IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


  • DA MONUMENTAL PESSEGADA

    Uma coisa é certa. A história maluca da Alexandra Reis vem, mais uma vez, pôr em evidência o total desnorte do governo. As pessoas já não sabem quantos e quais membros já abandonaram o barco, quantas polémicas, quantas culpas e desculpas, quantas demissões, abandonos, fugas, manguitos, etc., quantos ministros odeiam quantos ministros, secretários de Estado, directores gerais, quantos estão na calha para sair. As pessoas perguntam- se se ainda há governo ou alguma vez o houve.

    Tudo normal para quem vê a utilização que o senhor Costa deu à maioria absoluta. Achou-se poderosíssimo, deu entreviatas a chamar nomes aos adversários, passou inúmeros dilúvios sem se molhar, aturou com um sorriso alvar todas as críticas, produziu discursos mentirosos, tomou medidas ridículas a dizer-se salvador do povo. Queira ou não aceitar, à excepção dos servos, está totalmente desacreditado.

    Interessante é que há berros a exigir a saída destes e daqueles, mas não há quem exija a única demissão que faria sentido e poderia fazer-nos sair da monumental bagunça instalada no poder: a do primeiro-ministro.

    Interessante é ver a (não)reacção do Presidente, desdobrado que anda, como sempre, em declarações, ou inúteis ou contraproducentes. Interessante, como alguém já referiu, é o abismo da diferença entre Rebelo de Sousa e Sampaio. Este, perante um governo cujas polémicas ficavam a milhas das actuais, como não podia demitir um Primeiro-ministro com maioria parlamentar, catrapumba, dissolveu o parlamento. É certo que foi fiel à sua gente. Esperou calmamente que a esquerda (PS e PC) elegesse novos líderes, se estabilizasse, e deu-lhe o poder. Rebelo de Sousa, esse, está calado como um rato, a proteger a bagunça. Nunca foi fiel à sua gente. Limita-se a assistir e, se calhar, a gostar do que vê.

    Não vou ao ponto de defender que dissolvesse o parlamento, coisa quase ditatorial. Mas poderia fazer saber que o governo e o seu chefe estão em posição insustentável, sugerindo a sua geral recomposição e indigitando um novo primeiro-ministro. Poderia indignar-se perante a situação de descalabro em que vivemos. Poderia afirmar a inaceitabilidade do que se passa. Poderia ser Presidente e não comentador privilegiado.

    Gostava de acreditar que (ainda) há no PS um ou outro politico merecedor de alguma confiança. Se os há, estão escondidos, ou submergidos nas mesnadas de esquerdoides e oportunistas que por lá pululam, sem outras ideias que não sejam ruinosas para todos, e cheios de saudades da geringonça.

    Enfim, de qualquer maneira o futuro é negro, e a palhaçada vai continuar. Não é?

     

    29.12.22

  • POBRE COSTA

    O IRRITADO vem dar conta das suas preocupações sobre os acontecimentos que vêm atingido o infeliz Costa.

    Cada cavadela cada minhoca. Não têm conta, as minhocas. Os portugueses, uns maldizentes, não calam aleivosias da pior natureza e são peritos em tirar minhocas do esconderijo. O pobre Costa não tem mãos a medir. Bem diz que isto está tudo nos conformes, que não há problemas na Nação que ele conduz tanta doçura e carinho. Não lhe chega o tempo para demitir ministros e secretários, quer pô-los a dizer coisas boas, bem coordenadas, bem vigiadas por ele. Depois, há o terrivel problema da garagem, local onde vivia tão feliz e as chuvas inundaram. E o Moedas que não lhe telefonou a dar os pêsames, a dizer que a culpa era do clima, do aquecimento global – coisa tão má que até há americanos a morrer de frio só para chatear as autoridades.

    A dona não sei quantas, muito conhecida lá em casa, mete quinhentos mil no colchão, diz que a demitiram, mas parece que se demitiu para ir sacrificar-se no governo, é tudo mentira e tudo verdade, ninguém sabe e, convenhamos, ninguém tem nada a ver com verdades e mentiras. E Costa sofre. Ele que, com tanta generosidade, tinha dado, no governo, abrigo a uma pobre desempregada, em vez de elogiado é atacado.

    Já não bastava o grande amigo que tinha dado uns míseros trezentos mil a outro amigo, tudo amizades puras e desinteressadas como acontecia antigamente em Paris com o mais amigo de todos .

    E a TAP? A TAP que, sob a sábia orientação do mui sagaz Pedro N. Santos, atravessa gloriosos tempos, nacionalizada, nossa, merecedora de tantos milhões, e ninguém a elogia! O malandro do Passos privatizou a coisa e tu, patriota, nacionalizaste-a, deste cinquenta milhões ao americano, puseste lá o PNS mais uns milhares de milhões para salvar a coisa, e agora dizem mal porque andas à procura de quem caia em comprá-la, um gajo qualquer, talvez o emir do Catar, e os cidadãos teus protegidos dizem mal, não acreditam na genialidade do PNS, não veem que está tudo a correr pelo melhor, caminhos de ferro aos pontapés, pontes, estradas…  Que horror, que azar, que injustiça!

    E o Pinho, e a Isabel dos Santos, gente tão amada pelos teus governos, agora tão maltratados… ai Costa, tanta infelicidade!

    Eu sei que, num momento em que a sanha persecutória te acabrunhava, deste o teu brado de indignação numa revista qualquer. Irritaste-te, teceste judiciosas, entusiásticas e ferozes críticas aos teus algozes, quase insultos, disseste de tua justa justiça. Agora chamam-te aprendiz de ditador, dizem que te comparas ao Rei Louis, ou ao Marquês de Pombal, que queres ser o dono de nós todos.

    No fundo, penso eu – desculpa voltar à carga – a gota de água que fez entornar-se-te o copo da indignação foi a falta do telefonema do Moedas por causa da garagem a que chamaste casa, isto sem saber que o teu carro estava sêco como uma folha no Outono.

    A maledicência não pára. O país dos brandos costumes acabou, como sabes, às mãos do Passos Coelho. É por isso que és tão maltratado, é por isso que já não aceitam que a culpa dos teus males seja dele. Tu, que deste nova face à austeridade de modo a que não notassem ou percebessem que há austeridade boa e austeridade má, tu que tanto fizeste para denunciar a política de redução do défice que o teu amigo Sócrates nos deixou, agora és acusado de fazer o mesmo! Ninguém quer perceber a diferença. Burros! Tu, que acusavas o Passos de exportar portugueses, agora exportas mais do que ele, e ninguém quer perceber que as tuas exportações são mais qualificadas que as dele.

    Não sei se ainda terás algum adepto que, cegamente ou de olhos abertos, creia em ti. É certo que para isso podes contar com o sempre fiel Presidente. Não é pouco, mas talvez não chegue. Põe-te a pau.

     

    27.12.22

  • QUE RAIO É ISTO?

    Não percebo nada de futebol, mas gosto de ver alguns jogos, na televisão como é óbvio. Do que não gosto mesmo nada é da matilha de professores doutores que ocupam horas e horas nos canais da TV a expender as suas chatíssimas opiniões. Devia haver um canal especial para que tal se espraiasse, que visse quem gostasseem vez obrigar o IRRITADO  a ouvi-los e vê-los a toda a hora.

    Vejamos: a nossa equipa presente no mundial foi “escolhida” entre muito mais de cem para lá estar, com mais 31. Das 32, ficou a fazer parte das melhores 8. É mau? Não acho. Perdeu um jogo contra uma equipa especialista em sarrafadas, jogando cobardemente à defesa e a quem foram ignorados dois “penaltis”, um que pode suscitar dúvidas outro mais que evidente.

    Parece-me que a reacção deveria ser de bem merecidos elogios, e de pena pelo azar. Mas não. Os professores doutores e as primeiras páginas estão pejadas de criticas, que o seleccionador deve ir para casa, que o Ronaldo afinal não presta, está velho, que devia ter jogado ou ficado de fora, que isto que aquilo e que aqueloutro. E o árbitro que, em boa parte, determinou o resultado? Não merece comentários, nem críticas, nem nada?

    Que diabo, ter ficado entre o oito melhores do mundo é alguma vergonha? Não ter sido primeiro é crime? A Pátria fica ofendida? Ou será um caso de crueldade mental congénita aplicada a quem mereceria elogios, isto num país que deixa passar porcarias sem um grito de revolta, que come o que lhe dão sem dar porque está a ser, diariamente, enganado?

    Haverá quem perceba?

     

    15.12.22

  • ABAIXO DE CÃO

    Ontem, fui ao supermercado. Duas fulanas, lá dentro, abordaram-me. Queriam comida para animais, no mesmo esquema do Banco Alimentar. Mandei-as àquela parte.

    Quais os “valores” que animavam tais e tão animalescas criaturas? Seriam pagas pelo Pingo doce para aliviar os stoks de petiscos para quadrúpedes? Seriam actrizes numa cruzada piadética contra as pessoas necessitadas de comida? Seriam agentes da anafada do PAN? Estariam por conta da Câmara? Seriam só doidas? Ou tinham uma loja de comida animal e estavam com falta de produtos?

    Com certeza haverá outras hipóteses, todas elas ofensivas para quem tem fome.

    Quem autorizou tal coisa?

    O pior, meus senhores, é que, por trás, as bruxas tinham uma gaiola onde amontoavam alguns produtos já doados pela populaça. Não muitos, felizmente.

    Declaração de interesse: gosto de cães, de gatos não tanto.

     

    12.12.22

  • O “ZÉ”

    Fiquei abismado, mas não surpreendido, com a arenga do “Zé” (Sá Fernandes) na televisão, sobre o problema das cheias.

    Lembro os leitores sobre a natureza deste senhor. Chegou a vereador em Lisboa, em nome do Bloco de Esquerda, no tempo da “pré-geringonça” do Costa. Depois, saíu do BE e ingressou, julgo que como “independente”, nas hostes socialistas. Da sua triste celebridade constam centenas de milhões que a CML teve que pagar pelas suas iniciativas, pelas “acções populares”, pelas perseguições sem peias que levou a cabo contra o túnel do Marquês, pela desgraça do Parque Mayer e de Entrecampos…

    Agora, vem gabar-se, da “sua” obra acerca dos túneis de gestão das cheias anunciados pelo Moedas. Ele, o Zé, fez tudo, tudo (menos a obra), estudou, planeou, investigou, consultou, etc., estava tudo pronto.

    “Esqueceu-se” que a ideia e o projecto foram iniciativa de Carmona Rodrigues, senhor que ele e seus sequazes perseguiram, acusaram de crimes vários, senhor que foi réu anos e anos nos tribunais, por causa do Zé. Como é natural, Carmona acabou absolvido e louvado, mas o tempo que perdeu e as chatices que sofreu não são recuperáveis. Os milhões dos nossos impostos que a CML perdeu também não.

    E o Zé vem gabar-se na televisão como autor daquilo que não fez: andou anos nos cadeirões da CML, e a obra, nem vê-la nem falar dela.

    Mas tem desculpa. Gabar-se do que não faz ou do que os outros fizeram ou fazem é o dia-a-dia do poder socialista e da “moral republicana”.

     

    11.12.22

  • AGENDAS MORTÍFERAS

    Andamos entretidos desde há anos com a história peregrina da eutanásia. É a maneira de a Catarina Martins et alia continuarem a sangrar-nos os ouvidos com as chamadas “causas” fracturantes, ou seja, com causas que não são causas, são martingalas para distrair e ter interminável tempo de antena. Fazem lembrar a “causa” climática do senhor Guterres, que nos chama suicidas sem pudor nem QI que se veja. Fazem lembrar a “causa do hidrogénio verde” – verde uma ova – do Galamba, divertimento que nos vai custar os olhos da cara e servir de “experiência” para a gente que, lá por fora, nos aplude, contente por lhe servirmos de cobaia. Distracções destinadas a ignaros.

    O importante cá para o blog, já que a coisa (a eutanásia) parece não ter remédio, e antes que digam que o IRRITADO foge à questão, vem o dito dizer o que pensa, e que é extremamamente simples. A eutanásia não tem a ver com o direito de morrer. Tem, sim, a ver com o direito de matar, e de ganhar uns tostões com a coisa.

    Dizia-me alguém: queres morrer, mata-te. Não pagues a um assassino para tratar do assunto. No caso, já que a eutanásia está reservada a quem ainda pode querer alguma coisa, é a esse alguém, sem intermediários a soldo, que compete tratar do assunto.

    E pronto.

     

    9.12.22

  • ATÉ QUANDO?

    Se fizéssemos o mesmo (renováveis intermitentes), e ao mesmo tempo instalássemos 4 reactores nucleares semelhantes aos dos Emiratos, teríamos um sistema energético totalmente autónomo e com preços de energia previsíveis e dos mais baixos do Mundo! Este é o grande desafio da próxima década!

    https://www.facebook.com/psampaionunes/posts/pfbid02Xxh8WPfCCwvn2UhozaRzGNPGZi5vKvbHJCowMWFAF3MFaxgSdF1oscPmLYQdN5xWl?from_close_friend=1

    Há uns vinte anos, vivi três em Paris. A minha conta da electricidade era, surpreendentemente, muito mais acessível do que a de Lisboa. Nessa altura, não me preocupei muito em saber porquê. Depois, vim a saber que os preços da EDF eram o que eram porque a França tinha largas dezenas de centrais nucleares. Nós vivíamos no terror do nuclear (fora da agenda, como dizia esse génio chamado Pinto de Sousa, ou Sócrates, para os ignaros).

    A situação mantem-se. O governo ignora, os partidos ignoram, os media ignoram, o os ecologistas não saem da cepa torta, antes pelo contrário, o povo, pudera!, mantém-se na ignorância, (des)informado por esta cáfila.

    Hoje, grosso modo, pode afirmar-se que os preços da electricidade variam de país para país em função da produção nuclear de cada um. A União Europeia acabou por reconhecer que o nuclear é limpo, fiável, mais constante que qualquer outra fonte, mais “verde” e mais barato para o consumidor final. A tecnologia tem avançado, até a célebre questão dos lixos se encontra no bom caminho.

    Para Portugal, o nuclear continua fora da agenda. Gastam-se milhares de milhões em intermitências várias. Segundo o poder, a salvação está no hidrogénio, coisa de que pouco se sabe e gasta brutalidades de energia “verde”, a qual talvez venha a ocupar vastos kilómetros quadrados e a dar cabo de inúmeras espécies, entre outras “benesses”. Ninguém sabe qual será o resultado final de tal política, o que se sabe é que se trata de uma experiência caríssima, fora do alcance da nossa endémica pobreza.

    Na citação acima, o erro é dizer que é um desafio para a próxime década. Não é, ou seja, seria para já, se houvesse inteligência política em vez de demagogia eco-badalhoca e ausência de sentido de futuro.

    Aqui temos, sim, um bom desafio, por exemplo, para o Montenegro, se ele tiver, ou tivesse, a coragem de remar contra a maré da estupidez há décadas instilada na cabeça das pessoas. A prazo, acredito que seria uma ideia útil, séria e triunfante.

    Mas a política em Portugal faz-se de casos e casinhos, de faits divers e de polémicas sem sentido nem futuro. Usque ad?

     

    6.12.220  

  • É FARTAR, VILANAGEM!

    Em seis meses, foram aplicadas, em Lisboa, mais de 230.000 multas por excesso de velocidade.

    Um conselho ao Engenheiro Moedas: se quer ainda mais dinheiro, diminua a velocidade admitida. Será um fartote. Talvez o melhor seja, por exemplo na Av. Lusíada, passar a velocidade máxima para os 20Km à hora, o que tornaria tal avenida inútil, proporcionando a construção de mais uns prédios. Alargando o critério, poderia o Presidente, em reunião camarária, propor acabar com todas as vias rápidas, libertando mais uns hectares e quadruplicando a receita em multas. Genial, não é? A oposição ecodoida não deixaria de apoiar, pois haveria poupança no que respeita às emissões de CO2. A la limite, no espaço de dois ou três anos acabava-se com os automóveis e, na falta de transportes públicos, os lisboetas passavam a andar a pé, o que muito contribuiria para a saúde pública. E, porque não, a semana de trabalho passava para dois simbólicos dias, diminuindo drasticamente as deslocações casa-trabalho. O caso das bicicletas e das trotinetas também seria de considerar, uma vez que os esforços a pedalar ou a escoucear podem induzir a produção de traques que, como no caso da vacas, produzirão indesejáveis emissões, colocando em risco as metas de Paris.

    Será difícil vencer a resistência dos prevaricadores a este tipo de política, uma vez que são uns viciados capazes de andar a 55KMm à hora nas vias rápidas. Merecem ser multados, perseguidos, acusados mas não presos, porque as cadeias já estão sobrelotadas. Ai deles! Com mais uns toques no código penal, passariam a criminosos e contumazes, sendo de considerar uns bons campos de concentração, ainda que sem câmaras de gás, pelo menos para já.

    O catastrófico cenário do IRRITADO não é tão improvável como estão a pensar. Estas, ou outras hipóteses no mesmo sentido, são de considerar, para consolo e financiamento das “autoridades”. É uma questão de tempo. Tudo se pode esperar quando se entra por estes caminhos.

    Um bocadinho de bom senso e, porque não dizê-lo, de inteligência e de respeito pelos cidadãos, poderia minimizar estas loucuras. Mas vão lá dizer isso ao PAN, aos ecodoidos, aos meninos narigudos e a outras criaturas da moda, como, pelos vistos, o Engº Moedas.

     

    1.12.22

  • CONTAS DE CIGANA

    A ANA aeroportos ainda vai entregar dois 2.7 mil milhões (€2.700.000.000) de euros ao Estado”.Manchete a cinco colunas da primeira página, titulava na 2ª feira um jornal “de referência”. Será muito? Será pouco? Parece que só o governo é que sabe.

    De qualquer forma, fiquei parvo com tantos euros. Depois, fui ver mais um bocadinho. E fiquei a saber que era de 2024 a 2063. E que, na década de 2030, o encaixe será de 400 milhões. Isto, segundo o orçamento de Estado para 2023(!), diz o jornal.

    Aqui temos uma previsão cheia de cálculos, ao que parece oficiais. Quer dizer que o OE 2023 tem o mesmo dom que favorece as meninges das ciganas que leem a sina. E que é possível saber o que se passa com o euro (mais forte, mais fraco, ainda existe, daqui quarenta anos?).   E que o contrato da ANA será o mesmo daqui a quatro décadas. E que a longevidade da ANA é indiscutível e garantida.

    Tanta genialidade esclarece-nos sobre as inatingíveis virtualidades dos cérebros governamentais. E sobre as não menos extraordinárias qualidaes dos media, quando se trata de parangonas, vendas, aldrabices, fake news, enganos, etc.

    Diz-se que as informações deste género são comuns nas chamadas redes sociais, onde quem escreve não se identifica ou, mesmo identificando-se, pode escrever o que lhe vier à cabeça, talvez na esperança de tal se tornar “viral” e , até, de vir a dar uns tostões de volta. Não sou frequentador de redes sociais, por isso tendo a aceitar por bom aquilo que me vão dizendo ou vou lendo.

    Mas, para quê as redes sociais? Para se ser gozado não chegam os media, até os “de referência”?

     

    30.11.22

  • 25 DE NOVEMBRO

    Amanhã comemora-se, ou devia comemorar-se, a data que simboliza, com 100% de mérito, a fundação da democracia representativa e plural na III República. Mas uma coisa é tal data, outra é a ausência de qualquer comemoração oficial. De facto, a preocupação de “salvar” os extremistas de esquerda que nos ameaçavam, quase cinquenta anos depois ainda inquina a classe política, passando pelo presidente da República, pelo primeiro ministro, pelos deputados, com ultra- minortárias excepções.  Para tal gente, o orgulho democrático acaba onde começa o “risco” de melindrar a fímbria das vestes da extrema esquerda, ou da esquerda radical, que continuam… na mesma, ou seja, a infectar a democracia liberal, a prezar a ditadura do politicamente correcto, a afirmar as suas desgraçadas concepções, às vezes com disfarces outras sem eles, e a prezar tudo quanto é tirania, desde que da sua cor.

    Uma senhora (chefe desconhecida das comemorações do 25 da Abril) – que deve estar com os patins à porta – atreveu-se a dizer que vai participar numa sessão comemorativa de Novembro organizada pela Biblioteca Municipal de Aveiro, e referir-se ao assunto nas redes sociais oficiais. Que lata!, pensará o poder. Em relação à importância da data, a iniciativa é, pelo menos, pífia.

    Amanhã, o PR estará a regressar no jacto da Força Aérea da sua esplendorosa viagem ao Katar. Acha ele, ó espanto!, que o 25 de Novembro fica subsumido pelas comemorações do de Abril. Na alta mente de Sua Excelência, não merece, nem aos que fizeram e até deram por ele a vida, qualquer referência pública.

    É o que, com resultados aterradores, tem a esquerda presenteado o país, sem que se veja saída, sobretudo mental.

     

    24.11.22

  • CARMICES

    Há um bom par de décadas, estava São Tomé a tentar sair do ruinoso sovietismo em a que a independência o mergulhara, dei comigo a ler um livro de História que servia para ensinar tal matéria às criancinhas que ao ensino acesso tinham. Rezava o tal livro (de produção cubana) que a humanidade tinha vivido no mais total obscurantismo até que… se deu a gloriosa revolução soviética, que veio iluminar as trevas. Aí, começou a História. O que antes houve, se houve, dela não faz parte.

    A Constituição Portuguesa da terceira República faz coisa parecida. O seu primeiro artigo define Portugal: “Portugal é uma República…”. Definir é limitar. Portanto, Portugal começou a existir em 1910. O que antes houve, ou nunca existiu, ou não era Portugal.

    Vem isto a propósito de uma senhora que estabeleceu a qualidade fundamental da realidade:. A “realidade é de esquerda”, escreveu ela. Portanto, o que não é de esquerda, ou é mentira, ou não faz parte do mundo real.

    Tal senhora faz parte da inumerável colecção de esquerdistas, fêmeas e machos, que enxameiam as páginas do “Público”. Julgo ser a mais nova aquisição da organização. Mas, mesmo comparada com o inenarrável Boaventura, ou o sovietista Lof, a senhora tem uma indiscutível qualidade: é claramente tonta. Vale a pena lê-la, para ajuizar onde pode chegar a tontice. Ultimamente,  dedica-se à propaganda dos meninos que se colam ao chão para “salvar o planeta” e que proferem slogans de uma ignorância chocante – mesmo para os apóstolos da causa -, dislates diversos, frases mal feitas, parvoeiras, etc. Isto, além exigir a demissão de um ministro porque o homem sabe com profundidade umas coisas de petróleos e de energias ditas renováveis. É verdade que tal senhora não está só. Dona Catarina Martins (entre outros), também ela ou meia paranoica ou meramente oportunista, aproveita a procissão para mais umas tiradas demagógicas.

    A cruzada dos mentecaptos deve ser, na triste cabecinha da dona Carmo Afonso (advogada ao serviço editorial do “Público”) uma realidade de esquerda, a única que existe!

    Os media não deixam também de parangonar os seguidores da maluquinha sueca. Parece que a matéria dá público, ou cria público. Vende.

     

    18.11.22           

  • A BAGUNÇA CONTINUA

    A estupidez incutida na juventude pelos “responsáveis” políticos nacionais e internacionais, bem como pelos movimentos eco-bacocos sustentados por generosidades governamentais e  por partidos, sobretudo de esquerda, conheceu ontem mais um capítulo assaz interessante. As hordas da juventude “preocupada” dedicaram-se a fechar o Liceu Camões e a escalar exigências, entre as quais avulta a da demissão do ministro Costa Silva.

    A coisa é tão grave que foram buscar aos membros do nosso desgraçado governo o talvez único que tem alguma coisa de válido e interessante dentro do crâneo.

    O serviço é claro e a  cretinice galopa. Costa Silva não é um aparatchique. Errou, é certo, ao juntar-se a Costa, quiçá a julgar que podia ser alguém no plantel governamental. Falta de senso ou ambição política?  O resultado já começou a estar à vista. O homem parece insistir em mexer nalguma coisa, o que é pelo menos herético em relação à pasmaceira da religião oficial. Até quis, imagine-se, fazer uma redução de impostos sobre as empresas, quando a filosofia oficial é aumentá-los! Está condenado à demissão ou à irrelevância. Fazer ondas no pântano é pura ilusão.

    O Bloco de Esquerda, muito preocupado com o aquecimento global, está solidário com a juventude protestante e com a demissão do homem, como não podia deixar de ser. O “novo” PC ainda não se pronunciou mas, em relação ao Costa Silva, não há dúvida, alinhará. Os outros partidos metem os pés pelas mãos, incapazes de sair do mundo concentracionários das novas e indiscutíveis verdades. Só falta, julgo, o apoio do senhor de Belém, sempre pronto para certas causas ou assuntos propícios a bocas.

    Entretanto, o homem a abater propõe-se falar com os díscolos da revolta. Outro erro. Há gente com quem o diálogo é impossível.

    O remédio é esperar que a moda passe.

     

    15.11.22

  • REGRESSO

     

    Não resisto a voltar. Ele há tanta coisa irritante à minha volta que é difícil seleccionar . Por que ponta pegar? Aí vai uma.

    Como disse o inacreditável Guterres se “estamos à beira do suicídio colectivo”. Talvez não seja mau começar por aí, antes da antes que tal morte sobrevenha. Falando de coisas sérias, o que se passa é que já se tornou herético, sob pena dos maiores insultos, denunciar o terror global em que os adeptos do governo universal – também eles universais – nos vêm mergulhando.

    O planeta já aqueceu e arrefeceu vezes sem conta. Desta vez, diz-se, está a aquecer. Não confirmo nem desminto. Só que, para a “ciência”, não só está a aquecer como tal fenómeno se deve à humanidade. A ciência, diz-se e aceita-se, is setled. Tal assumpção é, em si mesma, a negação da ciência propriamente dita. A ciência nunca estará setled, senão ainda estávamos na idade dos metais. Houve aquecimentos e arrefecimentos da Terra, com mais CO2 menos CO2, mais humanidade ou menos humanidade. Recomendo, por exemplo, um livro de um senhor Koonin, uma espécie de ministro da ciência do tempo do Obama. A obra chama-se Unsetled, o que diz tudo.

    Mas a humanidade é dominada por arautos da desgraça, pela propaganda de cientistas do calibre de uma taradinha sueca – com assento na ONU e fama universal – que é o seu símbolo vivo. Daí, triliões de dólares gastos, e ganhos, em “direitos de carbono” e outras artes ao dinheiro. A ruina económica a troco de ilusões e parvoíces.

    O IRRITADO aceita que se prepare o mundo para se tornar menos dependente de energias fósseis. Por causa do CO, não do CO2. Isso devia resultar numa cruzada universal pela energia nuclear, a única que, sendo “limpa” e “verde”, é produtiva e mais barata. Os mesmos que gritam pela descarbonização são os primeiros a adorar as energias intermitentes, caríssimas e pouco produtivas, e a condenar o nuclear. O meu país, para meu desgosto, é dos primeiros a andar em tal senda, estando à vista os resultados do “Maria vai com as outras”, e mais do que com as outras.

    A destruição global da economia, via custos insuportáveis, dívidas gigantescas e fomes galopantes, é incentivada por cientistas e políticos cheios de certezas e ilusões. Nas energias, na agricultura, em tudo. Isto sem entrar em teorias da conspiração ou utopias mais ou menos paranoicas.

    *

    Vem isto a propósito dos meninos e meninas que andam nas ruas e nas escolas a brandir slogans sobre o aquecimento global. Que tristeza! É o politicamente correcto no auge da resplendência.  É a ilusão e a estupidificação da juventude, com gáudio e incentivo das outras gerações, atacadas pelo mesmo vírus.

    Já sei que vou ser insultado por muita gente. Adjectivos não faltarão. Que este regresso, pelo menos, sirva para tal.

    *

    NB. Muito brigado aos que me incentivaram a voltar. Espero que se não arrependam, e que eu não deixe de estar “quente”.

     

    13.11.22

  • ADEUS?

    Tenho andado com a tentação de fechar este blog. Há quem se queixe, não serão muitos, mas são de estimação. Custa-me deixá-los.

    O IRRITADO nasceu em 20 de Abril de 2006. Tem vinte e dois anos. No caso, é idade provecta, como a do dono.

    O problema, o que me desinspira, é o que se passa à nossa volta. Temos que aturar um mentiroso do calibre do Costa, a meter o Passos no lixo com as políticas “troiquistas”. Vai muito mais “além da troica” do que o Passos. A diferença é que o Passos não tinha dinheiro, o Costa tem, e muito. O Passos dizia verdades duras, o Costa mentiras redondas, uma lata que ultrapassa a mais fértil imaginação. Costa vai gastar o dinheirinho que lhe pagamos, mais o que vem da UE, sem objectivos nem ideias, nem verdade, até ao desastre final.

    O jornal que, há muito costumo comprar (o “Público) é um mar de propaganda esquerdófila, democrática e não democrática. Cada vez pior – com a máscara de uma moderação qualquer é uma banhoca de meninos (sobretudo meninas) a dizer as mesmas bojardas.

    Temos que aturar a “ideologia de género”, os seus ubiquos próceres, os seus representantes “legais” e a sua penetração na informação e nas leis.

    A direita radical faz, um pouco por toda a parte, o seu caminho, mormente à custa das asneiras da esquerda. Por cá, a esquerda protege o Chega com unhas e dentes, nisso é eficaz, um mar de ignorância e estupidez, a cabeça na areia, muito orgulhosa da sua desgraçada obra. Um tal Coelho – muito conhecido por um dia ter exigido o “feixo da CRIL” – , alta figura autárquica do PS, exemplarmente consegue boicotar iniciativas sociais por não serem esquedistas de raiz. Um exemplo entre centenas de outros.

    As pessoas são contra tudo o que queira dizer progresso, economia, produção de riqueza. Contra o petróleo, contra o lítio, contra os OGM, contra as azeitonas, as uvas e os abacates, contra o “grande capital” – coisa esta que por cá não existe. Odeiam a energia nuclear, por mais que se meta pelos olhos dentro que não há outra solução com futuro. Assistem, subservientes e conformadas, às patranhas que lhes são oferecidas por demagogos e “correctos”.

    Os salários não sobem, mas aceita-se esmolas. Os 125 euros da caridade costista cairam hoje na conta, o povo está satisfeito, e continua a pensar que os “remédios” são de esquerda.

    No que ao IRRITADO diz respeito, só uma coisa corre menos mal: o Benfica anda com sorte.

    E pronto, a inspiração está de férias. O dono do IRRITADO despede-se. Não digo que para sempre, porque não se diz que desta água não beberei.

    Agradeço aos que me têm acompanhado, apoidado, contradito, insultado. Todos fazem parte da família. Agradeço  ao Filipe Bastos que, do alto intocável das suas generosa utopias, tanta porrada me tem dado. Agradeço ao Manuel Bragança, que já lá vai, a sua impecável prosa. Agradeço as asneiras do Tecelão, meu figadal inimigo, que não sei se ainda é vivo. E ao Picaroto e tantos outros, que por aqui andam ou andaram. Só alguns exemplos. Aos anónimos não agradeço, ainda que alguns talvez a tal tivessem direito.

    E é tudo. Não sei algum dia o IRRITADO ressucitará. Mas, para já, é tudo.

     

    19.10.22   

  • IRRITAÇÕES

    1. Parece-me que
    2. Eu parece-me que (pleonasmo)
    3. Eu a mim parece-me que (duplo pleonasmo)
    4. Eu, pessoalmente, parece-me a mim que (pleonasmos, redundâncias)

    Parece-me que só o nº 1 está certo. Mas a verdade é que o 2, o 3 e o 4, independentemente de outras versões mais “sofisticadas”, são os que “estão a dar”. Todos os dias, nas várias TVs, dos profissionais da coisa a jornalistas, convidados, professores doutores, filósofos, generais e outros que tais, misteres da bola e demais carolas, tudo minha gente usa o 2, o 3 e o 4.

    Não sei se os velhos professores de português já morreram todos, se as gerações vivas se esqueceram de coisas simples, se odeiam o português porque é difícil e o que é preciso é que os entendam, não sei. O que sei é que me irritam.

    Há muito mais, mas fica para depois.

     

     9.10.22

  • JUSTIÇA INFORMATIVA

    Anda o povo entretido com as alterações climáticas, culpa da negregada humanidade, mas ninguém faz seja o que for para as prevenir.

    Uma excepção a registar. O Moedas anunciou um plano monumental de drenagens e de conservação das águas pluviais para fins não alimentares, plano feito em 2004 por Carmona Rodrigues, conhecido bode expiatório do PS, e por este metido na gaveta.

    Como o plano não é iniciativa do PS, haverá que confiar que seja levado por diante, e que não seja como um dos anunciados pelo governo, com larga cobertura dos media e destinados a jamais ver a luz do dia.

    As mudanças no comportamento do planeta, se as há, são como milhares de outras que se têm dado ao longo de milénios e que têm tanto a ver com a humanidade como o trazeiro tem a ver com as calças. Mas a humanidade entretem-se com contrições idiotas em vez de fazer alguma coisa que, nalguma medida, possa prevenir as consequências de fenómenos naturais de raiz cósmica.

    Por isso que seja de saudar a iniciativa do Moedas, a que nenhum canal de notícias deu um segundo que fosse de tempo de antena.

     

    5.10.22   

  • SONDAGENS

    Os conhecedores destas sofisticadas matérias têm adiantado dezenas de explicações para o gigantesco falhanço das sondagens no Brasil.

    Das duas, três: ou as empresas de sondagens são umas aldrabonas (aprenderam com as  Portuguesas?), ou o Bolsonaro tramou e realizou uma monumental chapelada, restando saber onde e como, ou… qual é a terceira?

    5.10.22

  • ATRASO DE VIDA

    Anda o governo muito atarefado com os “leilões solares”. Porquê? Porque os tais leilões – julgo que compras de direitos de instalar painéis – estão caros, o que, diz-se, põe em causa a viabilibade dos investimentos.

    Não sei como se processam tais leilões. É que, se estão caros (entende-se, se estão caras as bases de licitação), basta não pôr lá os pés para que os preços baixem. A não ser que a regulamentação de tais leilões seja especial, como especiais têm sido os incentivos à produção de electricidade intermitente, a qual todos, de uma ou outra forma, pagamos com língua de palmo. E pagaremos ainda mais se se continuar nesta política. Não é só a guerra a causa do aumento dos preços, coisa que toda a gente sabe mas as “autoridades” escondem. O mesmo, ou parecido, poderá ser dito acerca das intermitentes eólicas.

    Hoje é já público e notório, provado e comprovado (até a UE já deu por isso!), que a energia nuclear é a mais constante, fiável, segura e barata forma de produzir electricidade. Mas, enquanto os países civilizados (à excepção da Alemanha, com consequências catastróficas para ela e para todos nós), e muitos que o não são, aceleram os investimentos nesta área, Portugal há décadas se recusa, sequer, a estudar o assunto. Não estaria aí uma boa forma de, com os olhos no futuro, usar os milhões da “bazuca”?

    É claro que, por cá, o atraso é endémico e parece não ter solução. O governo não tem a mais leve preocupação ou interesse no futuro, seja a médio ou a longo prazo. Só o imediato lhe interessa. A chusma de “ecologistas”, falsos como Judas, que por aí campeia (todos ou quase todos, assim ou assado, pendurados no orçamento), faria manifestações, artigos de jornal, campanhas nas redes sociais, etc.

    O governo ficaria nas encolhas como faz com tudo o que possa chatear.

    E nós, muito contentes, a pagar e a deixar o buracos para os netos dos netos.

     

    2.10.220

  • DO MAU AO PÉSSIMO

    No dia em que o Brasil vai a votos, o IRRITADO apresenta aos brasileiros as suas sentidas condolências. Vítimas de si próprios, os eleitores estão reduzidos a escolher entre o mau e o péssimo, ou entre o péssimo e o mau. Nem o diabo teria coragem para escolher qual deles é pior.

    Só há uma certeza. Ambos são adeptos do Putin e, portanto, amigos dos nossos inimigos.

     

    2.10.22

  • UMA TRISTEZA

    Durante longos e tristes anos, Costa dedicou-se à nobre tarefa pôr as culpas dos seus erros às costas do PSD. Nada de mau tinha outra origem. E, coerente, o homem dizia que jamais dialogaria com tal gente, jamais aceitaria qualquer proposta ou ideia dele proveniente. Durante anos, o PSD foi excomungado, maltratado, até nos tristíssimos tempos em que foi chefiado por um ajudante do PS chamado Rio, uma espécie de namorado, imagem clara do adágio “quanto mais me bates mais eu gosto de ti”. Costa até este punha de lado, com um esgar trocista.

    Eis senão quando, debatendo-se com a crise de inteligência, de coerência e de lealdade que grassa nas suas hostes, Costa deu em recorrer aos bons ofícios do PSD para resolver a monumental trapalhada do aeroporto de Lisboa. Tudo, é claro, a bem do “interesse público”, do “compromisso democrático” e, evidentemente, de (mais) uma desresponsabilização própria, de algo que comprometesse o novo PSD e o calasse sobre o assunto.

    Estranhamente, Montenegro aceitou dialogar, esquecendo que, para haver um gentlemen’s agreement, é preciso que haja pelo menos dois gentlemen. Manifestamente, não era o caso.

    Da “cimeira”, o que resultou? O costume. Duas “comissões” que, durante um ano(!), vão fazer mais uns “estudos”, a juntar à floresta de estudos que já andam por aí e, para aumentar a confusão, acrescentando a brilhante ideia do aeroporto de Santarém, a oitenta quilómetros de Lisboa, coisa que cheira que tresanda a negócio de terrenos.

    No fundo, nada foi decidido a não ser o prolongamento da trapalhada. O PS arranjou um bode espiatório para o que correr mal, a malta vai ficar mais uns anos a ouvir umas bocas e sem novo aeroporto. Daqui a um ano, as “comissões” pedem aumento do prazo, isto se já tiverem começado os trabalhos. O novo aeroporto de Lisboa é como o Brasil: é o aeroporto do futuro. E o futuro, esse, como se sabe, continuará a não existir.

    Uma nota de humor: as televisões transmitiram a reunião sem som. O que dava para ver, e gozar, eram as trombas do PNSantos: fartei-me de rir. Valeu a pena.

     

    24.9.22