popular, nem ter um efeito tão importante na economia de tanta gente. Parabéns.

    Mas… os transportes, como é evidente, não vão ficar mais baratos. Vão custar o mesmo ou, se as promessas forem cumpridas, muito mais. Alguém vai ter que pagar. Com a maior das canduras, dizem por aí que serão as autarquias mais o orçamento do Estado. Ou seja, que pagamos todos, a começar pelos que não têm passe, ou não precisam dele, ou estão a milhas dos privilegiados pela medida. É o costume, estamos habituados; não pagamos já todos os buracos da Carris, para que o senhor Medina se repoltreie nos transportes com uma empresa “limpinha”? E os fornecedores de serviços, que se queixam das voltas e reviravoltas a que as suas facturas têm que se submeter e da caloteirice adjacente? Se o Estado e as câmaras já levam seis meses para pagar, sem satisfações nem juros, como é que, tendo que pagar o dobro ou o triplo, o farão daqui por adiante?

    Algo me diz que, a curto prazo, as broncas vão começar.

     

    26.3.19

  • OS RIDÍCULOS

     

     

     

     

    Estou de acordo com o camarada Francisco Assis – o único socialista que nunca foi à bola com a geringonça – quando diz que não conhece o pensamento do Medina nem o do Pedro Marques. Daqui lanço um apelo a quem conheça coisas tais, ou a quem, ao menos, saiba se existem, para que me esclereçam – e ao Assis. E outro apelo: quem puder, dê um trabalhinho qualquer ao Assis, já que não é difícil perceber que, com o Costa, está irremediavelmente feito ao bife.

    Do Medina, ainda poderemos dizer que tem feito umas obras, boas ou más, mas visíveis.

    Ideias do Marques, zero, obras ainda menos, a não ser que se trate de obras por fazer. Destas, há até muitas que já “inaugurou”, perante assembleias várias de socialistas e outros pategos, com a colaboração atenta e obrigada das televisões e dos jornais. Um aldrabãozito de meia tijela. Ninguém mais adequado, no parecer do camarada Costa, seu colega no mercado das petas, para ser o patrão da candidatura socialista ao Parlamento Europeu, e até – imagine-se o inimaginável – para candidato português a um lugar de topo na lista dos membros da Comissão Europeia.

    Espera-se que haja algum bom senso por parte de quem manda naquela coisa, de forma a não nos sujeitar a ter, na Comissão, um representante deste calibre. Para ridículo já basta o César.

     

    26.3.19

  • SAÚDE PARA O POVO OU PARA A GERINGONÇA?

     

    As chamadas leis quadro costumam ter o efeitos dos raminhos de salsa. Fazem-se para estabelecer princípios vários, mas os seus efeitos são, normalmente, para esquecer. Para ter algum efeito prático, ou aplicabilidade, precisam regulamentações várias, as quais ou nunca verão a luz do dia ou serão rapidamentes esquecidas.

    Atravessamos agora um período em que as pessoas andam a ser entretidas com magnas discussões sobre uma tal nova Lei de Bases da Saúde, como se de tal coisa viesse a resultar mais saúde para cada um.

    A geringonça inventou uma comissão destinada apresentar uma proposta. A chefe de tal comissão, dona Maria de Belém, apesar de socialista e após aturados trabalhos, deu à luz a um projecto com pés e cabeça. Parece que era coisa moderada, ou moderada demais para agradar às esquerdoidas e ao PC. Mas… azar, o ministro da saúde gostava. Há quem diga, julgo que com toda a razão, que foi por isso sem demora mandado para casa. E também foi por isso que o substituiram por uma senhora perita em  declarações tolas e disparates vários, mas de indiscutível e largamente declarada fidelidade à ideologia. Cumpriu a primeira missão de que a geringonça a encarregara: meter no caixote o trabalho da comissão, e condenar dona Maria de Belém ao mais fatal ostracismo: jamais lhe deu qualquer satisfação e até excluiu a sua presença de uma sessão de propaganda que organizou sobre o assunto.

    O CEO da geringonça, um certo Costa, rejubilou e resolveu avançar com a lei da tonta.

    Entretanto, o senhor de Belém, achando que uma dava uma abébia aos que o acusam de ser chairman da geringonça, que mostrava a sua independência e que fazia pirraça ao PS, resolveu declarar que não promulgaria uma lei da saúde que não fosse objecto de acordo alargado das forças políticas. Queria com isto dizer – pelo menos é o que consta entre os sabichões de serviço – que exigia a sua aceitação pelo PSD/Rio e pelo CDS/PP.

    Teve a resposta que, dir-se-á, merecia. O chamado primeiro-ministro saltou-lhe em cima e declarou que a lei passaria como os votos que calhasse, isto é, que não só se está marimbando para o que diz o senhor de Belém como dispõe de maioria para fazer passar o que lhe apetecer sem precisar seja de quem for.

     

    Esclareça-se um ponto que tudo explica: a controvérsia é sobre a situação em que, por causa de tal lei, ficará a saúde privada e a nossa possibilidade de a ela recorrer. É aqui que bate o ponto. A maioria de esquerda borrifa nisso, para ela o que importa é impor a saúde pública a todos os cidadãos, sejam quais forem as opções de cada um. A saúde privada, ou a gestão privada da saúde pública, mesmo que funcionem bem, mesmo dando lucros ou poupando despesas ao Estado, são para acabar. Algo me diz (não é preciso ser muito esperto) que até a ADSE, que tem características de saúde privada, é para acabar, havendo já disso vários sinais. Depois das eleições, veremos. O fim da ADSE, para já, não. Podia afastar eleitores…

    E é nisto que se vive. Importante é “socializar”, alargar o poder socialista seja a que custo social e humano for.

    O húngaro Orban é, com razão, acusado de “fascismo”, ou de falta de respeito pelos princípios da UE. Costa não. É que a UE ainda não se meteu em temas de saúde. Se o fizesse, a geringonça metia o rabo entre as pernas, como costuma fazer sob as ordens do Centeno.

     

    23.3.19

  • O POLVO

    O POLVO

    Já aqui nos manifestámos sobre a nova arrancada da geringonça contra a RTP.

    Há anos sob um regime independente (fundado pelo centro direita), era preciso colocá-la sob a autoridade do governo. A RTP, via um contrato com a Federação de Futebol, deu à geringonça um pèzinho para agravar tal arrancada. O parzinho Catarina Martins/António Costa trataram da saúde à coisa: parece que a RTP não deu satisfações à geringonça, crime de lesa “informação”. Como se a RTP dependesse da opinião do governo! O contrato de concessão diz que não depende. Mas, para geringonça, o contrato não interessa, o que interessa é governamentalizar, instrumentalizar, estatizar, acabr com qualquer resquício de independência. Qual Conselho, qual carapuça! Quem manda é a dupla Catarina/Costa. Nada lhe escapa.

    Mais uma reversão, desta vez de mais uma reversão de princípios, mais uma afirmação de socialismo.

     

    NOTA

    Não sei se o contrato da RTP com a FPF era bom ou mau, nem me interessa lá muito. O que me interessa é denunciar o polvo.

     

     24.3.19

  • LUSO MEDINÊS

     

    Algumas expressões brilhantes em luso medinês (de Medina, ou merdina), pronunciadas ontem, num debate sobre a “mobilidade”:

    “…felizmente, tenho a felicidade…”

    “…as alterações que são necessárias fazer…”

    “…para que consigamos conseguir…”

    Para não ouvir mais bojardas, mudei de canal.

     

    23.3.19

  • LIÇÕES DE UM TAXISTA

     

    Numa viagem do Príncipe Real ao Campo Pequeno, ouvi isto e muito mais:

     

    Trabalho desde os dez anos, ia para o trabalho quando saía da escola;

    Nunca tive falta de trabalho;

    Quando trabalhamos bem, não há quem nos despeça;

    Já me despedi umas vinte vezes (quando arranjava melhor);

    Uma vez, o meu patrão faliu. Fui apanhar azeitonas até arranjar outra coisa;

    Nunca andei no desemprego;

    O esquema agora é o seguinte: quem não gosta de trabalhar, arranja um contrato a prazo, findo o prazo vai-se embora para o desemprego, passa aos biscates, ganha a dois carrinhos, findo o subsídio arranja outro contrato a prazo, volta ao desemprego e aos biscates, e assim sucessivamente;

    A malta gosta é de contratos a prazo, ao contrário do que dizem por aí;

    Empregos há com fartura, o que não há é quem os queira;

    Há um tipo da Câmara que tem duzentos tuktuks;

    Há um deputado quem tem sessenta carros na Uber;

    A Uber não têm tabela, os preços dependem da procura, podem ser dez ou cem para o mesmo percurso;

    A Uber, sem investimento, cobra vinte e cinco por cento de cada corrida.

     

    Vendo estas pelo preço que as comprei. Pense cada um o que quiser.

     

    23.3.19

  • MODAS

    Tenho estado mais ou menos silencioso, parado há uma semana. Sobre o malandrão que foi corrido de Budapeste já me pronunciei. Os novos passes… ando a pensar nisso, ainda não percebi lá muito bem, cheira-me a que há gato mas… Acerca dos horrores de Moçambique, nada me ocorre que não esteja já dito. Desconto as sessões de propaganda do chamado governo e do senhor de Belém à custa da desgraça alheia e curvo-me perante a desgraça que se abateu sobre essa ex-parcela do ultramar português.

    Sobre as almas correctas, ocorre-me dizer umas coisas. Elas, a muito custo, aceitam que a culpa das cheias, desta feita, talvez não seja de Passos Coelho. Inclinam-se mais para o aquecimento global, sendo este, como é evidente, culpa dessa coisa que se chama humanidade, esmagada pelos malefícios do capitalismo. Ainda há dias, vimos, por esse mundo fora, milhões de criancinhas aterrorizadas a protestar nas ruas contra a sua própria espécie e a favor não se percebe bem de quê. Mergulhadas em universais slogans, vão para onde as empurram.

    A terra já aqueceu e já arrefeceu milhares de vezes ao longo dos muitos milhões de milhões de giros que vem dando à volta do sol, sem ter nada a ver com a humanidade, que só existe há poucas dezenas de milhar de anos – grão de areia na praia do tempo cósmico. Parece que, agora, o planeta está a aquecer aos poucos, tal como, em tempos nada longínquos, arrefeceu, como tinha aquecido antes e arrefecerá depois.

    Pensar-se-ia, com elementar lógica, que teremos que nos preparar para o tal aquecimento. Se vai haver menos água, que fazer? Se vai haver mais desastres naturais, que providências tomar? Se as espécies de que nos alimentamos vão sofrer, quais as alternativas?

    Dessalinizar águas do mar, com certeza. Aplicar novas técnicas urbanísticas, sem dúvlda. Criar novos habitats, é evidente. Usar os mares com mais vigor e inteligência, indispensável.

    Andar às voltas com o CO2, bullshit. Acabar com os hidrocarbonetos, crap. Usar energias caríssimas – “limpas” dizem eles – em vez de nucleares, asneira. E por aí fora. O que interessa ao mundo correcto é o CO2, não o CO2 que a natureza produz – muito mais do que o que o homem em algum tempo produziu ou produzirá –  mas o que nós e as vacas fabricamos. Se já houve não poucas eras da terra em que havia mais CO2 do que hoje, com e sem humanidade, não interessa.

    No fundo, o que interessa é o medo. Aterrorizar crianças e adultos com histórias que o mais que fazem é mudar os destinos do dinheiro, dar território a novas tecnologias, úteis ou não, ou abrir caminho aos candidatos a big brother .

    Entretanto, por exemplo em Portugal, não se dessaliniza água nenhuma, não se trata dos recursos hídricos, toda a gente treme a pensar nos limites do Alqueva, mas isso de fazer mais barragens pode modificar a paisagem!  O nuclear está “fora da agenda”, como dizia esse luminar do “ambiente” que se chamava Pinto de Sousa e se declarava engenheiro Sócrates.

    Os correctos, os néscios, os activistas, acham que fazer furos no mar a 40 quilómetros da Aljezur dá cabo do turismo no Algarve. Procurar gás de xisto, nem pensar, podem maltratar algum pedregulho pré-histórico. O chamado governo acha bem.

    Portugal, nos braços do esquerdismo, nada prevê nem prepara. Entretem-se e é entretido com modas. Estúpido, mas à la page.

     

    22.3.19       

  • ABERRAÇÕES

    Aquela rapariga muito peculiar que dá pelo nome de ministra da cultura descobriu, não se sabe onde, embora se possa calcular porquê, uma artista, muito conhecida lá em casa, a quem, pletórica de admiração, nomeou oficilamente nada mais nada menos que representante de Portugal numa exposição internacional de arte, nada mais nada menos que a Bienal de Veneza.

    Era desconhecido de toda a gente, incluindo os conhecedores destes assuntos, qual o critério que presidiu a tal nomeação. Até que… até que a fulana, orgulhosamente, se confessou: aceita, honradíssima, a justa nomeação de que foi alvo, porque o convite veio da geringonça. Se de outro lado viesse, de nojo, não aceitava. Trocado o assunto por miúdos, a mulher vai à tal exposição em representação, não de Portugal e dos seus interesses artísticos, se é que os há, mas da geringonça. Representa o socialismo, e mais nada. Grande cidadã, grande democrata!

    Faz lembrar o inacreditável Vasco Lourenço, coronel de aviário, que fez o 25 de Abril, não pelo amor à democracia, mas pela fé socialista. De tal maneira que não vai às comemorações da data se o governo não for dessa cor. A Pátria, a República, a Nação, são propriedade do socialismo, mesmo que os cidadãos não votem em tal aberração.

    Aberrações, como o socialismo, são também a chamada ministra e a sua muito querida amiga, o que está provado por diversas formas, expressões e acontecimentos, incluindo a nomeação em apreço.

     

    A vergonha morreu às mãos da geringonça.

     

    16.3.19   

  • DA NACIONAL PORCARIA

    Voltando ao tema de anteontem, não posso deixar de exarar um elogio ao deputado do PSD que classificou de porcaria os ensinamentos prestados por missionários da pedereastia e afins às criancinhas de dez anos, em escolas do Estado.

    Posto isto, há que admitir que há porcarias ainda mais porcas.

    A pior de todas: perante o facto em si e a polémica que motivou, o chamado governo ficou calado como um rato: nem um guincho se lhe ouve.

    A seguir, temos a porcaria da directora de uma escola, dona Arlete, que veio para os jornais defender as suas liberalidades: por palavras dela, “trata-se de actividades inscritas no plano curricular e aprovadas pelo Conselho Pedagógico”.

    Outra porcaria, o tal Conselho Pedagógico.

    E outra ainda, desta feita sem surpresa: a queixa que duas das esquerdoidas do costume apresentaram a uma organização qualquer encarregada da “igualdade” que o que faz é promover as desigualdades, desde que tais desigualdades tenham a ver com as partes de cada um, isto é, ditas “de género”.

    Diz a dona Arlete que não houve pais a protestar: a ser verdade (não acredito), parece que a porcaria bateu à porta de certas famílias, e que a porta se abriu.

    Siga o préstito.

     

    16.3.19

  • MISSIONAÇÃO PEDERASTA

    Sabe-se que, nos nossos dias, a pederastia e afins passou de coisa discreta e em geral  tolerada para uma espécie de nova religião, com os seus oficiantes e propagandistas, incensada, elevada à categoria de classe, ou “género”, a admirar e imitar. É dado aos seus seguidores o estatuto de exemplo social. Aos respectivos prosélitos confere-se a categoria de de casta superior. As autoridades camarárias dão-lhes moradias e palacetes, verbas e projecção social, os poderes públicos consagram-lhes os mais diversos meios, apoiam-lhes a exibição pública dos seus hábitos, deficiências e orgulhos.

    Passou-se do oito para o oitenta. De tolerados, ou compreendidos, os pederastas e afins passaram a cidadãos de excelência.

    Num dos mais chocantes sinais dos tempos e da trafulhice moral a que estamos sujeitos, umas organizações afectas à classe organizam uma espécie de madrassas com vista à educação LGBTIXVO3+69 (não sei se o menu está completo) das criancinhas das escolas. Não contentes com isso cobram-lhes um contributo “voluntário” para o financiamento das suas actividades. E, ainda pior, há escolas PXV4+5,3 (o menu não é este, mas é parecido) que autorizam a macacada e até acham muito bem a cobrança.

    Não contesto que esta malta tenha o direito a ser considerada normal. Mas, com estas manifestações, não se admirem se passarem a anormais, e a anormais perigosos. Que os tiros lhes saiam pela culatra são os votos do IRRITADO, certamente com o apoio dos pederastas e afins a quem assista algum bom senso, dignidade e noção da responsabilidade.

     

    11.3.19

  • DOS VALORES DA DELAÇÃO

     

    Em tempos que já lá vão, um delator era um delator, também conhecido por bufo e por outras pejorativas designações. Era o colaborador ideal das polícias políticas, dos espiões industriais e sociais,  a “testemunha secreta” dos jornalistas baratos e de gente dessa igualha. Provocavam o merecido desprezo por parte das pessoas normais e também da justiça, salvo casos de carácter pidesco. Era uma “profissão” discreta, escondida de todos os que não fossem mais próximos capangas dos seus clientes.

    Os bufos de hoje são mais sofisticados, sabem de informática e, em vez de andar a ouvir conversas no café ou atrás das portas, em vez de penetrar nos escritórios ou casas de cada um, entram na correspondência alheia sem cuidar de quaisquer direitos, penetram em contas bancárias sem mandato, alimentam a intrigalhada política e mais o que lhes der na gana. Ganham a vida com isso e têm os favores da opinião pública, hoje educada para o imediatismo do ódio e para os julgamentos sem intervenção policial e sem legitimidade investigatória ou judicial.

    O Estado de Direito, o Primado da Lei, foram para o caixote do lixo, ou foi a sociedade que adoptou fundamentos “morais” que não constam de nenhuma declaração de direitos? Ou uma mistura dos dois? Quem souber que o diga.

    Os maiores bufos deste mundo são incensados, elogiados, postos nos altares do ódio e, se perseguidos pela Lei, são  perdoados, amnistiados, desculpados. Os poderes públicos, quando lhes convém, cooperam activamente com a sociedade. Há até penetrações em segredos militares internos de um país que deixaram de ser levados à conta de traição ou de espionagem. Sobre um tal Pinto, espião informático por conta própria que, perseguido pelo que resta das autoridades portuguesas, se diverte a dizer do seu país o que mafoma não diz do porco, a nossa opinião pública, tão afoita a condenar o que lhe vier à mão, nada opina, ou até aprova. Um alarve do mais radical, um pide de alma e coração, um ladrão de correspondência privada sem mandato outro que não seja o do próprio, não merece críticas sociais ou condenações dos nossos opiniosos e exigentes comunicadores. O senhor Pinto pode caluniar ou acusar quem muito bem lhe apetecer sem que ninguém ponha a nu a ignomínia da sua vida nem ponha em causa as suas acusações ou meio que utiliza.        

    Pois é. Vão dizer que vivo no século passado, que os meus valores caíram em desuso, que sou um velho do Restelo que não acredita nas descobertas do senhor Pinto. Não têm razão. Não vivo no século passado. Para ser verdadeitamente moderno vivo vários séculos mais atrás, quando bastava um sopro de denúncia para um tipo ir parar à fogueira. É, mutatis mutandis, o que a nova moral estabelece, com o incondicional apoio da forças “progressitas” e dos ódios primários que animam a vilanagem.

     

    10.3.19

  • RTPC

    Há uns anos, durante o governo legítimo, o ministro Poiares Maduro lançou um novo esquema de supervisão da RTP, através dum Conselho Geral Independente. Alinhado este novo sistema com uma diferente administração, a RTP conheceu uns anos de melhores serviços e de aceitável independência.

    Por razões óbvias, o sistema nunca agradou aos partidos comunistas, como nada do que é independente lhe pode algum dia agradar. A RTP é propriedade do governo, ainda que pelo menos parcialmente, seja sustentada pelas contribuições obrigatórias do Zé povinho. Há que, acham os comunistas, que deve ser o Estado a tomar conta daquilo, designadamente da informação e da opinião.

    Outra coisa não seria de esperar. Mas a lata daquela gente ultrapassa tudo o que o mais ousado imaginaria: o conselho independente deve simplesmente acabar e ser substituído por uma nova organização, onde imperarão os políticos, com óbvia maioria dos da geringonça. Entre políticos, trabalhadores, tipos do governo e mais dois do “conselho de opinião”, haverá duas personalidades de “reconhecido mérito” cooptados pelos demais, isto é, pela geringonça. Isso de independência não rima com socialismo! A rematar a proposta de forma pelo menos populista, propõem também que o Estado tome conta do integral financiamento da organização, o que garantirá a total ausência de independência.

    A ver vamos qual o destino da proposta dos “democratas” do PC. O BE certamente achará que não é suficiente, havendo que a reforçar com mais uns apaniguados seus, a título de independentes. O PSD/RIO é capaz de achar bem, o CDS nem tanto, o PS vai na conversa, salvo um ou outro tipo – a descartar em breve – que ainda tem uns restos de memória dos tempos do “socialismo democrático”.

    Enfim, o IRRITADO é um pessimista inveterado, como toda a gente sabe…

     

    10.3.19

    ET. Declaração de interesses: como se lembrará quem o lê, o IRRITADO sempre foi, e continua a ser, contra a mera existência de órgãos de comunicação do Estado outros que não o chamado Diário da República. Mas já que a RTP “tem que existir”… do mal o menos. E é o mal quem está em movimento.