IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


UMA TEMPESTADE..

… foi o que aconteceu ao meu post sobre o esquerdismo militante do jornal “Público”.

Aqui vai uma resposta, o mais abreviada possível. Se eu digo que o “Público” é privado, é por piada sobre o nome, não que esteja a dizer que os outros não são privados. Quem lê e treslê, reage com raiva. Se eu digo que há jornais com cara, não estou a dizer que aldrabem nas notícias, estou a referir, por exemplo, os espanhóis “El Mundo” e El País”, os franceses “Figaro” e “Observateur”, os ingleses “Times” e “Guardian”, tudo generalistas respeitáveis, mas com diferentes “mentalidades”. Se digo cobras e lagartos da “Academia” do “Público” é porque nenhum dos jornais citados entregaria uma tal “academia” (histórica!) a representantes de um só partido, ainda menos a um só partido radical, de esquerda ou de direita. Para quem não percebeu, ou tresleu, aqui fica o esclarecimento.

Só mais um exemplo: o “Público” de hoje dedica hoje 60% da primeira página e 100% das páginas 10 e 11 à rentrée do PC (festa do “Avante”). Comparem com o que aconteceu com as rentrées dos outros partidos, e talvez a raiva se lhes acalme e os argumentos absurdos baixem de intensidade.

A título de piada sem graça nenhuma, leiam no “Público” de ontem um manual prático de como entregar o rabiosque às investidas de um pénis excitado. Está lá tudo: prevenções higiénicas por causa do mau cheiro, protecção contra contaminações, lubrificação do reto para facilitar e, sobretudo para senhoras, os produtos ideais para lubrificações que, na Natureza, não andam pelo local em apreço. E muito mais. Ficam a saber como utilizar canal de saída como porta de entrada. E, embevecidos, agradeçam tão úteis esclarecimentos numa carta ao Director, coisa que, ou muito me engano ou jamais será publicada.

 

5.9.22



5 respostas a “UMA TEMPESTADE..”

  1. Oh Irritado, por este andar você vai ficar choné, e vejam lá o que o “Público” foi publicar: notícias da Festa do Avante.É mesmo pra chatear, será que tem leitores suficientes para publicar aquelas coisas? O Irritado devia ter pertencido aos coronéis da censura e julga que pode impor seja o que for a um jornal privado. Vá se fosse um periódico regional de uma Câmara ou organismo religioso, ainda vá que poderia criticar o critério redatorial e mesmo assim não sei não se não seria tiques pidescos salazarentos.Cure-se e não leia coisas do Diabo.

  2. Pela parte que me toca tinha-o entendido, Irritado; mas a discussão dos ‘jornais com cara’ é já antiga entre nós. Creio que um jornal não deve ter cara. Essa é a função das colunas ou artigos de opinião, claramente definidos como tal. A função do jornal é investigar e informar de forma tão isenta quanto possível, doa a quem doer, sem agendas ou preferências. O problema da cara é que contamina tudo. O jornal omite ou desvaloriza certas notícias, destaca ou exagera outras. Convida só certas ‘personalidades’, como no seu exemplo do Público. Interpreta, evangeliza ou doutrina em vez de informar. Etc. Dirá que nenhum jornal (ou pessoa) é mesmo imparcial, logo mais vale estar às claras. Mas não colhe. Cabe aos jornais criar métodos e regras para anular preferências pessoais, e corrigir ou despedir quem o não faça. Nada de novo: qualquer jornal tem quem verifique erros ortográficos, erros factuais, etc. Isto não é diferente. Tal como não deve ter erros, não deve ter ‘cara’. Veja o Guardian, que já aqui citei muitas vezes: é (ainda) um bom jornal, dos maiores no mundo a denunciar mamões e criminosos. Mas lê-lo é hoje uma corrida de obstáculos: para encontrar algo válido e de interesse, temos de pular tretas sem fim. A ‘cara’ do Guardian é a sua parcialidade Labour, centro-esquerda chuleca e confortável, e sobretudo a sua obsessão woke. Por causa dela, há temas que sei que jamais lerei no Guardian. Porque são ignorados, até censurados quando alguém os evoca. Tal como a sua partidocracia, os seus jornais com cara fomentam tribalismo e uma cidadania infantil.

    1. Completamente de acordo. Vivemos numa completa farsa politico-mediática (em nome das liberdades e do progresso pois claro).

  3. Os meus pêsames, Irritado: morreu a Rainha. Sei como deve estar triste. Sabe o que eu pensava (e penso) dela. Uma sonsa; uma grande mamona; um símbolo da desigualdade, da iniquidade, da injustiça, de tanta coisa que está mal na Inglaterra e não só. Mas enfim, não será a morte dela a melhorar nada. Tal como ela jamais mudaria um milímetro da mama e injustiça que representou – e de que beneficiou – toda a vida, não serão os seus sucessores a mudar. Pelo contrário, farão igual ou pior. Os filhos são uns trastes, os netos idem. Toda a monarquia está podre e fede; mas hoje morreu uma velhinha. Com ela morreu a Inglaterra do Império, da Guerra, do Blitz, do seu adorado Churchill, do estoicismo, do stiff upper lip, da serena dignidade… é difícil não ter pena da velhinha.

    1. Mas deixou um “grande” legado multi-coiso e tal, nisso já agrada (mesmo que não o reconhecam)aos criticos ditos progressistas.

Deixe um comentário

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *