IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


ATÉ QUANDO?

Se fizéssemos o mesmo (renováveis intermitentes), e ao mesmo tempo instalássemos 4 reactores nucleares semelhantes aos dos Emiratos, teríamos um sistema energético totalmente autónomo e com preços de energia previsíveis e dos mais baixos do Mundo! Este é o grande desafio da próxima década!

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Há uns vinte anos, vivi três em Paris. A minha conta da electricidade era, surpreendentemente, muito mais acessível do que a de Lisboa. Nessa altura, não me preocupei muito em saber porquê. Depois, vim a saber que os preços da EDF eram o que eram porque a França tinha largas dezenas de centrais nucleares. Nós vivíamos no terror do nuclear (fora da agenda, como dizia esse génio chamado Pinto de Sousa, ou Sócrates, para os ignaros).

A situação mantem-se. O governo ignora, os partidos ignoram, os media ignoram, o os ecologistas não saem da cepa torta, antes pelo contrário, o povo, pudera!, mantém-se na ignorância, (des)informado por esta cáfila.

Hoje, grosso modo, pode afirmar-se que os preços da electricidade variam de país para país em função da produção nuclear de cada um. A União Europeia acabou por reconhecer que o nuclear é limpo, fiável, mais constante que qualquer outra fonte, mais “verde” e mais barato para o consumidor final. A tecnologia tem avançado, até a célebre questão dos lixos se encontra no bom caminho.

Para Portugal, o nuclear continua fora da agenda. Gastam-se milhares de milhões em intermitências várias. Segundo o poder, a salvação está no hidrogénio, coisa de que pouco se sabe e gasta brutalidades de energia “verde”, a qual talvez venha a ocupar vastos kilómetros quadrados e a dar cabo de inúmeras espécies, entre outras “benesses”. Ninguém sabe qual será o resultado final de tal política, o que se sabe é que se trata de uma experiência caríssima, fora do alcance da nossa endémica pobreza.

Na citação acima, o erro é dizer que é um desafio para a próxime década. Não é, ou seja, seria para já, se houvesse inteligência política em vez de demagogia eco-badalhoca e ausência de sentido de futuro.

Aqui temos, sim, um bom desafio, por exemplo, para o Montenegro, se ele tiver, ou tivesse, a coragem de remar contra a maré da estupidez há décadas instilada na cabeça das pessoas. A prazo, acredito que seria uma ideia útil, séria e triunfante.

Mas a política em Portugal faz-se de casos e casinhos, de faits divers e de polémicas sem sentido nem futuro. Usque ad?

 

6.12.220  



7 respostas a “ATÉ QUANDO?”

  1. Quando um rebanho de cegos é ‘guiado’ por ignorantes dá nisto.Esta gente é incompetente em razão da matéria e não lhes interessa que resultado esta charlatanice possa vir a dar. Apenas estão a ver o que podem ‘sacar’ desta empreitada ‘mágica’. Há pessoas inteligentes e outras espertas e os que ‘dirigem’ isto não pertencem seguramente à primeira categoria.Quanto ao Montenegro, não tenha muita fé. Gente que advoga para idade de votar os dezasseis anitos, poderá ser tudo, menos gente fiável.

  2. Sim senhor, é para “esta cáfila” e “rebanho de cegos” que o Monterrisinhos tem de ter coragem.

  3. Há muito que o Irritado defende o nuclear. Como já lhe terei perguntado: aceita de bom grado uma central ao lado da sua casa? E das casas dos seus filhos, netos, bisnetos? Nenhuma objecção? Então de acordo, é coerente. De contrário não. Fora esse detalhe, sabe quem até hoje mais deve ter lobbiado contra o nuclear? Não os ecologistas; os mamões do petróleo! Uma das especialidades do seu caro capitalismo, contra todas as fantasias de ‘mercado’, ‘eficiência’ e afins, é atrasar ou impedir alternativas que afectem a sua mama. Pouco importa que seja melhor para as pessoas ou para o planeta; só o lucro conta. Quando tiverem mamado tudo do petróleo e do gás logo verão como mamar no nuclear; até lá esqueça. Mais: várias vezes evocou Chernobyl como o epítome do descalabro e do encobrimento dos terríveis comunistas. Mas nunca, que me lembre, falou do acidente de Three Mile Island – que por muito pouco não foi o Chernobyl americano. Oficialmente não houve vítimas, mas na área à volta os cancros triplicaram. Os seus caros americanos só não encobriram tanto como os soviéticos graças à imprensa daquele tempo; e sabe o que disse um dos heróis que impediram o pior? Disse isto: “We’ll never have a viable nuclear industry in this country until we take the profit motive out of it.”

    1. Não iria viver para o pé de uma central nuclear. Mas, se construíssem uma à minha porta, não veria inconveniente.Dito isto, as histórias malucas sobre Chernobil e Three Mile já estão convenientemente tratadas, e até desmascaradas. Não deviam ser termos de discussão. Mas o Filipe, nestas coisas, é como o Costa, aproveita para bater nos suspeitos do costume.

      1. Histórias malucas? Desmascaradas? Não estou a ver. Até onde sei, Chernobyl e Three Mile foram acidentes reais, que mataram ou afectaram muitos que tinham o azar de viver lá perto – mais em Chernobyl do que na Three Mile, mas para os americanos que tiveram cancros isso não será consolo. E em ambas os responsáveis tentaram encobrir a gravidade do que aconteceu. Ora, a URSS era uma ditadura repressiva cheia de problemas, apparatchiks, negligência, corrupção, todas as razões que v. usou para culpá-la pelo acidente e sobretudo pela forma como lidou com ele. Então e os seus caros EUA, esse farol da humanidade, terra do capitalismo e da liberdade? Aí não há conclusões a tirar? Quando a ganância e o lucro a todo custo causam acidentes, compram leis e reguladores, e pagam a equipas de marketing e PR para limpar-lhes a trampa, aí já tudo catita? É a vida, paciência?

  4. Para o Irritado sempre contra o AO99, e bem, atira-nos com “… de faits divers e de polémicas …..Usque ad?”E ainda com aquele Emirato, de Emirate ?, em português ainda se escreve Emirado.De nada.

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