IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


CARMICES

Há um bom par de décadas, estava São Tomé a tentar sair do ruinoso sovietismo em a que a independência o mergulhara, dei comigo a ler um livro de História que servia para ensinar tal matéria às criancinhas que ao ensino acesso tinham. Rezava o tal livro (de produção cubana) que a humanidade tinha vivido no mais total obscurantismo até que… se deu a gloriosa revolução soviética, que veio iluminar as trevas. Aí, começou a História. O que antes houve, se houve, dela não faz parte.

A Constituição Portuguesa da terceira República faz coisa parecida. O seu primeiro artigo define Portugal: “Portugal é uma República…”. Definir é limitar. Portanto, Portugal começou a existir em 1910. O que antes houve, ou nunca existiu, ou não era Portugal.

Vem isto a propósito de uma senhora que estabeleceu a qualidade fundamental da realidade:. A “realidade é de esquerda”, escreveu ela. Portanto, o que não é de esquerda, ou é mentira, ou não faz parte do mundo real.

Tal senhora faz parte da inumerável colecção de esquerdistas, fêmeas e machos, que enxameiam as páginas do “Público”. Julgo ser a mais nova aquisição da organização. Mas, mesmo comparada com o inenarrável Boaventura, ou o sovietista Lof, a senhora tem uma indiscutível qualidade: é claramente tonta. Vale a pena lê-la, para ajuizar onde pode chegar a tontice. Ultimamente,  dedica-se à propaganda dos meninos que se colam ao chão para “salvar o planeta” e que proferem slogans de uma ignorância chocante – mesmo para os apóstolos da causa -, dislates diversos, frases mal feitas, parvoeiras, etc. Isto, além exigir a demissão de um ministro porque o homem sabe com profundidade umas coisas de petróleos e de energias ditas renováveis. É verdade que tal senhora não está só. Dona Catarina Martins (entre outros), também ela ou meia paranoica ou meramente oportunista, aproveita a procissão para mais umas tiradas demagógicas.

A cruzada dos mentecaptos deve ser, na triste cabecinha da dona Carmo Afonso (advogada ao serviço editorial do “Público”) uma realidade de esquerda, a única que existe!

Os media não deixam também de parangonar os seguidores da maluquinha sueca. Parece que a matéria dá público, ou cria público. Vende.

 

18.11.22           



11 respostas a “CARMICES”

  1. Afinal o Irritado bem podia ter ficado em vez de regressar atarantado.Aquela das criancinhas, um bom par de décadas, dois pares é um bom par?, o não sei quê sovietismo, Portugal é uma República (o prof. Jorge Miranda é um totó), e a Constituição ahahah por causa do sovietismo, é a novidade após o regresso atarantado. Definir é limitar ahahah o prof. Torrinha deve andar às voltas na tumba.Limitar, quer o Irritado fazer às notícias de um jornal pertencente a um grupo económico privado.Desculpe-me isto do atarantado, mas para não se irritar, bem pode fazer, ainda melhor que com o comando de uma tv que dá para mudar de canal, é nem sequer olhar para o Público.

    1. Comentar e mesmo criticar de forma justificada não é limitar e menos ainda cancelar …

  2. A prova provada que a idade não perdoa !

  3. Avatar de Só sei que nada sei
    Só sei que nada sei

    Igual ou pior foi o que ontem se passou na AR. (agência da rataria)Marcelo mandou `AR uma carta dizendo que garante a defesa dos direitos humanos na visita ao QatarA diplomacia do pedido para pedir autorização para ir ver a bola à custa do orçamento não tem limitesSe substituirmos diplomacia por hipocrisia aceita-se que o senhor vá lá catar camelos.Para alguma coisa há-de ter jeitoPor outro lado sublinhe-se a diplomacia da comichão da assembleia a justificar a aprovação dos gastos inúteis com a passeata.(substitua-se de novo diplomacia por hipocrisia).Ressalve-se a posição do Bloco e do IL e pasme-se com o chega e as faltas injustificadas do livre e da pan.Os argumentos do ps, do pcp e do psd puseram os camelos às gargalhadas.Estivera eu nesse concílio e tudo faria para promulgar uma ida de todo o governo (ministros, secretários, assessores e respectivos cônjuges) para uma ida -não ao catar- mas PARA o CATAR, independentemente de haver ou não coices na bola!.

    1. E encontravam-se lá todos com o Rei de Espanha.

  4. O esquerdismo ao momento é o ” mainstream” assim como a direita já o foi e voltará com certeza a ser.O pessoal já está a ficar irritado das palhaçadas da esquerda

  5. Tem razão sr Irritado. Definir é limitar. Não definir é deixar permanecer no infinito caótico que se encontra nos bestuntos quer da esquerda quer da direita. A realidade é infinita. Temos que isolar, definir, caracterizar, medir, avaliar, etc., para que as palavras que utilizamos correspondam as ideias expressas e aceites se correspodam de forma igual para o emissor e o recetor.No fundo o sr. Irritado defende os mesmos valores que o sr. Putin.

    1. Não percebo o que o Putin tem a ver com o seu texto.

  6. O Irritado sempre embirrou com o “Portugal é uma República” da Constituição e, claro, com o “abrir caminho para uma sociedade socialista”. Já eu embirro com uma Constituição que não foi nem pode ser referendada. Mas que devia dizer então? — Portugal foi uma monarquia, é hoje uma república? — Portugal era uma autocracia, é hoje uma partidocracia? — Portugal tinha um parasita vitalício, hoje tem parasitas rotativos? Olhe um artigo que guardei para si – saiu no Irish Times: Having a monarchy next door is a little like having a neighbour who’s really into clowns and has daubed their house with clown murals, displays clown dolls in each window and has an insatiable desire to hear about and discuss clown-related stories. More specifically, for the Irish, it’s like having a neighbour who’s really into clowns and, also, your grandfather was murdered by a clown. Beyond this, it’s the stuff of children’s stories. Having a queen as head of state is like having a pirate or a mermaid or Ewok as head of state. What’s the logic? Bees have queens, but the queen bee lays all of the eggs in the hive. The queen of the Britons has laid just four British eggs, and one of those is the sweatless creep Prince Andrew, so it’s hardly deserving of applause. The contemporary royals have no real power. They serve entirely to enshrine classism … they live in high luxury and low autonomy, cosplaying as their ancestors, and are the subject of constant psychosocial projection from people mourning the loss of empire.

    1. Há uma data de anos, estive numa reunião em Inglaterra, organizada por altas figuras políticas ligadas a sindicatos do Labour. Passava-se num palácio, em Grantham, terra Natal da Tatcher, que tinha sido adquirido por tais sindicatos para organização de reuniões, congressos, comícios, etc. A reunião tinha a ver com temas de defesa, NATO, etc., razão pela qual me convidaram, por ser (erradamente) suposto que eu sabia umas coisas de tais matérias.No meio daquilo, surgiu um intelectual de uma universidade qualquer, que produziu uma arenga parecida com a do seu irlandês, cheio de “complexos de descolonizado”. Unanimemente, a prelecção foi condenada, e o homem quase foi expulso por ofensas à Monarquia.Os ingleses têm destas coisas… As boas demoracias também.

      1. Unanimemente, a prelecção foi condenada, e o homem quase foi expulso por ofensas à Monarquia. Bonito. Muito bonito. E democrático.

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