IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


SAÚDE DE ESQUERDA

Sob a direcção da esquerdoida Catarina e da dona Temido, a geringonça e o actual governo tomaram para si a direcção da luta de morte que o socialismo trava contra a medicina  privada.

Os hospitais privados foram, ou vão ser, corridos do SNS, quer prestassem ou prestem bons serviços quer não, quer sejam mais baratos para o Estado quer não. Ao socialismo o que interessa não é a saúde das pessoas, interessa saber quem presta os respectivos serviços. Ter bons serviços, pagar bem aos profissinoais, fornecer saúde de qualidade, se privado, é crime e, se, ainda por cima, tal for sustentável e, até, der dividendos, é crime ainda maior, de lesa ideologia, mesmo que invista na qualidade, no bom serviço, no aumento da oferta de saúde.

É sabido que o SNS, durante o consulado da geringonça – mesmo, segundo dizem, gastando mais – multiplicou os problemas. Não foi preciso o covide para fazer rebentar o SNS pelas costuras. Foram precisas as cativações, o fim das PPP, o desnorte da gestão.

Veio a crise do covide. Os actos médicos que foram (ainda mais) adiados, ou simplesmente não prestados, contam-se por milhões. A propaganda oficial e os media afastaram as pessoas do SNS, fomentaram o medo dos hospitais, misturaram o covide com o resto, arruinaram o resto. Desde que os privados ficassem de fora, tudo bem, não é?

Até que o covide progrediu. Agora, rebentado o SNS, vai de pedir ajuda aos privados. Mas, quando estes se dispõem a socorrer providenciando serviços vários para aliviar os hospitais públicos e lhes permitir mais trabalho na área do covide, ou seja, abrir as portas aos abandonados com outras patologias, os jornais e os políticos, “inteligentemente”, acusam os privados de não querer tratar dos covides!

No auge do desespero, as “autoridades” propõem-se ceder. No auge da estupidez a esquerdoida Catarina, e não sei se outros, vem propor a “requisição civil” dos hospitais privados. Será que a hedionda mulher sabe o que é uma requisição civil? Não admito que não saiba. O que ela quer prevenir é que os negregados privados prestem serviços e os cobrem. Será que os serviços dos hospitais públicos são de borla?

Vivemos nisto. A somar à epidemia – que custa muito e mata pouco – temos o socialismo, que mata muito e custa o que custa.

 

2.11.20

NB: Há luto nacional pelos mortos do covide. Há muitíssimo mais mortos sem covide do que com ele, muitos por falta de assistência. Mas estes não merecem o luto do socialismo. Nem a culpa.



3 respostas a “SAÚDE DE ESQUERDA”

  1. Concordo com o Irritado: a gestão do SNS e do covidas é péssima. Discordo no costume: a saúde não é um negócio. Os privados nem deviam ser requisitados; não deviam era existir. A saúde é um direito civilizacional e deve ser pública, se necessário à custa de tudo o resto. Sim, de tudo o resto. A começar pela mama da Banca. Sim, ‘dar dividendos’ na saúde é crime. Pagar aos profissionais tudo bem, dentro de limites razoáveis; ter lucro não. A saúde é mal gerida? Mude-se os pulhíticos e gestores. Invista-se, reforme-se. Mas jamais lucros ou accionistas. O Irritado quer lucrar com a sua família? Cobrou aos filhos a escola e o hospital? Não, pois não? Pois é isso o bem comum.

    1. O que interessa é a protecção da saúde, não a natureza de quem presta os respectivos serviços.. Não parto do princípio que o privado é bom e o público mau. O meu princípio é outro: o da qualidade dos serviços, nas melhores condições económicas para quem deles precisa, e financeiras para quem os presta. A verdade é que, com os seus “criminosos” lucros, os privados têm investido milhões na criação de hospitais de qualidade. Ganham com isso, como fazem todos os que trabalham. A verdade é que os privados prestam bons serviços à sociedade, via PPP ou ADSE, por exemplo, instâncias ajudam as pessoas encontram boas condições de assistência médica e/ou de liberdade de escolha. Mas não digo que não haja, também nos serviços públicos, bons serviços. O que não há é boa gestão, nem a boa gestão é possível em estruturas gigantescas como o SNS, difíceis de controlar e organizar, sobretudo num país como o nosso. Como em tudo na vida, é válida a procura do equilíbrio. A saúde não se dá bem com “receitas” ideológicas.

      1. A questão não é ideológica, é moral. É de decência. Recusar ou limitar tratamento às pessoas por dinheiro é indecente. Lucrar com a saúde pública, com a vida ou morte das pessoas, é indecente. E é o que faz o privado, não por mal, mas porque é essa a sua natureza. Além de que leva a abusos, cedo ou tarde, devido à ganância de accionistas e CEOs. Veja a grotesca e iníqua saúde dos EUA. Defende aquilo? Dirá que não. Mas é aquilo o futuro do que defende. Como pode gritar sobre qualquer coisa que cheire a esquerda como se fosse uma ‘slippery slope’ para os horrores de Estaline, mas ignorar um exemplo tão actual, célebre e evidente como a saúde americana?

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