IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


  • TESTEMUNHO MASCARADO

    Dada a minha provecta idade, associada a muitas décadas de feroz tabagismo, tenho uns problemas de falta de ar. Sou membro do mais chato dos “grupos de risco”. Daí que, se ponho a máscara, lá se vai o que me resta de respiração. O ar que entra é menos, mais pobre e impõe esforço acrescido. Respiro os restos de oxigénio que os pulmões recusaram, cheios da porcaria que deitaram fora. A fuça fica suada, quente, incomodadíssima. Em suma, não aguento a máscara.

    Se, no meu caso, os malefícios da máscara são evidentes e se setem de forma directa, imediata e aflitiva, fica provado o facto de a máscara, sobretudo se usada continuadamente, não pode deixar de ser prejudicial para toda a gente, novos e velhos, embora a maior parte talvez não lhe sinta os efeitos. Mas não pode haver dúvida de que, a prazo, terá as suas consequências na oxigenação de cada um. No entanto, a “informação” (pública e privada) tem passado o tempo a recomendar a máscara, que não faz mal nenhum…

    Para mim, a solução é a chamada viseira, que alivia um pouco a câmara de horrores em que  a máscara me mete. Mas há os fundamentalistas militantes, que marimbam nos velhos ao mesmo tempo que dizem protegê-los. Experimente, por exemplo, ir ao Oculista das Avenidas, no Campo Pequeno, ou ao Hotel da Vista Alegre, em Ílhavo (cito estes dois porque me merecem particular embirração, mas há muitos mais). Já decorei o decreto (nº 20 de 2020 , artº 13º) que diz “máscara ou viseira”, mas os fundamentalistas são mais costistas que o Costa. Não perdoam. A máscara tornou-se obrigatória, mesmo sem o ser. Os portugueses obedecem, meticulosamente ensinados a perseguir-se uns aos outros ainda mais que de costume.

    Enfim, aqui fica um testemunho que talvez seja útil. Nada tem de científico. É um saber de experiência feito, como diria o poeta.

    Aliás, no mundo do covide a ciência serve para tudo, isto é, para dizer que é branco, que é preto, azul às riscas, etc. Venha o diabo e escolha.

     

    3.11.20

  • SAÚDE DE ESQUERDA

    Sob a direcção da esquerdoida Catarina e da dona Temido, a geringonça e o actual governo tomaram para si a direcção da luta de morte que o socialismo trava contra a medicina  privada.

    Os hospitais privados foram, ou vão ser, corridos do SNS, quer prestassem ou prestem bons serviços quer não, quer sejam mais baratos para o Estado quer não. Ao socialismo o que interessa não é a saúde das pessoas, interessa saber quem presta os respectivos serviços. Ter bons serviços, pagar bem aos profissinoais, fornecer saúde de qualidade, se privado, é crime e, se, ainda por cima, tal for sustentável e, até, der dividendos, é crime ainda maior, de lesa ideologia, mesmo que invista na qualidade, no bom serviço, no aumento da oferta de saúde.

    É sabido que o SNS, durante o consulado da geringonça – mesmo, segundo dizem, gastando mais – multiplicou os problemas. Não foi preciso o covide para fazer rebentar o SNS pelas costuras. Foram precisas as cativações, o fim das PPP, o desnorte da gestão.

    Veio a crise do covide. Os actos médicos que foram (ainda mais) adiados, ou simplesmente não prestados, contam-se por milhões. A propaganda oficial e os media afastaram as pessoas do SNS, fomentaram o medo dos hospitais, misturaram o covide com o resto, arruinaram o resto. Desde que os privados ficassem de fora, tudo bem, não é?

    Até que o covide progrediu. Agora, rebentado o SNS, vai de pedir ajuda aos privados. Mas, quando estes se dispõem a socorrer providenciando serviços vários para aliviar os hospitais públicos e lhes permitir mais trabalho na área do covide, ou seja, abrir as portas aos abandonados com outras patologias, os jornais e os políticos, “inteligentemente”, acusam os privados de não querer tratar dos covides!

    No auge do desespero, as “autoridades” propõem-se ceder. No auge da estupidez a esquerdoida Catarina, e não sei se outros, vem propor a “requisição civil” dos hospitais privados. Será que a hedionda mulher sabe o que é uma requisição civil? Não admito que não saiba. O que ela quer prevenir é que os negregados privados prestem serviços e os cobrem. Será que os serviços dos hospitais públicos são de borla?

    Vivemos nisto. A somar à epidemia – que custa muito e mata pouco – temos o socialismo, que mata muito e custa o que custa.

     

    2.11.20

    NB: Há luto nacional pelos mortos do covide. Há muitíssimo mais mortos sem covide do que com ele, muitos por falta de assistência. Mas estes não merecem o luto do socialismo. Nem a culpa.

  • DECLARAÇÃO DE VOTO

     

    Antes que haja resultados que possam provocar dúvidas em relação ao voto do IRRITADO, passo a esclarecê-las, uma vez que não pouca gente será capaz de dizer que sou, ou seria, se fosse o caso, capaz de votar no Trump.

    Não. Votaria Biden. Não voto Trump porque não voto na trampa, seja ela de esquerda, de direita, do centro, de baixo ou de cima. Trump não é outra coisa que não seja ele mesmo. É um mero ignorante ulta-convencido de si próprio, asnático, malandro, aldrabão, capaz de tudo, um fala-barato, um banha da cobra, uma vergonha de pessoa, se é qure merece tal nome.

    Pior que isso, é um indivído perigoso, mesmo quando tem, por mero acaso, razão. De resto, as razões dele põem em causa seja que equilíbrio for. Trai os seus aliados, faz-se com o Putin, com o Kim, com os árabes, com os judeus, com Deus e com o diabo ou com quem, estupidamente, achar que lhe convém, ou com quem, de momento, lhe fizer jeito. É, comprovadamente, um inimigo da Europa, um inimigo do meu país.

    Como qualquer ditador o faria, e faz, põe antecipadamente em causa a legitimidade das eleições caso o resultado lhe não seja favorável. Não há nada mais ordinário.

    Juntem a isto o que quiserem. E não se convençam os que estão à direita do centro, que ele tem alguma coisa a ver com essa posição.

    Aliás, passado o pesadelo de um potencial candidato que se dizia socialista, o socialismo dos americanos é mais liberal que o dos liberais europeus. Não me mete medo.

     

    2.11.20  

  • INFORMALIDADES FORMAIS

    Uma estranha característica da III República portuguesa é isto de o palácio presidencial ser uma espécie de centro de conferências de imprensa dos partidos políticos, e não só.

    Não estou a dizer mal do actual senhor de Belém. Neste aspecto, os do passado são iguais.

    Isto de, após uma audiência formal, ficar o palácio à disposição de jornalistas e de políticos para mandar os seus bitates, é coisa que, na Europa civilizada, me parece única e incompatível com a gravitas presidencial que seria de exigir. Os partidos têm a suas sedes, o parlamento, a rua, para dizer de sua justiça. Não deviam ter estas presidenciais borlas.    

    Fica a opinião, inútil como de costume.

     

    2.11.20

  • DONA GOMES

     

    Quando as pessoas morrem, é costume, ou não dizer coisa nenhuma, ou, humanitariamente, lamentar o facto de alguma maneira. Tratando-se, como é o meu caso, de um total desconhecido como o senhor Sindica, o mais que se pode dizer é que é triste morrer aos quarenta e tal anos. E pronto, é o que diz o IRRITADO.

    Mas há quem diga mais, os amigos, a família e outros, naturalmente. E, também naturalmente, a dona Gomes. Disse ela, dando largas à sua mentalidade conspiratória, pidesca e ilegítima, esta simples frase: “estranho, muito estranho”. Aqui temos mais uma demonstração da verdadeira natureza e dos altos sentimentos da indivídua que quer ser presidente da República em Portugal. Coitada, sem mais nem menos, perdeu um dos seus bombos de festa. É natural que ache estranho. Deve ser para se preparar para mais um ataque qualquer, desta vez ao cadáver do fulano.

    Não faço a menor ideia do que o Sindica fez ou deixou de fazer antes de morrer. Mas o facto de ser perseguido pela dona Gomes só abona em seu favor. Por outro lado, sei que foi roubado por um tal Pinto, gatuno de alto coturno que está a ser julgado em Portugal e que merece, da dona Gomes, o estatuto de herói.

    O raio da mulher persegue, calunia, aldraba, sempre impune e orgulhosa do que faz. Levou para assar, em todas as instâncias, por exemplo no caso do diplomata europeu que acusou das maiores trafulhices, totalmente inventadas. Que se saiba, não pediu desculpa. Que se preveja, jamais pedirá.

    É o que temos (mas não só) para credibilizar, em particular, as eleições presidenciais e, em geral, a República.

     

    29.10.20

  • RESUMO ORÇAMENTAL

    Agora, passado o primeiro acto da farsa orçamental, ou nada, ou pior.

    Se for o pior, as esquerdoidas atacam na farra da especialidade, sacam mais uns tostões “para o povo”, fazem mais umas rábulas, esperneiam e, feitas as contas, o país ficará mais próximo da ruína; o PS, dizendo que privilegiou o “compromisso”, continuará a geringonciar, todo satisfeito. Culpada da ruína será “a direita”, que a esquerda é inimputável, ou inocente por definição.

    Se for o nada, ou perto disso, o PS abandonará a geringonciação e, com o apoio da chefe do racismo, de outra senhora não sei quem é, e dos animalescos, continuará no poder sem peias de maior. A ruína virá um pouco mais tarde, mas ficará garantida na mesma. A culpa, como sempre, continuará a ser da “direita”. O BE, segundo a Ana Catarina, “fez-se com ela”.

    Temos que pensar nisto muito a sério. A desgraça vai ser funda e longa. O diabo já cá está, e está há muito no poder. Será preciso inventar um Passos Coelho ao cubo para restaurar a democracia e fazer perceber as verdades, ora tão fugidias que só serão percebidas pela maioria quando lhe caírem am cima.

    É pena. O IRRITADO gostava de se enganar mas, para já, não vê como. O circo está montado e não há quem lhe denuncie a prestidigitação. O senhor de Belém deve estar contente, aliás como sempre.

     

    29.10.20   

  • VERMELHIDÃO

    Na discussão do orçamento, o todo-poderoso senhor Costa apresentou-se com máscara vermelha, gravata vermelha, caneta vermelha, pasta vermelha e meias vermelhas. Era o que estava à vista. Longe de mim imaginar a cor das cuecas de sua excelência. Mas, dizia  Houismans, ce qui est en haut est comme ce qui est en bas

    Trata-se de um facto politicamente relevante. Resta saber porquê.

    Será a afirmação de convicções marxistas que não apareciam à tona no PS desde os tempos do PREC? Uma chamada de atenção destinada aos taralhocos do BE, a dizer que o “verdadeiro socialismo” está no PS? Vermelhos de todo o mundo, uni-vos?

    Ou será uma manifestação de carácter desportivo, no dia em que o seu mais-que-tudo vai a votos no Benfica? Que diabo, correram comigo da “comissão de honra” do Vieira, mas aqui está, bem patente, a minha inabalável fé?   

    Ou as duas coisas? Ou coisa nenhuma, só mau gosto, pirismo visceral, saloiice?

    Ficam as perguntas para que os analistas, politólogos, intelectuais da bola e outros membros das nossas elites se possam debruçar sobre elas, a fim de esclarecer as ignaras quão gratas massas.

     

    28.10.20

  • ENGANEI-ME?

    A seguir às eleições, quando o Costa declarou a morte da geringonça, vaticinei que não havia morte nenhuma, a coisa estava viva mas com nova “alimentação”. O prognóstico saíu errado. O PC mantém-se, o pinduricalho chamado PEV também, mas o BE (diz que) sai. Os novos adjacentes dão uma no cravo outra na ferradura, mas ninguém duvida que estão a bater à porta para mostrar que existem. Tudo teatro, ópera bufa. A super-racista Joacine alinha, pois claro! E o PAN dará umas dentadinhas, mas é tudo fogo de vista.

    Tudo nos conformes. O prolongadíssimo primeiro acto chegou ao fim. Após o intervalo, o BE fará mais umas rábulas, a dona Catarina proferirá mais umas ameaças mais ou menos estúpidas. E pronto.

    Bem vistas as coisas, talvez o IRRITADO não se tenha enganado. O grande objectivo de destruição da economia e o caminho firme para o abismo continua a unir as partes, como a aprovação do orçamento bem prova. Na especialidade, o BE vai fazer passar mais umas asneiras, e pronto, a geringonça aí estará. A ruína também, resta saber se a curto ou médio prazo.

     

    27.10.20

  • JOE BERARDO

    Sempre achei piada ao Berardo. Os seus discursos na TV nos tempos da crise do BCP metiam num chinelo os do Araújo Pereira. O homem desdobrava-se em considerações sobre “a institução”, que se desmoronava aos poucos, acabando por não se perceber o que queria dizer, com aquele ar meio esperto meio alarve que o caracteriza. Dele se diz um sem número de coisas, deve milhões, trata o poder com a arrogância dos simples, deve ser espoliado, e é, por causa das dívidas, faz casas de banho no terraço, um nunca acabar de acusações, se calhar certeiras, razoáveis, fundamentadas, mas continua a fazer obras e obras, sabe-se lá como ou com que dinheiro. No fundo, será um gozão cheio de lata, tipo Trump. Não sei.

    O que é visível, porém, é que fez uma colecção de arte moderna inigualável, tem um parque “asiático” no Bombarral, com Budas de todos os tamanhos e feitios guardados por soldados de barro, numa enorme quinta, visitável por quem quiser, onde produz, julgo, uns vinhos e mais não sei quê. Tem um palácio em Azeitão, que comprou decrépito e recuperou contra ventos e marés e que pôs à disposição de visitantes outrora proibidos de lá entrar. Tem uma enorme organização de vinhos sediada em boas instalações agro-urbanas, com paisagens, lagos e estatuária de sua conta e risco (ou dos bancos, não se sabe ao certo), que estão à vista de todos, são visitáveis por todos, de borla, apesar de crítica e condenações sem fim. Já no meio das maiores perseguições, fruto de uspeitas ou certezas financeiras, continua sem parar. Abriu um novo museu de azulejos, julgo que em Évora, à disposição dos apreciadores de arte e cultura. Mais uma cereja no bolo: transformou um barracão que há décadas não servia para nada que não fosse agredir a paisagen, e fez, ou está a fazer (sem licença da câmara, como o Corte Inglês) mais uma instalação cultural, julgo que para interpretação de actividades económicas relacionadas com a produção de vinhos. Talvez faça, ou tenha feito mais coisas, que não sei nem procuro, hão de vir nos jornais, rodeadas de acusações e indignações.

    Como “julgar” Berardo? Trafulha desde pequenino, ou mecenas como não há outro? Berardo deve ir parar à cadeia ou ser condecorado pelos serviços prestados à comunidade? Onde está o “interesse público”?

     

    25.10.20    

  • LEGITIMIDADE JORNALÍSTICA

    O jornal socialista chamado “Público” procura, e consegue, dar razão a quem o considera “de referência”, isto mercê um bom trabalho gráfico, razoável informação e guarida dada gente de outras áreas, como o JM Tavares ou o Rangel/PSD, bem embrulhadinhos em esquerdistas ferrenhos e “cientistas” da ultra esquerda, como os “sociólogos” de Coimbra, chefiados pelo tenebroso Boaventura SS.

    Ontem, porém, a careca ficou à vista. Nas vésperas das eleições nos Açores, o “Público” ocupa sete oitavos da primeira página com violento ataque ao líder do PSD/Açores, manchete a toda a largura e fotografia de um pardieiro qualquer, a ilustrar alegadas irregulades do homem. Depois: página 2, 3, 4 e 5, continuações de página inteira, ou seja, 5 páginas exlusivamente dedicadas ao mesmo assunto, com o objectivo claro de demolir o homem.    

    Não faço ideia se o atacado fez marosca ou não. Nem me interessa tal coisa. O que interessa é registar o trabalho do jornal, que terá levado meses de vasculho em punho, para ser lançado na véspera das eleições. Porque não há mais tempo, ou mais tarde? Só há uma razão: é uma interferência totalmente ilegítima num acto eleitoral.

    Às vezes é bom desmascarar, não o eventual prevaricador (arguido de nada, acusado de nada, condenado por nada, até ver), mas a forma como um jornal alegadamente independente se imiscui no derrube de um candidato que não agrada à tribo.

      

    23.20.20

  • MORAL REPUBLICANA

    O IRRITADO nunca foi simpatizante das “causas” dos professores, uma vez estes sob o comando autoritário, e ordinário, de um representante politicamente qualificado do PC, Nogueira de seu nome, ou coisa que o valha. É chocante ver uma classe, tida por culta, obedecer cegamente a tal criatura, nas sua mais extravagantes exigências e nos seus populismos baratos, que, geralmente, saem caros a todos nós.

    No entanto, ao ler no jornal que 800 professores em falta na educação pública iam (ou vão) ter salários entre 555 e 750 eutos, o IRRITADO vê-se forçado a rever a sua posição, não em relação ao tal Nogueira, ou coisa que o valha, mas no que respeita a tais pretendentes aos lugares em aberto. É sabido que os professores, que os há bons e, muitos, muito maus, não podem ser pagos desta maneira. Então um profissional qualificado (seja professor seja outra coisa qualquer), contratado pelo Estado, pode ganhar o mesmo, ou menos, que uma menina que vende pevides na mercearia ou varre escadas na Pontinha? Parece que não.

    Não sei ao certo mas desconfio do número 800. Admito que, com os novos horários gentilmente oferecidos pelos geringonços, até sejam precisos mais professores. Com ordenados daqueles, a conclusão a tirar é que, ou o Estado socialista não quer contratá-los, ou só são precisos para efeitos duvidosos.

    Nada disto é coisa compaginável com a propaganda e as “doutrinas” governamentais. Deve ser um problema de “moral” republicana.  

     

    23.10.20

  • DESAFIO

    Alguém me mandou esta interessantíssima pergunta:

    Você conhece alguém que, antes de 2020, tinha gripe, mas sem sintomas?

    Sem comentários. Pense nisto.

     

    20.10.20

     

  • LAMENTÁVEL

    Há vários anos que me vacino contra a gripe. Não sei se é por causa da vacina, mas sei que não tenho tido tal coisa(figas). Vou à farmácia. Uma senhora manda-me arregaçar a manga, espeta-me uma agulha no braço, carrega no êmbolo, e pronto, baixo a manga e adeus.

    Mas eu sou uma mera criatura, sem responsabilidades políticas. Mostro o meu triste bracinho, sem testemunhas. No caso do “Mais alto Magistrado da Nação” a coisa fia mais fino. A televisão é chamada à cena. O dito magistrado tira o casaco, a gravata e a camisa. Senta-se num cadeirão. Ficam os chamados cidadãos perante o inacreditável espectáculo dos peitos presidenciais, flácidos, nutridos e cabeludos. A cena repete-se ad nauseam em todos os canais. Diz-se que é para dar o exemplo às ignaras massas.

    Imaginem o que seria se a injecção fosse no rabo!

    Ele há coisas que, em matéria de dignidade, vou ali e já venho.

     

    20.10.20 

  • ABUSO

    Dona Gomes continua em grande a fazer a sua campanha eleitoral na SIC Notícias. A total falta de vergonha que a caracteriza e a impunidade que a protege continuam na balsemónica instituição onde, julgo pela primeira vez na história da III República, um candidato(a) é pago para fazer a sua propaganda.

    Dona Gomes sentir-se legitimada para continuar é coisa que não espanta. Sem surpreza, só a classifica. A SIC Notícias aceitá-lo é coisa que, de tão gritante, nem classificação tem.

    Vamos ter que ouvir e ver a mais desagradável de todas as portuguesas durante a campanha eleitoral. Paciência. Mas ter que a tolerar todas as semanas antes disso… gaita! Não lhes chega o Louçã?

     

    19.10.20

  • CARROCEIRADA

    O Ex-Presidente Professor Cavaco Silva organizou uma sessão para lançamento de um livro de auto-biografia política. O actual Presidente Professor Marcelo Rebelo de Sousa não se dignou assistir.

    Está na moda ser, serodiamente, contra Cavaco Silva. Os mesmos que, por quatro vezes, lhe deram maioria absoluta (vinte anos!) comprazem-se agora em criticá-lo. É possível que Marcelo Sousa não o grame. Mas vem atrasado. Tinha a mais elementar obrigação de assistir à sessão. Por obrigação institucional, por boa educação, por nobreza de sentimentos, por mera vergonha.

    Mas não assistiu! Está tudo dito.

     

    19.10.20

  • ABANANADOS

     

    Você “compra” a app “Stayaway covide”. No dia seguinte, está sentado numa esplanada, a beber o seu café. Outras pessoas há na mesma esplanada. Uma delas deu positivo ao covide, e está na lista negra do SNS. Tanto a tal pessoa como você têm um telemóvel destes que já não são telemóveis, mas agentes de uma organização não identificada que se chama Google ou outra porcaria qualquer, em Portugal corporizada pelo governo socialista. Vai daí, o seu telemóvel comunica às “autoridades” a má vizinhança a que você se sujeitou. O mau vizinho é visitado por agentes do bigbrother Costa, e posto perante a tenebrosa acusação de andar na rua em vez de estar “confinado”. O hediondo crime será devidamente punido. E você passa a estar sob vigilância policial.

    É isto, mais ou menos, mais mais do que menos. Um artista (especialista) da coisa veio à televisão “explicar” que aquilo é secreto, anónimo, ninguém sabe, caduca ao fim de quinze dias, etc. Mas ficará, garante, disponível no mundo inteiro. Percebeu? Eu também não. Como é que é anónimo, se toda a organização sabe que o telemóvel é seu e o do “criminoso” dele?  Você passa a “suspeito”, e está com muita sorte se não o meterem em prisão domiciliária.

    Num colégio, um pai estremoso, prenhe de “civismo”, comunicou que um aluno, seu filho, esteve na rua contacto próximo de um infectado. O rapaz foi “suspenso”, e a turma inteira está sob “vigi lância”. Outros casos do género, e as crianças, ou turmas, foram corridas.

    Você vai poder andar sem máscara ao ar livre, desde que não haja ninguém num raio de 200 metros. Contrata um agrimensor para saber se, no seu passeio no Gerês, haverá algum malandro a menos de 200 metros: atenção, se for 199 está feito.

    Proponho a criação de uma app chamada Stayaway Costa. Haja informáticos que a criem. Eu compro.

    Agora, falemos de coisas mais sérias. Números não desmentidos rezam assim:

    – Cirurgias adiadadas sine die: 100.000

    – Consultas adiadas: 1.000.000

    – Consultas em cuidados primários adiadas: 5.000.000

    – Casos de morte não covide, a mais do que nos últimos 5 anos: 8.000

    Os três primeiros números dizem-nos da colossal paralisia dos serviço, à conta do covide. O último número diz-nos também que o SNS, o tão louvado SNS, o serviço que não está em crise, que tem camas livres, etc. e tal, está de rastos. Morre mais gente sem covide do que com ele, muitas mais do que dantes, muitas das mortes serão de pessoas com covide mas que não morreram disso, o que agrava a situação.

    Enquanto as distintas “autoridades” andam a entreter os servos com apps, os doentes não têm a assistência que lhes é devida por um Estado que todos os dias anuncia gloriosamente que vai investir mais, gastar mais, meter milhares de novos eleitores (perdão, funcionários), aumentar os encargos fixos, etc. Os pacientes que tenham paciência e que vão morrendo sem chatear muito. Entretanto, há milhares, centenas de milhares, de infectados que nunca deram por isso, outros tantos que se curam com uns comprimidos para a febre e uns xaropes, as mortes “por covide” são em números cada dia mais ridículos, mas a guerra às mais elementares liberdades continua em acção.

    Eu sei, eu sei que não é só cá, que há uma loucura universal fomentada por governos irresposáveis e jornalistas sem escrúpulos, um pânico instalado que serve de desculpa para a instauração das novas medidas, dando laivos de credibilidade a todas as teorias da conspiração.

    Por cá, Maria vai com as outras, desta feita com cumplicidade pedida ao parlamento, a fim de salvar a face ao governo. A verdade é que o governo não tem qualquer culpa de nada, nunca teve culpa de nada. É o “abanão” do Costa, que pode não  nos abanar, mas que, de certeza, nos abanana ainda mais do que já estávamos.

    Vivemos com isso, o que é pelo menos tão mau como o covide.     

     

    16.10.20

  • NOVIDADES

    Alegrem-se os papalvos. As retenções na fonte vão baixar! Fantástico. Por outras palavras, o IRS fica na mesma. No fim de contas, quem tiver sorte pagará o mesmo. É só esperar pela pancada. Quem não tiver sorte é capaz de levar com algum “toque”, mais ou menos subreptício, nos escalões, ou com outras trafulhices.

    O BE lançou um ultimato. Dada a maravilhosa situação da nossa economia, quer proibir os despedimentos. Brilhante a inteligência desta gente.  E quer mais, ou seja, menos: para o Novo Banco, zero. Mas adianta uma “solução”: que sejam os outros bancos a adiantar o taco. Qualquer economista, ou mero contabilista, sabe que, de uma forma ou de outra, o Estado, nós, pagará a factura, dêm-lhe as voltas que derem. O BE anda esquecido do contrato que, com o seu aval, foi celebrado pela geringonça. Não esquece que não há solução senão pagar o que se deve, mas atira toneladas de areia aos olhos das pessoas, partindo do princípio de que são estúpidas. Muitas haverá que o sejam. É o populismo no auge da desonestidade e da demagogia. Se calhar, o Rio ajuda.

    O Estado, ou seja, o governo, já contratou milhares e milhares de novos funcionários. Ninguém sabe quantos, nem o tal governo. Ficarão pendurados no Estado, prestem ou não prestem, e para o resto da vida. Despesa fixa, e para sempre. Quem vier atrás que feche a porta.

    Entretando com a desculpa do covide, despeja subsídios e mais subsídios. Ninguém pode ser contra. Só, talvez, quem anda à procura de mão de obra disponível, e nada encontra.

    O Estado, ou seja, o governo, não está em maré de fazer contas. Contas para quê? Vem aí a bazuca espirrar notas por todos os cantos. Não se preocupem. É claro que a bazuca é um ovo nos primeiros alvores da gestação, não sendo garantido que não aborte. Contar com ela no rabiosque da galinha não é aconselhável, mas dá votos, não é? Por outro lado, a bazuca, mesmo que dispare, não será com certeza para pagar subsídios aos subsídio-dependentes. Pagarão os do costume, até que os do costume deixem de ter dinheiro para pagar, o que já esteve mais longe.

    Como se vê, temos um futuro sorridente: os amanhãs que cantam, na óptica do socialismo.

     

    12.10.20

  • NÃO CONVÉM À DITADURA, NÃO CONSTA

    Ontem à tarde, umas centenas de cidadãos juntaram-de ordeiramente junto à Assembleia para protestar contra as loucuras do governo, os confinamentos (prisão domiciliária), os abusos das máscaras, as manobras “sanitárias” contra as crianças, as limitações inconstitucionais que anulam direitos, a paralisia do SNS, a manipulação das estatísticas, a insistência nas más notícias, a propagação do medo, etc.,etc. Médicos, outros especialistas e cidadãos usaram da palavra. Não houve quem insistisse em teorias da conspiração ou outras maluquices.

    Factos são factos. Com argumentos respeitáveis, há quem ponha em causa as “medidas”, a sua legitimidade e os seus catastróficos efeitos.

    A polícia lá estava, como de costume. Como não houve pancadaria, nada houve a assinalar.

    Aconteceu. Quem sabe que aconteceu? Ninguém. Não houve televisões, nem jornais, nem reportagens, nem entrevistas, nada. Parece que estava lá, perdido ou incorrecto, um jornalista da Lusa que terá feito um despacho. Ainda não vi os jornais de hoje mas, a avaliar pelos sites de “informação” a que acedi, nada consta.

    É assim. Se a Catarina tivesse juntado sete taradinhos sentados numas cadeiras, todo o país teria sido bombardeado com as patacoadas da fulana. Se fosse um encontro de um ignorado sindicato da CGTP, lá estaria a matilha informativa. E assim por diante.

    Tratando-se de uma manifestação “incorrecta”, nada constou. A “informação” está às ordens do governo, tudo o que não servir para reforçar o terror é censurado sem apelo.

     

    12.10.20

  • BRILHANTE FUTURO

    O primeiro ministro já toda a gente sabe quem é, inimputável, mentiroso, trambiqueiro, vale tudo, tem mais lata que uma fábrica de tintas, borrifa nas pessoas, inventa coisas, cavalga o “consenso” do covide com segurança e desfaçatez – o que dá muita estabilidade ao governo. E a malta aceita, que remédio!

    O Presidente da República, prenhe de “moral republicana”, lambe-se com o que o PM lhe dá a comer, num escandaloso seguidismo que, até dele, se não esperaria, ou não esperava a maioria dos que nele votaram. Perderá mais votos que os que tem andado a deitar fora, à espera dos que o Costa lhe arranje? Não se sabe, mas, se não os perder é porque o povo desistiu de existir.

    O chamado chefe da oposição dá o seu aval a tudo e mais alguma coisa. A oposição também há muito deixou de existir. Andaram uns milhões a votar para isto.

    Gasta-se tanto tempo e tanto dinheiro, tanta discussão inútil, para ter presidentes da República deste calibre (e doutros), e não se vê o descanso que seria termos um Rei, independente, verdadeiramente representante de todos e do país, digno e distante de circunstâncias passageiras, atento e estimável. Com defeitos pessoais, às vezes, mas sem preferências políticas que não sejam as da liberdade e da dignidade das pessoas e da Nação. Eu sei, eu sei que Portugal, nos termos constitucionais, “é uma república”, não uma nação, um país, um povo. Nasceu em 1910, não em 1141, diz a filosofia dos intelectuais de serviço. Mas, que raio, porque é que, em três repúblicas, as pessoas, injectadas por este pobre mainstream,  não dão por isso, nem são capazes de olhar à sua volta e ver o que se passa? Ainda há dias, dizia essa desgraça em figura humana que é o senhor Ferro, que “a democracia nasceu em 1910”. Eu sei que ao homem não se pode exigir muito mais que bojardas deste calibre, mas há alturas em que o calibre ultrapassa o dos canhões sem recuo.

    Dê-se uma olhada ao que nos é proposto. Primeiro, o actual protector do socialismo nacional. Depois, três comunistas, proto comunistas ou social-populistas. Finalmente, o Ventura. E veja-se o que nos espera depois de mais um caríssimo, absurdo e inútil ou contraproducente trabalhão com as eleições presidenciais.

     

    8.10.20  

  • BEIJOQUICE

    Dizia ontem o IRRITADO que, no caso de Joana Marques Vidal, o senhor de Belém tinha dado mais uma ajudinha ao geringonço-mor. E que veríamos o que faria no que ao TdC se refere.

    Veríamos? Foi rápido, já vimos. O Costa foi buscar aos bas-fonds do TdC um “candidato” muito conhecido na Polícia Judiciária por ter ajudado Sócrates/Paulo Campos a fazer passar uns contratos suspeitos de milhares de milhões que estão a ser investigados. Mais um fiel do socratismo/costismo/socialismo alcandorado a altas posições no aparelho de Justiça.

    Que fez o senhor de Belém? E menos de 24 horas, foi a correr ajudar à tramóia: sem comentários assinou a nomeação de um suspeito em investigações em curso. Porquê? Será para garantir os votos do PS à sua candidatura a um segundo mandato? Se não, para quê? Para arranjar lenha para se queimar? Aburdo. Para reforçar o seu indesmentível apoio à ocupação do Estado pelo PS de Sócrates/Costa? Ainda por cima, disse o Costa, com a esfarrapada desculpa de um acordo secreto entre os dois? Que areia pensam estes senhores atirar à cara das pessoas para “justificar” mais esta brilhante actuação?

    Já não há beijinhos para o povo, por causa do covide, mas continua a beijoquice “virtual” com a o tsunami socialista que inunda e arruína o país.

    Que mais teremos que “comer”?

     

    7.10.20