IRRITADO

O SOCIALISMO É A FILOSOFIA DO FRACASSO, A CRENÇA NA IGNORÂNCIA, A PREGAÇÃO DA INVEJA. SEU DEFEITO INERENTE É A DISTRIBUIÇÃO IGUALITÁRIA DA MISÉRIA. Winston Churchill


  • BOCAS ALDRABONAS

    Numa qualquer das diárias sessões de propaganda do PS, declarou o respectivo chefe que o SNS foi um triunfo sem igual nestes tempos tão difíceis. Pois. Tal triunfo salda-se por incontáveis mortes, de cancro, de AVC, de diabetes e de tantos outras doenças graves cujos pacientes ficaram à porta dos hospitais públicos, sem ninguém que os atendesse, sem consultas, sem exames, sem cirurgias, sem nada.

    Mais declarou a criatura que o PS se prepara para salvar, “outra vez”, o país. O líder de um partido que já levou o país a três bancarrotas, que saiu delas ou às costas do PSD, ou pela mão do PSD sem o seu auxílo (bem pelo contráro!) tem a suprema lata, ou suprema desonestidade, de dizer que vai salvar “outra vez” (!!!) o país.

    É verdade que o país precisa que alguém o salve. Que o salve do PS e da desgraça das políticas do PS e quejandos. Só que, como está provado e mais que provado, não é com essa gente que o país se “salva” ou jamais se salvará.

     

    30.5.21

  • BÁCINAS

    É uma pena a postura de muita gente do Porto – o presidente da Câmara à cabeça – que se afirma, não por si, mas pelo seu ódio (inveja, malquerença) a Lisboa. Não há qualquer dúvida que a bela cidade não tem ou deixa de ter seja o que for por causa de Lisboa. Tem o que tem por mérito próprio. Mas insiste em afirmar-se com birras e aldrabices próprias de ditadores e de falhados, que criam o inimigo externo para justificar as suas ambições e frustrações.

    O senhor Moreira, na senda do seu visceral ódio a Lisboa, veio produzir, de forma trauliteira e tão idiota quanto possível mais uma das suas primitivas e ignorantes diatribes, desta vez a propósito da vacinação. “Lisboa tem mais vacinas (bácinas) que o Porto, etc. bla bla bla”. Como de costume, era mentira. A coisa já foi esclarecida pelo Almirante das vacinas.

    E pronto, assiná-le-se.

     

    26.5.21

  • RANCOR, ÓDIO E MENTIRA

    – É sabido que o Tribunal de Contas publicou um relatório segundo o qual as PPP da saúde prestam melhores cuidados e, para o Estado, são mais baratas que os hospitais públicos. Salda-se a poupança que produzem em centenas de milhões de euros. Noutros critérios, o extenso relatório chega a conclusões de igual sentido.    

    Perante isto, o tão incensado socialista revolucionário, lider incontestado do comunismo “democrático”, F. Anacleto Louçã de seu nome, conselheiro do Estado a que isto chegou e consultor do Banco da Portugal, escreve, na sua tribuna semanal do “Expresso”, uma catilinária contra as PPP da saúde, na qual, em substância, o que defende é que, mesmo melhores e mais baratas, as PPP devem acabar. Diga-se que, nesta matéria, o governo socialista é servo fiel do Louçã. A saúde das pessoas não interessa, a não ser que seja que seja totalmente estatizada. A despesa pública é ilegítima se os prestadores de serviços forem privados.

    No fundo, trata-se, como sempre, da defesa da ditadura: quando tudo for público e o sonho dos louçãs se realizar, para quê a liberdade? A liberdade deixou de ser precisa.

    – Na mesma óptica se pronunciou a dona Catarina quando acusou os hospitais privados de cobrar 13.000 euros por cada doente com covide que recebessem. Mentira descarada e sem escrúpulos, ou a multiplicação por 12 dos mil e picos euros que foram negociados, sendo doze mil e picos euros aplicáveis em situações extremíssimas, menos do que tais situações custam ao SNS.

    – Para a repugnante ideologia desta gente, vale tudo, rancor, ódio e mentira incluídos.

     

    24.5.21     

  • GRANDES BENESSES

    Cinquenta e quatro anos depois do meu regresso da ZIN (Zona de Intervenção Norte), em Angola, após gloriosos e triunfais 27 meses de comissão militar, este mui nobre combatente foi agraciado com um cartão onde consta ser “Titular de Reconhecimento da Nação”. Além disso, a tal Nação confere-me, segundo o cartão, vários direitos, a saber: isenção das taxas moderadoras, gratuitidade do passe passe intermodal dos transportes públicos das áreas metropolitanas e comunidades intermunicipais e gratuitidade da entrada nos museus e monumentos nacionais.

    Resolvi fazer um teste à utilidade do magnífico cartão. Fui a uma baiuca da Carris. O respectivo funcionário, cheio de gozo, comunicou-me que “pois, o governo deu essa ordem, mas a Carris não cumpriu, boa tarde e adeusinho”. Depois, fui a um museu aqui da zona, onde me disseram mais ou menos a mesma coisa. Quanto aos hospitais do SNS, não fiz o teste, mas é de presumir que o resultado fosse igual. Conclusão: o cartão não serve para nada.

    Obrigadinho.  

     

    24.5.21

  • LITERACIA GOVERNAMENTAL

     

    Nem de propósito.

    Ontem de manhã, publiquei uma irritação dedicada às comemorações do “dia da língua portuguesa”. À noite, vi e ouvi uma intervenção “leonina” (sem nada a ver com o Sporting). Sua excelência o ministro das finanças, senhor Leão, presenteou-me com um mimo linguístico que me deixou muito satisfeito, por corroborar as minhas opiniões. Na senda do inacreditável Costa, mas aprimorando o linguarejar do chefe, o ilustre Leão, numa sessão qualquer da presidência portuguesa da UE, aplicou o neologismo TÊJAMOS – ou não TÊJAMOS – em vez de estejamos.

    O IRRITADO agradece esta insofismável prova da justeza das suas opiniões.

     

    23.5.21

  • COMEMORAÇÕES

    Aqui há dias, diz-se, foi “comemorada” a “língua portuguesa”. Não sei quem, que autoridades, que universidades, que academias, que gramáticos, que outros, se dedicaram a tal e tão nobre tarefa. Nem em que consistiram os “trabalhos comemorativos”.

    O que sei é que, em “defesa” da língua, há anos os portugueses se vêem obrigados a cumprir os ditames de um “acordo” que, além de totalmente burro é ilegal porque não ratificado pela esmagadora maioria dos seus subscritores. Não pode tal “acordo” deixar de ter óbvias e dramáticas consequências para os que falam, escrevem ou por outras formas utilizam a língua. Um “acordo” posto em vigor não se sabe com que fundamento jurídico, científico, social ou educativo. Um “acordo” que outras utilidades não teve que não as de fazer gastar inutilmente rios de dinheiro em manuais escolares e de lançar confusões na cabeça de toda a gente, ou seja, de todos os falantes e escreventes de português por esse mundo fora. Um “acordo” que não vigora, ainda bem, num só país africano de língua portuguesa. Um “acordo” que põe os brasileiros a fazer troça dos portugueses e os portugueses a odiar as “brasileirices” que lhes são impostas. Um “acordo” que põe em causa a credibilidade e a honra do país que à língua deu origem.

    Todas as línguas europeias que saíram das suas fronteiras de origem sofrem, ou são enriquecidas, pelo seu uso noutras paragens. Não sei quantas versões (muitas) há, por exemplo, do inglês falado pelo mundo fora, sem que tal signifique, ou que as pessoas deixaram de se entender, ou que o inglês tenha deixado de ter a sua natureza original ciosamente guardada e enriquecida pelo tempo. O português tem uma versão brasileira, mas não deixa por isso ser português, queira-se ou não, goste-se ou não. Aliás, não há que querer ou não, não há que gostar ou deixar de gostar. Não é coisa boa nem coisa má. É o que é, e pronto.

    O “acordo” veio confundir as pessoas de forma de tal maneira estúpida que só pode causar danos à língua, estropiando palavras e conceitos dos dois lados do Atlântico.

    É sabido que o ensino e a fala do português em Portugal sofre horrores com a falta de educação linguística a todos os níveis. Da boca e na escrita de gente que se teria por responsável ouve-se e lê-se os maiores dislates que imaginar se possa, fonéticos, morfológicos e de sintaxe. Pleonasmos são aos pontapés. Verbos a concordar com o complemento directo não têm conta. Sujeitos indeterminados com o verbo no plural, já nem se dá por eles. Até as preposições mudam de sentido consoante a ignorância de escritores, jornalistas, políticos, académicos! E por aí fora. A Gramática é letra moribunda.

    É facto que a língua é mal ensinada, estropiada e, sobretudo, desprezada. O “acordo” não é o único culpado. Culpados são os que deveriam amá-la em vez de, cinicamente a “comemorar”.

     

    22.5.21

  • FUTEBOLADAS

    Aqui há dias, anunciou o intragável governo que, nos estádios, ia ser permitido aos espectadores (espetadores em noivilíngua) ocupar as bancadas até 10% da sua lotação. Mas, atenção, só “espetadores” dos clubes visitados. Uma manifestação do governamental sentido de justiça, ou/e da monumental estupidez que o anima. Depois de ouvir umas declarações de um rapazola que é secretário de Estado do desporto a respeito já não sei de quê, percebi que que são as duas: ausência de sentido de justiça e incomensurável estupidez.

    Pouco depois, a mesma gente veio dizer que, afinal, estava enganada. Não, não era por reservar os lugares aos visitados, era porque passava a não haver lugares para ninguém. Assim, na perspectiva de quem diz governar-nos, passava a haver “justiça”: nem agora nem nos tempos mais próximos haverá “espetadores”.   

    Quando é que esta gente se espeta?

     

    20.5.21

  • FESTIVIDADES

     

    À semelhança, isto é, na continuidade da política do Sócrates, o chamado primeiro-ministro foi a algures inaugurar (ou anunciar), pela terceira vez, as obras de uma linha férrea cuja construção foi, com trombetas e charamelas, prevista para 2019. Para tal criatura, o que é preciso é arranjar tempo de antena, seja a que título for, desde que se enquadre nos altos critérios da  propaganda governamental.

    E a malta atura isto…

     

    20.5.21  

  • A GREVE DOS PRIVILEGIADOS

    Inaugurando a saison, os funcionários públicos entram hoje em greve. Mais uma manifestação da “solidariedade” pública dos funcionários com o restante da população. Não lhes interessa reconhecer que são os únicos portugueses com garantia de emprego até à morte, não lhes interessa saber que são os únicos com promoções garantidas toda a vida, não lhes interessa considerar que são dos poucos que nunca entraram em layoff, nem os únicos que têm o ordenado garantido por inteiro haja o que houver. Sabem que a sua produtividade, boa ou má, ou nenhuma, não tem consequências, nem que têm um mar de garantias que aos demais são negadas, nem que dispõem de um serviço de saúde que lhes permite o que não permite aos demais.

    Para eles, não há privilégios, há direitos. Poucos, na sua opinião. Reclamam mais. Compreender-se-ia se não vivêssemos numa atmosfera de corte de direitos a toda agente, numa crise social de que são os únicos a salvo. Nada lhes interessa, a não ser a própria barriga. Uma classe dominada por demagogos politicões e que gosta de ser guiada por eles, uma gente que ignora olimpicamente o mundo e a sociedade em que está a viver.

    Parabéns.    

     

    20.5.21

  • A LUTA CONTINUA

    Pior do que os casos da CGD, do BES, do NB, é o do cancro. 100.000 (cem mil) diagnósticos de cancro a menos em 2020. Tudo indica que, em 2021, será pior. Deixou de haver cancro? Não. O que deixou de haver foi assistência. Entretido com o covide, o Estado não só nisso falhou, como, muito mais, falhou em tudo o resto. Com uma agravante: não foi utilizada a capacidade instalada, porque a capacidade instalada, fora do Estado, era privada. O Estado social-comunista prefere deixar morrer de cancro 100.000 pessoas a entregá-las aos cuidados de privados. Isto, apesar dos negregados privados, nas PPP da saúde, terem poupado ao Estado centenas de milhões de euros. E prestado melhores serviços, o que as pessoas unanimemente reconhecem.  O socialismo quer acabar com os privados. Por este andar, acabará conosco. Não será a primeira vez, mas será pior que as anteriores. Está-lhe na massa do sangue.

        

    16.5.21

  • BANCOS MAUS

    Ele há coisas difíceis de perceber. Esta interminável história do Novo Banco, para além de entreter os deputados, o que acho muito bem, tem o efeito de obnubilar um caso parecido: o da CGD. Esta nobre instituição, enterrada até às orelhas, recebeu, de uma vezada, mais do que a soma das prestações que Novo Banco tem recebido às mijinhas. Jamais alguém se preocupou em saber se a CGD vendeu imparidades ou activos acima ou abaixo do seu valor contabilístico. Algum deputado, governante, jornalista ou comentador pôs tal em causa? Se pôs, esqueceu logo a seguir. Os causadores dos problemas do BES estão a contas com a justiça. Muito bem. Os que terão causado as perdas da CGD andam por aí na maior. Não se sabe quem são, ou foram, nem interessa saber.

    No BES, as trafulhices foram a causa. Na CGD, foi “a crise”.

    Por outras palavras, não há moralidade nem comem todos.

    Oficial e parlamentarmente, a CGD está, e esteve, sempre bem, é de esquecer. 

    O que interessa é condenar o que é privado e fechar os olhos ao que é público. Assim manda o social-comunismo em vigor.

     

    16.5.21

  • UM HERÓI

    Fiquei muito comovido com os ditirâmbicos elogios prestados pelas autoridades da III República ao ínclito, ilustre, egrégio senhor Pinto, célebre gatuno informático a contas com a Justiça(?). Não só o dito espião informático “colabora activamente” com tais autoridades, como está, garantida e definitivamente “recuperado” para o bem da sociedade. Enfim, trata-se de um fulano do melhor que o bonito mundo dos ciber-assaltantes tem gerado.

    Não se sabe, ou não se diz, ou não consta como ou por que carga de água o indivíduo vivia e actuava na Hungria, país altamente democrático como toda a gente sabe, se tinha por lá algum amigo como o Sócrates em Paris, se nalgum emprego trabalhava, ou se tinha alguma “missão”, a mando e por conta de quem.

    O que se sabe é que, para se safar, “mudou radicalmente”, “prestou uma colaboração efectiva e relevante, até do ponto de vista da informação” e, inclusivamente, como fonte credível, “já colaborou com as autoridades por causa de outros processos”. A PJ “’localizou’ a mudança de comportamento no momento da decisão instrutória” que o levou a julgamento, o que muito diz dos exigentes critérios éticos do exemplar cidadão. O chefe da PJ “acredita na sua reabilitação e em que ele não reincidirá”.  Também deve acreditar no Pai Natal, mas isso é lá com ele. Desnecessário será descrever mais elogios ou referir as declarações da dona Gomes, madrinha do acusado.

    Tudo isto, dir-se-á, não passa de malquerença do IRRITADO, apostado que estará na defesa dos vigaristas e aldrabões que por aí à solta andam. É de crer que estes não mereçam confiança das autoridades. O Pinto merece.

    Esclareço: o que irrita o IRRITADO é ver que, oficialmente, os fins passaram a justificar os meios e que os produtos do roubo servem, não para condenar o ladrão, mas para os transaccionar com ele, incensando-o como alto servidor da polícia, da política e da justiça.   

     

    13.5.21

  • ERRATA

    O IRRITADO pede as maiores desculpas aos leitores e ao governo. É que, no post anterior, afirmou que só a polícia ia ser objecto de inquérito. Hoje, a frágil ministra não sei de quê, filha do outro que também era ministro, veio dizer que, segundo parece, “Algo não correu bem” na noite dos sportinguistas. O que quer dizer que ao governo cheira a qualquer coisa, e já a identificou: foi o Algo. Formidável”!

    Consta que o Algo vai ser sujeito a inquérito e severamente punido. A PJ, por ordem do governo, secundada pela GNR, pela PSP, pelo SEF e pelo Exército, vai desencadear uma operação para localizar o algo, que se encontra a monte.  

     

      13.5.21

  • DA BAGUNÇA E SEUS AUTORES

    No meio da tempestade de comentários, opiniões, condenações, desculpas, etc. motivados pela festa do Sporting, avulta, desde logo, a mui original análise do senhor de Belém. Teve ele a amabilidade de comunicar que a culpa é dos cidadãos. Uma originalidade presidencial? Nem por isso.

    Na óptica das nossas atenciosas autoridades, a culpa é sempre dos cidadãos. Não há culpas para mais ninguém: o MAI é um herói, o primeiro-ministro também, as claques são uma maravilha, a bagunça uma coisa normal. Inquéritos para quê, contra quem? Nem pensar, com uma uma excepção: os polícias que levaram pancada e a retribuiram.

    Os que impedem os adeptos de ir aos estádios não merecem inquérito nenhum.

    O governo, esse, está acima de tais coisas, só merece elogios. Os epidemiologistas, quejandos e afins, merecem crédito, estão sempre certos, quer digam que é preto ou que é branco. Os telejornais também. Tudo malta fixe, impoluta, cujas ordens e notícias são indiscutíveis.    

    Por toda a parte há normas de “afastamento”, imposição de máscaras, frasquinhos de desinfectantes, invasões armadas, as mais rebuscadas e, quantas vezes idiotas imposições, atropelos aos direitos de cada um. A Constituição – no que tem de bom – está em farrapos, instituída que foi a carneirada obrigatória que, no parecer de não poucos, é ensaio geral para o estabelecimento de uma “nova autoridade”, de um novo conceito de democracia e de direito, a dar razão aos profetas do Big Brother.      

    Ainda não li, embora admita que haja quem fale disso, alguma coisa sobre o fundamentalismo que impõe estádios vazios. Cumprindo as regras da ditadura sanitária, há quem encha “estádios” – a Igreja e o PC, por exemplo. No futebol, zero, não porque os clubes se não proponham respeitar as regras (fila sim fila não, lugar sim lugar não, ou coisa que o valha), mas porque aquilo a que soe chamar-se “autoridade” não deixa. Na certeza de que, quando há “azar”, a culpa é nossa.

    Não, os lagartos não podiam ir ao estádio, ainda menos podiam ocupar a rotunda do Marquês. Metessem-se onde quisessem, para cumprir as ordens das “autoridades”. Meteram-se, nas ruas, nos becos, nas árvores, nas estátuas, nas escadas, à volta do estádio, entraram em fúria, arrombaram as redes que os “protegiam” do covide. Para tal protecção, dezenas de milhares de pessoas foram enlatadas umas contra as outras sem qualquer sombra de “segurança sanitária”. A culpa é delas? Com todo o respeito pela presidencial opinião, a culpa é do governo que, mergulhado num oceano de estupidez, não sabe o que faz, limita-se a alardear “autoridade”. E do Presidente, que lhe dá apoio e crédito.

     

    13.5.21

  • FORA DE MODA

    Andam para aí vozes anti-patrióticas a exigir a demissão de um tal Cabrita, imparável produtor de asneiras, de invasões armadas, de bocas ultramontanas, idiotas e ordinárias, tgudo num inegável alarde de assustadora incompetência. Há quem diga que o Cabrita há-de cair como caíu aquela rapariga que, não contente com os incêndios, continua a produzir parvoíces e a chamar nomes ao Cravinho (pai), com o apoio do Costa  e da sua número dois, a inacreditável Nãoseiquantas Mendes. Foi preciso uma barulheira dos diabos para correr com ela? Foi.

    Helas, com o Cabrita a coisa parece fiar mais fino. A barulheira voltou, imparável. Mas o Cabrita é, segundo o chefe Costa, um “excelente ministro”. Não tenham os anti-patriotas ilusões. O poder socialista é que é: desconhece a vergonha, a verdade e outras patacoadas fora de moda.

     

    13.5.21

  • QUE BOM!

     

    De há longos anos conhecíamos as “doutrinas” do Centeno, bem como os seus brilhantes resultados, os orçamentos do Estado aldrabados com  cativações, as ribombantes declarações sobre a “não austeridade”, os aumentos de impostos, o emagrecimento da economia, a falta de dignidade e de vergonha com que se assenhoriou do Banco de Portugal, etc.

    Ei-lo agora a vir, do alto púlpito tal banco lhe garante, disfarçar os seus erros e presentear-nos com novos palpites, num nunca acabar de falta de senso, de lata e de auto-elogio. Veja-se a basilar declaração, vastamente por aí reproduzida, como segue:   a crise pandémica é “exógena, temporária e não deixa marcas na economia além da queda da atividade”. Vejamos a lógica do luminoso intelecto de sua excelência. A crise pandémica (coisa vinda de fora) provocou a queda brutal da actividade económica, ou seja, uma coisa menor, que não vai deixar marcas. Por outras palavras, o desemprego, as falências em catadupa, as pessoas fechadas em casa, a morte dos hotéis, dos restaurantes e similares, o fecho das escolas e todo o cortejo de miséria que por aí grassa, é mero pormenor, um pequeno inconveniente que “não vai deixar marcas”, a não ser “temporárias”, na economia.

    Deve ser por isso, diz ele, que as medidas de apoio à economia devido à pandemia vão ter de terminar. Tem toda a razão. É que, seguindo o seu brilhante raciocínio, se as marcas são temporárias, não há nenhuma razão para que os apoios não o sejam também. Uma triste verdade, se pusermos as coisas no sítio: os apoios não vão acabar por não ser precisos, vão acabar quando acabar o dinheiro. Desde que, é de ver, sem que o socialismo acabe também.

    Vem aí a bazuca (se vier). A bazuca vai a judar o país a sair da crise? Vai, se considerarmos que o país “é” o socialismo. É por isso que os planos do governo são, quase exclusivamente, para auxílio ao Estado, não à economia. A bazuca, como está expresso no chamado PRR, é, acima de tudo, o seguro de vida do socialismo estatista, não o balão de oxigénio que ajude a salvar o futuro da economia.

    Em extremosa cooperação com o poder socialista/comunista/neo-comunista, vem Centeno corroborar, por exemplo, as palavras do inaceitável Costa, quando anuncia a contratação de mais uns milhares de funcionár0s públicos, ou seja, de eleitores.

    E é nesta doce harmonia dos poderes públicos que vivemos. Que bom!

     

    8.5.21

  • PAPAS E BOLOS

    Tive ontem a infelicidade de ouvir a ministra da justiça desdobrar-se em largas “medidas contra a corrupção”. Atascada em propostas dos partidos, e de terceiros, parece que decidiu brindar-nos com a posição final do governo a que pertece. Entre muitas “medidas”, tais o perdão a quem denuncie confessando, ou denuncie sem confessar, tais a extremosa protecção dos bufos, etc., avulta uma que é clássica entre nós: a criação de uma nova “entidade”.

    Quando os governos não sabem o que hão-de fazer mas querem dar um ar da sua graça, criam uma “entidade” ou, mais modestamente, um “grupo de trabalho”, uma “comissão”, uma coisa qualquer que se possa pôr nos jornais, com vasto gáudio de jornalistas e comentadores. Não sei se alguém já fez contas ao número de “entidades” e outras congregações do género, ou se tais coisas não podem ser contadas por serem incontáveis. Mas sei que, daqui a um ano ou dois, a brilhantíssima nova entidade da corrupção, há muito constituída por elementos do PS e afins, e devidamente paga, ainda não reuniu, não tem instalações, não tem “meios”, não tem regulamento, não tem “técnicos”, nem fez ou fará seja o que for. Ninguém se lembrará dela, o que, se calhar, no fundo é o que se pretende.

    Duma coisa podemos estar certos: como há dias dizia o IRRITADO, no essencial ficará tudo na mesma. No mesmo sentido se pronunciou, ontem, a dona Manuela Ferreira Leite, que, com toda a razão, disse que há leis e mais leis que permitem a punição da corrupção e do enriquecimento ilícito – ou “sem causa”, como agora se diz. As brilhantes iniciativas parlamentares, governamentais, até sindicais, imagine-se, terão o destino que merecem: o das coisas inúteis, que só servem, ou para complicar, ou para baralhar, ou para criar mais meios de encanar a perna à rã via as mais complicadas complicações jurídico-penais.

    Quanto às causas da corrupção, zero. A burocracia aumenta sem que haja quem perceba ou a tal se oponha. Até a chamada digitalização, em vez de facilitar, complica.

    Lembro-me de uma história que encheu jornais aqui há anos: o Professor Cavaco Silva queria fazer umas obras na casa de banho lá de casa. Estampou-se contra a a burocracia da CML e andou meses, ou anos, até conseguir mudar a sanita para o lugar do bidé ou coisa que o valha. Suponho que, como não quis, ou não pôde, descobrir o fiscal, o engenheiro, o arquitecto, o burocrata “competente”, ou não os engraxou, teve que esperar, requerer, expor, e não se sabe se conseguiu ou não o seu tão simples objectivo, tornado complicado pelas “autoridades”. O mais provável é que, se fosse mais esperto, teria entrado com uns tostões e ultrapassado os escolhos. Coisas destas sucedem a todos nós. Há sempre um trambolho qualquer que, no “estrito cumprimento sa lei”, se dedica a dar cabo da cabeça a concidadãos que dele dependam. Há sempre um regulamento qualquer que, usado “como deve ser”, lhe prega uma rasteira. E há, quase sempre, alguém que, devidamente “incentivado”, resolve o assunto de um dia para o outro.

    É o que se passa no nosso dia-a-dia. E como ce qui est en bas est comme ce qui est en haut, à medida que as coisas são mais complicadas, ou mais valiosas, o preço dos “incentivos”, naturalmente, sobe em conformidade. Se se tratar de um empreendimento de milhões, quantos ministérios, quantas entidades, quantos “grupos de trabalho”, quantas instâncias “técnicas” ou de outra natureza, têm que ser consultadas, atulhadas de requerimentos, pareceres, opiniões, estudos, quantos “proactivos”, quantos “activistas”, devidamente financiados pelo Estado, terão que se pronunciar, quantas associações “sem fins lucrativos” intervirão, ou seja, quantas oportunidades de ganhar uns tostões, muitos tostões, serão precisos se se quiser, com razão ou sem ela, andar para a frente.

    Há um comerciante aqui perto que resolveu fazer aquilo a que chama a sua “galeria de arte”. Mandou emoldurar as licenças de toda a ordem de que precisou para legalizar a loja. Encheu uma parede. Imaginem actividades mais complexas. Dariam um museu de pictocracia!

    O mar de oportunidades de corrupção é da responsabilidade de um Estado que a si próprio e aos seus adeptos atribui gigantescas competências e que, para sustentação dos seus, cria sistemas de vigilância quanto mais complicados melhor. E o que faz esse Estado quando diz perceber que há corrupção? Sobre si próprio, nada. Sobre a “luta” contra a corrupção arranja formas de complicar ainda mais, com mais leis e mais “entidades”.

    Entretanto, nos armários da Justiça, como sugere a dona Manuela, jazem instrumentos suficientes que jamais chegarão. É preciso mais, e mais, e mais, não importa as redundâncias, desde que o Estado vá entretendo os tolos com balelas. Nem papas nem bolos, que esses são para engordar o insaciável bandulho público.

    E assim vai a vida. Sem remédio.

     

    30.4.21  

  • EXTERMÍNIOS

    Rui Rio, na sua incansável tarefa de destruição do PSD – no exercício da qual tem mostrado altíssima competência – resolveu arranjar uma candidata de arromba ao velho feudo comuno-socialista da Amadora. A senhora, rotunda e desbocada, resolveu advogar o extermínio do BE, do Chega e de outros que tais. O BE, consciente da sua enorme importância (sua dele, e dela, pelos vistos), resolve descontextualizar a história, concluindo que a fulana se referiu só ao BE e não aos demais.

    Começo por não saber se a criatura sabe o que quer dizer extermínio, mas posso admitir que a palavra tenha sido usada (mal) em sentido figurado, o que nada abona em favor da literacia da mulher. Não seria mau para a Amadora e para o resto do país se as organizações extremistas se afundassem nas urnas, tornando-se meros raminhos de salsa da política, mas daí a “exterminá-las” vai uma distância cósmica.

    A tendência para a asneira que caracteriza o senhor Rio é o que se revela com maior evidência nesta estranha escolha. Enfim, as urnas dirão se tenho razão mas, mesmo que a não tenha, o “critério” da decisão não podia ser  mais marcante da cruzada do homem a favor do “extermínio” do PSD. Tal é a gravidade da questão. A desbocada, comparada com isto, é um fait divers.

     

    29.4.21      

  • CITAÇÕES

    É esta a primeira vez que cá venho desde a última vez que cá estive.

    Américo Tomás

     

    É importante dizer que só há futuro porque aqui chegámos.

    Marta Temido

     

  • OS CARROCEIROS E A COITADINHA

    Toda a gente sabe que um tal Erdogan é um muçulmano fundamentalista que, após várias tentativas, conseguiu dar cabo do regime civilista fundado por “Ataturk” (pai da Turquia), Mustafá Kemal. Fê-lo prendendo, matando, encarcerando os que se lhe opunham, civis, militares, juízes, funcionários, opositores de vária ordem, fiéis da antiga República democrática. E fê-lo, mudando a política externa do país, afastando-o do Ocidente livre e aproximando-se das mais horrendas ditaduras, traindo a NATO, traindo quem, na Turquia, queria aderir à UE, traindo a própria UE a que seria falso candidato.

    Em miserável demonstração do seu poder, recebeu dignitários europeus do mesmo nível, desqualificando um deles, a dona Ursula, e qualificando outro, um certo Michel, muito conhecido pelas suas miseráveis e ridículas performances político-burocráticas.

    Havia duas cadeiras na sala. O carroceiro Erdogan não tinha arranjado lugar para a senhora. Mas, pior que isso, o carroceiro Michel alapardou-se com o cadeirão disponível, em vez de o oferecer à senhora. E, não sei se ainda pior, a senhora aceitou a humilhação e, em vez de virar costas, foi sentar-se num sofá e aguentou tudo, muito caladinha.

    Tudo errado. Dois miseráveis carroceiros tratam mal a Europa inteira, ainda por cima, na pessoa de uma alemã. A senhora, em vez de ter reagido como devia, achou que a ofensa era a ela, como mulher, não como alta representante de nós todos.

    O Parlamento Europeu, se existe, devia ter já posto em curso a expulsão do Michel, talvez mandando-o pastar caracóis para a Turquia, que era o que o IRRITADO teria feito.

    O IRRITADO está-se nas tintas para que o Presidente da Comissão Europeia seja um homem, uma mulher, ou um membro das diversas modalidades de “género” promovidas pelo BE. O que lhe interessa é a dignidade, a eficiência, o valor político, a defesa dos nossos valores, de quem tal cargo ocupa.   

    Mas a verdade é que, no meio disto tudo quem ficou a ganhar foi o turco, ditador/terrorista/machista/ordinário, da Turquia, e os humilhados fomos todos nós. Gaita!

     

    27.4.210