O meu post de há três dias ( TRANSPORTES PARA O POVO) acabava assim: “Algo me diz que, a curto prazo, as broncas vão começar”.
Já me tenho enganado algumas vezes, mas desta, acertei! O curto prazo foi menos de uma semana. Rezam hoje as notícias que a despesa, brilhantemente calculada, que os novos passes iam custar ao orçamento e, em ridícula percentagem, aos municípios, se cifrariam em 85 milhões. E não é que, em meia dúzia de dias, já vão em 117?
Não sei nem me interessa saber quem foram os geringonços que fizeram o primeiro cálculo, mas é de pensar que foram os mesmos que fizeram o segundo. Compreendamos: mais 32 milhõezitos (38%), o que é isso? Peanuts! Sim, uma miséria, se estimarmos os cálculos que a seguir virão. Cesteiro que faz um cesto faz um cento, não é? Isto foi só a primeira bronca.
Imagine-se o que vai acontecer aos outros mirabolantes números que a geringinça cospe por aí: menos 40.000 carros na cidade; mais, pelo menos, 10% de aumento de procura, só no primeiro ano; menos não sei quantas toneladas de CO2; mais investimento; etc., etc., etc., a imaginação e a propaganda não têm limites. A avaliar pelos primeiros cálculos, imagine-se o que virá aí: broncas e mais broncas, é de prever.
Há uma explicação para isto. A geringonça teve o maior triunfo da sua miserável história. Vai dar votos em barda. Chapeau! O resto é conversa. Os resultados das medidas medem-se em votos, não em euros. Quando for preciso pagar logo se vê.
Para já, em termos eleitorais, tudo nos conformes. É claro que andam por aí uns privados a fazer huuummmm… se agora pagam mal, e tardíssimo, o que será a breve prazo? Se eles não sabem quanto vão gastar, nem quando, como podemos contar com eles? Antes de mais, isso de investir fica no tinteiro.
Estes privados que se ponham a fancos. Se começarem a recalcitrar, as malucas e o Jerónimo desatam a gritar pela nacionalização: os transportes são do povo, nossos, não são um negócio, etc.. Por outras palavras, são um buraco, esse sim, de todos nós, como é costume.
1.4.19
PS.1. Quando li as notícias sobre esta história, palavra de honra (minha, boa, não a do Costa) que pensei que seria um poisson d’avril. Mas não era. O que quer dizer que ainda dou benefício da dúvida a esta gente. Burro!
PS.2. Vejam bem a grande capacidade do PS para as contas: a lista dos familiares no poleiro foi de “um ou dois”, subiu para “quatro”, depois para “seis”, chegou à “dúzia”, depois a “duas ou três dúzias”, sempre nas palavras dos mais bem informados e responsáveis militantes. O “Expresso” elevou para “mais de quarenta”. Cambada de aldrabões ou milagre da multiplicação dos “cargos”.

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