Rui Rio, na sua incansável tarefa de destruição do PSD – no exercício da qual tem mostrado altíssima competência – resolveu arranjar uma candidata de arromba ao velho feudo comuno-socialista da Amadora. A senhora, rotunda e desbocada, resolveu advogar o extermínio do BE, do Chega e de outros que tais. O BE, consciente da sua enorme importância (sua dele, e dela, pelos vistos), resolve descontextualizar a história, concluindo que a fulana se referiu só ao BE e não aos demais.
Começo por não saber se a criatura sabe o que quer dizer extermínio, mas posso admitir que a palavra tenha sido usada (mal) em sentido figurado, o que nada abona em favor da literacia da mulher. Não seria mau para a Amadora e para o resto do país se as organizações extremistas se afundassem nas urnas, tornando-se meros raminhos de salsa da política, mas daí a “exterminá-las” vai uma distância cósmica.
A tendência para a asneira que caracteriza o senhor Rio é o que se revela com maior evidência nesta estranha escolha. Enfim, as urnas dirão se tenho razão mas, mesmo que a não tenha, o “critério” da decisão não podia ser mais marcante da cruzada do homem a favor do “extermínio” do PSD. Tal é a gravidade da questão. A desbocada, comparada com isto, é um fait divers.
29.4.21

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