O primeiro ministro já toda a gente sabe quem é, inimputável, mentiroso, trambiqueiro, vale tudo, tem mais lata que uma fábrica de tintas, borrifa nas pessoas, inventa coisas, cavalga o “consenso” do covide com segurança e desfaçatez – o que dá muita estabilidade ao governo. E a malta aceita, que remédio!
O Presidente da República, prenhe de “moral republicana”, lambe-se com o que o PM lhe dá a comer, num escandaloso seguidismo que, até dele, se não esperaria, ou não esperava a maioria dos que nele votaram. Perderá mais votos que os que tem andado a deitar fora, à espera dos que o Costa lhe arranje? Não se sabe, mas, se não os perder é porque o povo desistiu de existir.
O chamado chefe da oposição dá o seu aval a tudo e mais alguma coisa. A oposição também há muito deixou de existir. Andaram uns milhões a votar para isto.
Gasta-se tanto tempo e tanto dinheiro, tanta discussão inútil, para ter presidentes da República deste calibre (e doutros), e não se vê o descanso que seria termos um Rei, independente, verdadeiramente representante de todos e do país, digno e distante de circunstâncias passageiras, atento e estimável. Com defeitos pessoais, às vezes, mas sem preferências políticas que não sejam as da liberdade e da dignidade das pessoas e da Nação. Eu sei, eu sei que Portugal, nos termos constitucionais, “é uma república”, não uma nação, um país, um povo. Nasceu em 1910, não em 1141, diz a filosofia dos intelectuais de serviço. Mas, que raio, porque é que, em três repúblicas, as pessoas, injectadas por este pobre mainstream, não dão por isso, nem são capazes de olhar à sua volta e ver o que se passa? Ainda há dias, dizia essa desgraça em figura humana que é o senhor Ferro, que “a democracia nasceu em 1910”. Eu sei que ao homem não se pode exigir muito mais que bojardas deste calibre, mas há alturas em que o calibre ultrapassa o dos canhões sem recuo.
Dê-se uma olhada ao que nos é proposto. Primeiro, o actual protector do socialismo nacional. Depois, três comunistas, proto comunistas ou social-populistas. Finalmente, o Ventura. E veja-se o que nos espera depois de mais um caríssimo, absurdo e inútil ou contraproducente trabalhão com as eleições presidenciais.
8.10.20

Deixe um comentário