IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


  • CONFIANÇA

     

    Aqui há dias, o Governo que temos anunciou mais uma benesse para minorar os males do povo: comunicou que, quem quisesse energia mais barata se dirigisse aos fornecedores com tarifas reguladas.

    Ninguém sabia o que isso era, ou quem eram tais fornecedores. Até que começou a constar que era a GALP. A seguir, veio um tipo da GALP dizer que ia aumentar os preços.

    Dizem os jornais que dos 1.300.000 consumidores virtualmente candidadtos à benesse do governo, houve 18.000 que mudaram, ou seja, quase 1,4%!

    Boa notícia. Parece que o pessoal tem tanta confiança no governo quanta a que o governo merece.

     

    23.9.22

  • GEOGRAFIA

    O canto superior direito do “Expresso” de hoje reza assim: “O PR parte Sábado para uma visita à costa Leste dos EUA… Marcelo vai passar por Los Angeles, San Diego, Vale de San Joaquim, San José e São Francisco”.  Muito bem. Boa passeata é o que o IRRITADO deseja a SEXA. Divirta-se e fique por lá o tempo que lhe apetecer sem que lhe sintamos a falta. O problema é que os EUA estão ao contrário: a viagem não é à costa Leste mas à costa Oeste.

     

    23.9.22

  • QUEM COM FERRO MATA…

    No século XXI, no nosso mundo, tem-se assistido a uma espécie de revolução levada a cabo por uma “modernidade” de cariz totalitário. Não tem sido uma revolução com manifestações de rua, desordens, revoltas armadas, atentados. Nada disso. É mais profunda e feroz que isso. Não se destina a alterar, na sociedade, quem queira ser alterado, mas a condenar ao silêncio, ao opróbrio e à condenação moral, intelectual e social quem não quiser ser rinoceronte, como diria Ionesco, porco, na parábola do respectivo triunfo, ou súbdito fiel de novos bigbrothers. Quem não estiver com os revolucionários, não militar com eles, não comer da malga deles, é insultado, posto à margem, ostracisado, ou pior, publicamente rotulado de incapaz, indigno, falocrata, homofóbico, fascista, racista, enfim, um novo léxico consagrado à exclusão, ao ódio e ao anátema.

    Os prosélitos da revolução, geralmene chamados “activistas”, consideram-se intelectualmente superiores à miserável “plebe” sobre que despejam a sua fúria totalitária. São políticos, intelectuais, jornalistas, professores, seguidores acríticos, ou falhados em busca de razões. Mas são muitos e enxameiam toda e qualquer forma de comunicação.      

    Quem resistir é condenado, em vida, à exclusão, a um funeral destinado a novos cemitérios da inteligência, da moral e da sociedade. A nova sociedade excomunga a antiga e os seus vestígios, põe no lixo os seus mais persistentas e nobres costumes, vira a História de pernas para o ar, a nova inteligência não reconhece outras, a nova moral é a do politicamente correcto, com exclusão expressa e obrigatória de qualquer norma ou pessoa a ele se oponha.   

    Muita gente se queixa do surgimento, um pouco por toda aparte, de políticos radicais, de extrema direita ou não, com perigosas expressões públicas.

    A culpa é dos tempos e ideias que os radicais de esquerda criaram e querem impor. Para radicalismos, respostas radicais. Se os novos radicais querem alguma coisa honesta, moderem-se. Os outros moderar-se-ão com eles.

    Quem com ferro mata…

     

    23.9.22  

  • DOS SORRISOS DO COSTA

    Costa é todo sorrisos. Diz as maiores mentiras, asneiras e dislates sem qualquer pudor. Se se vir obrigado a retratar-se, usa o mesmo sorriso, como se falasse para bébés ou analfabetos.

    Às vezes, irrita-se.

    Irritou-se com o PNSantos quando este resolveu pôr-se com opiniões. Desmentiu-o com violência, mas teve medo de correr com ele. Afinal, disse, estava tudo bem, não havia problema.

    Desatou aos pontapés quando o homem da Endesa disse que a energia ia aumentar uns 40%. A energia vai aumentar isso, ou mais, mas Costa cuspiu o homem nos jornais, e nunca se retratou.

    O pacote de “ajuda às famílias” foi denunciado como truque, aldrabice, engano, por este mundo e o outro. Desmascarado, Costa meteu os pés pelas mãos, mas continuou sorridente.

    Fez um pacote para as empresas, o resultado foi o mesmo: tratava-se de empréstimos, não de ajudas, não houve quem não denunciasse. Costa sorriu.

    O fulano da economia acha que se deve dar uma machadada geral no IRC, coisa cuja utilidade e necessidade são de uma clareza indiscutível. Dizem as estatísticas que os países onde o IRC baixou a economia cresceu e o Estado acabou por arrecadar mais dinheiro. Mas o Costa ficou chateado e mandou o Medina e o irmão da outra (Mendes) dizer que o da economia é uma besta e que não vai ser assim. Costa sorri, que disparate, tal coisa tem que ir à concertação. Até lá, é um “desconcerto” pegado.

    Dizem os comentadores que o governo, mais que desconcertado, está desconjuntado, feito em papas, e que cada dia vai ser pior.

    Há quem se lembre do Passos que tinha a mania de dizer a verdade, boa ou má. Era o que tinha que ser, depois das trafulhuices do Sócrates/PS. Maldito Passos, isso da verdade é uma chatice. Com Costa, a história do PS repete-se, tirando a corrupção do outro (ainda impune!). Parece que, num mar de enganos, o Costa vai durar anos.

    Aqui bate o ponto, o mais grave ponto. Parece que os portugueses não se fartam de enfiar barretes e se deixam ficar. Guardam a indignação para o aquecimento global e as alterações climáticas, culpa mais ou menos imaginária de uma humanidade sem juízo. Guardam os rancores para as corridas de touros, os caçadores, as ofensas ao politicamente correcto, o woke, a ideologia de género e outras martingalas feitas para os distrair, coisa que cai como mel na sopa do Costa. Por isso, sorri.

    Como sempre, quando acordarmos será tarde.

     

    22.9.22

  • FÓRMULAS SOCIALISTAS

    Uns anos depois de o ministro PS da segurança social ter estudado a sustentabilidade da coisa e ter inventado uma fórmula tão importante e definitiva que mereceu honras de lei, vem o governo dizer que está tudo suspenso, que já não interessa nada, e que o “pacote” é que é bom. Devemos estar gratos por mais esta exibição da sabedoria e do bom-senso governamentais. A lei é a lei, não se revoga, suspende-se. Respeite-se a ordem jurídica, somos um Estado de Direito! O próprio pai da célebre fórmula da actualização de pensões já veio dizer que ela pode adaptar-se às circunstâncias, isto é, não vale um caracol.

    Mas, atenção!, o governo já nomeou (mais) uma comissão para tratar do assunto. Haja esperança. A dita comissão tem um ano para “propor soluções que robusteçam o sistema”. É que a culpa é da demografia. Saúde-se, o culpado já não o Passos Coelho (como ainda ontem dizia a dona Catarina Mendes, seguindo sábias palavras da dona Marta Temido). É a demografia.

    Acrescente-se que o prazo dado à tal comissão, como sucede com todas comissões, poderá ser prolongado sine die, não vá a demografia fazer das suas.

    Esperemos sentados.

     

    9.9.22   

  • À PATA

    Anda o nosso tão estimável governo muito preocupado com a “mobilidade” dos peões. Assinale-se. Até agora, governo, câmaras, juntas, etc. andavam em acção para acabar com os automóveis, ou para privilegiar os que enfiam o barrete dos carros eléctricos, e ainda para promover as trotinetas, as bicicletas e outras martingalas que dão cabo da vida aos peões.

    Agora, são estes últimos quem preocupa as autoridades. Muito bem.

    Foi anunciado mais um “estudo” para tratar do assunto. Daqui a não se sabe quanto tempo, estima-se que muito, as autoridades parirão o tal estudo, o qual, em princípio, não servirá para nada. Se calhar, ainda bem. Presume-se que os peões possam vir a ser obrigados a pagar uma taxa para andar na rua, a receber um número de matrícula ou a passar a ter um seguro obrigatório para o caso de incomodarem alguma trotineta. Com esta gente tudo é possível.

    Como o IRRITADO se preocupa com estas coisas, aqui vão, muito a sério, umas sugestões: a) acabar com a calçada portuguesa, ou mantê-la só onde for significativa e onde houver condições para a sua manutenção em condicões decentes, assim acabando com milhares de pés torcidos, pernas partidas, velhotes a cair no meio do chão, proliferação de pedras soltas, perigosíssimas, b) passar a tratar das árvores sem esperar que, ao primeiro vendaval, um ramo dê cabo da vida a algum peão, c) proibir a plantação de plátanos, a árvore mais porca que existe, e, aos poucos, substituí-los por árvores bonitas e de bom comportamento cívico, d) dar permanente prioridade aos peões, mesmo nas ciclovias, acabando com as confusões e os insultos de ciclistas e trotineteiros.

    Aqui ficam algumas humildes sugestões, na certeza de que nenhuma delas fará parte do “estudo”, ou provocará alguma reacção das autoridades.

     

    9.9.22

  • SÁBIAS PALAVRAS

    SÁBIAS PALAVRAS

    “As medidas de redução do consumo vão produzir um efeito muito positivo nas instituições todas, na medida em que passam a ter consumos mais baixos e, obviamente, passam a ter poupanças financeiras”

    Duarte Cordeiro, ministro do ambiente

    Eis o governo no seu melhor. Este fantástico ministro descobriu que reduzir o consumo de gás provoca consumos mais baixos. Formidável, não é? E se as “instituições” têm consumos mais baixos pagam menos metros cúbicos e gastam (?) menos dinheiro.

    Esta vai de braço dado com as outras, a da ministra que descobriu que os fogos na serra da estrela eram porreiros e a da secretária de Estado que acha que a serra ardeu 30% do que dizia o algoritmo.

    Vamos longe.

     

    9.9.22

  • UMA TEMPESTADE..

    … foi o que aconteceu ao meu post sobre o esquerdismo militante do jornal “Público”.

    Aqui vai uma resposta, o mais abreviada possível. Se eu digo que o “Público” é privado, é por piada sobre o nome, não que esteja a dizer que os outros não são privados. Quem lê e treslê, reage com raiva. Se eu digo que há jornais com cara, não estou a dizer que aldrabem nas notícias, estou a referir, por exemplo, os espanhóis “El Mundo” e El País”, os franceses “Figaro” e “Observateur”, os ingleses “Times” e “Guardian”, tudo generalistas respeitáveis, mas com diferentes “mentalidades”. Se digo cobras e lagartos da “Academia” do “Público” é porque nenhum dos jornais citados entregaria uma tal “academia” (histórica!) a representantes de um só partido, ainda menos a um só partido radical, de esquerda ou de direita. Para quem não percebeu, ou tresleu, aqui fica o esclarecimento.

    Só mais um exemplo: o “Público” de hoje dedica hoje 60% da primeira página e 100% das páginas 10 e 11 à rentrée do PC (festa do “Avante”). Comparem com o que aconteceu com as rentrées dos outros partidos, e talvez a raiva se lhes acalme e os argumentos absurdos baixem de intensidade.

    A título de piada sem graça nenhuma, leiam no “Público” de ontem um manual prático de como entregar o rabiosque às investidas de um pénis excitado. Está lá tudo: prevenções higiénicas por causa do mau cheiro, protecção contra contaminações, lubrificação do reto para facilitar e, sobretudo para senhoras, os produtos ideais para lubrificações que, na Natureza, não andam pelo local em apreço. E muito mais. Ficam a saber como utilizar canal de saída como porta de entrada. E, embevecidos, agradeçam tão úteis esclarecimentos numa carta ao Director, coisa que, ou muito me engano ou jamais será publicada.

     

    5.9.22

  • RIGOR E PLURALISMO

    Costumo comprar um jornal privado “de referência”. Um hábito de longa data que, salvadas algumas coisas, muito contribui para me irritar. Refiro-me, como é evidente, ao jornal “Público”, detido pelo grupo Sonae.

    Noticiosamente aceitável, o dito diário vem dando cada vez mais sinais de militante esquerdismo. Altas figuras da intelectualidade esquerdista tem lá lugar cativo, havendo um ou outro não pertencente à orquestra, talvez a título de raminho de salsa. O director é especialista em cravos e ferraduras, julga-se que para disfarçar.

    Ultimamente, a história da independência do Brasil tem sido pasto das habituais “investigações históricas” tendentes a instilar interpretações ideologicamente orientadas e a obliterar factos, certamente por falta de “interesse científico”.

    Agora, numa coisa chamada “Academia”, o “Público” propõe-se dar à malta lições de história. Muito bem. Com este nobre objectivo vai pôr à disposição dos interessados um leque de intelectuais e cientistas criteriosamente escolhidos. A quem queira ilustrar-se são oferecidos os estudos e opiniões da figuras tão gradas quanto as dos professores Fernando Rosas (fundador e dirigente do Bloco de esquerda), Francisco Louçã (grande líder do socialismo revolucionário e indiscutível pai do Bloco de Esquerda), João Teixeira Lopes (membro e ex-dirigente do Bloco de Esquerda), Miguel Cardina (membro do Bloco de Esquerda, investigador do Centro de Estudos Sociais – ramo intelectual da esquerda radical na Universidade de Coimbra), Luis Trindade (compagnon de route dos anteriores) e Andrea Peniche (feminista radical e activista do Bloco de Esquerda).

    Não contestando a valia intelectual de cada um dos escolhidos, que fique registado o pluralismo político, a independência ideológica e o rigor informativo do jornal da Sonae e do seu ilustre director.

    Veremos se há mais alguém, neste país escravo do socialismo, que denuncie este tipo de iniciativas.

    Aos que venham a alinhar na dita “Academia”, o IRRITADO deseja uma feliz lavagem ao cérebro.

     

    1.9.22     

  • HÁ GOVERNO?

    É já célebre a declaração da senhora vice-primeiro-ministro-ou-lá-o-que-é, segundo a qual, dados os incêndios, tudo está porreiro porque a Serra da Estrela vai ficar muito melhor do que estava. Assim como, salientou, se não fosse o terramoto, o Marquês não tinha reconstruído Lisboa. Genial.

    Também célebres são as doutas palavras da senhora da Protecção Civil (secretária de Estado!) segundo as quais a Serra da Estrela só ardeu 30% do previsto pelo algoritmo da organização. Tudo óptimo, assim como é óptimo que partir uma perna é muito melhor que partir as duas.

    Neste segundo caso agiganta-se, cheia de coerência com as declarações oficiais, a mui credível opinião da dita Protecção Civil, segundo a qual os ditos incêndios libertaram energia superior a 25 bombas de Hiroxima (766 terajoules). Feitas as contas, se se cumprissem os ditames do algoritmo, teríamos tido nada menos que Umas 2.500 bombas de Hiroxima a passear na Serra.

    Ou eu estou errado, ou o algorimo é treta, ou não temos governo nenhum. Ou as três. Pelo menos a  terceira está certa.

     

    29.8.22

  • UROLOGIA

     

    O IRRITADO tem andado sem inspiração que valha a pena. É tanta a desgraça, o calor, os incêndios, os mortos a mais, o governo a menos, estraçalhado, trapalhão, tanta pobreza, tanta tropelia, tanta aldrabice, tantas desculpas, e a guerra, meu Deus, e a guerra, mais futebol, mais guerra, o que vale é que o primeiro-ministro aproveitou os incêndios para ir de férias, senão tínhamos ainda mais trapalhices. Se fosse escrever sobre tudo não tinha descanso, o melhor é não ecrever sobre nada.

    Ou então… digamos qualquer coisa como graça, para quem achar graça. Venho falar de urologia (especialidade médica que estuda e trata o sistema urinário e o aparelho reprodutor masculino, segundo o dicionário). Porquê? Porque é uma das mais importantes causas dos incêndios. Verdade, verdadinha, era assim que dizia uma funcionária televisiva do exército de meninas, senhoras e cavalheiros que nos informam sobre os incêndios. Segundo ela, são causa do fogo, o vento, o fogo posto, a seca, a falta de meios, etc… e a urologia. A rapariga terá desculpa, isto da miséria em que está a educação justifica largamente tal referência. Ou não. É que há mais: ontem, a inigualável Ana Gomes queixou-se do mesmo: a urologia está na base da fúria dos incêndios. Aqui, já a porca começa a torcer o rabo. Dada a preparação universitária de senhora embaixadora, sou levado a achar que é capaz de ser verdade. A falar não é gaga, como é sabido. Ainda por cima, dado que sofro de hiperplasia benigna da próstata, pensei que seriam as dificuldades urinárias masculinas uma das causas dos incêndios, isto é, como os homens urinam menos do que deviam, aí temos a falta de meios para apagar o fogo, pelo menos na douta opinião de referida senhora.

    Trata-se de uma questão que, sob o ponto de vista científico e como é de calcular, tem a sua razão de ser. Outra coisa não seria de esperar de tão ilustre criatura.

    Há quem diga que foi um lapsus linguae, que ela queria dizer orografia. De qualquer maneira, inclino-me mais, não sei porquê, para urografia (radiografia das vias urinárias). Mas quem sou eu para duvidar, ou ter opiniões perante gente tão culta?

     

    22.8.22 (hoje é capicua, pode ser que dê sorte)

  • GRAVE PROBLEMA

    Era sabido que o Montenegro ia ter uma problema dos diabos. É que, por muito que faça para unir o partido, há uma área importantíssima em que tal é mais que duvidoso, garantidamente duvidoso, ou garantidamente “dividoso”. Como devem calcular, refiro-me ao grupo parlamenar.

    Foi este cuidadosamente formado pelo politicamente ominoso (abominável, detestável, execrável, horrendo, odioso, segundo o dicionário) senhor Rio, serventuário do PS, convencidão, incompetente, prejudicial, contraproducente, objectivamente traidor a quem o elegeu. O homem “demitiu-se”, mas ficou meses agarrado ao poder por via administrativa, a fim de ganhar tempo para deixar no poder os seus seguidores, maxime no grupo parlamentar, e assim assegurar a continuidade da sua devastadora obra. É com esta gente que Montenegro, queira ou não queira, terá que se haver.

    E, ó desgraça, começou por promover um dos áulicos do Rio a presidente do grupo. O homem parece sério, poderá ter boas ideias, mas não tem qualquer condição, enquanto parlamentar, para se bater com a alcateia socialista. Calculo que, na mesnada do Rio, não houvesse muito por onde escolher. Ou não houvesse nada. Mas, em política, tão importantes são as ideias como a forma de as defender.

    Portanto meus amigos, os tempos vão ser difícies para Montenegro. Se me enganar, fico feliz.

     

    15.8.22   

  • MORRER EM PAZ

    Pois é. Parece que anda para aí uma data de gente a morrer. Ninguém parece saber, ou dizer porquê.

    Há almas pouco crentes a clamar que são as consequências dos anos em que, por causa do terrorismo oficial, o SNS funcionava ainda pior do que de costume, as pessoas tinham medo de ir aos hospitais, quem ia, ou tinha covide ou era mandado passear, as urgências não eram frequentadas, não havia diagnósticos, ainda menos cirurgias, ou consultas. O panorama era a continuação do habitual mas em muito pior. É claro que as consequências haviam de vir, e aí estão.

    Outras almas, habitualmente rotuladas de criminosas (classificação introduzida pela Armada), negacionistas e fascistas encapotados, andam a dizer que a culpa é das vacinas do almirante, a morte súbita, os derrames cerebrais e outras maleitas são provenientes das vacinas que nunca foram vacinas, só discutíveis tratamentos com aparente ou real eficácia na moderação dos sintomas.

    Entretanto, tudo na maior. Os profissionais de saúde andam num virote corporativo (nunca, nem durante a ditadura corporativa, houve tanto corporativismo em Portugal), as “autoridades” metem os pés pelas mãos, a ministra vai dizendo uns disparates, a outra condena o bacalhau à Brás, o covide deixou de ser notícia, só aparece em letra pequena e em quantidades que há um ou dois anos seriam catastróficas mas agora já não, os testes caíram em desuso, a guerra da Ucrânia e os fogos é que é bom, o Presidente anda de automóvel a fazer a sua propagandazinha com uma senhora enjoativa, o PSD, e bem, zanga-se com ele, o primeiro-ministro diz que não há problemas, isto sem falar da ditadura da esquerda LGBTYFDSXCVB+-x:ETCETAL, que se apresta a condenar os “dissidentes” que dizem mal da nova antimoral instalada.

    É o que está a dar, os mortos são conversa para académicos de pacotilha, não fazem manchetes nem compram publicidade.

     Pois que morram para aí à vontade, a culpa é de nada e de ninguém como é costume e o SNS nada tem a ver com o assunto.

     

    13.8.22

  • ACÇÃO DE GRAÇAS

    Segundo um militar que anda por aí a comentar a guerra (major general Carlos Branco), os alvos civis dos russos (prédios de habitação, escolas, hospitais…) têm lá armas escondidas. São alvos legítimos, alvos militares, os bombardeamentos são tarefa legítima do Putin. Por exemplo, ontem, várias vezes instado pela chata da CNN, recusou dizer que a Rússia destrói as cidades. E por aí fora, num mar de justificações, toda elas “técnico-militares”. Só lhe falta dizer, para completar as “análises”, que a invasão da Ucrânia é mais do que legítima, admirável.

    Julga o IRRITADO que a embaixada da Rússia devia, para ser justa, fazer um comunicado de acção de graças pelas opiniões do ilustre militar.

     

    8.8.22

  • MÁRIO FERREIRA

    Uma esquerdoida e uma esquerdófila, das do costume (C. Martins e A. Gomes), desataram aos gritos quando se soube o chamado Banco de Fomento “fomentou” um empréstimo de 40 milhões ao senhor Mário Ferreira.

    Para quem conhece as gritantes, é fácil explicar a coisa: quem quer que seja que tenha empresas ou que mexa em dinheiro a sério leva na cabeça, e pronto. Parece que o homem não é socialista, e as referidas senhoras mais não fizeram que aplicar ao caso a filosofia de Sua Excelência o Presidente da Assembleia da República.

    Quanto ao banco, são desconhecidos os critérios que presidiram ao empréstimo mas que, ao que parece, respeitaram todos as normas da UE aplicacáveis.

    Foi dito, em abono do senhor Ferreira, que não se tratava de um bodo mas de um empréstimo que viria a render ao banco uns 29 milhões em juros. A ser verdade, as senhoras jamais terão isso em consideração: se o homem tem empresas e dinheiro, se cria emprego e empresas, se ganha com isso, é para defenestrar.

    O homem é que não esteve com mais aquelas: contra-atacou, isto é, mandou o empréstimo às urtigas e disse que ia arranjar o dinheiro de outra maneira. Não estava para aturar as senhoras, ainda menos os exércitos dos media que por aí se agigantam, sedentos de sangue. Publicou um comunicado, bem escrito e bem fundamentado, onde explica as suas razões. O banco calou-se, o governo também.

    Não sei se isto lhe valeu a pena. Calar a matilha não é fácil.

    E, ou muito me engano ou os quarenta milhões vão voltar direitinho aos cofres de Bruxelas. Será a “gestão” socialista no seu melhor.

     

    3.8.22

  • BANANISMO

    Voltando à questão levantada pelo presidente da Endesa Portugal, algumas observações serão pertinentes.

    – Prova-se que o IRRITADO tinha razão: deem a volta que derem, a energia vai aumentar. Sobre isto, aliás, toda a pobre gente está de acordo.  

    – O Estado não sabe o que há-de fazer, ou dizer. Limita-se a meter os pés pelas mãos.

    – A “entidade reguladora” não prestou, nem presta, qualquer esclarecimento.

    – Ninguém sabe quais as verdadeiras consequências do chamado acordo ibérico. O mistério mantem-se mistério ou , por outras palavras, ninguém tem noção do que lá estará escrito, ou como interpretá-lo, ou o que há a dizer ou a fazer.

    – O Primeiro-ministro vai fiscalizar as facturas da Endesa antes da sua emissão, atitude pelo menos espantosa do seu autor, o qual, como é evidente ignora o problema e outra  coisa não faz senão atirar areia para os olhos de cada um.

    Tudo isto é muito grave: as declarações do chefe da Endesa, as do incrível Galamba, a reacção do PM, o desrespeito pelo cidadão, a ignorância crassa das autoridades, o silêncio do “regulador”.

     É a república socialista das bananas a funcionar à Ia manière.

     

    3.8.22

  • O RESTO É CONVERSA

    Um senhor, salvo erro Silva de seu nome, chefe da empresa castelhana que dá pelo nome de Endesa, decretou, ontem, que o preço da electricidade, no mês que vem, vai levar um pontapé pela escada acima. Nada menos que 40%! É obra!”

    Vai daí, o insuportável Galamba veio a correr chamar-lhe mentiroso, aldrabão, etc. Mentira!, vociferou indignado.

    O IRRITADO não sabe quem tem razão. O mais provável é tenham os dois, isto é, a electricidade não vai aumentar 40%. Será só 35%, ou coisa que o valha.

    Mais engraçado é que o Silva diz que a culpa é de um acordo qualquer, celebrado ao nível da península. O Galamba diz que o tal acordo faz baixar o preço. Está a perceber?

    Em que ficamos? Em nada, como de costume. A única certeza, garante o IRRITADO, é que vamos pagar mais. O resto é conversa.  

     

    1.8.22

  • ASSIM, NÃO

    Caíu-me o queixo, ontem, quando vi reproduzidas as declarações do Moedas sobre uma estátua do Vasco Gonçalves, a erigir em Lisboa.

    Para quem já não se lembra, trata-se do antigo comandante do Agrupamento de Engenharia da Região Militar de Angola, onde tinha por hábito dizer, à gargalhada, que estava na ZIAC (zona de intervenção do ar condicionado), em contraposição e troça das ZINs, onde a malta dava o corpo ao manifesto, e, mais tarde, lider incontestado das tropas soviéticas que, durantre mais de um ano, ocuparam Portugal e a que o povo português resistiu heroicamente.

    Há um certo número de pessoas, vivas e mortas, a quem a democracia portuguesa – se é que, nas mãos do Costa, tal coisa ainda existe – poderia pensar em erigir estátuas, a começar em Mário Soares. Gonçalves jamais pertenceu a tal número, bem pelo contrário.

    Eu, sei que, dada a sua tenra idade, o Moedas, ainda que descendente de comunistas soviéticos, não se lembre do que (se) passou nos horrorosos tempos em que a tropa do Gonçalves “governava” o país. Mas, se considerarmos o seu percurso político, sua aceitação da proposta (de quem?) de o homenagear é, pelo menos, obscena.

    Pior ainda, é que, segundo li, o PS de Costa ainda não tenha reagiu a tal coisa, o que é, pelo menos, uma chapada na cara do cadáver de Mário Soares e do que ele foi e representou durante o gonçalvismo.

    E tão mau é ver o Presidente da Câmara de Lisboa aos abraços/elogios a uma criatura tão sinistra como o Pedro Nuno Santos, sócio honorário da extrema esquerda, com quem, que remédio, devia ter uma estrita relação institucional.

    Males a somar ao recuo no caso da Almirante Reis, à florestação da cidade com radares de calibre estúpido e, a todos os títulos, prejudicial, Moedas não é só uma desilusão autárquica, é uma desilusão política, e uma desilusão humana.

    Autarquicamente, deu em fabricante de multas e perseguições. Politicamente, anda aos abraços ao governo e cede a quem, desde aprimeira hora, não pensa noutra coisa que não seja apeá-lo. Humanamente, ofende a sua própria honra.

    Não sei se Moedas terá, ainda, tempo para recuperar a admiração de quem o apoiou e de quem o elegeu.

    Em Portugal, tudo é possível, sobretudo o que é mau.

     

    31.8.22

  • JÁ CHEGA O QUE CHEGA

    Sua Excelência o Presidente da Assembleia da República, figura conhecida pelo seu feroz ultramontanismo socialsocratista/costista resolveu usar o seu cargo para entrar nos debates parlamentares.

    A propósito de mais uns dislates do senhor Ventura, decidiu entrar em cena. Não digo que os tais dislates não passem disso mesmo, nem que, a tal propósito, o senhor Ventura não tenha calçado a chinela para mais uma das suas ameaçadoras tiradas populistas. Competia, como competiu, aos deputados, votar contra tais tiradas, discutindo-as ou não. Mas não competia ao senhor Santos Silva condená-las, metendo-se onde não era chamado.

    Julgo que não seria a primeira vez que o chefe do parlamento despia o casaco para intervir num debate. Estaria no seu direito, como deputado que é. Nessa altura, porém, desceria da tribuna e ocuparia o seu lugar de comum deputado. Mas não. Abusou dos seus privilégios para debater, condenando, uma iniciativa parlamentar. Será próprio do trauliteiro que sempre foi, desta feita em tom moralista, mas, manifestamente, não é camisa que lhe sirva. Parece que não havia quem se encarregasse de pôr o Ventura nos varais. Havia pelo menos todos os deputados não do Chega. O Presidente não precisava, nem tinha de se meter onde não era chamado.

    No fundo (isto não é teoria da conspiração), o que, evidentemente, resulta da intervenção do Santos Silva é mais um contributo para a propaganda do Chega, coisa em que a esquerda é fértil. Quanto mais o Chega crescer, menos hipóteses terá o PSD de acabar com a ditadura do PS.      

     

    22.7.22

  • NÃO FOI PARA ISTO

    De longa data, considero a Câmara de Lisboa um poderoso inimigo público, uma fábrica de entraves, uma monstruosidade burocrática geradora de corrupção, uma produtora de taxas e taxonas, um ninho de empatas. Os lisboetas viram algum alívio no tempo de Santana Lopes e Carmona Rodrigues, mas que, ferozmente perseguidos pelo visceral ódio da esquerda, foram sol de poca dura.

    A mais recente grande vitória da ditadura camarária – os radares – em menos de um mês gerou a bonita receita de cinco milhões de euros só em multas por “excesso de velocidade” nas ruas da cidade. Trinta e oito mil multas! Em violenta sanha persecutória, a CML quer obrigar os automobilistas a perder tempo, a gastar mais combustível, a chegar tarde onde querem chegar, tudo a pretexto de excessos de velocidade absolutamente ridículos, estúpidos e anquilosantes, mas geradores de dinheiro, que passa de privado a público. Não chegavam os abusos, devida e legalmente incentivados, dos esbirros da EMEL. Era preciso mais para satisfazer a sede camarária e perseguir os cidadãos.

    Desta humilde tribuna, digo ao Moedas que não foi para esta porcaria que lhe dei o meu voto.              

    22.7.22