O jornal socialista chamado “Público” procura, e consegue, dar razão a quem o considera “de referência”, isto mercê um bom trabalho gráfico, razoável informação e guarida dada gente de outras áreas, como o JM Tavares ou o Rangel/PSD, bem embrulhadinhos em esquerdistas ferrenhos e “cientistas” da ultra esquerda, como os “sociólogos” de Coimbra, chefiados pelo tenebroso Boaventura SS.
Ontem, porém, a careca ficou à vista. Nas vésperas das eleições nos Açores, o “Público” ocupa sete oitavos da primeira página com violento ataque ao líder do PSD/Açores, manchete a toda a largura e fotografia de um pardieiro qualquer, a ilustrar alegadas irregulades do homem. Depois: página 2, 3, 4 e 5, continuações de página inteira, ou seja, 5 páginas exlusivamente dedicadas ao mesmo assunto, com o objectivo claro de demolir o homem.
Não faço ideia se o atacado fez marosca ou não. Nem me interessa tal coisa. O que interessa é registar o trabalho do jornal, que terá levado meses de vasculho em punho, para ser lançado na véspera das eleições. Porque não há mais tempo, ou mais tarde? Só há uma razão: é uma interferência totalmente ilegítima num acto eleitoral.
Às vezes é bom desmascarar, não o eventual prevaricador (arguido de nada, acusado de nada, condenado por nada, até ver), mas a forma como um jornal alegadamente independente se imiscui no derrube de um candidato que não agrada à tribo.
23.20.20

Deixe um comentário